Maternidade

Preparação para amamentar deve começar antes do nascimento do bebê

Focar apenas no parto pode causar intervenções desnecessárias e trazer dificuldades e insegurança para as futuras mamães, alerta especialista!

 

Durante a gestação, grande parte das mulheres concentra seus estudos e expectativas no parto. A amamentação costuma ficar para “depois”. O problema é que, quando o bebê nasce, o cenário é outro: cansaço, adaptação, emoções intensas e uma enxurrada de palpites.

 

Para a especialista em sono infantil e amamentação Bruna Ramos, criadora do perfil @obebe_chegou, essa é uma das principais falhas que dificultam o início da amamentação.

 

“O preparo para amamentar começa na gestação. Depois que o bebê nasce, tudo é novo. A mãe está cansada, sensível e aprendendo a cuidar de um recém-nascido. Estudar nesse momento pode ser muito mais difícil”, explica.

 

Segundo ela, cada dia importa. “Cada intervenção desnecessária e cada dificuldade que se prolonga podem tornar a situação mais complexa e demorada de resolver. Quanto antes a mãe estiver informada, mais segurança ela terá.”

 

O que realmente é preparo?

 

Ao contrário do que muitos ainda orientam, a preparação não envolve receitas caseiras ou “fortalecimento” da pele.

 

“A principal forma de se preparar é por meio da informação. Saber como é a pega correta, entender como funciona a produção de leite e conhecer o comportamento do recém-nascido fazem toda a diferença”, orienta.

 

Bruna alerta que algumas práticas antigas não são recomendadas:

 

• Esfregar os seios com bucha vegetal pode causar lesões e até infecções;

 

• O uso de hidratantes no mamilo pode deixar a pele mais fina e suscetível a machucados;

 

• Não há comprovação científica sobre a eficácia de tomar sol nos seios, embora exposições breves e seguras não sejam proibidas.

 

“Não existe preparo físico milagroso. Existe preparo emocional e informativo”, reforça.

 

Organização antes do nascimento

 

Além do conhecimento, a especialista recomenda atitudes práticas ainda na gestação: usar sutiãs confortáveis e respiráveis, já ter o contato de uma consultora de amamentação ou do banco de leite da cidade e, principalmente, alinhar expectativas com a rede de apoio.

 

“Converse com o parceiro e com as pessoas que estarão próximas. Deixe claro que você precisa de apoio e não de palpites que gerem insegurança. ”

 

Para Bruna, a mensagem é simples: “Se preparar antes é um investimento em tranquilidade. A amamentação pode ser aprendida. Informação reduz medo, evita intervenções desnecessárias e decisões precipitadas.”

 

Sobre Bruna Ramos:

 

Bruna Ramos é especialista em amamentação e certificada em sono infantil com extensão universitária pela Universidade de Brasília. Graduada em Biologia pela UNICAMP, também concluiu doutorado e pós-doutorado em Genética e Biologia Molecular na mesma instituição.

 

Criadora do perfil @obebe_chegou, Bruna alia conhecimento científico à prática educativa e compartilha conteúdos sobre sono infantil e amamentação que já impactaram mais de 200 mil pessoas, entre famílias, educadores e profissionais da saúde.

 

Oferece orientação baseada em evidências para promover noites de sono mais tranquilas, sonecas de qualidade e bem-estar das crianças. Além disso, desenvolve materiais educativos e cursos voltados para pais e cuidadores, sempre com abordagem humanizada, prática e embasada na ciência do desenvolvimento infantil.

 

https://www.instagram.com/obebe_chegou/

 

Gastronomia

Pitadinha de Sal&Mel: do sonho à doçura que torna cada momento inesquecível

O amor pela cozinha sempre fez parte da vida de Fernanda Ferreira, mas por muitos anos ela trabalhou como contadora

 

Até que a maternidade e o desejo de unir paixão à independência financeira a motivaram a abrir a Pitadinha de Sal & Mel, especializada em doces, bolos, tortas, salgados finos e comidas congeladas.

 

O caminho não foi fácil: enfrentou desafios pessoais, recomeços e precisou conciliar maternidade e com o apoio de amigos, fé e muita determinação, transformou dificuldades em aprendizado.

