Saúde & Bem-estar

Entre a festa e a saúde: cuidados essenciais no Carnaval 2026

Especialistas do São Cristóvão Saúde ensinam a aproveitar a festa, sem riscos à saúde

 

O Carnaval é marcado por calor intenso, longas horas de festa, consumo de bebidas alcoólicas e mudanças na rotina alimentar. Esse cenário exige atenção especial à saúde, principalmente no que diz respeito ao coração, à hidratação e à alimentação. Especialistas alertam que alguns excessos comuns durante a folia podem trazer riscos sérios ao organismo.

 

Mistura de álcool e energéticos preocupa especialistas

 

O consumo de bebidas alcoólicas e energéticas cresce no Brasil, especialmente em períodos festivos. De acordo com o cardiologista do São Cristóvão Saúde, Dr. Fernando Barreto, a combinação dessas bebidas é especialmente perigosa. O consumo regular de energéticos aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial, elevando o risco de arritmias. Já o álcool em excesso está associado à hipertensão, insuficiência cardíaca e arritmias como a fibrilação atrial. Pequenas quantidades podem ser toleradas em pessoas saudáveis, mas não existe um consumo universalmente seguro”, explica.

 

As bebidas energéticas, ricas em cafeína e estimulantes, podem causar taquicardia, aumento da pressão arterial, ansiedade, irritabilidade, insônia e tremores. Em casos mais graves, há risco de arritmias e convulsões, especialmente em pessoas predispostas. 

Segundo o cardiologista, a associação entre álcool e energéticos é comum em festas e blocos, mas representa um risco adicional. “Os energéticos mascaram a sensação de embriaguez, levando a pessoa a beber além do limite sem perceber os sinais de intoxicação. Isso aumenta significativamente o risco de intoxicações graves e acidentes”, alerta. 

 

Alimentação adequada ajuda a manter energia e evitar a ressaca 

 

Durante o Carnaval, pular refeições ou optar por alimentos pouco nutritivos pode comprometer o bem-estar. A coordenadora de nutrição e dietética do São Cristóvão Saúde, Cintya Bassi, reforça que manter uma alimentação equilibrada é essencial para garantir disposição ao longo da folia.

 

Nosso corpo precisa estar bem alimentado para fornecer energia suficiente durante os dias de festa, afirma. A orientação é evitar longos períodos de jejum e apostar em carboidratos integrais, proteínas e gorduras saudáveis. No café da manhã, combinações como pão, ovo, frutas e café com leite ou iogurte natural ajudam a começar o dia com energia. Já no almoço e no jantar, saladas, legumes e verduras são fundamentais para o aporte de vitaminas e minerais. 

 

O consumo de álcool também impacta diretamente a hidratação. Por isso, Cintya recomenda intercalar bebidas alcoólicas com água. “Recomendo beber 200 ml de água a cada 200 ml de bebida alcoólica, assim mantemos a hidratação e evitamos a embriaguez e a ressaca no dia seguinte”, orienta.

 

Para reduzir os efeitos do álcool, além da água, água de coco e isotônicos ajudam a repor sais minerais. Frutas ricas em água, como melancia, melão, morango e abacaxi, auxiliam na hidratação e na recuperação do organismo. Chás de hortelã ou gengibre e água com limão também favorecem a digestão e aliviam náuseas. “Com ingredientes naturais, todos têm seus benefícios e podem ser escolhidos de acordo com a preferência, explica. 

 

Desidratação: sinais de alerta durante a folia 

 

Com calor, suor excessivo e consumo de álcool, o risco de desidratação aumenta significativamente no Carnaval. Cintya Bassi, explica que a desidratação ocorre quando há baixa disponibilidade de água no organismo e pode trazer consequências graves, por isso, a recomendação é de 35 a 40ml por kg de peso.  

 

Entre os principais sinais estão: sede exagerada, boca e pele seca, olhos fundos, diminuição da sudorese, cansaço, dor de cabeça e tontura. Em casos mais graves, pode haver queda da pressão arterial, perda de consciência, convulsão, coma, falência de órgãos e até morte.

 

A especialista reforça ainda a importância de começar o dia se hidratando. Durante o sono, o organismo consome muita água e já acordamos desidratados. O ideal é ingerir pelo menos 500 ml de água ao acordar, orienta. 

Com atenção à hidratação, alimentação adequada e consumo consciente de bebidas, é possível aproveitar a folia com mais segurança e reduzir os riscos à saúde. 

 

Sobre o Grupo São Cristóvão Saúde 

 

Administrado pela Associação de Beneficência e Filantropia São Cristóvão, o Grupo São Cristóvão Saúde possui 10 Unidades de Negócio, que englobam: Hospital e Maternidade, Plano de Saúde, Centros Ambulatoriais, Centro Cardiológico, Centro Laboratorial (CLAV), Centro Endogástrico (CEGAV), Centro de Atenção Integral à Saúde (CAIS I e II), Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP Dona Cica) e Filantropia.

