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Embora maio seja tradicionalmente conhecido como o mês das noivas, o mercado de casamentos tem acompanhado transformações importantes no perfil das celebrações
Nos últimos anos, cerimônias realizadas em jardins e espaços ao ar livre passaram a ganhar protagonismo ao refletirem uma demanda crescente por experiências mais intimistas, afetivas e conectadas à natureza.
A associação de maio aos casamentos tem origem em tradições europeias ligadas à chegada da primavera e foi consolidada ao longo do tempo por fatores culturais e religiosos. No Brasil, apesar de outras épocas do ano concentrarem maior volume de cerimônias, o período continua sendo uma referência simbólica para o setor e costuma impulsionar discussões sobre tendências e comportamento no universo dos eventos sociais.
Nesse contexto, os casamentos em jardins vêm se destacando por oferecer uma proposta que combina ambientação natural, experiências sensoriais e maior proximidade entre os convidados. O formato acompanha uma mudança no comportamento dos casais, que têm priorizado celebrações mais personalizadas, menos protocolares e centradas na experiência compartilhada.
Segundo Mariana Medeiros, chef de cozinha e sócia do Espaço Hibisco, a escolha pelo ambiente externo contribui diretamente para a construção emocional da cerimônia. “A hora do ‘sim’ ganha novas camadas de significado, principalmente quando associada a um cenário que envolve atmosfera, aromas e sensações que remetem a uma experiência mais afetiva e personalizada”, afirma.
Além do impacto visual, os espaços ao ar livre também influenciam aspectos estéticos e operacionais das celebrações. Elementos como iluminação natural, paisagismo e integração com o ambiente têm permitido a construção de propostas que equilibram referências clássicas e contemporâneas.
“A luz natural e o paisagismo criam uma atmosfera mais acolhedora e possibilitam diferentes composições estéticas. Isso permite unir o tradicional e o contemporâneo de forma harmônica, tornando a experiência ainda mais significativa para os convidados”, destaca Mariana.
A tendência também se reflete na gastronomia dos eventos. De acordo com a especialista, o conceito do casamento influencia diretamente a definição dos cardápios, priorizando apresentações mais leves, delicadas e alinhadas à proposta da cerimônia.
“Hoje, a experiência gastronômica faz parte da narrativa do evento. Cardápios mais leves, apresentações cuidadosas e combinações que dialogam com o ambiente ajudam a construir uma memória afetiva mais completa para os convidados”, completa.
O crescimento desse modelo reforça uma transformação mais ampla no setor de eventos sociais, marcado pela busca por celebrações autorais, experiências sensoriais e ambientes capazes de traduzir a identidade dos casais de forma mais próxima e personalizada.
O piquenique voltou, e desta vez dentro de uma fazenda de 1750
Fazenda Bosque Belo realiza piquenique exclusivo com gastronomia “farm to table” no interior de SP para adultos e crianças
Para quem quer dar uma escapada de São Paulo e viver uma experiência exclusiva em meio à natureza, a Fazenda Bosque Belo, em Boituva, vai promover o “Piquenique da Bosque”, no dia 25 de abril. A experiência acontecerá em dois turnos, das 9h às 11h ou das 15h às 17h, dentro de uma propriedade histórica com mais de 300 anos, rodeada por reserva florestal, agrofloresta ativa e fauna nativa. O número de vagas é limitado, pois a proposta é intimista e cada detalhe é preparado com antecedência.
O que está incluído
O piquenique reunirá produtos artesanais produzidos na própria fazenda, com ingredientes colhidos na horta e no pomar da propriedade, o mesmo conceito farm to table que orienta a gastronomia da Bosque Belo. Durante o período escolhido, os participantes terão acesso livre à fazenda: mata preservada, paisagem aberta e o ritmo que só o interior oferece.
A experiência recebe crianças de todas as idades, tornando-se uma opção de lazer em natureza que funciona para diferentes gerações ao mesmo tempo, sem abrir mão do cuidado e da qualidade.
Por que vale a viagem
A Fazenda Bosque Belo fica a aproximadamente 120 km de São Paulo, em Boituva. A propriedade combina sede histórica construída entre 1700 e 1750, agrofloresta com 2.500 mudas de espécies frutíferas e medicinais, criação de Wagyu e o Projeto Bosque das Araras, um mantenedouro vinculado ao IBAMA onde psitacídeos resgatados do tráfico ilegal vivem em liberdade.
O piquenique de 25 de abril é uma das únicas oportunidades abertas ao público para conhecer a fazenda sem necessidade de locação completa do espaço, que a propriedade reserva para grupos que desejam personalizar integralmente sua experiência. A próxima data já tem tema: Dia dos Namorados.