 

“Hoje, cada encomenda é mais que sabor: é cuidado, experiência e memórias marcantes em festas e encontros. ”

 

Com qualidade, apresentação impecável e sabor único, a Pitadinha de Sal & Mel torna cada momento inesquecível.

 

Conheça a marca e leve experiências especiais para sua vida e seus eventos. Para acompanhar o trabalho de Fernanda, siga o perfil no Instagram: @pitadinhadesalemel
ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 97565-6317.

Maternidade

Ciclos de violência silenciosa na infância: como romper?

A violência que marca tantas histórias na vida adulta raramente começa ali. Ao longo da minha trajetória profissional, tenho observado que ela costuma ser construída muito antes, nos vínculos afetivos, nos modelos de cuidado e nos silêncios que cercam a infância.

 

Em um país onde os índices de violência contra mulheres permanecem alarmantes, com registros oficiais apontando, no último ano, cerca de quatro mortes por dia, cresce a urgência de olhar para a origem desses ciclos: lares e ambientes onde crianças crescem sem afeto, limite, respeito e são abandonadas.

 

Vejo que a falta de atenção e de cuidados essenciais no desenvolvimento infantil está, frequentemente, associada à chamada pobreza afetiva, à sobrecarga dos cuidadores e à dificuldade de acesso à informação ou à saúde mental. Esse tipo de negligência emocional não se restringe a contextos de vulnerabilidade socioeconômica: também se manifesta em famílias com maior estabilidade material, nas quais o cuidado afetivo acaba sendo substituído por rotinas, exigências ou pela ausência de escuta, configurando formas silenciosas de violência, muitas vezes sem marcas visíveis.

 

Como psicopedagoga, constato, na prática escolar, que a violência vivida nesse ambiente (ainda que menos visível do que aquela que ocorre dentro de casa) é igualmente devastadora. Acredito que o espaço da escola precisa ser seguro para que a criança aprenda não apenas conteúdos, mas também vínculos, respeito e autoestima. Quando há agressões, exclusões ou negligência afetiva, o processo de aprendizagem é interrompido, pois o sofrimento passa a ocupar o lugar da atenção e da criatividade. Por isso, considero essencial promover conversas nas escolas e investir na formação emocional dos professores.

 

Percebo que sinais de sofrimento emocional podem aparecer de forma simbólica nos desenhos, nas brincadeiras e na fala das crianças. Desenhos escuros, figuras incompletas ou temas recorrentes de agressividade podem indicar a necessidade de atenção e olhar atento. Em alguns casos de violência sexual, podem surgir conteúdos sexualizados ou inadequados à idade nos desenhos e nas brincadeiras, o que exige avaliação cuidadosa de profissionais especializados.

 

Brincadeiras em que surgem dor, castigo ou submissão, assim como frases “se eu sumisse, ninguém ia notar”, costumam funcionar, a meu ver, como pedidos de socorro simbólicos, indicando a necessidade de uma atenção qualificada.

 

É urgente barrar a violência contra o público infantojuvenil e romper esse ciclo para proteger as futuras gerações, tendo em vista que crianças expostas a ambientes violentos podem crescer achando que aquilo é “normal” e reproduzirem isso em suas relações futuras. Afirmo que somente o afeto e a intervenção consciente quebram esse ciclo.

 

Em casos de suspeita de abuso, é fundamental agir sem acusar ou confrontar, abrindo espaço para o diálogo por meio de perguntas acolhedoras. Contar histórias que abordem situações de violência, perguntar se a criança ou o adolescente conhece alguém que passe por esse tipo de situação e criar conexão com os personagens são estratégias que fazem a diferença. E frases que ofereçam proteção, como “se houver algo difícil acontecendo, você pode me contar, estou aqui, sem pressa”, ajudam a promover um ambiente de confiança.

 

Procurar ajuda profissional imediatamente e acionar os canais oficiais de denúncia, como o Disque 100 (Disque Direitos Humanos), o Conselho Tutelar e o Ministério Público, são importantes. Escolas, postos de saúde, igrejas e comunidades também podem atuar como pontos de atenção, acolhimento e encaminhamento. A ajuda deve vir sem medo nem vergonha. Pedir ajuda é proteger.

