Carreira & negócios

Viver no piloto automático gera estagnação na vida pessoal e profissional

 

Para alterar esse tipo de comportamento que alimenta um ciclo de frustração e sofrimento, o especialista em PNL Kleiton Franciscatto sugere a reprogramação mental, a fim de que o indivíduo adquira uma m mais consciente das próprias intenções e ações

 

Muitos profissionais vivem suas carreiras no piloto automático. Ou seja, exercem as atividades laborais de maneira mecânica, sem refletir de maneira consciente sobre quais caminhos desejam seguir e quais objetivos almejam alcançar. Depois de muito tempo agindo dessa forma não é raro que um dia percebam que por mais que tenham buscado uma melhor posição dentro da empresa não fizeram lá muita coisa de diferente para que pudessem progredir. Ficam estagnados e frustrados.

 

De acordo com o advogado, escritor, especialista em Programação Neurolinguística (PNL) e neurociência e autor do livro “Do caos à consciência – Reprogramando a mente para o sucesso pessoal“, Kleiton Franciscatto, tais indivíduos se caracterizam por ter uma mentalidade estática, cuja falta de reflexão crítica faz com que suas decisões sejam frequentemente influenciadas por circunstâncias externas, em vez de pautadas por objetivos internos claros.

 

“Algumas características desses profissionais são: reatividade, falta de autoconhecimento, conformidade social, medo de mudança, estagnação de habilidades, falta de propósito claro, inércia emocional e ausência de fé na vida ou em si mesmo”, afirma.

 

Prejuízos de se viver no piloto automático

 

As consequências de se viver no automático, diz o especialista em neurociência, são nefastas à carreira e à vida pessoal. Conforme Franciscatto, a rotina insatisfatória acaba por alimentar mais dores emocionais como a de não suportar a própria rotina de trabalho e irritar-se demais com os próprios colegas. Além disso, quem tem mentalidade estática, geralmente possui medo de arriscar e não conseguir sustentar a família e falta de clareza e de direção nos projetos pessoais, o que gera crises, inclusive financeira. “Relações superficiais; companhias que não agregam; ligações afetivas que se sustentam apenas por hábito; desconexão com o eu interior são outros fatores presentes em uma vida estagnada”, diz.

 

Indivíduos com esse tipo de comportamento, destaca Franciscatto, estão presos a padrões mentais que os impede de atingir seu verdadeiro potencial. “Ao viverem no piloto automático, utilizam sempre os mesmos circuitos do cérebro, geram as mesmas emoções, não pensam em nada diferente para suas vidas e dessa forma não conseguem mudar”, explica.

 

A mudança de padrão comportamental passa, então, segundo o especialista em PNL, por uma transformação de mentalidade: do protagonismo estático para o protagonismo consciente, que é “a prática de assumir uma posição de destaque no trabalho, na família e nas conquistas pessoais, com plena consciência das suas escolhas e ações, assim como do impacto que elas têm sobre si mesmo e sobre o mundo ao seu redor”.

 

Quem tem mentalidade de protagonismo consciente, explica o advogado e escritor, vive de modo intencional, responsável e com propósito, reconhecendo seu poder de influenciar e de mudar a própria realidade. “Dessa forma, sabe e acredita que pode desenvolver as habilidades que quiser por meio do tripé, esforço, aprendizado e perseverança”, diz.

 

Além disso, é resiliente diante das dificuldades, compreendendo-as como aprendizados para o crescimento. “Assim, encara os erros não como falhas, mas como oportunidade de melhoria. Portanto, não teme se desafiar regularmente, envolvendo-se em atividades fora de sua zona de conforto”, complementa.

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Suas metas para 2026 já nasceram fracassadas, a menos que você ajuste um único ponto


Com a chegada do fim de 2025, um cenário bem conhecido se repete: boa parte dos profissionais que definiu metas no início do ano não conseguiu tirá-las  do papel. Para a mentora de líderes, de carreira, consultora de RH e psicóloga Bia Tartuce, o problema não está no profissional que não alcança suas metas e sim na maneira como elas são feitas. Segundo a especialista, mudar essa forma de pensar no futuro  pode ser a chave para uma carreira mais consistente em 2026.

“As pessoas fazem listas de desejos, não planos de ação para alcançar suas metas. Isso está ultrapassado, porque não considera o que realmente move o crescimento profissional: ações concretas para chegar onde se quer, alinhamento com o mercado e desenvolvimento contínuo”, afirma Tartuce.

Dizer ‘vou empreender’ ou ‘vou me promover’ não muda nada se o profissional não define os passos necessários para atingir o que se espera, segundo Tartuce.

“Hoje, quem deseja avançar precisa definir ações específicas: fazer um curso que falta para o cargo desejado, atualizar o portfólio, pedir feedback estruturado ao gestor, mapear competências que precisam ser fortalecidas e criar uma rotina semanal de estudo, por exemplo. Meta alcançada vem de passos concretos e não apenas de uma relação de desejos sem qualquer esforço por trás de cada um deles”, diz ela.

Além disso, é indispensável acompanhar o movimento do mercado para garantir que as metas façam sentido no cenário atual. “Não adianta planejar crescer em uma área que está encolhendo ou ignorar tendências que já são obrigatórias, como o uso da inteligência artificial em diversas áreas, por exemplo. Se você não olha para fora, suas metas ficam descoladas da realidade.Crescimento não acontece isolado. Ele precisa dialogar com o que o mercado está pedindo”, destaca a consultora de RH.

Outro ponto essencial é o desenvolvimento contínuo e não apenas quando surge uma crise ou oportunidade. “Manter-se atual exige pequenos movimentos frequentes: fazer cursos para atualizar habilidades, participar de eventos da área, aplicar um novo método de trabalho ou revisitar conquistas e pontos de melhoria. Aprendizado não é projeto anual, é hábito e se existe alguma meta de crescimento na carreira, capacitação não pode faltar. O profissional que se move sempre sai na frente, porque as oportunidades aparecem para quem já está preparado”, diz ela.

O apoio externo é fundamental para o cumprimento de metas. A especialista aponta que profissionais acompanhados por pessoas que vivenciaram processos semelhantes evoluem com mais rapidez e consistência. A chave é uma mentoria. “Escolha um mentor para acompanhar seu progresso e fazer cobranças honestas. Sem o monitoramento de sua evolução, a promessa de mudança dificilmente se concretiza”, finaliza Bia Tartuce.

Sobre Bia Tartuce

Bia Tartuce é psicóloga, headhunter, consultora de desenvolvimento organizacional, mentora de carreira e liderança, e sócia fundadora da Toolssearch Gente e Gestão. É co-autora do livro Gestão & Liderança na Prática.

Possui 30 anos de atuação no mundo corporativo em grandes empresas, como Lufthansa, Grupo Servenco, Souza Cruz, Zara, Bravante, Limppano, entre outras empresas.

É formada em Psicologia pela UFRJ, possui MBA em Gestão de Pessoas,  Gestão Empresarial pela FGV-RJ e em Modelagem da Cultura Organizacional. Também é coach pela Sociedade Brasileira de Coach (SBC) e pelo Pro Fit.

Sua prioridade é gente. “Meu coração bate forte, meu olho brilha quando vejo a transformação na vida de alguém que eu pude orientar, ajudar a decidir. Sei que dentro de cada um tem um pouquinho de mim.”

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/anabtj/
Instagram: https://www.instagram.com/biatartuce_/