Comportamento

Casamentos em jardins impulsionam celebrações mais intimistas e personalizadas no Brasil

Embora maio seja tradicionalmente conhecido como o mês das noivas, o mercado de casamentos tem acompanhado transformações importantes no perfil das celebrações

 

Nos últimos anos, cerimônias realizadas em jardins e espaços ao ar livre passaram a ganhar protagonismo ao refletirem uma demanda crescente por experiências mais intimistas, afetivas e conectadas à natureza.

 

A associação de maio aos casamentos tem origem em tradições europeias ligadas à chegada da primavera e foi consolidada ao longo do tempo por fatores culturais e religiosos. No Brasil, apesar de outras épocas do ano concentrarem maior volume de cerimônias, o período continua sendo uma referência simbólica para o setor e costuma impulsionar discussões sobre tendências e comportamento no universo dos eventos sociais.

 

Nesse contexto, os casamentos em jardins vêm se destacando por oferecer uma proposta que combina ambientação natural, experiências sensoriais e maior proximidade entre os convidados. O formato acompanha uma mudança no comportamento dos casais, que têm priorizado celebrações mais personalizadas, menos protocolares e centradas na experiência compartilhada.

 

Segundo Mariana Medeiros, chef de cozinha e sócia do Espaço Hibisco, a escolha pelo ambiente externo contribui diretamente para a construção emocional da cerimônia. “A hora do ‘sim’ ganha novas camadas de significado, principalmente quando associada a um cenário que envolve atmosfera, aromas e sensações que remetem a uma experiência mais afetiva e personalizada”, afirma.

Além do impacto visual, os espaços ao ar livre também influenciam aspectos estéticos e operacionais das celebrações. Elementos como iluminação natural, paisagismo e integração com o ambiente têm permitido a construção de propostas que equilibram referências clássicas e contemporâneas.

“A luz natural e o paisagismo criam uma atmosfera mais acolhedora e possibilitam diferentes composições estéticas. Isso permite unir o tradicional e o contemporâneo de forma harmônica, tornando a experiência ainda mais significativa para os convidados”, destaca Mariana.

A tendência também se reflete na gastronomia dos eventos. De acordo com a especialista, o conceito do casamento influencia diretamente a definição dos cardápios, priorizando apresentações mais leves, delicadas e alinhadas à proposta da cerimônia.

“Hoje, a experiência gastronômica faz parte da narrativa do evento. Cardápios mais leves, apresentações cuidadosas e combinações que dialogam com o ambiente ajudam a construir uma memória afetiva mais completa para os convidados”, completa.

O crescimento desse modelo reforça uma transformação mais ampla no setor de eventos sociais, marcado pela busca por celebrações autorais, experiências sensoriais e ambientes capazes de traduzir a identidade dos casais de forma mais próxima e personalizada.

Maternidade

Mãe que temia diagnóstico do filho se torna cuidadora e ajuda alunos a evoluir

No mês das mães, história de mulher que se tornou cuidadora para compreender o autismo do próprio filho mostra como o cuidado pode transformar não só uma casa, mas a experiência da inclusão nas escolas

 

Ser mãe é, muitas vezes, aprender um novo jeito de ver o mundo. E, no mês dedicado a elas, a história de uma mulher que transformou dúvidas em conhecimento e ação revela como a maternidade, vivida em sua plenitude, pode ir além dos limites de uma casa e transformar caminhos ao redor.

 

Quando recebeu o diagnóstico de autismo não verbal do filho, ainda pequeno, Kelly Cristina Oliveira dos Santos, hoje com 49 anos, sentiu o mundo parar.

 

“Eu achava que nosso mundo tinha acabado. Tinha muito medo do sofrimento que ele poderia passar”, lembra.

 

Mas, ao invés de paralisar, ela escolheu um caminho que mudaria não só a vida do filho, mas também a de muitas outras famílias: decidiu aprender na prática. E foi além.

 

Kelly tornou-se cuidadora de alunos com deficiência na rede estadual de ensino. No dia a dia da escola, passou a conviver com adolescentes autistas, observar comportamentos, entender sinais e, principalmente, descobrir que inclusão não está em fórmulas prontas, mas em gestos simples.

 

Foi assim que o aprendizado atravessou os muros da escola e chegou em casa.