 

* Por Paula Furtado, psicopedagoga, escritora infantil, palestrante e contadora de histórias.

 

@paulafurtadopf

Saúde & Bem-estar

A história da terapeuta Emi Moraes: uma jornada de transformação

A história de Emi Moraes mostra que emagrecer vai muito além da balança. Terapeuta e treinadora comportamental, ela encontrou seu propósito no momento mais desafiador da própria vida. Antes disso, seu caminho era outro: formada em Engenharia de Materiais, com mestrado no ITA e início de doutorado na UFRJ, vivia em um universo de lógica e processos, até que a maternidade começou a redirecionar seus passos. O ponto de virada veio após seu segundo aborto.

 

Fragilizada e cansada da luta contra o próprio corpo, Emi iniciou um processo profundo de autoconhecimento e mergulhou em formações terapêuticas, como Terapia Holística, estudos de comportamento humano, inteligência emocional, neurociência aplicada e práticas integrativas. Foi aí que descobriu que o problema nunca foi a comida, mas emoções reprimidas. Ao transformar crenças, padrões automáticos e dores antigas, o corpo respondeu: a compulsão diminuiu, a ansiedade acalmou e ela emagreceu 36kg, mantendo o resultado.

 

Dessa vivência, nasceu o Finalmente Magra, programa criado por Emi para guiar outras mulheres no processo de emagrecer de dentro para fora. Ele integra mentalidade, regulação emocional, estratégias comportamentais e espiritualidade, oferecendo muito mais do que perda de peso: devolve autoestima, liberdade e poder pessoal.

 

Hoje, aos 48 anos, Emi vive sua melhor fase e é referência em emagrecimento emocional. Seu propósito é ajudar mulheres 40+ a conquistarem a mesma libertação que transformou sua vida. Para ela, emagrecer não é o fim: é o reencontro com quem você realmente é.

 

“Quando você se conecta com a alma, o corpo acompanha. Emagrecer é consequência do reencontro consigo mesma”, afirma a terapeuta.

 

Para acompanhar o trabalho de Emi, siga o perfil no Instagram: @euemi_moraes ou entre em contato por e-mail emilenamoraesterapeuta@gmail.com e pelo WhatsApp: (21) 99512-2170

Conheça também o podcast “Emagreça de dentro para fora” e acesse a página no Facebook: Emilena Moraes Terapeuta.

Maternidade

A importância da prevenção contra o vírus VSR nos primeiros meses de vida

Especialista da USP explica sobre os riscos causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR) especialmente em bebês e medidas preventivas para evitar o contágio

 

O vírus sincicial respiratório (VSR) é um agente que provoca infecção respiratória e é um dos principais causadores da bronquiolite e pneumonia viral nos menores de 2 anos, doenças que podem levar à insuficiência respiratória. Esses quadros são mais graves nessa faixa etária devido à imaturidade imunológica e menor calibre das vias aéreas, que ficam mais facilmente obstruídas pelo excesso de secreção produzidas durante a atividade da doença.

 

Pelo vírus ter maior circulação no ambiente entre março e julho, os médicos alertam sobre a importância do tratamento preventivo neste período, com medicamentos injetáveis chamados de imunização passiva.

 

A prevenção é de forma medicamentosa, em que o paciente recebe as células de defesa já prontas, para que quando ele tenha contato com o vírus, esse não consiga se proliferar no organismo, evitando as complicações dessa infecção”, diz a reumatologista pediatra da clínica EVCITI, Lara Melo e médica da Fundação Faculdade de Medicina da USP.

 

“Essas células de defesa já prontas se chamam palivizumabe e nirsevimabe, sendo conhecidas comercialmente como Beyfortus e Synagis”, explica.

 

Para prevenção das doenças do trato respiratório provocadas pelo VSR, os medicamentos injetáveis são aplicados mensalmente ou em dose única, no período de maior circulação do vírus. Quanto ao nirsevimabe (Beyfortus), ele será aplicado em dose única no mês que antecede a sazonalidade (fevereiro) ou no período de maior circulação do vírus (março a julho).

