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Criadora de conteúdo desafia padrões idealizados ao construir uma narrativa autêntica de beleza, inclusão e pertencimento, com a mãe, Janaína Mangili, como voz ativa nesse processo
Em um ambiente digital historicamente marcado por filtros, padrões inalcançáveis e narrativas idealizadas, a influenciadora Amanda Mangili vem consolidando um caminho que segue na direção oposta. Ao transformar sua rotina em conteúdo, ela constrói uma estética baseada na verdade, na simplicidade e na conexão real com o público, ampliando o debate sobre beleza, inclusão e representatividade nas redes sociais.
Pessoa com deficiência (PCD), Amanda encontrou nas plataformas digitais não apenas um espaço de expressão, mas também uma ferramenta de pertencimento e impacto. Seus conteúdos, que transitam entre maquiagem, autocuidado e cotidiano, refletem uma vivência que dialoga com milhares de pessoas que ainda não se veem representadas nas campanhas tradicionais da indústria da beleza.
Nesse processo, a construção da sua narrativa também passa pela atuação direta de sua mãe, Janaína Mangili, que é responsável por dar voz às suas ideias e garantir que sua presença digital seja conduzida com coerência, sensibilidade e propósito.
“A Amanda sempre teve muito claro o que gosta, o que quer mostrar e como quer se expressar. O que a gente faz é traduzir isso com respeito, sem criar uma personagem. Existe uma verdade ali que as pessoas sentem, e acho que é isso que gera essa conexão tão forte com o público”, afirma Janaína Mangili.
Ao ocupar esse espaço com naturalidade, Amanda contribui para tensionar padrões ainda muito restritivos no universo da beleza, mostrando que estética também é sobre diversidade de corpos, histórias e formas de existir. Sua presença nas redes reforça uma mudança de comportamento já em curso: a valorização de conteúdos que priorizam identificação em vez de perfeição.
“A gente entende que ainda existe um caminho longo quando falamos de inclusão de verdade. Mas ver a Amanda sendo reconhecida, sendo procurada, construindo sua própria marca, mostra que existe um público que quer se ver, que quer consumir algo mais real. E isso é muito potente”, completa Janaína.
Mais do que acompanhar tendências, Amanda Mangili se posiciona como parte de um movimento que redefine o que é considerado belo nas redes sociais, não como estética imposta, mas como expressão legítima de quem se é.
Anna Luisa: consultora de RH, especialista em Gestão Estratégica de pessoas tem compromisso com a transformação
Movida pela busca por propósito e coerência entre vida pessoal e profissional, Anna Luisa Silva encontrou na maternidade o ponto de virada que redefiniu sua trajetória
A partir desse momento, nasceu a Lati Bere Consultoria, empresa criada para apoiar pessoas e organizações no desenvolvimento de competências e na reorganização consciente de suas trajetórias
“A transformação começa quando entendemos quem somos e para onde queremos ir.”
A consultora de RH, especialista em Gestão Estratégica de pessoas, Anna atua com mapeamento comportamental, consultoria individual, programas de educação corporativa e projetos de diversidade e inclusão. Seu trabalho combina método, sensibilidade e estratégia, promovendo ambientes mais saudáveis e relações profissionais mais conscientes.
Um dos destaques de sua atuação é o Curso de Letramento Racial, iniciativa que reforça seu compromisso com a transformação social nas organizações de forma estratégica.
Para acompanhar o trabalho de Anna Luisa, entre em contato pelo WhatsApp (21) 97974-2567, pelo e-mail latibereconsultoria@gmail.com ou siga o perfil no Instagram: @latibereconsultoria
LinkedIn: Lati Bere Consultoria
Escolher uma carreira é um processo, não uma decisão única
Quando falamos em orientação profissional, muitas pessoas ainda associam esse processo apenas aos adolescentes que estão terminando o ensino médio e precisam escolher uma faculdade. Mas a realidade do mundo do trabalho hoje é bem diferente.
Cada vez mais pessoas estão repensando suas trajetórias profissionais ao longo da vida,
buscando novas formações, mudando de área ou desenvolvendo novas habilidades para acompanhar as transformações do mercado.
Nesse cenário, a orientação profissional deixa de ser apenas uma ferramenta para jovens e passa a ser também um importante recurso para adultos que desejam redirecionar suas carreiras ou tomar decisões profissionais com mais consciência. Autoconhecimento como ponto de partida Um dos pilares da orientação profissional é o autoconhecimento.
