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Pesquisa com 174 pacientes pediátricos mostra que personagens fantásticos e animais humanizados despertam mais interesse durante sessões de contação de histórias
Já se sabe que a contação de histórias apresenta resultados positivos para crianças hospitalizadas, mas será que qualquer história produz o mesmo efeito? De acordo com um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, em parceria com a Associação Viva e Deixe Viver, crianças internadas tendem a preferir histórias protagonizadas por animais humanizados e monstros em vez de personagens humanos.
Entre os livros mais escolhidos estavam histórias protagonizadas por personagens como ratos, elefantes, macacos e criaturas fantásticas. Já títulos cujas capas apresentavam pessoas, adultos ou crianças, foram pouco selecionados, mesmo quando os protagonistas tinham idade próxima à dos pacientes.
Entre os livros mais selecionados nas sessões de contação de histórias aparecem obras como O monstro monstruoso da caverna cavernosa, Macaco Danado, O ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomeado e Monstro Rosa. Em comum, esses títulos apresentam personagens expressivos, envolvidos em situações lúdicas ou bem-humoradas.
Já narrativas protagonizadas por personagens humanos, como Aladim, Pinóquio ou Malasaventuras – Safadezas do Malasartes, tiveram menor interesse. Segundo os pesquisadores, a preferência por bichos e monstros pode estar associada ao caráter simbólico e imaginativo dessas figuras, que favorecem identificação, humor e distanciamento das situações reais vividas pelas crianças durante o tratamento.
De acordo com Márcia Abreu, pesquisadora da Unicamp, a tendência pode estar relacionada ao papel que narrativas fantásticas desempenham na infância, especialmente em contextos emocionalmente delicados. “Personagens não humanos permitem maior distanciamento da realidade imediata e podem ajudar as crianças a lidar com sentimentos comuns durante a hospitalização, como medo, ansiedade e sensação de isolamento”, afirma a especialista.
Para os pesquisadores, animais e monstros presentes em livros infantis costumam apresentar comportamentos humanos, como falar, expressar emoções e enfrentar desafios. Esse recurso facilita a identificação das crianças com as histórias, ao mesmo tempo em que preserva um universo imaginativo.
Segundo os especialistas, compreender as escolhas das próprias crianças pode ajudar organizações e profissionais de saúde a selecionar melhor os livros utilizados em atividades de leitura em hospitais, ampliando os benefícios emocionais dessas iniciativas.
“As preferências observadas contrastam com as escolhas feitas por adultos no mercado editorial. Enquanto nas sessões hospitalares predominam animais e criaturas fantásticas, rankings de vendas de literatura infantil na última bienal destacam obras com temas sociais ou protagonismo humano, muitas vezes selecionadas por pais, educadores ou escolas”, destaca Márcia.
Valdir Cimino, fundador da Viva e Deixe Viver, ressalta a importância do estudo. “A pesquisa tem papel fundamental ao demonstrar, com base em dados, os benefícios da contação de histórias para crianças hospitalizadas. Na primeira fase do estudo, foram medidos os níveis de ocitocina, hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, e de cortisol, relacionado ao estresse, comprovando cientificamente a melhora clínica dos pacientes. Esta segunda fase nos ajuda a identificar as literaturas ideais para potencializar os benefícios promovidos pela leitura”, finaliza.
Metodologia – A pesquisa analisou as reações e escolhas de leitura de 174 crianças entre 6 e 10 anos internadas no Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas, e no Hospital da Criança da Rede D’Or São Luiz, em São Paulo. Durante sessões de cerca de 30 minutos de contação de histórias, os participantes puderam escolher quais livros desejavam ouvir a partir da apresentação das capas e de um breve resumo do enredo.
Sobre a Associação Viva e Deixe Viver: Fundada em 1997 pelo paulistano Valdir Cimino, a Associação Viva e Deixe Viver é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) pioneira em diversas frentes e políticas públicas. Por meio da arte de contar histórias, forma cidadãos conscientes da importância do acolhimento e de elevar o bem-estar coletivo, a partir de valores humanos como empatia, ética e afeto.
