Categorias
Amor & Sexo (10) Beleza (34) Carreira & negócios (92) Colunistas (23) Comportamento (25) Cultura (9) Festas e eventos (24) Gastronomia (11) Maternidade (31) Moda (26) Saúde & Bem-estar (72) Sem categoria (7)Retirada de prótese de silicone cresce entre mulheres que colocaram implante aos 20 anos
Duas décadas depois do boom do silicone no Brasil, parte das pacientes busca naturalidade, leveza e uma nova relação com o próprio corpo
Nos anos 2000, colocar prótese de silicone era quase um rito de passagem para muitas jovens brasileiras. O Brasil se consolidava como um dos países que mais realizavam cirurgias plásticas no mundo, e o aumento de mama liderava os rankings.
Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) mostram que o Brasil segue entre os três países com maior número de cirurgias mamárias realizadas anualmente. Ao mesmo tempo, cresce globalmente o número de procedimentos de retirada de implantes mamários — movimento que reflete não apenas questões médicas, mas também mudanças culturais e comportamentais.
Vinte anos depois daquele primeiro implante, muitas dessas mulheres estão com 40, 45 anos — e fazendo uma nova escolha. A cirurgiã plástica Dra. Pamela Massuia observa essa transformação no perfil das pacientes.
“Não é arrependimento. É maturidade. A mulher que colocou prótese aos 20 está em outro momento de vida aos 40. O corpo mudou, a rotina mudou, a percepção sobre si mesma também.”
Uma mudança que vai além da estética
Segundo a ISAPS, os procedimentos mamários continuam entre os mais realizados no mundo, mas há um crescimento consistente nas cirurgias de remoção ou troca de implantes. Especialistas associam o fenômeno a três fatores principais:
– Busca por naturalidade
– Mudança no padrão estético
– Informação ampliada sobre acompanhamento de próteses
Se no início dos anos 2000 o volume acentuado era símbolo de feminilidade e status estético, hoje a palavra-chave é proporção.
“A tendência atual é equilíbrio. Muitas pacientes relatam que não se identificam mais com o volume que escolheram aos 20 anos. Elas querem leveza, conforto, naturalidade”, explica Pamela.
O que leva uma mulher a retirar a prótese?
As motivações são variadas — e nem sempre clínicas. Entre os relatos mais comuns no consultório estão:
– Desconforto físico com mamas volumosas
– Mudanças após gravidez e amamentação
– Alteração no estilo pessoal
– Prática esportiva
– Sensação de peso
– Busca por estética mais discreta
Em alguns casos, há também questões médicas, como contratura capsular (endurecimento da cápsula ao redor da prótese) ou ruptura do implante. É importante esclarecer que próteses modernas não têm um “prazo de validade obrigatório”, mas exigem acompanhamento periódico com exames de imagem, especialmente após 10 anos de colocação.
“A retirada não é uma regra automática. Cada caso precisa ser avaliado com exame físico e exames de imagem. O que orientamos é acompanhamento regular e decisão consciente”, reforça a médica.
Mini-case: quando o corpo já não representa quem você é
Fernanda (nome fictício), 43 anos, colocou prótese aos 22. Na época, trabalhava com eventos e buscava um padrão estético mais volumoso. Duas décadas depois, após duas gestações e mudança de carreira, decidiu retirar. “Eu sentia que aquele corpo não conversava mais comigo. Não era sobre dor, era sobre identidade”, relata.
Segundo Pamela, esse tipo de relato é cada vez mais comum. “A cirurgia plástica acompanha fases da vida. A paciente amadurece, passa pela maternidade, pelo mercado de trabalho, por mudanças pessoais. É natural que a percepção corporal também evolua.”
A cirurgia de retirada é simples?
A remoção da prótese pode variar de complexidade dependendo do caso. Em algumas situações, realiza-se apenas a retirada do implante. Em outras, é indicada a remoção da cápsula (capsulectomia) ou associação com mastopexia (levantamento das mamas) para reposicionar o tecido mamário.
Em determinados casos, pode-se utilizar gordura da própria paciente para manter contorno e proporção.“Não é apenas retirar o implante. É entender como aquela mama ficará depois. O planejamento cirúrgico é fundamental para preservar harmonia e autoestima”, explica Pamela. Como qualquer cirurgia, há riscos inerentes ao procedimento, como sangramento, infecção e alterações cicatriciais. Por isso, a avaliação individual é indispensável.
