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Com o calor intenso e a alta umidade do verão, os fungos encontram o ambiente ideal para a proliferação na pele. Um estudo publicado no Jornal de Ciência Médica da Coreia do Sul (2024), que analisou mais de 38 mil casos de infecções dermatofíticas ao longo de dez anos (2014-2024), mostrou que cerca de 42,7% dos episódios de micose ocorreram durante os meses mais quentes do ano. O dado reforça um alerta importante para esta época, marcada pelo uso frequente de piscinas, praias, academias e vestiários compartilhados.
A dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Silvana Coghi, avalia que o aumento dos casos está diretamente ligado aos hábitos do verão. “O calor favorece a transpiração excessiva e, quando a pele permanece úmida por muito tempo, cria-se um cenário perfeito para o desenvolvimento de fungos. Piscinas, duchas coletivas e o compartilhamento de toalhas ou chinelos aumentam ainda mais o risco de contaminação”, explica.
As micoses são infecções comuns que podem atingir diferentes regiões do corpo, como pés, unhas, virilha e dobras da pele. Apesar de não serem consideradas graves na maioria dos casos, exigem atenção, já que o tratamento inadequado pode prolongar o quadro e facilitar a transmissão para outras pessoas.
Tratamento e cuidados indicados
O tratamento das micoses depende do tipo, da região afetada e da gravidade da infecção. De forma geral, a médica destaca que os cuidados podem envolver:
Uso de medicamentos antifúngicos tópicos, como cremes, loções ou sprays, prescritos por um dermatologista;
Em casos mais extensos ou persistentes, indicação de antifúngicos orais, sempre com acompanhamento médico.
• Manutenção da pele limpa e bem seca, principalmente após banho de piscina ou mar;
• Troca frequente de roupas úmidas e preferência por tecidos leves e respiráveis;
• Evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, calçados e alicates de unha.
“Receitas caseiras ou soluções naturais não substituem o tratamento médico. Elas podem até aliviar sintomas leves, mas não eliminam o fungo. O ideal é procurar um dermatologista ao perceber sinais como coceira, descamação, manchas ou alterações nas unhas”, orienta a Dra. Silvana.
Para a dermatologista, a prevenção ainda é o melhor caminho durante o verão. Secar bem o corpo, usar chinelos em áreas comuns e manter hábitos simples de higiene ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção. “Com cuidados básicos e atenção aos primeiros sinais, é possível aproveitar a estação mais quente do ano sem prejuízos à saúde da pele”, finaliza.
Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 3 Unidades de hospital geral (Pompeia, Santana e Ipiranga) que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia e cirurgia robótica. As Unidades possuem Centro de Oncologia e de Hematologia habilitada para realizar o Transplantes de Medula Óssea.
É a primeira Rede de Hospitais fora do Canadá a obter a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional. Além do Selo Amigo do Idoso, a Rede tem os serviços laboratoriais certificados pela PALC e ainda a Certificação Internacional da ABHH nos serviços de Hematologia e Transplante de Medula Óssea.
As Unidades Pompéia, Santana e Ipiranga prestam atendimentos privados que subsidiam as atividades de várias unidades administradas pela São Camilo no país e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). No Brasil desde 1922, a São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com centros de educação, colégios e centros universitários.
Câncer de pele: como identificar manchas suspeitas?
- Dermatologista explica quais os cuidados para a prevenção; doença tem mais de 90% de chance de cura com diagnóstico precoce
- O câncer de pele é o tipo de neoplasia mais frequente no Brasil e no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e é também um dos mais preveníveis. As chances de cura podem chegar a mais de 90% com o diagnóstico precoce e cuidados diários.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que estimam-se 704 mil novos casos da doença ainda em 2025, o que equivale a cerca de 30% de todos os casos de câncer em todo o país.
“Na maioria dos casos, ele pode ser evitado com a mudança de hábitos simples e diários. A radiação UV é o principal fator de risco, e a conscientização sobre o uso correto de barreiras protetoras pode salvar vidas”, destaca o dermatologista do IBCC Oncologia, Dr. Aldo Toschi.
