Carreira & negócios

‘Coordenar exige organização e dedicação’: empresária gerência camarote na Sapucaí

Supercamarote do Carnaval carioca reúne convidados VIP e foliões anônimos no mesmo ambiente

 

A produtora Agnes Nilsson constrói sua jornada dentro do Carnaval carioca desde os anos 1980. A relação com a Marquês de Sapucaí começou quando, ao lado de seu ex-marido, Newton Mendonça, vendia ingressos para as arquibancadas. Com o passar dos anos, perceberam a necessidade de um espaço de conforto e inclusão na avenida e criaram o Folia Tropical.

 

Enquanto cursava hotelaria e vendia sanduíches na faculdade, Newton herdou da família uma agência de turismo. A partir daí, passou a oferecer serviços a turistas hospedados em hotéis cinco estrelas, ampliando gradualmente o leque de atendimentos. Após a conclusão da faculdade, Agnes e Newton mergulharam de vez no negócio. A agência passou a atender todo tipo de solicitação, chegando a oferecer serviços de casa de câmbio.

 

Foi nesse contexto que o Carnaval entrou definitivamente na vida profissional dos dois. A venda de ingressos para arquibancadas evoluiu para a comercialização de frisas e, mais adiante, para pequenos camarotes. De espaço em espaço, o projeto cresceu até alcançar uma área de dois mil metros quadrados. Assim, em 2012, nasceu o Folia Tropical, camarote que reúne convidados VIP e foliões anônimos no mesmo ambiente.

 

À frente de toda essa estrutura está Agnes Nilsson, responsável pela coordenação logística e operacional do camarote. Ela supervisiona a equipe desde a pré-produção até a desmontagem. Sua liderança envolve mais de mil profissionais e abrange desde o serviço de gastronomia premium até a organização dos espaços acessíveis.

“Coordenar um evento dessa magnitude exige organização e dedicação. Meu papel é garantir que cada aspecto esteja perfeito para que nossos convidados vivam uma experiência inesquecível”, destaca.

“Construir um camarote do zero foi um desafio, mas sabíamos que podíamos oferecer algo diferenciado, com diversidade e brasilidade, onde o público realmente se sentisse bem-vindo e tivesse uma experiência inesquecível. Sempre enxergamos a importância de oferecer um serviço impecável, algo que aprendemos desde cedo com nossa experiência no setor hoteleiro”, diz a empresária.

Moda

O que Emily em Paris revela sobre o desejo contemporâneo de moda, luxo e identidade

O retorno de Emily em Paris marca um novo capítulo na relação entre moda, narrativa e comportamento. Na quinta temporada, a mudança de cenário acompanha um amadurecimento evidente da personagem principal.

 

Após anos em Paris, Emily amplia sua vivência europeia e passa a circular por cidades italianas, como Veneza e Roma, movimento que se reflete diretamente no figurino. A moda segue ousada e expressiva, mas agora com uma leitura mais refinada, onde silhuetas, tecidos e cores dialogam com referências clássicas do cinema e da moda europeia.

 

A estética da nova temporada revela um equilíbrio entre presença visual e sofisticação. Alfaiataria bem construída, tecidos imponentes e escolhas cromáticas mais conscientes aparecem como sinais de uma moda que evolui junto com a personagem. As produções continuam marcantes, mas ganham camadas de elegância atemporal, reforçando o valor do vestir como linguagem cultural.

 

Referências ao cinema italiano dos anos 1950, ao preto e branco clássico, as estampas e padronagens clássicas como os póas, se unem ao estilo que remete a ícones femininos como Sophia Loren e Claudia Cardinale, surgindo de forma sutil na construção dos looks. Há também ecos da estética francesa de Saint-Germain-des-Prés, onde moda, arte e comportamento sempre caminharam juntos. Essa combinação cria uma narrativa visual que conecta passado e presente, tradição e modernidade, traduzindo um luxo menos literal e mais simbólico.

 

O sucesso da série reforça um movimento já perceptível no consumo de moda: cresce o interesse por peças que comunicam identidade. O luxo é menos silencioso ao se aproximar dos excessos visuais, bem calculados, criando diálogos com emoção, personalidade e história. Tecidos, cores e modelagens deixam de ser escolhas puramente estéticas e passam a acompanhar diferentes momentos da rotina, equilibrando impacto visual e conforto. Essa leitura dos movimentos culturais globais é essencial para marcas que interpretam a moda como reflexo do comportamento contemporâneo.

 

Para Ana Paula Aguiar, diretora criativa da Deep, o interesse crescente por referências como as usadas na séries, evidencia o papel da moda como expressão individual.

 

“Quando a moda se conecta à narrativa e ao comportamento, ela deixa de ser apenas estética e passa a fazer parte da forma como as pessoas se posicionam no mundo. O vestir ganha intenção, identidade e significado, e é isso que buscamos traduzir em cada coleção”, afirma.

 

Ao sair da tela e ganhar as ruas, a moda apresentada na série se transforma em referência cotidiana. O que antes era figurino passa a inspirar escolhas reais, influenciando o modo como as pessoas combinam cores, tecidos e silhuetas no dia a dia.

 

No estilo do dia a dia, a moda urbana, das ruas, dos cafés e ambientes de trabalho, todos se tornam espaços de expressão, onde o desejo por consumir moda se conecta à vontade de comunicar o que não precisa ser dito. Assim, a moda além do espetáculo se consolida como parte ativa da vida real.

Moda

A elegância cotidiana como construção de estilo

A construção do estilo a partir de gestos simples que unem conforto, consciência e autenticidade

 

No cotidiano contemporâneo, marcado pela circulação constante de imagens, referências e micro estéticas, o estilo deixou de ser um gesto restrito a ocasiões formais e passou a integrar decisões práticas do dia a dia. A estetização da vida, presente nas escolhas de vestir, nos rituais pessoais e na forma como cada indivíduo se apresenta ao mundo, tornou-se parte da construção identitária. Nesse cenário, a elegância ganha novos contornos: não é mais um ponto de chegada, mas um modo de habitar a rotina com intenção, coerência e consciência.

 

A maneira como as pessoas combinam peças, equilibram conforto e presença e traduzem personalidade em pequenas escolhas revela uma busca por expressividade, e também por bem-estar e funcionalidade. A roupa, que antes respondia a códigos mais rígidos, assume o papel de mediadora entre quem somos e como queremos ser percebidos. A elegância cotidiana emerge, então, como resultado de hábitos: selecionar com cuidado, repetir com liberdade, adaptar ao contexto e preservar uma relação mais duradoura com o vestuário.

 

Esse movimento reflete uma percepção mais ampla de estilo, resultando em menos dependência de tendências rápidas e mais associação ao repertório individual. A construção de uma assinatura pessoal passa por olhar para o guarda-roupa como parte da vida prática e da dimensão simbólica, onde escolhas conscientes expressam pertencimento e autonomia. Assim, vestir-se torna-se uma prática que equilibra funcionalidade, estética e comportamento.

 

Entre as marcas regionais, a Deep aplica moda e identidade, destacando a importância de cultivar relações consistentes com as próprias peças. Segundo Ana Paula Aguiar, diretora da marca, “a elegância do dia a dia nasce quando entendemos que vestir é um gesto de presença. Não se trata de acúmulo, mas de escolhas que fazem sentido para quem somos e para o ritmo da vida. Esse olhar atento cria um estilo que acompanha a mulher em diferentes momentos, com autenticidade e naturalidade”, destaca.