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Dai Xavier: acolhimento e cuidado integral para mães

Com o nascimento de seu segundo filho, Theo, em 2024, Dai Xavier viveu um momento simples, mas profundamente transformador

 

Durante uma sessão de drenagem linfática — que deveria ser um tempo só para ela — foi interrompida duas vezes. Não conseguiu relaxar, nem aproveitar aquele momento de cuidado tão necessário. Então, veio um insight. Algo que já rondava sua mente há tempos, mas que nunca havia se mostrado com tanta clareza.

 

Dai se perguntou: e se existisse um espaço de bem-estar pensado especialmente para mães? Um lugar onde elas pudessem receber cuidado integral — corpo, mente e alma — sem precisar se preocupar se o bebê está bem. Um espaço onde a maternidade não fosse um obstáculo ao autocuidado, mas parte dele.

 

Ela começou a imaginar cada detalhe. Um ambiente com massagem, spa, terapia, aromaterapia, florais, nutricionista, manicure, cabeleireira, depilação… Tudo voltado às mães, com uma estrutura acolhedora e segura para que os bebês — sejam recém-nascidos ou já na primeira infância — também estivessem amparados.

 

Visualizou um espaço com brinquedos que estimulam o desenvolvimento psicomotor, um ambiente monitorado, vivo, pensado para os pequenos, enquanto a mãe se reconecta consigo mesma. Um lugar onde ela pudesse olhar seu filho sempre que desejasse — sem culpa, sem pressa. Pensou também nas mães que ainda não conseguem sair de casa com facilidade, especialmente no puerpério, e imaginou um serviço de transporte com todo o cuidado e segurança.

 

“Um espaço onde mãe e filho fossem vistos e cuidados. Onde o tempo da mulher voltasse a ter lugar. Assim, nasce um novo sonho”, explica.

 

O que antes era dor, enfim, floresceu como propósito. Uma transformação que convida outras mulheres a também se reconhecerem e renascerem. Porque foi no fundo da dor que nasceu a semente. E agora ela floresce, abrindo caminho para outras mulheres que também carregam histórias semelhantes no peito. Du Temps Pour Moi quer dizer “Um tempo para mim” .

 

E é exatamente essa a proposta do espaço idealizado por Dai. Para acompanhar o Du Temps Pour Moi, siga o perfil no Instagram: @dutempspourmoi.br, ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 99503-8866.

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Autocobrança na maternidade: o preço silencioso de ter que dar conta de tudo

Existe uma ideia que atravessa a maternidade contemporânea de forma quase invisível, mas extremamente potente: a de que a mãe precisa dar conta de tudo, e dar conta bem

 

Não é só cuidar. É cuidar com presença, com paciência, com leveza, com consistência emocional. É estar disponível, mas também produtiva. É educar, trabalhar, amar, organizar, nutrir, acompanhar… sem falhar. E, se possível, fazendo tudo isso com um sorriso no rosto. O problema é que essa conta não fecha.

 

Na clínica, isso aparece de forma recorrente. Mulheres exaustas, mas que não se permitem reconhecer o próprio cansaço. Mães que chegam dizendo: “eu sei que não posso reclamar”, “tem gente em situação pior”, “eu escolhi isso”. Como se o sofrimento precisasse de autorização moral para existir.

 

A autocobrança na maternidade não nasce do nada. Ela é construída socialmente. Vivemos uma época que reforça ideais quase inalcançáveis: a mãe que trabalha como se não tivesse filhos e cria filhos como se não trabalhasse. Esse padrão não é humano é idealizado.

 

Do ponto de vista psicológico, essa dinâmica costuma gerar um estado constante de inadequação. Porque, inevitavelmente, em algum lugar, a mãe sente que está falhando. E isso alimenta um ciclo: quanto mais ela sente que não está sendo suficiente, mais ela se cobra. E quanto mais se cobra, mais distante fica de qualquer sensação real de suficiência.

 

Existe também um ponto importante que muitas vezes passa despercebido: a dificuldade de sustentar limites internos. A maternidade convoca entrega, mas não deveria exigir anulação. Winnicott, um pediatra e psicanalista inglês, já apontava que a “mãe suficientemente boa” não é a que acerta sempre, mas é aquela que cuida, falha, repara e, nesse processo, permite que o filho se desenvolva e se torne quem é.

 

Já acompanhei pacientes que, mesmo extremamente sobrecarregados, não conseguiam delegar tarefas simples. Não por falta de ajuda, mas por uma crença rígida de que “se não for eu, não vai ser bem feito”. Isso não é sobre controle, é sobre valor pessoal atrelado ao desempenho.

 

E aqui entra uma reflexão fundamental: quando o valor de uma mãe passa a depender do quanto ela consegue dar conta, qualquer limite passa a ser vivido como fracasso. E a consequência disso é silenciosa, mas profunda. A mulher começa a se desconectar de si. Perde a referência do próprio limite, da própria necessidade, do próprio tempo.

 

E, muitas vezes, só se percebe quando o corpo ou a mente começam a dar sinais mais claros: ansiedade, irritabilidade, culpa constante, sensação de estar sempre atrasada na própria vida.