A entidade também é referência em educação e cultura, por meio da promoção de atividades de ensino continuado. Nesse sentido, conta com o canal Viva e Eduque, espaço criado para a difusão cultural, educacional e gestão do bem-estar para toda a sociedade. Hoje, além dos 601 fazedores e contadores de histórias voluntários, que visitam regularmente 89 hospitais espalhados pelo Brasil, a Associação conta com o apoio das empresas UOL, Pfizer, Instituto Helena Florisbal e Instituto PENSI, além da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
Psicanalista alerta: rotina perfeita pode esconder uma depressão silenciosa
“A depressão silenciosa não para a mulher: ela a mantém em movimento, mesmo quando tudo por dentro já pediu pausa.”
A afirmação da psicanalista e terapeuta Adriana Soares resume um fenômeno cada vez mais presente: mulheres que sustentam rotinas produtivas enquanto enfrentam um sofrimento emocional invisível. A velha conhecida depressão é a condição que se camufla na eficiência e dificulta o reconhecimento do adoecimento.
“São mulheres que dão conta de tudo, mas já não se sentem dentro da própria vida”, explica Adriana. Dados do Ministério da Previdência Social, divulgados em janeiro de 2026, evidenciam o avanço do problema: em 2025, foram mais de 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais, com crescimento de 15,66% em relação ao ano anterior.
“Quando olhamos que mais de 63% desses afastamentos são de mulheres, entendemos que há uma sobrecarga estrutural adoecendo esse público”, analisa.
Diferente dos quadros mais incapacitantes, a depressão de alta performance não interrompe a rotina. “Ela rouba o prazer, não a produtividade”, pontua a especialista.
Entre as principais causas, estão a dupla jornada, a pressão por desempenho e a desconexão com o próprio desejo. “A mulher foi ensinada a atender expectativas o tempo todo. Quando percebe, está vivendo uma vida que não escolheu. O medo de falhar e a necessidade constante de provar valor tornam o sofrimento ainda mais silencioso”, comenta.
A saída não está em ser mais forte, mas em parar de sustentar o insustentável, defende Adriana Soares. Segundo a psicanalista, o processo terapêutico permite que a mulher reconheça seus limites, questione padrões e resgate sua própria identidade. “Essas mulheres precisam se autorizar a viver com verdade”, conclui.
Serviço:
Luto nas festas de fim de ano: como atravessar o Natal e o Ano Novo diante da ausência de quem se ama
Psicóloga explica por que rituais, tradições e atenção aos sinais de alerta ajudam a lidar com a dor em um período marcado por celebrações
As festas de fim de ano costumam ser associadas a momentos de alegria, união e celebração ao lado de familiares e amigos. No entanto, para quem vive o luto pela perda de um ente querido, e também para muitas outras pessoas, o Natal e o Ano Novo podem intensificar sentimentos de saudade, tristeza e solidão, tornando esse período especialmente desafiador.
A sobrecarga emocional típica das festas de fim de ano é uma realidade para muitas pessoas. Um estudo da IKEA, mostra que quase metade dos entrevistados (49,3%) relatou sentir estresse durante esse período, e 24,6% afirmaram vivenciar problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Esses números ajudam a compreender por que emoções como tristeza, ansiedade e exaustão emocional tendem a se manifestar com mais intensidade nessa época, especialmente entre quem enfrenta o luto.
Mais do que relembrar a morte, esse momento convida à reflexão sobre a vida, os vínculos construídos e o significado da ausência. Em meio às celebrações, pequenos gestos podem ajudar a ressignificar a dor e manter viva a memória de quem partiu, como acender uma vela, colocar uma foto à mesa, mencionar o nome da pessoa durante a ceia, preparar um prato de que ela gostava ou compartilhar lembranças e histórias marcantes.
Segundo especialistas da área de Psicologia, o primeiro passo para lidar com o luto é reconhecer os próprios sentimentos e permitir-se viver esse processo com autenticidade e acolhimento. O luto é uma experiência única, vivida de formas diferentes por cada pessoa e em tempos distintos. Não há um prazo definido para sentir ou uma maneira certa de lidar com a dor. Em datas simbólicas, como as festas de fim de ano, sentimentos relacionados a perdas antigas podem voltar à tona e isso é absolutamente natural.
A psicóloga Priscilla Rodrigues, professora da Universidade São Judas, explica que, nesse período, a ausência da pessoa amada tende a se tornar ainda mais evidente. “Está tudo bem sentir saudade, desejar que a pessoa ainda estivesse aqui e permitir que risadas e lágrimas coexistam. É no reconhecimento da falta e da saudade que conseguimos seguir em frente com a nossa vida, mesmo sem as pessoas mais significativas fisicamente presentes”, afirma.
