Carreira & negócios

Jaqueline Bazani: liderança com resultados, humanidade e coragem

Engenheira civil de formação, Jaqueline Bazani construiu uma trajetória marcada por disciplina, estudo e superação. Começou a trabalhar aos 13 anos no chão de obra e, para complementar a renda, vendia cerveja na praia e perfumes após o expediente

 

Atuou por cerca de 10 anos em grandes construtoras, como João Fortes e Gafisa, antes de assumir desafios ainda maiores no setor de shopping centers. “Sou defensora do protagonismo feminino.”

 

Foi executiva de operações em referências como o Barra Shopping (Multiplan), o maior da América Latina, e na Ancar Ivanhoe, onde geriu 28 empreendimentos em todo o país. Hoje, é Head de Facilities no Grupo Carrefour, liderando com foco em performance, resultados e pessoas.

Filha de dona de casa e mestre de obras, mãe solo de uma adolescente, Jaqueline soma MBAs pela FGV e pelo IBMEC.

 

Atua também como palestrante, abordando a liderança feminina no mundo real e refletindo sobre gestão de equipes, equilíbrio emocional e os desafios das mulheres em cargos de liderança.

 

Para acompanhar o trabalho de Jaqueline Bazani, siga o perfil no Instagram: @jackkbazani ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 99895-0624.

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Liderança feminina está por trás do crescimento das empresas AI-first

Enquanto o mercado global projeta investimentos de US$ 2,5 trilhões em Inteligência Artificial até 2026, um fator tem se mostrado decisivo para transformar tecnologia em resultado financeiro: quem está liderando a estratégia

 

Segundo o relatório Diversity Matters Even More (2023), da McKinsey & Company, empresas com maior diversidade de gênero na alta liderança têm 39% mais probabilidade de superar a média de lucratividade. O dado não fala sobre representatividade simbólica — fala sobre performance.

 

No Brasil, essa equação pode ser observada na operação da Factorial. Ao completar quatro anos no país, a HRTech registrou crescimento de +56% em receita no segundo semestre de 2025, alcançou breakeven dois anos antes do previsto e encerrou o último exercício no positivo. A meta agora é triplicar a operação até o fim de 2026, mantendo expansão 100% orgânica.

 

À frente da estratégia de receita está Antonia Tourinho, CRO da operação brasileira.

 

Crescer 56% exige mais que tecnologia

 

Para Antonia, o diferencial competitivo de empresas AI-first não está apenas na inovação de produto, mas na capacidade de estruturar crescimento com disciplina. Em apoio ao CEO Brasil, Renan Conde, Antonia teve papel central na consolidação do modelo AI-First da operação brasileira. Em 2025, a Factorial lançou oito produtos com IA integrada e apresentou ao mercado o “One”, seu agente nativo de inteligência artificial.

 

Para a executiva, porém, tecnologia só escala quando está alinhada a fundamentos claros de receita: definição precisa de ICP, maturidade de funil e eficiência operacional.

 

Sua atuação esteve ligada à estruturação da máquina comercial com foco em conversão real, ao equilíbrio entre volume e qualidade de leads e ao crescimento orgânico com rentabilidade — consolidando um modelo de expansão com disciplina financeira. Como parte da estratégia, a empresa também vem ampliando sua rede de parceiros para fortalecer presença nos 27 estados brasileiros.

 

Liderança feminina além do discurso

 

Embora mulheres ocupem apenas 14% dos cargos executivos sênior em IA globalmente (Pesquisa Interface, 2024), os dados indicam que sua presença está associada a decisões estratégicas mais sustentáveis. Para Antonia, o diferencial está na integração entre análise de dados, visão de longo prazo e gestão de pessoas.

 

“IA não é sobre o que a ferramenta faz. É sobre como ela aumenta eficiência e escala receita sem comprometer a margem. Crescer 56% mantendo expansão orgânica exige clareza estratégica e disciplina operacional.”

 

No contexto do Dia Internacional da Mulher, o avanço feminino na liderança tech deixa de ser apenas uma pauta de diversidade e passa a ser uma discussão sobre competitividade. Em empresas orientadas por dados, performance não é narrativa — é métrica.

 

E os números mostram que, cada vez mais, mulheres estão comandando essa equação.