 

Às vezes, o que parece birra ou chatice para muita gente é só uma forma de uma pessoa com autismo expressar desconforto. Quando a gente entende isso, tudo muda”, diz.

 

Mãe do pequeno Noah, de 8 anos, que além do autismo também convive com TDAH e déficit de atenção, Kelly passou a olhar para o filho com mais escuta, mais paciência, firmeza e menos medo.

 

E os resultados começaram a aparecer aos poucos, no tempo dele. “Eu passei a incentivar mais a autonomia e a independência dele. E comecei a ver mudanças. Em um dia, ele conseguiu levar e buscar o próprio prato de comida e, no outro,  já estava falando ‘batata frita’. Pode parecer bobeira, mas pra gente não é. Eu vibrei muito quando ouvi e vi aquilo”, conta ela, ressaltando uma frase que carrega um significado imenso para quem aprende a celebrar cada pequena conquista como um grande avanço.

 

“Hoje, eu entendo que cada dia é uma vitória com o autismo”, pontua Kelly.

 

Na escola estadual onde atua, em Guarulhos, Kelly também coleciona histórias que reforçam esse aprendizado.

 

Um dos alunos que ela acompanha, de 16 anos, tinha dificuldade em demonstrar afeto fora do ambiente familiar e resistia à rotina escolar. Com paciência e sensibilidade, ela construiu um vínculo.

 

“Com jeitinho, fui ganhando a confiança dele. Hoje, ele gosta de ir à escola e já teve momentos em que beijou minha mão. A mãe dele ficou emocionada quando soube”, lembra a cuidadora.

 

Histórias como essa fazem com que Kelly enxergue seu trabalho como algo maior.

 

“Eu encaro como se fosse os olhos das outras mães dentro da escola. Cuido dos meus alunos como se fossem meus filhos.”

 

Cuidado e inclusão

 

A trajetória dela reflete um movimento que cresce silenciosamente em escolas brasileiras. Kelly faz parte da equipe da Conviva Serviços, instituição que atende de forma terceirizada mais de 10 mil alunos com deficiência em escolas públicas paulistas, por meio de contratos com o Estado e prefeituras. E que também tem um dado revelador: 97% do quadro funcional é formado por mulheres, muitas delas mães.

 

Para a diretora-presidente da instituição, Maíra Pizzo, esse fenômeno mostra que o impacto da inclusão vai muito além da sala de aula.

 

“Temos muitas cuidadoras que são mães, tias ou irmãs de pessoas com deficiência e elas trazem uma sensibilidade muito grande e que ajuda no trabalho. O cuidador é peça essencial na inclusão, pois é responsável por auxiliar os estudantes com deficiência em atividades da rotina, como alimentação, locomoção e higiene, contribuindo também para a autonomia, a comunicação e a socialização”, explica Maíra.

 

“E isso tudo faz com que o aluno tenha acesso ao ambiente da escola regular de forma mais digna. E, muitas vezes, esse aprendizado todo até ultrapassa a escola e transforma também a dinâmica familiar, como vemos na história da Kelly e de tantas outras mães também cuidadoras”, finaliza a diretora-presidente da Conviva Serviços.

 

Sobre a Conviva

 

Com três décadas de atuação, a Conviva Serviços exerce importante papel para a educação inclusiva no Brasil. É considerada uma das principais entidades privadas a se especializar para atender aos alunos com deficiência na escola regular, através do cuidador, também chamado de Profissional de Apoio Escolar. A Conviva Serviços está presente em todo o território nacional com importantes atuações em São Paulo, Mato Grosso, Espírito Santo e outros estados. E, além do apoio escolar, oferece equipes multidisciplinares em seu quadro funcional.

Sem categoria

Psicóloga Isabelle Batista: a importância do acolhimento

Isabelle Batista é psicóloga, formada pela PUC-Rio, com interesse especial no universo infantojuvenil e nos contextos que o atravessam: a escola e a família

 

Para ela, embora algumas pessoas consigam cuidar de si sozinhas, o cuidado não precisa ser um processo solitário. Todos precisam de uma rede de apoio — e o processo psicoterapêutico pode ser um caminho importante para fortalecer vínculos e, muitas vezes, construir novas formas de relação consigo e com o outro.

 

Na clínica, Isabelle já teve a oportunidade de acolher adolescentes, adultos, famílias, casais e crianças.

