Carreira & negócios

Gráfica Cindy: construindo marcas com impacto e dedicação

A história de Cinthia Silva, à frente da Gráfica Cindy, começou cedo, aos 18 anos, após trabalhar como designer em uma gráfica e descobrir ali sua verdadeira paixão

 

Com apenas R$ 700, um computador e uma impressora emprestada, decidiu tirar o sonho do papel e abrir o próprio negócio. Hoje, são 16 anos de trajetória, marcados por coragem, dedicação e crescimento constante.

 

“Ao longo do caminho, enfrentei desafios financeiros e estruturais, mas aprendi que a força de vontade e a fé são essenciais para seguir em frente.”

 

Seu trabalho se tornou peça fundamental na jornada de outros empreendedores, ajudando a transformar ideias em identidades visuais e dando vida a marcas por meio de materiais como cartões, letreiros, uniformes e muito mais.

 

Cinthia se sente realizada ao ver o impacto do seu trabalho na construção de negócios e na concretização de sonhos. Para ela, uma empresa sem identidade é como uma história sem nome, e é isso o que a move todos os dias.

 

Quer tirar sua ideia do papel e fortalecer a identidade do seu negócio? Entre em contato. Para acompanhar a Gráfica Cindy, siga o perfil no Instagram: @graficacindy, acesse o site www.graficacindy.com.br, ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 97384-1877.

Maternidade

Ampliação da licença-paternidade reforça corresponsabilidade parental e pode redefinir papel do pai na Justiça

Sancionada pelo presidente Lula nova Lei nº 15.371/2026 vai além dos direitos trabalhistas e dialoga com guarda dos filhos

 

O presidente Lula sancionou a lei que amplia a licença-paternidade para até 20 dias no Brasil. A nova legislação (Lei nº 15.371/2026) inaugura um movimento que vai além das relações de trabalho e começa a repercutir diretamente nas relações familiares. A medida representa um avanço importante na consolidação da corresponsabilidade parental — conceito que prevê a divisão equilibrada de deveres entre mãe e pai desde os primeiros dias de vida da criança.

 

Na prática, ao garantir mais tempo de convivência entre pais e filhos logo após o nascimento ou adoção, a legislação contribui para fortalecer vínculos afetivos e estabelecer uma participação mais ativa do pai na rotina familiar. Esse cenário pode impactar, inclusive, decisões futuras do Judiciário em casos de guarda, convivência e responsabilidades parentais.

 

De acordo com Patricia Valle Razuk, sócia do PHR Advogados e especialista em Direito de Família e Sucessões, a ampliação da licença-paternidade sinaliza uma mudança cultural relevante, que tende a se refletir nas disputas familiares.

 

“A discussão sobre corresponsabilidade parental já é bastante presente nas ações de guarda, e a ampliação da licença-paternidade reforça esse entendimento na prática. Quando o Estado incentiva a presença do pai desde o início, ele também consolida a ideia de que o cuidado é um dever compartilhado, o que pode influenciar diretamente a forma como a Justiça analisa o papel paterno”, explica.

 

Além disso, a medida também pode contribuir para reduzir a sobrecarga historicamente atribuída às mães, promovendo maior equilíbrio nas dinâmicas domésticas. “Essa mudança pode ter reflexos indiretos em temas como pensão alimentícia, divisão de responsabilidades e até na prevenção de conflitos familiares”, acrescenta a advogada.

 

Impactos para casais LGBTQIAPN+

 

Outro ponto de atenção está no potencial das novas regras para diferentes arranjos familiares. Afinal, a nova legislação não é direcionada apenas para pais biológicos. Portanto, para casais LGBTQIAPN+, é importante assegurar o princípio de igualdade perante à lei.

 

“O entendimento do STF é de que a licença deve proteger a criança e garantir isonomia entre os arranjos familiares. Na prática, quem gesta tem direito à licença-maternidade, independentemente de ser uma mulher cis ou um homem trans. Já o outro genitor ou responsável legal acessa a licença-paternidade, agora ampliada, sem distinção quanto à orientação sexual do casal”, conclui Razuk.

 

Sobre Patrícia Valle Razuk

 

Sócia e co-fundadora do PHR Advogados. Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP), especialista em Direito de Família e Sucessões pela Escola Paulista de Direito (EPD). Especialista em Mediação de Conflitos pela Harvard Law School.