 

Sobre a Factorial

 

A Factorial é uma scale-up centauro desenvolvedora de software para gestão e centralização de processos de RH e DP. A HRTech foi fundada em 2016 por Jordi Romero e Bernat Farrero, e está sediada em Barcelona e atua em outros 8 países: França, Portugal, Itália, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Brasil e México. Chegou ao Brasil em 2022, com um aporte superior a US$80 milhões obtido em uma rodada de financiamento série B liderada pela Tiger Global Management e poucos meses depois, se tornou unicórnio, com a captação de US$120 milhões de um aporte Série C.

 

Com mais de 80 mil empresas atendidas, entre elas, Play9, LiveMode, Maple Bear, OBoticario, Unimed, Rock World (Rock in Rio, Lollapalooza, The Town), Grupo Bramam, Agrotools, a Factorial digitaliza atividades de RH e DP, as potencializa com IA, para otimização de tempo, redução de custos e atribuição ao que mais importa: as pessoas.

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Hospitalidade carioca sob o olhar da liderança feminina

As mulheres já representam quase metade da força de trabalho formal do município, com participação que cresce na gestão hoteleira

 

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a hotelaria do Rio de Janeiro tem um motivo a mais para comemorar. Em um setor marcado, historicamente, pela forte presença feminina na base operacional, cada vez mais mulheres assumem o protagonismo na alta gestão de hotéis da capital e do interior do estado. Se antes estavam na recepção, na governança e no atendimento ao hóspede majoritariamente, hoje comandam grandes operações, lideram equipes numerosas, definem estratégias comerciais e impactam diretamente os resultados financeiros.

 

A hotelaria está entre os maiores empregadores do setor de serviços da capital, segundo o relatório “Panorama da Empregabilidade na Hotelaria”, elaborado pelo Observatório do Trabalho Carioca da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro. O segmento é fundamental para a economia local, gerando cerca de 20 mil postos de trabalho formais na cidade do Rio.

 

Um dos destaques do levantamento é a participação expressiva das mulheres, que representam aproximadamente 44,7% da força de trabalho formal na hotelaria do município. Outro dado relevante é o nível de escolaridade: as mulheres apresentam, em média, formação mais elevada do que os homens, com maior presença entre os que possuem ensino médio completo e superior completo.

 

A distribuição de gênero revela que, a cada dez trabalhadores da hotelaria, cerca de 4,4 são mulheres. A maior concentração feminina está na faixa etária entre 25 e 44 anos, que reúne 54,9% dos vínculos ativos. Ainda assim, há presença significativa de jovens entre 18 e 24 anos (12,5%), reforçando o papel da hotelaria como porta de entrada para o mercado formal de trabalho.

 

Para o presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes, o avanço feminino na alta gestão reflete a profissionalização e a maturidade do setor. “A hotelaria sempre contou com uma forte presença feminina, mas hoje vemos mulheres ocupando posições estratégicas, liderando grandes equipes e influenciando diretamente os resultados dos empreendimentos. Esse movimento fortalece o setor, amplia a diversidade de visões e torna a gestão mais moderna e eficiente. Ainda há desafios, mas estamos avançando de forma consistente”, ressalta.

 

Os números ajudam a explicar uma transformação que já pode ser percebida na prática — e nas trajetórias de profissionais que vêm abrindo caminhos. Sophie Barbara, gerente geral do Hotel MGallery Santa Teresa, avalia que houve avanços nos últimos anos, mas reconhece que persistem desafios. “Ainda existe uma cultura muito masculina nos cargos de liderança, com a exigência de disponibilidade total, o que impacta decisões corporativas. Para superar isso, é essencial ter inteligência emocional, boa gestão de tempo e humildade para aprender desde a base”, afirma.

 

No Grand Hyatt Rio de Janeiro, Alexandra Bueno tornou-se pioneira ao assumir a gerência geral não apenas da unidade carioca, mas também da região da América Latina e Caribe. “É uma grande satisfação abrir caminho para outras mulheres em posições de liderança. Meu propósito é dar oportunidades, desenvolver talentos e mostrar que é possível alcançar objetivos profissionais”, destaca.