 

“Ao longo dessa experiência, compreendi que um dos aspectos mais significativos do trabalho terapêutico é acompanhar de perto a forma singular como cada pessoa encontra a própria maneira de existir no mundo.”

 

É nesse espaço de escuta que, junto ao paciente, busca abrir caminhos para novos modos de expressão e para que cada um possa se ouvir com mais clareza.

 

No ambiente escolar, aprendeu a trabalhar com a intensidade e a vitalidade próprias da infância. Como mediadora escolar e auxiliar de turma, ocupou um lugar privilegiado de escuta e observação dos processos infantis — processos densos, mas que, com acolhimento e acompanhamento especializado, favorecem o desenvolvimento de sujeitos mais conscientes de si e do outro.

 

Sua inspiração, tanto pessoal quanto profissional, é pensar no impacto desses encontros, dos quais ela acredita que ninguém sai ileso. Atualmente, Isabelle realiza atendimentos clínicos para adolescentes e adultos e também atua com mediação e psicologia escolar.

 

Com ética, compromisso, técnica e humanidade, acredita que o trabalho psicológico pode abrir espaço para transformações importantes e necessárias — e é nesse movimento que reside a força da psicologia.

 

“Transformações exigem coragem, algo que só pode emergir quando há tempo e espaço para que o processo aconteça” , comenta Isabelle.

 

Para acompanhar o trabalho dela, siga o perfil no Instagram: @psi.isabellebatista ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 98195-1278.

Maternidade

Além do banho: como criar um ritual de sono que realmente funciona para o bebê

Especialista Bruna Ramos explica como a combinação de ambiente, rotina e estímulos sensoriais pode ajudar o bebê a relaxar e dormir melhor

 

Na tentativa de melhorar o sono dos bebês, muitas famílias apostam em um único recurso: o banho antes de dormir. Mas, na verdade, o que realmente faz diferença não é uma ação isolada e sim um conjunto de práticas que preparam o corpo e o cérebro da criança para o descanso.

 

Segundo a especialista em sono infantil e amamentação Bruna Ramos, criadora do perfil @obebe_chegou, o chamado ritual do sono é uma ferramenta essencial, e ainda subestimada, na rotina dos bebês.

 

“O ritual do sono é uma sequência de ações realizadas sempre antes do sono noturno. Ele sinaliza para o bebê que a hora de dormir está chegando, gerando previsibilidade e ajudando no relaxamento”, explica.

 

O poder da repetição e a importância da transição

 

O ritual do sono pode, e deve, começar desde os primeiros dias de vida. “Desde que o bebê chega da maternidade já é possível iniciar o ritual. Quanto mais cedo ele é implementado, mais rápido o bebê se adapta e entende essa sequência”, orienta Bruna. Não existe um modelo único: cada família deve adaptar à sua realidade, mas a repetição é essencial. “A repetição diária é o que cria o hábito. Quando o bebê reconhece os sinais, ele relaxa com mais facilidade.”

 

Outro ponto fundamental, e muitas vezes negligenciado, é o período anterior ao ritual.

 

“Não adianta começar o ritual se a casa ainda está agitada. O desacelerar é fundamental para preparar o bebê para o sono”, alerta.

 

Cerca de duas horas antes de dormir, a recomendação é reduzir estímulos: diminuir as luzes, evitar telas, baixar os sons e deixar de lado brincadeiras agitadas. “Essa transição ajuda na produção de melatonina e no relaxamento do bebê”, explica.

 

O que incluir no ritual?

 

O ritual pode ser adaptado à realidade de cada família e incluir etapas como banho, massagem, leitura, canções, troca de roupa ou fralda e amamentação. “O banho não é obrigatório. Se o bebê relaxa, ótimo. Se ele se irrita, deve ser feito em outro horário”, ressalta Bruna.

 

A massagem pode ajudar no relaxamento e aliviar desconfortos como gases, enquanto a leitura e músicas calmas contribuem para desacelerar o bebê. Em geral, a mamada costuma ser o último passo.

 

Menos tempo, mais consistência

 

A duração também importa — mas sem exageros. “O ideal é que dure entre 20 e 30 minutos. Mais importante do que o tempo é a constância”, afirma. Para a especialista, o segredo está na previsibilidade. “O bebê não entende horários, mas entende padrões. Quando ele reconhece o que vem a seguir, se sente seguro — e isso facilita muito o sono.”