 

No caso do palivizumabe (Synagis) o número de doses são de até cinco (março a julho), sendo que a profilaxia finda ao término do período de aplicação, portanto não são todos os pacientes que receberão as 5 aplicações, pois dependerá da data de nascimento.

 

Segundo a médica, é indicado aplicar o palivizumabe nos seguintes casos:

 

  • • Crianças menores de 1 ano, que nasceram prematuras (com idade gestacional menor de 29 semanas), durante a sazonalidade do vírus.
  • bebês prematuros nascidos entre 29 e 31 semanas e 6 dias de idade gestacional nos primeiros 6 meses de vida, durante a sazonalidade do vírus.
  • • Crianças menores de 2 anos, portadoras de doença pulmonar crônica da prematuridade e que necessitaram de terapêutica (corticosteroides, broncodilatador, diuréticos, suplementação de oxigênio).
  • • Crianças menores de 2 anos com cardiopatia congênita, com repercussão hemodinâmica, hipertensão pulmonar grave ou necessidade de tratamento de insuficiência cardíaca congestiva (ICC).

Já para o caso do nirsevimabe, a indicação é

  • • Crianças menores de 8 meses de idade, cujas mães não se vacinaram na gestação.
  • • Crianças de 8 a 23 meses de idade com risco para infecção grave por VSR.
  1. • Crianças de até 23 meses, mesmo com vacinação materna, que apresente as seguintes condições:
  • Mãe imunossuprimida vacinada durante a gestação;
  • Parto ocorrido antes de 14 dias da vacinação materna;
  • RN de alto risco, que pode incluir, mas não se limita a: doença pulmonar crônica da prematuridade, doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa, imunocomprometidos, Síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas

 

Dra Lara Melo recomenda também que bebês em geral evitem aglomerações e contato com pessoas que apresentem sintomas de resfriado ou gripe. “Caso o paciente tenha contato com o vírus e desenvolva a doença, a profilaxia deve ser suspendida”, orienta a médica.

 

É importante ressaltar que, além das crianças, a infecção pelo VSR é perigosa em pessoas idosas, imunocomprometidas, transplantadas e pacientes com doenças pulmonares ou cardíacas crônicas.  “Como não se trata de uma vacina, esses medicamentos não geram imunidade duradoura, sendo assim, uma pessoa que tenha recebido o palivizumabe ou nirsevimabe na infância não está protegido na vida adulta, por isso a importância de ficar atento aos meios de prevenção nesses outros grupos etários”, afirma a médica.

 

No caso dos idosos, há a vacina Arexvy e Abrysvo, que podem sem aplicadas independente da sazonalidade do vírus. Para as gestantes, é indicado a vacina Abrysvo em que as células de defesa produzidas pela mãe são transferidas pera o bebê através da placenta. Lembrando que a proteção da família também gera proteção para os bebês.

 

Dra Lara Melo – é médica da Unidade de Reumatologia Pediátrica do ICr, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Tem título de especialista pela Sociedade Brasileira de Reumatologia e faz parte do corpo clínico da EVCITI, do Grupo CITA.

 

Sobre a Clínica EV Citi

 

A EVCITI Terapia Assistida pertence ao Grupo Cita (Centros Integrados de Terapias Assistidas), uma holding referência em todo Brasil para tratamentos de doenças raras e autoimunes composta por cinco clínicas, IBIS, Novaclin e Cliagen, em Salvador e EVCITI e Quiron, em São Paulo elencadas no core business: neuroimunologia, reumatologia, dermatologia e gastroenterologia.

 

O Grupo dispõe de médicos especializados em alta complexidade e cuidado com o paciente, trabalhando dentro das normas rígidas de segurança e qualidade, buscando sempre o aperfeiçoamento e a melhoria dos seus serviços.

 

A EV Citi possui o selo de acreditação de excelência Nível 3 ONA pela Organização Nacional de Acreditação, uma entidade não governamental e sem fins lucrativos, que certifica a qualidade de serviços de saúde no Brasil, com foco na segurança do paciente. O nível 3 comprova que a clínica atingiu a excelência, adotando indicadores para a avaliação de resultados.

 

A Clínica EV Citi possui o selo DNA USP, reforçando a sua excelência e inovação.