 

Referência em saúde, na cidade de São Paulo, a Instituição completou 113 anos em dezembro de 2024. O Grupo promove uma grande modernização e expansão em sua estrutura física e tecnológica, investindo em equipamentos, certificações e profissionais qualificados. Atualmente, o complexo hospitalar conta com 309 leitos, além de oito Centros Ambulatoriais, que realizam milhares de consultas, proporcionando qualidade assistencial às mais de 165 mil vidas do Plano de Saúde e 28 mil vidas do Plano Odontológico.  

 

O Grupo São Cristóvão Saúde tem como Presidente/ CEO o Engº Valdir Pereira Ventura, responsável pelas Unidades de Negócio e, desde 2007, atuando à frente das decisões Institucionais.

Maternidade

Planejamento antecipado é essencial para uma viagem de férias tranquila e segura em família

Veja a importância de adaptar a rotina das crianças antes das viagens para tornar o deslocamento agradável

 

Com a chegada do fim de ano e o aumento do tempo livre das crianças durante as férias, muitas famílias começam a planejar viagens para aproveitar o período. A psicopedagoga Paula Furtado destaca que alguns cuidados essenciais podem garantir uma experiência tranquila, segura e inesquecível para todos. De acordo com a profissional, a palavra-chave para evitar estresse e imprevistos é a antecipação.

 

“Viajar com crianças exige prever necessidades básicas, como alimentação, descanso, distração, temperatura e segurança. A escolha de assentos, paradas estratégicas e horários mais tranquilos são essenciais, ou seja, quanto mais elementos forem pensados antes, menor é a chance de contratempos. A criança não se adapta ao adulto correndo; é o adulto que precisa ajustar o ritmo”, afirma.

 

Além disso, Paula reforça que viajar vai muito além do lazer. “As viagens contribuem para o desenvolvimento emocional e social das crianças. Elas ampliam repertório, criam memórias afetivas, fortalecem vínculos e desafiam os pequenos a lidar com novidades e pequenas frustrações. Viajar é uma forma linda de aprendizado: sensorial, emocional e social”, completa.

 

Organizar a rotina

 

Segundo a psicopedagoga, adaptar a rotina antes da viagem para tornar o deslocamento mais tranquilo deve ser uma questão pensada pelos pais e responsáveis com cautela, pois as crianças tendem a ficar mais seguras e calmas quando sabem o que esperar. A previsibilidade funciona como uma importante forma de estabilidade emocional, e também reduz ansiedade e comportamentos de estresse nos dias que antecedem a viagem. Alguns dias antes, é válido:

 

• Ajustar horários de sono

 

• Manter refeições equilibradas

 

• Reduzir estímulos muito intensos à noite

 

• Conversar sobre o que vai acontecer

 

“Preparar a criança com pequenas mudanças na dinâmica diária facilita o processo de adaptação e contribui para um deslocamento mais leve para toda a família”, acrescenta.

 

Viagens longas

 

Paula faz um alerta sobre sinais de estresse ou cansaço que as crianças podem apresentar durante viagens longas, como irritabilidade, choro que surge do nada, dificuldade de permanecer sentada, ranger de dentes ou tensão corporal, recusa alimentar e excesso de energia. Quando essas manifestações aparecem, é o momento ideal para pausar, acolher a criança e reorganizar o ambiente, garantindo mais conforto e segurança para seguir a viagem. “Porém, muitas vezes, esses indícios são sutis e passam despercebidos. Identificar logo no início ajuda a evitar desconforto e crises”, afirma.

 

A especialista também lembra que criança dentro de carro, avião ou ônibus tem repertório limitado. E são os adultos que precisam transmitir calma durante o trajeto. Cantar juntos, contar histórias, observar a paisagem e criar pequenos desafios lúdicos transformam o tempo de deslocamento em experiência e não em “tempo perdido”.

 

“Não existe viagem perfeita, existe a viagem possível. Quando a família prioriza o vínculo em vez da performance, a experiência se torna muito mais rica, segura e afetiva para a criança”, finaliza a profissional.

 

Sobre Paula Furtado

 

Paula é pedagoga, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia (Facon-SP), Educação Especial, Arte de Contar Histórias e Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapientiae e Leitura e Escrita, também pela PUC-SP. A profissional já atuou como assessora pedagógica em escolas públicas e particulares.

 

Autora de mais de 100 livros infantojuvenis e criadora de jogos pedagógicos inovadores, Paula também escreve para revistas especializadas em educação e infância. A especialista em educação exerceu a função de coordenadora e supervisora psicopedagógica em diversas publicações infantis (Contos de fadas, Lendas e Folclore) com Girassol Brasil e MSP Estúdios.

Saúde & Bem-estar

O que muda na alimentação para conquistar músculos definidos após os 50 anos?