Antes de pensar em cursos ou profissões, é importante refletir sobre:
- • Quais são seus interesses
- • Quais habilidades você já desenvolveu
- • Que tipo de ambiente de trabalho combina com você
- • Quais valores são importantes na sua vida e na sua carreira
Ferramentas como conversas estruturadas, exercícios de reflexão e mapeamentos
comportamentais ajudam a identificar características que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. Quando compreendemos melhor nosso próprio perfil, conseguimos tomar decisões mais conscientes sobre os caminhos profissionais que desejamos seguir.
A carreira deixou de ser linear
Durante muito tempo, existia a ideia de que uma pessoa escolheria uma profissão na juventude e permaneceria nela por toda a vida. Hoje sabemos que a realidade é diferente. É cada vez mais comum que profissionais transitem entre áreas, busquem especializações, façam novos cursos ou até mudem completamente de carreira em diferentes momentos da vida.
Essas mudanças não significam fracasso ou indecisão. Pelo contrário: muitas vezes representam processos de amadurecimento profissional e busca por maior alinhamento entre trabalho, propósito e qualidade de vida.
Conhecer o mercado também faz parte do processo
Além do autoconhecimento, a orientação profissional também envolve compreender o cenário do mercado de trabalho. Novas profissões surgem, outras passam por transformações e muitas carreiras passam a exigir habilidades que antes não eram consideradas essenciais. Ter acesso a informações confiáveis sobre as possibilidades profissionais ajuda a ampliar a visão sobre caminhos que muitas vezes não são apresentados de forma clara para quem está iniciando a carreira ou pensando em uma transição.
Escolhas mais conscientes ao longo da vida
A orientação profissional não tem como objetivo dizer qual profissão alguém deve seguir, mas sim oferecer ferramentas para que cada pessoa tome decisões mais conscientes sobre sua trajetória. Seja para um jovem que está iniciando sua vida profissional ou para um adulto que deseja redirecionar sua carreira, refletir sobre interesses, habilidades e possibilidades pode tornar esse processo mais seguro e alinhado com os objetivos de vida.
No mundo do trabalho atual, escolher uma profissão não significa fazer uma decisão definitiva, mas sim dar um passo dentro de uma trajetória que pode evoluir, se transformar e se reinventar ao longo do tempo.
* Anna Luisa Silva, consultora de RH, CEO da Lati Bere Consultoria, atua com educação corporativa, desenvolvimento profissional e diversidade e inclusão nas organizações.
Instagram: @latibereconsultoria
LinkedIn: Lati Bere Consultoria | Luisa Silva
Contato profissional: (21) 97974-2567
‘Coordenar exige organização e dedicação’: empresária gerência camarote na Sapucaí
Supercamarote do Carnaval carioca reúne convidados VIP e foliões anônimos no mesmo ambiente
A produtora Agnes Nilsson constrói sua jornada dentro do Carnaval carioca desde os anos 1980. A relação com a Marquês de Sapucaí começou quando, ao lado de seu ex-marido, Newton Mendonça, vendia ingressos para as arquibancadas. Com o passar dos anos, perceberam a necessidade de um espaço de conforto e inclusão na avenida e criaram o Folia Tropical.
Enquanto cursava hotelaria e vendia sanduíches na faculdade, Newton herdou da família uma agência de turismo. A partir daí, passou a oferecer serviços a turistas hospedados em hotéis cinco estrelas, ampliando gradualmente o leque de atendimentos. Após a conclusão da faculdade, Agnes e Newton mergulharam de vez no negócio. A agência passou a atender todo tipo de solicitação, chegando a oferecer serviços de casa de câmbio.
Foi nesse contexto que o Carnaval entrou definitivamente na vida profissional dos dois. A venda de ingressos para arquibancadas evoluiu para a comercialização de frisas e, mais adiante, para pequenos camarotes. De espaço em espaço, o projeto cresceu até alcançar uma área de dois mil metros quadrados. Assim, em 2012, nasceu o Folia Tropical, camarote que reúne convidados VIP e foliões anônimos no mesmo ambiente.
À frente de toda essa estrutura está Agnes Nilsson, responsável pela coordenação logística e operacional do camarote. Ela supervisiona a equipe desde a pré-produção até a desmontagem. Sua liderança envolve mais de mil profissionais e abrange desde o serviço de gastronomia premium até a organização dos espaços acessíveis.