 

Clínica EVCiti – Grupo CITA

Av. 09 de Julho, 3755 – Jardim Paulista – São Paulo – SP

Telefone: (11) 30512233 / 94191-9911

@clinicaevciti

 

 

Colunistas

Trabalhadora grávida não pode ser demitida sem justa causa

Quando a demissão é ilegal?
A demissão sem justa causa da grávida é considerada ilegal quando a empresa não tem um motivo grave e a funcionária está grávida ou engravidou durante o contrato de trabalho, mesmo que a gravidez só seja descoberta depois da demissão.

O que acontece se a demissão ilegal da grávida ocorrer?

A trabalhadora pode buscar a reintegração ao trabalho ou o pagamento de uma indenização que cubra os salários e benefícios que teriam sido recebidos até o término do período de estabilidade, que vai até 5 meses após o parto. Exceções à regra

Demissão por justa causa
A única exceção é a demissão por justa causa, quando a trabalhadora comete uma falta grave prevista no artigo 482 da CLT. No entanto, a empresa precisa comprovar robustamente essa falta para que a demissão seja mantida pela justiça. 
Contratos temporários em empresas privadas
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o direito à estabilidade não se aplica a trabalhadoras em contratos temporários com empresas privadas.

Se você precisa de ajuda envie uma mensagem ou me chame no WhatsApp (021) 98372-7981. Para mais detalhes sobre o meu trabalho clique aqui! 

  • Siga: @maramendes_advogada
  • * Dra. Mara Mendes, advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário,  consumidor, família e divórcio.
Maternidade

Acordar o bebê para mamar: o que avaliar antes de interromper o sono da criança

  • Especialista em sono infantil e amamentação explica por que a orientação varia conforme a fase do bebê e alerta para excessos que geram insegurança materna

 

Entre as muitas dúvidas que surgem nos primeiros dias de vida do bebê, uma das mais comuns entre as mães é: afinal, é preciso acordar o bebê para mamar durante a madrugada? Segundo a especialista em sono infantil e amamentação Bruna Ramos, criadora do perfil @obebe_chegou, a resposta não é única e depende de fatores como idade, ganho de peso e condições de saúde do bebê.

 

Nos primeiros dias de vida, acordar o recém-nascido para mamar costuma ser uma recomendação frequente nas maternidades. “Em geral, indico acordar o bebê a cada três horas, tanto de dia quanto à noite, para garantir nutrição adequada e evitar quadros como a hipoglicemia”, explica Bruna. Em casos específicos, como prematuridade, baixo peso ao nascer ou alterações glicêmicas, o intervalo pode ser menor, chegando a duas horas, sempre com orientação médica.

 

Esse cuidado, no entanto, tende a ser temporário. “Após a primeira consulta com o pediatra, se o bebê estiver ganhando peso, apresentando sinais claros de boa hidratação (após 6 dias de vida, pelo menos 6 xixis por dia) e com evacuações diárias (para os primeiros 30 de vida), no geral não há necessidade de acordar o bebê para mamar durante a noite”, orienta a especialista.

 

Bruna alerta que um erro comum é manter essa prática por mais tempo do que o necessário. “Muitas mães seguem acordando o bebê por medo de que ele fique sem se alimentar o suficiente, quando, na verdade, poderiam aproveitar esse período para descansar também.” Ela explica que observar os sinais do bebê é fundamental para identificar a fome, especialmente durante a madrugada. Choro, movimentos de sucção, chupar os lábios, colocar as mãos na boca, se remexer muito, procurar o peito ou acordar espontaneamente são alguns indícios de que o bebê pode estar com fome.

 

Durante o dia, porém, o cuidado é outro. “Boas mamadas diurnas ajudam a garantir um aporte adequado de nutrientes e contribuem, inclusive, para um sono noturno melhor”, afirma.

 

A especialista também destaca que não existe um número ideal de mamadas noturnas que sirva para todos os bebês. “Cada bebê tem seu próprio ritmo. Bebês maiores que acordam muitas vezes à noite nem sempre estão com fome; outras causas podem estar envolvidas, como rotina inadequada, ambiente de sono, excesso de estímulos ou pouco gasto de energia durante o dia, que precisam ser ajustados.”