É importante dizer: a maternidade não precisa ser vivida nesse lugar de exaustão permanente para ser válida. Existe um caminho mais saudável, que passa por reconhecer que dar conta de tudo não é um indicador de competência, é, muitas vezes, um sinal de sobrecarga.

 

Passa também por aceitar que falhas existem, que cansaço é legítimo e que pedir ajuda não diminui ninguém.

Talvez o ponto central seja esse: sair da lógica da perfeição e entrar na lógica do possível. Porque filhos não precisam de mães perfeitas. Precisam de mães reais. E uma mãe real é aquela que, inclusive, reconhece seus próprios limites, e, ao fazer isso, ensina algo muito mais valioso do que qualquer ideal de desempenho: ensina humanidade.

 

Michele Silveira é Psicóloga (CRP 05/26445), mestre em Psicologia pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP), Logoterapeuta, especialista em transtornos de ansiedade e autora do livro “Ansiedade do Nosso Tempo: do Mecanismo de Sobrevivência ao Adoecimento Silencioso”.

 

Ao longo de mais de 25 anos, construiu um olhar próprio sobre a ansiedade na contemporaneidade, desenvolvendo, assim, um modelo de compreensão clínica denominado “Ansiedade Pré-Conquista”. Atende em sua clínica, no Vogue Square, Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Maternidade

Engravidar depois dos 50: até onde a maternidade pode ser adiada?

Cada vez mais mulheres adiam o sonho de ser mãe, mas o que realmente é possível depois dos 45 e quais são os riscos envolvidos?

 

Aos 56 anos, Margareth Mata voltou a viver algo que parecia pertencer a outra fase da vida: noites interrompidas e o cheiro inconfundível de bebê pela casa. Os três filhos já eram adultos, a rotina estava mais silenciosa e o casal começava a experimentar uma nova liberdade. Ainda assim, dentro dela, a maternidade não parecia encerrada.

 

“O desejo de ter mais um filho nunca foi completamente embora. Ele apenas ficou guardado, esperando o momento em que fosse impossível ignorá-lo”, afirma a funcionária pública, que vive no Espírito Santo.

 

Quando decidiu tentar novamente, Margareth sabia que não seria uma escolha simples. Sabia que envolveria conversas delicadas, avaliações médicas e, principalmente, coragem. “Meu marido achava que talvez não fosse o momento. Ele dizia que agora era a fase de aproveitar a vida a dois, já que os filhos já estavam criados. Mas, para mim, o sonho ainda estava vivo”, explica.

 

A gravidez aconteceu por meio da fertilização in vitro e transformou aquela etapa da família em algo inesperadamente intenso. E houve um detalhe que, para Margareth, tornou tudo ainda mais especial. “Antes de eu engravidar, minha mãe, que faleceu logo após o nascimento do meu bebê, sonhou com um menino de olhos azuis, exatamente como os do meu marido. Quando meu filho nasceu, com os olhos claros do pai, foi impossível não lembrar dela”, lembra Margareth.

 

Se por um lado a história emociona, por outro ela desperta curiosidade e questionamentos. Afinal, é mesmo possível engravidar depois dos 50? E quais são os limites do corpo feminino quando o desejo de maternar permanece?

 

Nos últimos anos, a maternidade tardia deixou de ser exceção isolada e passou a refletir uma transformação maior. Mulheres priorizam formação, carreira, estabilidade emocional, recomeçam relacionamentos, reorganizam planos. A decisão de ter filhos acontece mais tarde e, com isso, cresce também a busca por tratamentos de reprodução assistida.

 

Mas a medicina amplia possibilidades, não apaga os limites biológicos

Para a Dra. Thaís Domingues, especialista em reprodução humana da Huntington Medicina Reprodutiva, é fundamental que histórias inspiradoras venham acompanhadas de informação clara.

“Quando aparecem casos na mídia, pode parecer que é fácil engravidar depois dos 50, mas não é. De três a cinco anos antes da menopausa a chance de engravidar naturalmente já é menor que 5%, e após os 45 essa probabilidade pode ser inferior a 1% com óvulos próprios”, esclarece.

Além da dificuldade de engravidar, aumentam os riscos de alterações cromossômicas, aborto espontâneo e complicações como pressão alta na gestação, diabetes gestacional e parto prematuro. Por isso, após os 43 anos, a fertilização in vitro costuma ser a principal indicação médica e, acima dos 45, é comum que o tratamento envolva óvulos doados.

“Quando a paciente recebe um óvulo de uma mulher jovem, ela passa a ter a chance de gravidez daquela idade. Isso melhora as possibilidades, mas não elimina completamente os riscos relacionados à idade materna”, explica a Dra. Thaís.

Mesmo com acompanhamento especializado, cada caso precisa ser avaliado individualmente. No Brasil, a recomendação é que os tratamentos sejam realizados até os 50 anos, sempre com acompanhamento médico rigoroso.

Margareth sabe que sua história chama atenção. E sabe também que os olhares vêm acompanhados de suposições.

