Gastronomia

Dita Bendita: memórias afetivas em forma de doce

A trajetória de Samia Sahião com o empreendedorismo começou ainda na infância, quando já demonstrava criatividade e iniciativa ao inventar brincadeiras de negócio e vender produtos em frente ao portão de casa

 

Sempre gostou de criar, comunicar e “fazer propaganda” , o que já revelava seu espírito empreendedor desde cedo. Após se formar em Direito e iniciar a atuação como advogada, em um momento pessoal delicado e de desilusão com o universo jurídico, Samia viveu uma virada de chave.

 

Em meio às circunstâncias familiares e emocionais, surgiu uma inspiração ao se lembrar das biribas, doces que preparava e compartilhava em família, sempre marcados por alegria e afeto. Nesse momento, nasceu a ideia de transformar a memória em negócio: por que não empreender com as biribas?

 

A criação da marca também trouxe um importante aprendizado: o de desapegar da necessidade de controle total e de processos perfeitos. Com o tempo, Samia compreendeu que empreender é um caminho de construção contínua, onde ajustes são naturais e a prática ensina o que realmente funciona. Assim como dizia sua avó, “é no andar da carruagem” que a vida e o negócio vão tomando forma.

 

A Dita Bendita carrega profundamente essa essência afetiva. O nome representa o dom abençoado herdado de sua avó, Sônia, uma mulher forte, cheia de vida, que expressava amor através da comida e dos doces que preparava. Mais do que receitas, ela transmitia cuidado, acolhimento e memórias felizes, marcando a vida de todos ao redor.

 

Para Samia, sua avó não apenas alimentava o corpo, mas também confortava emoções através do afeto.

 

“Hoje, a Dita Bendita tem como propósito resgatar essas memórias afetivas através biriba, um doce à base de leite e coco, macio por dentro e dourado por fora, que desperta lembranças e sorrisos”, explicou.

 

A marca busca levar felicidade à mesa, fortalecendo vínculos e criando experiências afetivas por meio da comida. Uma das conquistas mais marcantes a trajetória de Samia foi levar a marca para o Rio de Janeiro, ampliando o alcance da Dita Bendita e conquistando novos clientes, que passaram a se encantar com o sabor e a história por trás de cada doce.

 

Para acompanhar as novidades da Dita Bendita, siga os perfis no Instagram: @ditabenditaoficial e @samiasahiao, ou entre em contato pelo WhatsApp: (43) 99995-5817 e (21) 99654-6615.

Saúde & Bem-estar

Como o esporte contribui no desenvolvimento de crianças com autismo?

 

Especialista do IBMR destaca impactos positivos na coordenação motora, no comportamento e nas relações sociais

 

A prática de atividades físicas na infância vai muito além do lazer: ela é parte fundamental do desenvolvimento. No caso de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o esporte pode ser um importante aliado no avanço de habilidades motoras, na autorregulação e na socialização.

 

Segundo o Dr. Estêvão Monteiro, professor de Educação Física do IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, o movimento desempenha um papel central no crescimento infantil.

 

“A atividade física não é um detalhe na infância; ela é parte do próprio desenvolvimento. Para qualquer criança, o movimento favorece saúde cardiovascular, força, ossos, sono, cognição, humor e aprendizagem. No caso das crianças com TEA, há benefícios particularmente relevantes em habilidades motoras, comportamento, autorregulação e participação nas atividades do dia a dia”, explica.

 

Além dos ganhos físicos, o esporte também se destaca como uma ferramenta importante para a socialização. A vivência em atividades coletivas cria oportunidades de interação, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades sociais e comunicativas.

 

“O esporte cria algo muito valioso: situações reais e repetidas de convivência. A criança aprende a esperar a vez, compartilhar espaço, seguir regras, observar o outro, responder a sinais, cooperar, lidar com pequenos erros e comemorar conquistas. Ou seja, a socialização deixa de ser uma ideia abstrata e vira prática corporal concreta”, afirma o professor.

 

Embora não exista uma modalidade ideal para todas as crianças com TEA, diferentes atividades podem trazer bons resultados, desde esportes coletivos até práticas como natação, dança, artes marciais e equoterapia.

 

O mais importante, segundo o especialista, é respeitar o perfil individual de cada criança. A escolha da atividade deve levar em conta fatores como nível de coordenação motora, perfil sensorial, forma de comunicação, interesses da criança e, principalmente, a possibilidade de adesão. Mais do que definir qual esporte é o melhor, é essencial avaliar em qual contexto essa criança consegue participar, evoluir e se sentir pertencente.

 

Para garantir uma prática segura e inclusiva, adaptações no ambiente e na condução das atividades são essenciais. Entre as recomendações estão o uso de instruções claras, apoio visual, rotinas previsíveis e progressão gradual dos exercícios.

 

“A palavra-chave é individualização. Inclusão de verdade não é só deixar entrar; é garantir que a criança participe, aprenda e permaneça. É preciso ajustar o ambiente, a comunicação e a progressão da atividade, respeitando o tempo e as necessidades de cada criança”, reforça.