Manter tradições e rituais pode ter um valor psicológico profundo para quem está em luto, pois ajuda a dar continuidade aos vínculos afetivos mesmo diante da ausência física. Atos como preparar a comida preferida de quem partiu, repetir um passeio que faziam juntos, visitar um local significativo ou observar as decorações dessa época funcionam como formas simbólicas de presença, oferecendo conforto emocional e sensação de pertencimento.
Esses rituais ajudam o cérebro a organizar a experiência da perda, validam a saudade e reduzem o sentimento de isolamento, comum nas festas de fim de ano. “Se havia uma tradição, como um almoço especial, um passeio, uma visita a um parque ou até observar as decorações dessa época juntos, mantê-la pode trazer conforto. As lembranças e a certeza de que houve momentos afetivos verdadeiros fazem diferença para lidar com a saudade”, destaca Priscilla.
Durante o período de luto, é fundamental respeitar os limites do corpo e da mente. A tristeza é esperada, mas o sofrimento merece atenção quando começa a aparecer em situações do dia a dia, como dificuldade constante para dormir ou excesso de sono, irritabilidade frequente, cansaço extremo, falta de concentração, desânimo para atividades antes prazerosas, afastamento de amigos e familiares ou sensação persistente de vazio. Quando esses sinais se prolongam e passam a interferir na rotina, no trabalho ou nas relações, pode ser um indicativo de que é importante buscar ajuda profissional.
Para Priscilla, não existe uma fórmula pronta para aliviar a dor da perda, mas é possível encontrar formas mais gentis de atravessar esse processo. “Não há uma receita para preencher o vazio que fica quando perdemos alguém que amamos, mas podemos celebrar a vida e as lembranças construídas. As risadas, os momentos bons e até os difíceis fazem parte da história que nos levou a amar essa pessoa. Assim, temos a certeza de que, mesmo sem a presença física, esse amor continua existindo — apenas de outra forma”, completa.
Dicas para lidar com o luto
As especialistas reforçam que acolhimento, escuta e respeito ao próprio tempo são fundamentais nesse processo. Confira algumas recomendações:
- • Permita-se sentir: negar a dor não faz com que ela desapareça; o luto precisa ser vivido.
- • Respeite o seu tempo: cada pessoa tem um ritmo diferente para elaborar a perda.
- • Compartilhe o que sente: conversar com amigos, familiares ou grupos de apoio ajuda a ressignificar a dor.
- • Mantenha rituais e lembranças: celebrar a vida e a história construída com quem partiu pode trazer conforto.
- • Cuide do corpo e da mente: atenção ao sono, alimentação e momentos de descanso.
- • Procure ajuda profissional: psicólogos e terapeutas podem auxiliar na reconstrução emocional.
- “Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem. É uma forma de cuidado consigo mesmo e de transformar a dor em aprendizado”, reforça a especialista.
Sobre a São Judas
A São Judas integra o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima de Educação. Com mais de 50 anos de história, tem Conceito Institucional máximo concedido em 2023 pelo Ministério da Educação (MEC). Com 11 unidades localizadas na Capital, Grande São Paulo e Baixada Santista, conta com mais de 130 cursos de Graduação e Pós-Graduação Lato e Stricto Sensu.
A instituição combina qualidade e acessibilidade, tradição e inovação, com o uso de novas metodologias educacionais, laboratórios multidisciplinares de aprendizagem integrada e programas de desenvolvimento de competências socioemocionais. Além disso, o estudante aprende na prática desde o primeiro dia de aula, em seus mais de 200 laboratórios e núcleos de atendimento à população.
Sobre a Ânima Educação
Com o propósito de transformar o Brasil pela educação, a Ânima é o maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade para o país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 381 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior, e em mais de 500 polos educacionais por todo o Brasil.
Integradas também ao Ecossistema Ânima estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.
Em 2023, a Forbes, uma das revistas de negócios e economia mais respeitadas no mundo, elencou a Ânima entre as 10 maiores companhias inovadoras do país e, em 2022, o ecossistema de ensino, também foi destaque do Prêmio Valor Inovação – parceria do jornal Valor Econômico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC – figurando no ranking de empresas mais inovadoras do Brasil no setor de educação. Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corpoorativa.