Para o médico, a identificação precoce de lesões suspeitas é importante para o sucesso do tratamento, especialmente no caso do melanoma, que é o tipo mais agressivo. “A recomendação principal é examinar a própria pele mensalmente. Qualquer mudança em pintas ou o aparecimento de novas lesões exige atenção”, orienta Toschi.
Para facilitar a identificação de lesões suspeitas, o dermatologista ressalta a importância da regra do ABCDE:
Assimetria: lados da lesão que não são iguais.
Bordas: contornos irregulares, mal definidos ou recortados.
Cor: diversas cores na mesma pinta (tons de preto, vermelho, marrom, etc.).
Diâmetro: normalmente maior que 6 mm.
Evolução: alterações no tamanho, forma, cor ou o surgimento de coceira e sangramento.
Como se cuidar?
O médico ressalta que pessoas de pele clara e histórico familiar para câncer cutâneo devem sempre procurar métodos de proteção solar, diariamente, mesmo em ambientes fechados ou em dias nublados. A recomendação é utilizar um protetor solar, contra raios UVA e UVB, com FPS mínimo de 30 ou superior.
“A aplicação precisa cobrir todas as áreas expostas, incluindo orelhas, pescoço e lábios, cerca de meia hora antes de se expor ao sol. A eficácia do produto depende da reaplicação a cada duas horas de exposição contínua, ou imediatamente após banhos de mar ou piscina e sudorese intensa”, explica o médico.
Além disso, a exposição solar deve ser evitada ou reduzida entre 10h e 16h, período de maior incidência da radiação solar. O uso de barreiras físicas, como chapéus de abas largas, óculos de sol com 100% de proteção UV e roupas com fator de proteção ultravioleta (FPU) é uma forma de reforçar ainda mais a proteção.
“Outro fator importante para os cuidados com a pele é ter uma dieta balanceada e rica em antioxidantes, como vitaminas A e C e Betacaroteno, que contribuem para a saúde geral da pele, auxiliando na defesa do organismo”, ressalta Toschi.
Também é importante consultar, anualmente, um dermatologista ou em períodos mais curtos para pacientes com risco aumentado ou com histórico pessoal de câncer. “Qualquer ferida que não cicatrize em até quatro semanas é um sinal de alerta e deve ser avaliada por um médico imediatamente”, finaliza.
Sobre o IBCC Oncologia
Fundado em 1968, o IBCC Oncologia é conhecido por ser um Centro de Tratamento Oncológico de alta complexidade e possui um Núcleo de Pesquisa Clínica renomado e reconhecido internacionalmente pelo número de pesquisas realizadas e seus resultados impactantes para a Ciência Médica.
O Hospital sempre esteve à frente de grandes conquistas na Oncologia e construiu uma trajetória marcada por inovação. Um exemplo é a introdução do primeiro mamógrafo no Brasil, em 1971, que representou um marco no tratamento do câncer de mama no país.
Ao longo dos anos, o IBCC também integrou importantes programas de controle do câncer, em âmbito federal e estadual, impactando positivamente a vida de milhares de pessoas.
Hoje, o IBCC Oncologia oferece atendimento em mais de 30 áreas da medicina relacionadas ao câncer, com um corpo clínico altamente qualificado e equipes multiprofissionais que atuam de forma integrada para garantir o cuidado completo ao paciente oncológico.
Verão e câncer de pele: por que ainda subestimamos os riscos da exposição solar?
Com a chegada do verão, a exposição ao sol se intensifica e, com ela, aumentam também os riscos para a saúde da pele. O câncer de pele é o tumor mais frequente no Brasil e responde por cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos, com mais de 220 mil novos casos ao ano, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ainda assim, a gravidade da doença passa despercebida por grande parte da população. Isso ocorre porque os danos causados pela radiação ultravioleta são cumulativos e de evolução lenta, o que dificulta a percepção imediata do risco e leva muitos a negligenciar medidas simples de proteção.