 

Bruna reforça que sempre há exceções, especialmente entre bebês prematuros ou com ganho de peso insuficiente, e que a avaliação individual é essencial. “Por isso, a conversa com o pediatra e a consultora de amamentação é fundamental para avaliar cada caso”.

 

Quando acordar o bebê é necessário, Bruna orienta usar estímulos suaves, como conversar, pegar no colo, tirar um pouco da roupa ou fazer carinho no rosto e nos pés.

 

“No fim das contas, informação de qualidade traz tranquilidade. Entender quando acordar o bebê é necessário — e quando não é — ajuda a reduzir a ansiedade materna e a construir uma rotina mais leve para toda a família”, conclui.

 

Sobre Bruna Ramos

 

Bruna Ramos é especialista em amamentação e certificada em sono infantil com extensão universitária pela Universidade de Brasília. Graduada em Biologia pela UNICAMP, também concluiu doutorado e pós-doutorado em Genética e Biologia Molecular na mesma instituição.

 

Criadora do perfil @obebe_chegou, Bruna alia conhecimento científico à prática educativa e compartilha conteúdos sobre sono infantil e amamentação que já impactaram mais de 200 mil pessoas, entre famílias, educadores e profissionais da saúde. Oferece orientação baseada em evidências para promover noites de sono mais tranquilas, sonecas de qualidade e bem-estar das crianças.

 

Além disso, desenvolve materiais educativos e cursos voltados para pais e cuidadores, sempre com abordagem humanizada, prática e embasada na ciência do desenvolvimento infantil.

 

https://www.instagram.com/obebe_chegou/https://www.instagram.com/obebe_chegou/

Maternidade

Prematuridade: riscos e cuidados para mães e bebês

Especialista da Inspirali orienta sobre a condição

 

Segundo o relatório Born Too Soon, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e UNICEF, no mundo, a cada 10 nascimentos um ocorre prematuramente, representando 13 milhões de bebês prematuros por ano. Já no Brasil, cerca de 340 mil bebês nascem prematuros todos os anos, representando mais de 12% dos nascimentos e colocando o país entre os dez com maiores índices no mundo, segundo o Ministério da Saúde.

 

Os dados são alarmantes, ainda mais quando se sabe que a prematuridade é a principal causa de mortalidade infantil no país e no mundo, especialmente entre os bebês que nascem antes das 34 semanas de gestação. Para orientar famílias sobre os riscos e cuidados, a Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, convida a Dra. Regina Melo Brandão, pediatra e professora da UnP, para responder algumas perguntas. Confira:

 

Com quanto tempo o bebê é considerado prematuro?

São considerados prematuros todos os recém-nascidos que nasceram antes de 37 semanas de idade gestacional.

 

Quais as explicações para um possível nascimento prematuro?

Os motivos para o nascimento de um prematuro são multifatoriais, associados a causas maternas, como infecções urinárias ou cervicais, insuficiência istmocervical, hipertensão, diabetes, descolamento prematuro de placenta, ou gestações múltiplas, baixo volume de líquido amniótico e também uso de álcool ou drogas. Causas fetais incluem malformações.

 

Há como evitar que isso ocorra?

Um pré-natal de qualidade com tratamento de infecções, suplementação adequada, alimentação saudável e evitar álcool e drogas ajudam na prevenção.

 

Há maneiras de saber, durante a gestação, que um bebê nascerá prematuro?

Algumas gestantes necessitam vigilância aumentada pelo risco de prematuridade. Chamamos de gestantes de risco e são as que possuem condições como hipertensão, diabetes, infecções, gestação múltipla, adolescentes ou idade materna avançada.

 

Quais os principais riscos da prematuridade para o bebê?

Bebês prematuros apresentam risco de doenças pulmonares (SDR, BCP), doenças cardíacas (PCA), enterocolite necrosante, retinopatia da prematuridade e hemorragia intraventricular.

 

  1. E quais os riscos para a mãe?
  2. A mãe de um prematuro pode apresentar impactos emocionais, psicológicos e financeiros, principalmente devido à internação prolongada do recém-nascido.

