Festas e eventos

Rio de Janeiro recebe a 2ª edição do Simpósio de Farmácia Clínica & Estética no CDEsign Hotel

Consolidado como um evento de referência em saúde, estética, farmácia clínica e gestão de consultório na capital carioca, o Simpósio de Farmácia Clínica & Estética anuncia sua 2ª Edição.

 

Após o sucesso de público e crítica na primeira edição, o evento retorna no dia 20 de junho de 2026, no sofisticado, no Recreio dos Bandeirantes. Esta edição chega ainda mais estruturada, oferecendo uma programação de imersão completa, das 08h às 18h, com conteúdos técnicos inéditos que exploram a integração entre prática farmacêutica clínica, procedimentos estéticos de alta performance e gestão de consultórios, preparando os profissionais para atuar com segurança, eficiência e excelência em todas as áreas do seu atendimento.

 

Abertura das inscrições e lotes

 

A pré-venda exclusiva será lançada na sexta-feira, 13 de março de 2026, seguida pelo início dos lotes regulares no dia 14 de março. Por conta da ampliação da estrutura e do grande interesse registrado na edição anterior, as vagas para cada etapa de vendas serão limitadas, garantindo prioridade para quem se inscrever mais cedo.

 

O CDesign Hotel foi escolhido estrategicamente para proporcionar uma experiência de networking qualificado em um ambiente à beira-mar, elevando ainda mais o padrão deste encontro, que promete ser a maior edição já realizada.

 

Serviço:

 

Evento: 2ª Edição do Simpósio de Farmácia Clínica & Estética

 

Data: 20 de junho de 2026 (sábado)

 

Horário: 08h às 18h

 

Local: CDesign Hotel – Av. Lúcio Costa, 17360, Recreio dos Bandeirante – RJ

 

Abertura de vendas: 13 de março de 2026

 

Inscriçõesclique aqui 

 

Contato para imprensa e parcerias: Dra. Silmeri Bolognani

WhatsApp: (21) 99656-9199

 

Link: https://encurtador.com.br/xWdp

Saúde & Bem-estar

O que a ciência já sabe sobre o uso da testosterona pelas mulheres

Especialista em menopausa, a médica e pesquisadora Fabiane Berta explica por que o hormônio, longe de ser um “atalho estético”, tem papel neuroativo essencial e quando seu uso realmente é indicado

 

A testosterona voltou ao centro do debate sobre saúde feminina. Nos consultórios e nas redes sociais, cresce o interesse pelo hormônio frequentemente associado, de forma equivocada, a mais energia, emagrecimento rápido ou ganho estético. Mas a ciência aponta para outro caminho.

 

Segundo a pesquisadora e especialista em menopausa Fabiane Berta, o efeito mais conhecido e comprovado está na modulação do desejo sexual, da motivação, da cognição e da clareza mental. Esses benefícios são especialmente relevantes no contexto da menopausa, quando os níveis séricos (quantidade de uma determinada substância no sangue), caem para cerca de 25% do pico observado aos 20 anos.

 

“Testosterona não é suplemento de disposição e não é atalho estético. É um hormônio neuroativo, com ação direta sobre desejo sexual, motivação, cognição e clareza mental”, explica a médica.

 

Berta acompanha os avanços no uso clínico do hormônio, enfatizando que a testosterona, quando usada em níveis fisiológicos, pode participar diretamente da regulação da chamada “névoa cerebral”, que é caracterizada por lapsos de memória, dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e redução da fluência verbal, com substrato neurobiológico.

 

“Mulheres na peri e pós-menopausa frequentemente relatam melhora desses sintomas. Quando essa névoa melhora, melhora na dose certa, bem prescrita, monitorada e dentro da faixa fisiológica. Nunca em protocolos inflacionados vendidos como solução mágica”, reforça Fabiane.

 

Berta também destaca que a indicação do hormônio com consenso global trata do transtorno do desejo sexual hipoativo (HSDD) em mulheres pós-menopausa, utilizando formulações transdérmicas em doses fisiológicas e recomendação apoiada por um conjunto de 11 sociedades científicas internacionais.

 

“É evidência de nível I, grau A. Fora desse cenário, não há base sólida suficiente para recomendar o hormônio”, explica a médica. O que tem se popularizado nas redes, superdosagens, protocolos de performance, uso para emagrecimento ou ganho de massa sem critério preocupa a especialista.

 

“Nesses casos, o que aumenta não é o benefício, é o risco”, diz a médica. Entre os efeitos adversos documentados estão acne, hirsutismo, alteração de humor, labilidade emocional e, mais grave, modificações irreversíveis na voz. E ainda há impactos de longo prazo que a ciência simplesmente não conhece”, alerta.

 

Para Berta, a discussão precisa voltar ao eixo científico. “Hormônio não é tendência de consultório nem viralização de rede social. É decisão clínica que começa no diagnóstico, passa pela prescrição individualizada e se sustenta em monitorização e evidência, não em promessas”, finaliza.

Sobre Fabiane Berta:

 

Fabiane Berta é médica e pesquisadora (CRMSP 151.126), integrante do Science Medical Team – OB-GYN Specialist. É mestranda no setor de Climatério | Menopausa e pesquisadora adjunta no setor da Endometriose | Dor pélvica pela UNIFESP. Possui pós-graduação em Endocrinologia, Neurociências e Comportamento.

 

É fundadora do MyPausa, iniciativa que propõe um registro nacional da menopausa nos 27 estados do Brasil para promover uma reforma na saúde feminina, com foco em acessibilidade a tratamentos atualizados e respeito à diversidade regional. Atua como PI sub e chefe do Steering Committee do Estudo MyPausa (Science Valley) e como coordenadora da Saúde Feminina para a Arnold Conference 2026.