 

É importante compreender que o ritual de sono é apenas o encerramento do dia, ele não substitui a necessidade de uma rotina diária equilibrada. “Não adianta ter um dia caótico e esperar que apenas os preparativos finais resolvam o descanso do bebê”, acrescenta Bruna.”

 

Sobre Bruna Ramos:

 

Bruna Ramos é especialista em amamentação e certificada em sono infantil com extensão universitária pela Universidade de Brasília. Graduada em Biologia pela UNICAMP, também concluiu doutorado e pós-doutorado em Genética e Biologia Molecular na mesma instituição.

 

Criadora do perfil @obebe_chegou, Bruna alia conhecimento científico à prática educativa e compartilha conteúdos sobre sono infantil e amamentação que já impactaram mais de 200 mil pessoas, entre famílias, educadores e profissionais da saúde. Oferece orientação baseada em evidências para promover noites de sono mais tranquilas, sonecas de qualidade e bem-estar das crianças.

 

Além disso, desenvolve materiais educativos e cursos voltados para pais e cuidadores, sempre com abordagem humanizada, prática e embasada na ciência do desenvolvimento infantil.

Siga: @obebe_chegou

Carreira & negócios

Malu Barbosa: propósito, proteção e gestão de risco que transforma famílias

Desde a adolescência, Malu Barbosa sempre carregou o desejo de crescer e transformar vidas

 

Esse propósito ganhou forma a partir de uma decisão pessoal: compreender, na prática, a importância da proteção financeira. Em 2021, ao se tornar cliente da Prudential, entendeu que assumir a responsabilidade pelos próprios riscos era um passo essencial. O envolvimento com o produto e com o propósito do seguro de vida despertou algo maior.

 

Com mais de 13 anos de experiência em comunicação e passagem por grandes veículos do país, Malu buscava um caminho profissional alinhado aos seus valores.

 

Após quatro anos como cliente e um rigoroso processo seletivo de três meses, foi aprovada em 2024 para se tornar corretora franqueada da Prudential do Brasil. Desde então, passou a atuar em um dos mercados que mais crescem no mundo: o da proteção financeira em vida.

 

Hoje, Malu cuida de mais de 120 famílias em todo o país, planejando, protegendo e oferecendo respaldo financeiro imediato diante de imprevistos.

 

“Meu maior desafio é a conscientização: mostrar que seguro de vida não é apenas sobre morte, mas sobre tranquilidade em vida”, explica.

 

Reconhecida como Best Rookies ao proteger 92 pessoas em seus primeiros meses, ela segue convicta de que amparar famílias é uma das formas mais concretas de fazer a diferença no mundo.

 

Para acompanhar o trabalho de Malu, siga o Instagram: @malubarbosa.seguros ou entre em contato pelo WhatsApp: (11) 96791-1989.

Colunistas

Completar 18 anos não extingue a pensão alimentícia automaticamente

A obrigação de prestar alimentos, que cessa a maioridade civil (18 anos), pode continuar para os filhos se houver necessidade e a manutenção de alguns requisitos, como estar estudando, e pode ser estendida até aos 24 anos, conforme o caso

 

Para que haja o encerramento, a parte que paga deve pedir a exoneração da pensão, solicitando ao tribunal a revisão do caso. Situações em que a pensão continua após os 18 anos:

 

Estudantes: se o filho estiver a frequentar o ensino superior, técnico ou profissionalizante e não conseguir sustentar-se, o pagamento pode continuar até aos 24 anos, ou até à conclusão do curso.

 

Incapacidade: em casos de deficiência física ou mental que impeça a pessoa de trabalhar e obter o próprio sustento, a pensão pode ser mantida, mesmo para maiores de 24 anos.

 

Para que a pensão seja extinta: o responsável pelo pagamento da pensão deve entrar com um pedido de exoneração no tribunal. É preciso comprovar ao juiz que o filho já não necessita dos alimentos, que tem capacidade financeira para se sustentar, ou que já atingiu uma idade que não justifica mais a obrigação.

 

O que não fazer:

 

Não pare de pagar a pensão de forma unilateral: após o filho completar 18 anos sem uma decisão judicial, pois isso pode acarretar consequências legais, como ações de execução e penhora de bens.

 

Recomendação: é aconselhável procurar um advogado de família para que ele avalie a situação específica e ajude a tomar as medidas legais adequadas para encerrar a obrigação da pensão, caso se aplique.