 

  1. Quais os principais cuidados com o bebê prematuro?
  2. Precisamos aumentar os cuidados como prevenção de infecções, evitar aglomerações, aleitamento materno, vacinação, suplementação de vitaminas e acompanhamento pediátrico regular.

 

  1. Os prematuros podem apresentar atrasos ou doenças no futuro?
  2. Sim. Podem ocorrer atraso neuropsicomotor, doenças respiratórias crônicas e alterações visuais.

 

  1. Existe algum cuidado específico para o resto da vida?
  2. Depende das sequelas da prematuridade. O acompanhamento pediátrico contínuo é essencial para monitorar crescimento, desenvolvimento e possíveis complicações crônicas.

 

Maternidade

MAM Baby e a contribuição dos mordedores para uma amamentação confortável

Marca apresenta orientações sobre o uso dos mordedores durante a dentição e destaca como produtos apoiam o bebê no processo de mamar

 

A chegada dos primeiros dentes costuma trazer mudanças para a rotina da amamentação. O bebê sente incômodo nas gengivas, busca aliviar a pressão e pode morder o seio com mais frequência. Esse comportamento é comum, mas muitas famílias têm dúvidas sobre como ajudar o bebê e manter o momento da mamada mais tranquilo.

 

Para orientar sobre essa etapa, a MAM Baby abordou o tema “Mordedores e Amamentação” na “Segundas da Amamentação”, série de conteúdos publicados semanalmente no Instagram da marca. O conteúdo explica como a dentição influencia o comportamento do bebê, quais estímulos ajudam a aliviar o desconforto e de que forma o desenvolvimento oral impacta a pega e o ritmo nas refeições.

 

Durante o nascimento dos dentes, o bebê procura superfícies que ofereçam pressão e texturas para explorar. Esse movimento contribui para fortalecer a musculatura usada na sucção e auxilia no processo de aprender a lidar com as novas sensações na boca. Estímulos adequados também ajudam a reduzir mordidas no seio, que acontecem como reflexo do incômodo nas gengivas.

 

Além dessas orientações, a marca reforça o uso do Mini Cooler & Clip como apoio durante a dentição. O lançamento é indicado a partir dos quatro meses e possui parte interna que pode ser resfriada para aliviar o desconforto nas gengivas. Seu formato leve facilita o manuseio pelo bebê e estimula a coordenação motora, enquanto as texturas favorecem a exploração oral. O clipe permite prender o acessório à roupa ou ao carrinho para evitar quedas e manter o mordedor limpo e sempre por perto.

 

Entre os recursos que podem apoiar essa fase estão os mordedores, utilizados de forma complementar ao cuidado diário. No portfólio de produtos da MAM Baby, o Mordedor Cooler possui uma parte resfriável com água que alcança também os dentes de trás e oferece alívio em áreas onde o desconforto é maior. Suas superfícies com texturas diferentes incentivam o bebê a explorar movimentos de mastigação e sucção, o que apoia o desenvolvimento oral.

Outro item é o Bite & Brush, que estimula a limpeza dos primeiros dentinhos durante a mastigação e realiza massagem suave nas gengivas quando os dentes ainda não apareceram.

 

a MAM combina design inovador e cuidado médico comprovado para facilitar o dia a dia e proporcionar o que há de melhor

 

As cerdas macias e o formato leve facilitam o uso pelo bebê e complementam a rotina de cuidados.

“Sabemos que a dentição é uma fase que pode trazer dúvidas e inseguranças para muitas famílias, especialmente quando o bebê começa a morder durante a amamentação. Nosso objetivo é sempre oferecer informação confiável e produtos desenvolvidos com rigor científico para que cada família se sinta mais segura nessa etapa”, afirma Marcela Issa, diretora de marketing e vendas da MAM Baby.

 

Sobre a MAM Baby

 

Fundada em 1976, na Áustria, e com presença em mais de 60 países, a MAM Baby é reconhecida mundialmente por sua dedicação à saúde, segurança, qualidade e design, em puericultura leve. Com um novo posicionamento focado em apoiar ativamente o desenvolvimento emocional e psicológico de mães, pais e cuidadores, a marca reforça que o crescimento do bebê e a evolução da família acontecem lado a lado, da gestação aos primeiros dentes, dos passos iniciais à introdução alimentar e em cada nova descoberta.