A recente transformação do ator Carmo Dalla Vecchia, que aos 59 anos exibiu um abdômen definido e um físico mais forte em suas redes sociais, inspirou homens e mulheres a provarem que nunca é tarde para mudar. A pergunta que se faz é: o que muda na alimentação para conquistar músculos definidos após os 50 anos, especialmente as mulheres, que nesta fase da vida ainda passam pela menopausa, um período de muitas mudanças hormonais?

 

A principal regra para construir músculos depois dos 50 é colocar as proteínas no centro da rotina alimentar. Elas são o combustível da recuperação muscular e o grande antídoto contra a sarcopenia, processo natural de perda de massa magra que começa por volta dos 40 anos e se acelera com o tempo. A nutricionista Tayanne Malafaia, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e professora universitária em diversas instituições de ensino, esclarece:

 

“Para mulheres na menopausa, a recomendação pode chegar a 1,5 a 1,8 g de proteína por quilo de peso corporal por dia. Isso significa que uma mulher de 65 kg precisa de até 117 g de proteína diariamente, distribuídas entre todas as refeições”, explica.

As melhores fontes incluem ovos, peixes, carnes magras, laticínios e iogurtes. E se for difícil atingir a meta apenas com a alimentação, a suplementação com whey protein pode ser uma boa aliada, mas sempre com orientação profissional.

 

Creatina, carboidratos e gorduras: os aliados da força feminina

 

Nessa fase da vida, é essencial olhar para a saúde de forma ampla e isso começa pelos exames. “É muito importante fazer uma avaliação bioquímica para identificar possíveis deficiências nutricionais. É comum observarmos falta de magnésio, vitamina B12 e vitamina D, por exemplo. Temos que cuidar de dentro para fora, porque não adianta investir no melhor suplemento se o corpo não está equilibrado internamente. A saúde vem antes da estética e o equilíbrio dos nutrientes é o que garante resultados duradouros”, destaca Malafaia.

 

Entre os suplementos que mais se destacam após os 50 anos, a creatina merece atenção especial. Estudos comprovam que ela contribui para o aumento da força, da massa muscular e até da saúde cerebral e óssea, aspectos essenciais nessa fase da vida.

 

“A creatina melhora a funcionalidade muscular e pode ser usada por todas as mulheres, inclusive as que não treinam pesado. Ela ajuda na disposição, na recuperação e até na cognição. A dose ideal depende da rotina e da intensidade dos treinos, e deve sempre ser ajustada por um profissional”, explica a nutricionista.

 

Quando o assunto são suplementos alimentares, Tayanne reforça que eles devem complementar e não substituir uma boa alimentação. “Os suplementos são ferramentas úteis, mas precisam estar alinhados ao que o corpo realmente precisa. Sem isso, o resultado pode ser o oposto do esperado”, diz.

 

Os carboidratos não devem ser cortados. Eles são a principal fonte de energia para os treinos e garantem que o corpo não use o músculo como combustível. “Priorize os complexos, como batata-doce, aveia, arroz integral e quinoa, que liberam energia de forma gradual”, orienta Tayanne Malafaia.

 

As gorduras boas, por sua vez, são essenciais para o equilíbrio hormonal e ajudam na produção dos hormônios que participam da construção muscular. “Aposte em azeite de oliva, abacate, castanhas e peixes ricos em ômega-3”, completa.

 

Treino e nutrição: a dupla que transforma

Não dá para falar de ganho muscular sem falar de movimento. A musculação e os exercícios de resistência são as melhores ferramentas para estimular o crescimento das fibras musculares e fortalecer os ossos, principalmente nesta fase da vida em que há perda natural de massa magra.

 

 

“A alimentação fornece os blocos de construção e o treino é o estímulo para o crescimento. Um depende do outro”, resume Tayanne Malafaia.

 

Mulheres que combinam dieta rica em proteínas com treino de força conseguem melhorar o tônus, acelerar o metabolismo, reduzir gordura corporal e aumentar a disposição, segundo a nutricionista.

 

Além disso, é essencial pensar na hidratação. Com o passar dos anos, o corpo perde um pouco da capacidade de sentir sede e a desidratação pode passar despercebida. “A água é essencial para o desempenho muscular e o transporte de nutrientes. Por isso, beba mesmo sem sentir sede”, reforça a nutricionista. A recomendação é de 35 ml por quilo de peso corporal por dia, o que equivale a cerca de 2,5 litros para uma mulher de 70 kg.

 

Sobre Tayanne Malafaia

 

Tayanne Malafaia tem graduação em Nutrição (2016) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Tem mestrado e doutorado e o pelo Programa de Pós-Graduação na Faculdade de Ciências Médicas em Fisiopatologia Clínica e Experimental – FISCLINEX/UERJ.

 

Atua no Laboratório de Farmacologia Celular e Molecular do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes da UERJ, como Pós-Doutoranda. É docente de Instituições de ensino superior ministrando disciplinas relacionadas ao ciclo básico dos cursos da saúde e do curso de nutrição. Atende em consultório na área Clínica e Esportiva desde 2016.