 

Se você precisa de ajuda envie uma mensagem ou me chame no WhatsApp (021) 98372-7981. Para mais detalhes sobre o meu trabalho clique aqui!

 

Siga: @maramendes_advogada_.

 

* Dra. Mara Mendes, advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista, previdenciário, consumidor, família e divórcio. Integrante das comissões de neurociência e diversidade religiosa da OAB Barra da Tijuca.

Maternidade

Preparação para amamentar deve começar antes do nascimento do bebê

Focar apenas no parto pode causar intervenções desnecessárias e trazer dificuldades e insegurança para as futuras mamães, alerta especialista!

 

Durante a gestação, grande parte das mulheres concentra seus estudos e expectativas no parto. A amamentação costuma ficar para “depois”. O problema é que, quando o bebê nasce, o cenário é outro: cansaço, adaptação, emoções intensas e uma enxurrada de palpites.

 

Para a especialista em sono infantil e amamentação Bruna Ramos, criadora do perfil @obebe_chegou, essa é uma das principais falhas que dificultam o início da amamentação.

 

“O preparo para amamentar começa na gestação. Depois que o bebê nasce, tudo é novo. A mãe está cansada, sensível e aprendendo a cuidar de um recém-nascido. Estudar nesse momento pode ser muito mais difícil”, explica.

 

Segundo ela, cada dia importa. “Cada intervenção desnecessária e cada dificuldade que se prolonga podem tornar a situação mais complexa e demorada de resolver. Quanto antes a mãe estiver informada, mais segurança ela terá.”

 

O que realmente é preparo?

 

Ao contrário do que muitos ainda orientam, a preparação não envolve receitas caseiras ou “fortalecimento” da pele.

 

“A principal forma de se preparar é por meio da informação. Saber como é a pega correta, entender como funciona a produção de leite e conhecer o comportamento do recém-nascido fazem toda a diferença”, orienta.

 

Bruna alerta que algumas práticas antigas não são recomendadas:

 

• Esfregar os seios com bucha vegetal pode causar lesões e até infecções;

 

• O uso de hidratantes no mamilo pode deixar a pele mais fina e suscetível a machucados;

 

• Não há comprovação científica sobre a eficácia de tomar sol nos seios, embora exposições breves e seguras não sejam proibidas.

 

“Não existe preparo físico milagroso. Existe preparo emocional e informativo”, reforça.

 

Organização antes do nascimento

 

Além do conhecimento, a especialista recomenda atitudes práticas ainda na gestação: usar sutiãs confortáveis e respiráveis, já ter o contato de uma consultora de amamentação ou do banco de leite da cidade e, principalmente, alinhar expectativas com a rede de apoio.

 

“Converse com o parceiro e com as pessoas que estarão próximas. Deixe claro que você precisa de apoio e não de palpites que gerem insegurança. ”

 

Para Bruna, a mensagem é simples: “Se preparar antes é um investimento em tranquilidade. A amamentação pode ser aprendida. Informação reduz medo, evita intervenções desnecessárias e decisões precipitadas.”

 

Sobre Bruna Ramos:

 

Bruna Ramos é especialista em amamentação e certificada em sono infantil com extensão universitária pela Universidade de Brasília. Graduada em Biologia pela UNICAMP, também concluiu doutorado e pós-doutorado em Genética e Biologia Molecular na mesma instituição.

 

Criadora do perfil @obebe_chegou, Bruna alia conhecimento científico à prática educativa e compartilha conteúdos sobre sono infantil e amamentação que já impactaram mais de 200 mil pessoas, entre famílias, educadores e profissionais da saúde.

 

Oferece orientação baseada em evidências para promover noites de sono mais tranquilas, sonecas de qualidade e bem-estar das crianças. Além disso, desenvolve materiais educativos e cursos voltados para pais e cuidadores, sempre com abordagem humanizada, prática e embasada na ciência do desenvolvimento infantil.

 

https://www.instagram.com/obebe_chegou/

 

Colunistas

Namoro qualificado ou união estável? Entenda a diferença

 

Além da existência da afetividade, a mesma se concretiza com a mútua assistência em que o casal seja referência de família no meio social.

 

A principal diferença, no entanto, é que o namoro não é conceituado pela lei, não existe sequer uma legislação que determine normas. É informal e livre, que não gera direitos familiares ou patrimoniais.