 

Para isso, a MAM combina design inovador e cuidado médico comprovado para facilitar o dia a dia e proporcionar o que há de melhor para o desenvolvimento dos bebês, sendo referência global em chupetas, mamadeiras, bicos e bombas extratoras de leite, ao mesmo tempo em que oferece um olhar sensível ao bem-estar de quem cuida.

 

Em 2019, a marca recebeu a Menção Honrosa pela Comissão Europeia do EU Product Safety Awards por definir e exceder as normas de segurança. Em 2023, reafirmou seu compromisso com a sustentabilidade ao utilizar o PP Biocircular (polipropileno biocircular), uma alternativa mais sustentável ao plástico de origem fóssil. A MAM colabora ativamente com os Objetivos de

 

Desenvolvimento Sustentável (ODSs) das Nações Unidas. Com o olhar voltado para o bem-estar das próximas gerações, a MAM reforça o compromisso de seguir “Juntos a cada nova fase”, caminhando lado a lado com as famílias em seus diferentes momentos.

Carreira & negócios Maternidade

Quando a culpa impulsiona: por que mães estão reescrevendo suas carreiras

Para muitas mulheres, a maternidade traz transformações profundas na forma de enxergar a vida – e a carreira. Entre os diversos fatores que motivam mudanças profissionais após a chegada dos filhos, a culpa materna se destaca, conforme explica a psicóloga de carreira, Fabiana Abath.


“Em termos profissionais, muitas mães se sentem pressionadas a atender às demandas familiares, pois a culpa materna é um sentimento complexo e exacerbado por expectativas sociais que idealizam a maternidade como uma dedicação integral,” comenta Fabiana.


Esse sentimento de culpa influencia silenciosamente as decisões de carreira. “A culpa por não estarem presentes durante os primeiros anos de vida dos filhos leva muitas mães a reavaliarem suas profissões. A pressão para estarem presentes em momentos importantes do desenvolvimento dos filhos cria um conflito com as aspirações profissionais e isso acaba direcionando muitas mulheres para carreiras mais flexíveis ou que oferecem maior controle sobre os horários,” observa Fabiana.


Quando a transição de carreira é a melhor opção


Para muitas mães, o desejo de mudar de carreira se torna mais evidente quando sinais de desconforto e sobrecarga começam a aparecer. Fabiana aponta que o aumento do desejo por flexibilidade, a percepção de que valores e objetivos mudaram após a maternidade e a sensação de que o trabalho atual interfere na qualidade de vida são sinais claros de que a transição de carreira pode ser uma solução viável.

“Se esses sentimentos se tornam persistentes, é o momento de refletir sobre uma mudança que permita uma integração mais equilibrada entre vida pessoal e profissional,” orienta a psicóloga.


Para essas mães, uma nova carreira pode representar uma forma de harmonizar aspirações pessoais e familiares. Como afirma Fabiana Abath, não há um único caminho, mas sim possibilidades adaptáveis que permitem à mãe se reinventar e criar um novo ciclo de realizações – pessoal e profissionalmente. Ela destaca a importância de reconhecer que as decisões de carreira podem – e devem – ser adaptáveis a cada fase da vida familiar e profissional.


“A autoconsciência é essencial para que a mãe identifique o que realmente importa para ela. Isso pode ajudar a libertá-la da pressão de corresponder a expectativas externas sobre o que é ser ‘suficientemente presente’. Criar uma rede de apoio e abrir o diálogo sobre as necessidades pessoais e familiares também ajudam a encontrar novas possibilidades de carreira que respeitem as novas prioridades,” acrescenta Fabiana.Descubra quais competências serão mais valorizadas nos próximos anos e como se preparar para o mercado em transformação. Estratégias práticas para equilibrar rotina, saúde mental e resultados mesmo trabalhando de casa.

Serviço:
Fabiana Abath – Psicóloga e orientadora de carreira
Site: www.fabianaabath.com.br
LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/fabianaabath/
Instagram: https://www.instagram.com/fabianaabathpsi/