“Coordenar um evento dessa magnitude exige organização e dedicação. Meu papel é garantir que cada aspecto esteja perfeito para que nossos convidados vivam uma experiência inesquecível”, destaca.
“Construir um camarote do zero foi um desafio, mas sabíamos que podíamos oferecer algo diferenciado, com diversidade e brasilidade, onde o público realmente se sentisse bem-vindo e tivesse uma experiência inesquecível. Sempre enxergamos a importância de oferecer um serviço impecável, algo que aprendemos desde cedo com nossa experiência no setor hoteleiro”, diz a empresária.
Psicóloga trans lança livro sobre histórias de cura e acolhimento de minorias
- “Nas esquinas do cuidado: Brenda Lee e a redução de danos” mostra como, muito antes da aplicação de políticas públicas, grupos menores já atuavam com saúde pública
Para muitos considerado uma minoria descartável, as travestis são precursores em praticar o acolhimento aos seus pares. Nas ruas, os corpos desumanizados e as potências que reinventaram o cuidado muito antes de ele virar política pública ganha destaque no livro da psicóloga especialista em redução e danos Julia Bueno. “Nas esquinas do cuidado: Brenda Lee e a redução de danos” é fruto de sua tese de mestrado e que, agora, ganha as livrarias através de publicação da Editora Telha.
“Nas esquinas do cuidado” investiga as narrativas de pessoas trans e travestis sobre Redução de Danos, cuidado e transfobia, ampliando o debate sobre saúde e direitos humanos. A partir de uma perspectiva construcionista e feminista, a obra analisa como a Redução de Danos é entendida não apenas como tecnologia de saúde, mas como estratégia de sobrevivência que confronta as encruzilhadas do gênero e da vulnerabilidade social.
“Para mim foi muito importante perceber como existe uma narrativa que insiste em ver pessoas trans apenas como sujeitas marginalizadas que “precisam de cuidado”. Quando vamos a fundo na história, encontramos Brenda Lee, Cláudia Wonder, Jovana Baby e tantas outras que foram centrais na construção de políticas públicas e na transformação cultural do país. São trajetórias potentes, mas sistematicamente apagadas — quase como um projeto para nos expulsar da história e negar até o nosso direito à memória”, – Julia Bueno, psicóloga e escritora.
O livro discute como a transfobia permeia até mesmo espaços que se definem pela promoção de direitos, apontando a necessidade de abordar saúde de forma interseccional, considerando as condições estruturais que vulnerabilizam corpos trans. Ao iluminar essas experiências, a obra contribui para consolidar e expandir o campo da Redução de Danos, destacando a ética travesti como potência transformadora na promoção do cuidado.
“Nas esquinas do cuidado” também é uma homenagem à figura trans brasileira Brenda Lee, responsável por décadas atrás, tornar-se figura central no atendimento da população LGBTQIAPN+ antes mesmo dessa sigla ser criada. Seu cuidado, especialmente com pessoas soropositivas, foi um divisor de águas na atenção e no acolhimento dado a essa parcela da população ainda marginalizada em sua maioria.
Sobre a autora:
Julia Bueno é formada em Psicologia pelas Faculdades Integradas de Guarulhos-SP, especialista em Psicologia Política pela USP, mestra em Psicologia pela UFPE, doutoranda em Psicologia também na UFPE. É pesquisadora no GEMA (Grupo de estudos de gênero e masculinidades), também é redutora de danos, psicóloga clínica, poeta e escritora do livro de poesias “Amor & Revolta” e cofundadora do coletivo psicodelia baixo astral.
Sobre a Editora Telha:
Fundada no final de 2019, no Rio de Janeiro, a Editora Telha nasceu com o desejo de publicar com liberdade e abrir espaço para vozes plurais, muitas vezes fora dos grandes centros editoriais. Interdependente por natureza, acredita que o trabalho editorial se constrói em rede e que a diversidade de experiências amplia os caminhos da literatura. Já em sua estreia, com Motel Brasil: uma antropologia contemporânea, de Jérôme Souty, alcançou a marca de finalista do Prêmio Jabuti 2020, sinalizando desde o início seu compromisso em valorizar perspectivas que enriquecem o debate cultural.
Serviço:
Livro: Nas esquinas do cuidado: Brenda Lee e a redução de danos
Autoras: Julia Bueno
Editora: Telha
Preço: R$ 45,00
Disponível para venda através do link