“Eu sabia que muita gente ia questionar, e isso acontece até hoje. Muitas vezes, quando estamos em lugares públicos, como no parque ou na praia, as pessoas ficam olhando, tentando entender se somos os avós da criança. Mas isso não interfere na minha escolha, não me importo. O que eu sei é que, se eu não tivesse tentado, ia carregar essa vontade para sempre”, revela.

Entre limites biológicos e avanços da ciência, a maternidade depois dos 50 continua sendo rara, exige acompanhamento e envolve riscos. Mas, para algumas mulheres, ela representa algo ainda maior: a possibilidade de não silenciar um desejo que resistiu ao tempo.

Maternidade

Joana Azevedo: apoiando mães na amamentação e no taping pós-parto

Moradora do Recreio, Joana Azevedo é fisioterapeuta e especialista em amamentação e taping pós-parto
Há 11 anos dedica sua carreira à saúde materno-infantil, com foco na prevenção e resolução de dificuldades durante a amamentação e no acompanhamento do desmame sem culpa.
A trajetória empreendedora de Joana começou com a abertura de uma clínica na Barra, mas foi após o nascimento do filho que descobriu sua verdadeira vocação.

 

“Comecei ajudando vizinhas e amigas, e uma foi indicando para outra”, relembra.

 

A experiência pessoal com o aleitamento, marcada por informação e acolhimento, despertou o desejo de apoiar outras mulheres. Hoje, como consultora em amamentação, Joana ajuda mães a amamentarem sem dor e a desmamar sem culpa, além de compartilhar conteúdos nas redes sociais, promovendo uma maternidade mais leve, informada e segura.

 

Para acompanhar o trabalho de Joana, siga o perfil no Instagram: @joana.amamentacao, ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 99951-9674.

 

* O taping pós-parto é uma técnica para reduzir inchaços, aliviar dores, melhorar a postura e dar suporte abdominal após cesárea ou parto normal

Maternidade

Prematuridade: riscos e cuidados para mães e bebês

Especialista da Inspirali orienta sobre a condição

 

Segundo o relatório Born Too Soon, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e UNICEF, no mundo, a cada 10 nascimentos um ocorre prematuramente, representando 13 milhões de bebês prematuros por ano. Já no Brasil, cerca de 340 mil bebês nascem prematuros todos os anos, representando mais de 12% dos nascimentos e colocando o país entre os dez com maiores índices no mundo, segundo o Ministério da Saúde.

 

Os dados são alarmantes, ainda mais quando se sabe que a prematuridade é a principal causa de mortalidade infantil no país e no mundo, especialmente entre os bebês que nascem antes das 34 semanas de gestação. Para orientar famílias sobre os riscos e cuidados, a Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, convida a Dra. Regina Melo Brandão, pediatra e professora da UnP, para responder algumas perguntas. Confira:

 

Com quanto tempo o bebê é considerado prematuro?

São considerados prematuros todos os recém-nascidos que nasceram antes de 37 semanas de idade gestacional.

 

Quais as explicações para um possível nascimento prematuro?

Os motivos para o nascimento de um prematuro são multifatoriais, associados a causas maternas, como infecções urinárias ou cervicais, insuficiência istmocervical, hipertensão, diabetes, descolamento prematuro de placenta, ou gestações múltiplas, baixo volume de líquido amniótico e também uso de álcool ou drogas. Causas fetais incluem malformações.

 

Há como evitar que isso ocorra?

Um pré-natal de qualidade com tratamento de infecções, suplementação adequada, alimentação saudável e evitar álcool e drogas ajudam na prevenção.

 

Há maneiras de saber, durante a gestação, que um bebê nascerá prematuro?

Algumas gestantes necessitam vigilância aumentada pelo risco de prematuridade. Chamamos de gestantes de risco e são as que possuem condições como hipertensão, diabetes, infecções, gestação múltipla, adolescentes ou idade materna avançada.

 

Quais os principais riscos da prematuridade para o bebê?

Bebês prematuros apresentam risco de doenças pulmonares (SDR, BCP), doenças cardíacas (PCA), enterocolite necrosante, retinopatia da prematuridade e hemorragia intraventricular.

 

  1. E quais os riscos para a mãe?
  2. A mãe de um prematuro pode apresentar impactos emocionais, psicológicos e financeiros, principalmente devido à internação prolongada do recém-nascido.

 

  1. Quais os principais cuidados com o bebê prematuro?
  2. Precisamos aumentar os cuidados como prevenção de infecções, evitar aglomerações, aleitamento materno, vacinação, suplementação de vitaminas e acompanhamento pediátrico regular.

 

  1. Os prematuros podem apresentar atrasos ou doenças no futuro?
  2. Sim. Podem ocorrer atraso neuropsicomotor, doenças respiratórias crônicas e alterações visuais.

 

  1. Existe algum cuidado específico para o resto da vida?
  2. Depende das sequelas da prematuridade. O acompanhamento pediátrico contínuo é essencial para monitorar crescimento, desenvolvimento e possíveis complicações crônicas.