 

Laís Vertis, gerente geral do Vila Paranaguá, observa que a representatividade feminina cresceu, mas ainda enfrenta resistências. “O masculino ainda é muito associado ao poder. Minha maior ferramenta para superar essa descrença foi estudar, me aprofundar nos assuntos e argumentar com base técnica. Hoje percebo que muitas pessoas me procuram justamente pela minha capacidade de ouvir, ponderar e dialogar”, explica.

 

Com mais de duas décadas à frente do Sheraton Rio Hotel & Resort, Sintia Gomes é um dos nomes mais experientes da hotelaria brasileira. “Há 20 anos não era comum ver mulheres em altos cargos de liderança. Hoje, com orgulho, vemos várias mulheres dirigindo hotéis no Rio de Janeiro. Para conquistar esse espaço foi preciso determinação, energia, resiliência e uma rede de apoio. Acreditem no seu potencial e nunca deixem de ser humildes”, aconselha.

 

Carolina Mescolin, gerente-geral do JW Marriott Hotel Rio de Janeiro, reflete com orgulho sobre a sua jornada como mulher e líder na hotelaria:

 

“Liderar, para mim, nunca foi apenas ocupar um cargo, mas assumir diariamente a responsabilidade de inspirar pessoas, desenvolver talentos e criar um ambiente em que todos possam ser quem realmente são e alcançar o seu melhor. A liderança feminina traz consigo sensibilidade, escuta ativa, coragem e propósito. É a capacidade de equilibrar resultados com empatia, estratégia com humanidade e firmeza com cuidado. Ao longo da minha trajetória, aprendi que liderar como mulher é também abrir caminhos para outras mulheres, incentivar vozes diversas e valorizar diferentes perspectivas — porque é assim que construímos equipes mais fortes e inovadoras”, explicou.

 

“No Marriott, tenho a oportunidade de viver uma cultura que valoriza pessoas em primeiro lugar. Isso fortalece minha convicção de que a diversidade e a inclusão não são apenas valores, mas práticas diárias que transformam ambientes de trabalho e impactam positivamente nossos hóspedes, nossas equipes e a sociedade”, completou.

 

Na serra fluminense, o resort Le Canton é liderado por Mônica Paixão (foto). Ela tem sobrenome de sentimento e entrega ao turismo a mesma intensidade. A executiva comemorou, em 2025, 10 anos à frente do resort, onde entrou como diretora e, desde 2023, assina como CEO – a primeira mulher a ocupar esse posto na história do empreendimento.

 

“Tenho muito orgulho da carreira que construí no turismo. Fui pioneira, pelo fato de ter sido a primeira mulher a ocupar postos de direção e gerência nesse mercado no estado do Rio. Em todos os hotéis em que trabalhei, desenvolvi projetos de longo prazo. Esse traço autoral, essa escuta ativa característica feminina e essa liderança movida por propósito acompanham toda a minha trajetória”, afirma.

 

No sul do Estado do Rio de Janeiro, Dona Lili Mello é uma mulher cuja sensibilidade, resiliência e constância transformaram um pequeno sítio em Conservatória, em Valença, no emblemático Hotel Fazenda Vilarejo, referência de acolhimento e afeto há mais de quatro décadas. Ao lado do marido, João Batista, construiu um empreendimento que nasceu como extensão de sua própria casa, guiado por coragem, simplicidade e um cuidado quase maternal com cada detalhe.

 

Alma do Vilarejo, ela marcou gerações de colaboradores e hóspedes, imprimindo sua maneira generosa de receber, sempre com sorriso aberto e atenção verdadeira. Seu legado ultrapassa o turismo: envolve família, trabalho e cultura, perpetuado hoje pelos filhos e netos que conduzem os negócios, mantendo viva sua essência. Guardiã de memórias, raízes e sonhos, ela segue presente em cada canto do hotel — nas flores, nos gestos e na energia que move o Vilarejo.

 

Neste mês dedicado às mulheres, a hotelaria fluminense evidencia que o futuro da hospitalidade também é construído por lideranças femininas — não como exceção, mas como força estratégica. Em um mercado cada vez mais competitivo e atento à experiência do cliente, diversidade deixou de ser apenas discurso institucional para se tornar um diferencial de negócio, inovação e resultado. Essas mulheres estão redefinindo a forma de gerir, acolher e transformar o setor