A doença se divide em dois grandes grupos, com comportamentos distintos. O câncer de pele não melanoma, o mais comum no país, costuma aparecer em pessoas de pele clara, indivíduos mais velhos ou quem passou muitos anos exposto ao sol. Quando descoberto cedo, tem mais de 90% de chance de cura. Já o melanoma, embora menos frequente, é muito mais agressivo e exige atenção imediata. Ele pode surgir como uma nova pinta ou como uma mancha previamente existente que começa a mudar rapidamente. A confirmação diagnóstica é feita por biópsia, etapa essencial para definir o tratamento adequado e iniciar a intervenção no momento certo.
Reconhecer mudanças suspeitas é um passo decisivo para evitar atrasos no diagnóstico. Por isso, depois de entender como cada tipo de tumor pode se manifestar, vale observar a pele com atenção utilizando a regra do ABCDE, uma ferramenta simples e eficiente, adotada mundialmente para identificar sinais de alerta. A letra A corresponde à assimetria, B indica bordas irregulares, C refere-se à variação de cor, D aponta para diâmetro acima de 6 milímetros e E representa evolução, qualquer mudança rápida em formato, tamanho, cor ou sintomas. Além desses critérios, é importante ficar atento a lesões que sangram, doem, coçam ou não cicatrizam. Áreas menos lembradas, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e plantas dos pés, também devem ser avaliadas.
A exposição solar acumulada ao longo da vida permanece como o principal fator de risco. E não se limita ao sol da praia: caminhadas rápidas, deslocamentos diários e até o braço apoiado na janela do carro contribuem para o dano contínuo. Pessoas de pele clara, quem já teve câncer de pele e indivíduos com histórico familiar devem redobrar os cuidados. Entre os fatores adicionais de risco está o bronzeamento artificial, que utiliza radiação ultravioleta em intensidade elevada e, por isso, pode aumentar significativamente a chance de desenvolvimento de tumores, motivo pelo qual seu uso não é recomendado pelas principais sociedades médicas.
A proteção precisa fazer parte da rotina. Usar diariamente um protetor solar com FPS acima de 30, aliado a barreiras físicas como roupas com proteção UV, óculos escuros e bonés, além do cuidado de evitar o sol entre 10h e 16h, compõe um conjunto de medidas simples e muito eficazes para reduzir o risco. Também vale esclarecer um mito bastante comum. O protetor solar não interfere na produção adequada de vitamina D, pois a exposição leve e involuntária que acontece durante as atividades do dia já garante os níveis necessários para o organismo.
Quando o câncer de pele é identificado no início, o tratamento costuma ser mais simples e apresenta melhores resultados. Nos casos de tumores não melanoma, a remoção cirúrgica costuma ser suficiente e, em áreas mais delicadas, a técnica de Mohs permite retirar apenas o tecido afetado, preservando ao máximo a pele saudável. Já o melanoma exige uma avaliação mais detalhada porque pode se espalhar para outros órgãos. Para mapear possíveis áreas comprometidas, exames como tomografia e PET CT são utilizados, já que fornecem uma visão ampla do organismo e ajudam a identificar alterações ainda pequenas.
Nos últimos anos, houve avanços importantes no tratamento. As terapias alvo, que atuam diretamente em mutações específicas das células tumorais, e a imunoterapia, que estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater o câncer, ampliaram o controle da doença e melhoraram de forma significativa a qualidade de vida dos pacientes. Essas opções permitiram abordagens mais personalizadas e eficazes, especialmente quando iniciadas precocemente.
O câncer de pele é uma doença comum, séria e muitas vezes evitável. E justamente por ser tão visível e silencioso ao mesmo tempo, acaba sendo negligenciado. Cuidar da pele não exige grandes esforços, apenas atenção. Observar, proteger e procurar avaliação médica diante de qualquer mudança são passos simples que salvam vidas.
* Por Dr. Mateus Marinho, médico oncologista da Croma Oncologia.