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A gestação é um momento de grande transformação física, emocional e hormonal.
E entre tantas mudanças, a boca também vive um capítulo importante — embora muitas mulheres só percebam isso quando a gengiva começa a sangrar, inchar ou ficar mais sensível durante a escovação. Essa inflamação é comum e tem nome: gengivite gravídica. Ela acontece porque os hormônios da gravidez tornam a resposta inflamatória da gengiva mais intensa, mesmo diante de pequenas quantidades de placa bacteriana.
O estrogênio e a progesterona, que aumentam bastante durante a gestação, deixam a gengiva mais vascularizada e reativa. Isso significa que algo que antes não causava incômodo pode agora desencadear vermelhidão, sensibilidade e sangramento. Mas é importante deixar claro: sangrar nunca é normal. É sempre um sinal de que há inflamação — e inflamação na gestante precisa de atenção redobrada.
Além da desconfortável gengivite, há outro ponto crucial: a saúde bucal da mãe influencia diretamente a saúde do bebê. Estudos mostram que a doença periodontal está associada ao risco aumentado de parto prematuro, baixo peso ao nascer e complicações gestacionais. Isso não significa que a gengivite simples vá causar esses problemas, mas reforça a importância do acompanhamento odontológico durante o pré-natal.
Outro fator que pode piorar a inflamação é o enjoo. Muitas gestantes vomitam com frequência no início da gravidez, e o contato do ácido gástrico com os dentes aumenta o risco de erosão e sensibilidade. A mudança na alimentação — maior ingestão de carboidratos simples, refeições mais frequentes e a tendência a beliscar — também favorece o acúmulo de placa bacteriana.
A boa notícia é que tudo isso pode ser controlado com orientação correta, higiene adequada, limpezas profissionais e acompanhamento regular. Na maioria das vezes, não há necessidade de tratamento complexo; o segredo está em manter a gengiva saudável e evitar que a inflamação evolua.
A gestação é um período único, cheio de emoções e expectativas. Cuidar da boca faz parte do cuidado com o bem-estar da mãe e com o desenvolvimento saudável do bebê. Com atenção, carinho e prevenção, é possível viver esse momento com saúde e segurança.
* Dra. Bárbara Galdeano é cirurgiã-dentista com mais de 20 anos de experiência clínica. Fundadora da Galdeano Odontologia & Saúde, é idealizadora do Programa ECOA, um modelo de atenção odontológica focado na prevenção, acolhimento e educação do paciente.
Reconhecida por sua atuação ética, humanizada e atualizada com as inovações da odontologia digital, acredita que a saúde bucal é parte essencial da saúde geral e deve ser promovida com proximidade, escuta e propósito.
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Obesidade é hoje um dos maiores inimigos da fertilidade, alerta especialista
OMS estima que 17,5% dos adultos enfrentarão problemas para engravidar, cuidados simples de rotina ajudam a proteger a saúde reprodutiva
Antes mesmo de causar problemas cardíacos ou diabetes, a obesidade já pode afetar o sonho de ter filhos. O excesso de peso interfere em hormônios essenciais à ovulação e à produção de espermatozóides, dificultando a gravidez.
“O excesso de peso provoca alterações hormonais capazes de prejudicar a produção de espermatozoides e a ovulação tornando a fecundação mais difícil para os dois sexos”, explica Dr. Maurício Chehin, ginecologista e especialista em medicina reprodutiva do Grupo Huntington.
De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade, 68% dos brasileiros vivem hoje com excesso de peso; 31% têm obesidade e 37% estão com sobrepeso. No caso das mulheres, a obesidade pode gerar ciclos menstruais irregulares e diminuir a frequência de ovulação.
“Recomendamos que pacientes com obesidade ou sobrepeso busquem acompanhamento médico e nutricional antes de engravidar, seja de forma espontânea ou por Fertilização in Vitro. A perda de peso aumenta as chances de sucesso e reduz riscos importantes na gestação”, afirma Chehin.
Entre os homens, os impactos também são significativos. A obesidade afeta tanto a quantidade quanto a qualidade dos espermatozoides e pode comprometer a função sexual. “O acúmulo de gordura altera o equilíbrio hormonal reduzindo a testosterona e aumentando o risco de disfunção erétil. Isso repercute diretamente na motilidade e concentração dos espermatozoides”, acrescenta o especialista.
O crescimento da obesidade no país é impulsionado por padrão alimentar inflamatório, sedentarismo e longos períodos de exposição às telas. Para o médico, esse conjunto tem ampliado os desafios reprodutivos no Brasil. “Já vemos quase um terço da população vivendo com obesidade e isso tem consequências claras para a saúde reprodutiva”, observa.