 

As responsabilidades são menores, e não há, em princípio, qualquer consequência jurídica na esfera civil. Por sua vez, as uniões estáveis são entidades familiares equiparáveis ao casamento.

 

Esses relacionados estão sujeitos ao regime jurídico do Direito de Família, previsto na legislação civil, e implicam em diversas consequências jurídicas, tanto patrimoniais quanto pessoais.

 

Quer saber mais sobre o assunto e precisa de assistência jurídica? Envie uma mensagem (@maramendes_advogada_) ou ligue para o telefone (21) 98372-7981.

* Artigo da advogada Mara Mendes, especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário, consumidor, família e divórcio. Integrante da Comissão de diversidade religiosa e neurociência da @oabbarrarj.
Colunistas

Saiba quais são as opções de aposentadoria para as mulheres

Os brasileiros que estão prestes a se aposentar podem se deparar com novas regras do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), já vigentes em 2024. Desde 2019, com a reforma da Previdência aprovada, todos os anos mudanças graduais são implementadas para ter acesso ao benefício. As mulheres possuem algumas opções de aposentadoria. Veja as principais regras:

 

• Por idade (minino 58 anos)

 

• A mulher precisa ter 62 anos e pelo menos 15 anos de contribuição

 

• Por tempo de contribuição

 

Existem quatro 4 possibilidades:

 

– Pontos progressivos (90 pontos para 30 anos de contribuição)

 

– Idade mínima progressiva (30 anos de contribuição e 58 anos de idade)

 

– Pedágio de 50% (só vale para quem em 13/11/2019 tinha pelo menos 28 anos de contribuição)

 

– Pedágio de 100% (57 anos de idade e 30 anos de contribuição)

 

• A aposentadoria especial contempla aquelas expostas a ruídos ou substâncias químicas. Os requisitos variam de acordo com o risco.

 

Quer saber mais sobre o assunto? Precisa de assistência jurídica? Envie uma mensagem ou ligue para (21) 98372-7981.

 

Artigo da advogada Mara Mendes, especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário, consumidor, família e divórcio. Integrante das comissões da Diversidade Religiosa e Neurociência da OAB Barra da Tijuca.

 

Siga: @maramendes_advogada

Colunistas

Trapaça sentimental: transgressão considerada crime no Brasil

Apesar da gravidade, a transgressão  é enquadrada no crime de estelionato (Art. 171 do Código Penal), pois não há tipificação específica ainda, mas o aproveitamento da relação afetiva para obter vantagem ilícita é uma forma de fraude que configura o delito.

 

A prática gera direito a indenização por danos morais e materiais, além de poder levar à punição criminal, com a vítima podendo denunciar para buscar justiça. 

Como se caracteriza o crime
• Simulação de relacionamento: a pessoa cria um relacionamento amoroso para obter vantagem financeira.
• Vulnerabilidade da vítima: o criminoso se aproveita da vulnerabilidade emocional da vítima para manipular seus sentimentos.
• Obtenção de vantagem ilícita: o objetivo é obter bens ou dinheiro, causando prejuízo à vítima.
• Meio fraudulento: o relacionamento afetivo é usado como um meio fraudulento para enganar a vítima.
Consequências jurídicas
• Esfera criminal: a conduta pode ser tipificada como estelionato, com penas de 1 a 5 anos de reclusão e multa, conforme o
artigo 171 do Código Penal.
• Esfera civil: a vítima pode processar o estelionatário na esfera civil para obter indenização por danos morais e materiais, incluindo despesas extras geradas pelo relacionamento.
Como agir em caso de crime de estelionato sentimental
• Reúna provas: guarde todas as conversas, comprovantes de depósito e outros materiais que demonstrem a fraude.
• Procure um advogado: busque assistência jurídica para orientá-lo a reaver os bens e buscar a indenização cabível.
• Faça a denúncia: não tenha vergonha de denunciar o crime à polícia ou ao Ministério Público para que o infrator seja punido.

 

Se você precisa de ajuda envie uma mensagem ou me chame no WhatsApp (021) 98372-7981. Para mais detalhes sobre o meu trabalho clique aqui! 

 

Siga: @maramendes_advogada_

 

* Dra. Mara Mendes, advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário,  consumidor, família e divórcio.