Informação, não tendência
Apesar de ganhar visibilidade nas redes sociais, especialistas alertam que a retirada de prótese não deve ser encarada como moda. O acompanhamento adequado e o diálogo com o cirurgião são decisivos.
“Nem toda paciente precisa retirar o implante. Nem toda paciente que retira precisa colocar outro. O mais importante é que a decisão seja baseada em informação, exame e expectativa realista”, conclui a cirurgiã.
Mais do que seguir tendências, o movimento reflete uma geração que amadureceu — e que hoje entende que estética também é escolha consciente.
Procedimentos estéticos em alta com a chegada do verão
Profissionais capacitados, não só no trato direto com o paciente mas também no transporte de medicamentos, são essenciais para que o Brasil seja referência em qualidade
De acordo com dados divulgados pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) 2025, o Brasil segue no topo do ranking dos países que mais realizam procedimentos, com aumento de 7,5% nas cirurgias realizadas. Mais do que isso, o país registra um número expressivo de procedimentos estéticos no geral, com mais de 750 mil registros de preenchimentos, aplicação de toxina botulínica e outras intervenções minimamente invasivas. Com a chegada do fim de ano e o início do verão, a tendência é que a procura por técnicas que aumentem a autoestima dos pacientes seja ainda maior.
O período é visto como estratégico não somente para clínicas, mas também para empresas que atuam no segmento em outras frentes. “Quando falamos do atual cenário da medicina estética, muitos comentam somente sobre a necessidade de escolha de bons médicos, o que, claro, é essencial, mas outros agentes estão envolvidos e são essenciais para que o Brasil seja uma referência global, inclusive, em qualidade”, destaca Ricardo Canteras, diretor Operacional e de Tecnologia da Temp Log, única operadora logística do país especializada neste segmento.
“A logística, por exemplo, desempenha um papel fundamental na cadeia de fornecimento do setor. Sem um transporte adequado, com monitoramento de temperatura e controle rigoroso, os produtos podem perder sua eficácia antes mesmo de chegarem aos profissionais”, completa o especialista.
Outro ponto que merece destaque, de acordo com o executivo, é a maior diversidade de público que atualmente procura esses tratamentos, tanto quando falamos de novas gerações (como a Z), quanto de regiões atendidas, com a ampliação da adesão fora do eixo São Paulo e Rio de Janeiro.
E as novas oportunidades trazem, também, desafios, tendo em vista que há a necessidade de especialização de empresas para a distribuição de produtos voltados à saúde humana para as mais variadas regiões, incluindo municípios afastados das grandes capitais. Enfrentando estradas nem sempre em boas condições, mudanças de clima ao longo do caminho e itens que têm alta sensibilidade à intempéries, as operadoras logísticas precisam ter como prioridade assegurar que os medicamentos cheguem com qualidade para os pacientes. E para isso, investem em soluções que auxiliem no controle rigoroso de temperatura em todas as etapas da cadeia, manuseio cuidadoso e entregas rápidas.
“Na Temp Log a tecnologia é uma grande aliada. Integramos as operações com soluções digitais, proporcionando maior visibilidade e controle ao cliente sobre suas entregas, desde a entrada no armazém até a entrega final. Soluções como rastreamento em tempo real e relatórios automatizados de temperatura podem agregar valor para indústrias farmacêuticas e profissionais de saúde. O setor tem trazido grandes resultados e, também, muitos desafios. Estamos superando cada um deles, sempre tendo como principal objetivo pensar em soluções que possam atender os clientes com qualidade, eficiência e segurança, garantindo um produto íntegro, de ponta a ponta, em um curto prazo, mesmo com a alta demanda”, finaliza.
Sobre a TEMP LOG
Única operadora logística de cadeia fria no Brasil especializada em produtos para a medicina estética, a Temp Log tem mais de 30 anos de atuação no armazenamento, fracionamento e transporte de produtos para a saúde.
Referência para a indústria farmacêutica, cobre mais de 2.500 municípios do País, que recebem medicamentos sensíveis com a rapidez, qualidade e responsabilidade necessárias para garantir que não sofram excursões de temperatura e, assim, proporcionem resultados seguros e eficazes para os pacientes – o que só é possível graças a uma modelagem exclusiva de segmentação automatizada e sistemas avançados de rastreamento.
A Temp Log atua, ainda, nos setores terapêutico, de pesquisa clínica e dispositivos médicos. Mais informações em www.templog.net