Riscos durante a gestação
Além de dificultar a gravidez, o excesso de peso aumenta taxas de aborto e complicações obstétricas. “A obesidade eleva o risco de hipertensão, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, parto prematuro e problemas durante o parto. Controlar o peso antes da gestação é um fator de proteção fundamental para mãe e bebê”, destaca Chehin.
Estilo de vida e prevenção
Mudanças simples de rotina têm impacto direto na fertilidade. “Dormir bem, não fumar, manter peso saudável pra, praticar atividade física, moderar o consumo de álcool, adotar uma alimentação equilibrada e manter relações sexuais regulares cerca de três vezes por semana são medidas que favorecem a saúde reprodutiva”, orienta o especialista.
Chehin faz ainda dois alertas importantes: o uso de lubrificantes vaginais inadequados que podem comprometer a mobilidade dos espermatozoides e o risco das infecções sexualmente transmissíveis.
“As ISTs são causas frequentes de infertilidade e muitas vezes só são percebidas quando já provocaram danos”, afirma.
O médico reforça que consultas periódicas com ginecologistas e urologistas são essenciais para monitorar a saúde reprodutiva. “O acompanhamento regular permite identificar e corrigir fatores de risco e preservar a fertilidade antes que ocorram danos irreversíveis”, finaliza.
Exageros de fim de ano podem comprometer a fertilidade, alerta especialista
Ganho de peso, álcool e sedentarismo afetam hormônios e qualidade reprodutiva; obesidade já é um dos principais fatores de risco para quem deseja engravidar
Ceias fartas, consumo excessivo de álcool e semanas fora da rotina durante as festas de fim de ano podem ter um impacto maior do que muitos imaginam. Antes mesmo de se manifestar em doenças como diabetes ou problemas cardíacos, o ganho de peso associado a esses exageros já pode comprometer a fertilidade de homens e mulheres. O excesso de peso interfere no equilíbrio hormonal, afeta a ovulação e reduz a qualidade dos espermatozoides, tornando a gravidez mais difícil.
“O excesso de peso provoca alterações hormonais capazes de prejudicar a produção de espermatozoides e a ovulação, impactando diretamente as chances de fecundação”, explica o ginecologista e especialista em medicina reprodutiva Dr. Maurício Chehin, do Grupo Huntington.
De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade, 68% dos brasileiros vivem hoje com excesso de peso; 31% têm obesidade e 37% estão com sobrepeso. No caso das mulheres, a obesidade pode gerar ciclos menstruais irregulares e diminuir a frequência de ovulação.
“Recomendamos que pacientes com obesidade ou sobrepeso busquem acompanhamento médico e nutricional antes de engravidar, seja de forma espontânea ou por Fertilização in Vitro. A perda de peso aumenta as chances de sucesso e reduz riscos importantes na gestação”, afirma Chehin.
Entre os homens, os impactos também são significativos. A obesidade afeta tanto a quantidade quanto a qualidade dos espermatozoides e pode comprometer a função sexual. “O acúmulo de gordura altera o equilíbrio hormonal reduzindo a testosterona e aumentando o risco de disfunção erétil. Isso repercute diretamente na motilidade e concentração dos espermatozoides”, acrescenta o especialista.
O crescimento da obesidade no país é impulsionado por padrão alimentar inflamatório, sedentarismo e longos períodos de exposição às telas. Para o médico, esse conjunto tem ampliado os desafios reprodutivos no Brasil. “Já vemos quase um terço da população vivendo com obesidade e isso tem consequências claras para a saúde reprodutiva”, observa.
Riscos durante a gestação
Além de dificultar a gravidez, o excesso de peso aumenta taxas de aborto e complicações obstétricas. “A obesidade eleva o risco de hipertensão, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, parto prematuro e problemas durante o parto. Controlar o peso antes da gestação é um fator de proteção fundamental para mãe e bebê”, destaca Chehin.
Estilo de vida e prevenção
Mudanças simples de rotina têm impacto direto na fertilidade. “Dormir bem, não fumar, manter peso saudável, praticar atividade física, moderar o consumo de álcool, adotar uma alimentação equilibrada e manter relações sexuais regulares cerca de três vezes por semana são medidas que favorecem a saúde reprodutiva”, orienta o especialista.
Chehin faz ainda dois alertas importantes: o uso de lubrificantes vaginais inadequados que podem comprometer a mobilidade dos espermatozoides e o risco das infecções sexualmente transmissíveis. “As ISTs são causas frequentes de infertilidade e muitas vezes só são percebidas quando já provocaram danos”, afirma.
O médico reforça que consultas periódicas com ginecologistas e urologistas são essenciais para monitorar a saúde reprodutiva. “O acompanhamento regular permite identificar e corrigir fatores de risco e preservar a fertilidade antes que ocorram danos irreversíveis”, finaliza.