Serviço:
Piquenique da Bosque – Fazenda Bosque Belo
Data: 25 de abril de 2026
Horários: 9h às 11h ou 15h às 17h
Investimento: R$ 300 por pessoa | R$ 150 crianças de 6 a 11 anos
Vagas limitadas e agendamentos: (11) 99259-8613
Endereço: Estrada da Santa Cruz, S/N — Km A8, Boituva (SP)
Site: bosquebelo.com.br | Instagram: @bosquebelo
Melissa Susan Fang: designer chinesa assina collab inspirada na natureza
A coleção Melissa Susan Fang lança três modelos com flores esculturais, transparências e tons pastel
A Melissa lançou na terça-feira (17.03) uma nova colaboração com a estilista chinesa Susan Fang. Batizada Melissa Susan Fang, a coleção reinterpreta três silhuetas da marca brasileira com flores esculturais, transparências e uma paleta de cores pastel – elementos que dialogam com o universo delicado e inspirado na natureza que marca o trabalho da designer radicada em Londres.
‘Estamos muito animados em trabalhar com a Melissa porque sempre admiramos as colaborações da marca”, diz Susan. “Tenho a sensação de que talvez nenhuma outra empresa de calçados consiga criar um sapato tão etéreo quanto a Melissa.”
Parte do conceito nasce da pesquisa que a designer desenvolve há anos sobre padrões naturais e crescimento orgânico. “Tentamos criar elementos que parecessem ter florescido, em vez de algo feito por humanos”, explica o designer industrial Orelio De Jonghe, chefe de design de calçados e acessórios do estúdio de Susan Fang e ex-designer industrial sênior da Dyson. “Usamos padrões que também existem na natureza”, completa ele.
A tecnologia teve papel importante nesse processo. Segundo Susan, softwares normalmente utilizados em animação digital ajudaram a simular a forma como as flores se desenvolvem. “Utilizamos programas como o Houdini, em que você pode literalmente inserir fórmulas da natureza”, conta. “Assim as flores crescem da maneira orgânica e não de forma artificial.”
A transparência característica da Melissa também serviu de base para o desenvolvimento dos modelos. “Nós amamos como a marca consegue criar sapatos transparentes que parecem um sonho”, diz a designer. “Então quisemos levar isso ainda mais longe, criando uma transição entre opacidade e efeitos translúcidos.”
A coleção apresenta três modelos: Melissa Luna Bloom, uma sapatilha esportiva com aplicações florais; Melissa Daphnis Ballerina, releitura delicada da clássica bailarina; e Melissa Possession Platform Sakura, nova versão do modelo Possession com plataforma e detalhes tridimensionais.
Além da dimensão estética, as flores presentes nos modelos também carregam um significado simbólico. “Escolhemos uma flor que simboliza sorte e amor”, afirma Susan. “Gostamos da ideia de que o design também possa trazer mensagens positivas.”
Fundada em 2017, logo após sua formação na Central Saint Martins, a marca Susan Fang ficou conhecida por explorar tecidos experimentais, transparências e estruturas 3D inspiradas em padrões da natureza. “Quando desenhamos seguindo esse equilíbrio orgânico, encontramos uma sensação de harmonia”, fala a designer.
“Esperamos que, quando usem nossas criações, sintam um pouco mais de esperança e um pouco mais de alegria.”Os modelos da collab Melissa Susan Fang estão disponíveis desde terça-feira (17.03) na Galeria Melissa São Paulo, no e-commerce da marca e em Clubes Melissa e multimarcas selecionados.
Empreendedora aposta na produção de vinhos na Serra da Canastra e cria novo conceito de enoturismo autoral
Daniela Freitas integrou vinho, queijo, natureza e hospedagem em um projeto que reposiciona a região como destino de experiências completas
Enxergar a Serra da Canastra além do queijo foi o ponto de partida para a empreendedora Daniela Heloisa Andrade de Freitas estruturar a Vinícola Moradas da Serra, em São João Batista do Glória, no Sudoeste de Minas. Na gestão do empreendimento em parceria com o marido, Thiago Freitas, ela desenvolveu um modelo de negócio que conecta produção de vinhos de inverno, turismo de experiência e hospedagem em meio à natureza.
“A proposta de valor da Vinícola Moradas da Serra está enraizada no terroir da Canastra. Oferecemos gastronomia mineira, queijos da região e o vinho produzido na vinícola. Buscamos proporcionar uma experiência enoturística que valorize a produção da vinícola e celebre o patrimônio cultural e natural da região”, explica. Localizada às margens da estrada Glória/Quilombo, Km 39, a vinícola funciona em ritmo contínuo, acompanhando o dia a dia do campo.
A produção do vinhedo segue a técnica da dupla poda, prática que permite a colheita no período do inverno, quando o clima seco e frio favorece a concentração de açúcar e a qualidade da fruta. “Esta técnica otimiza a produção, eleva a qualidade da uva e confere um caráter único aos nossos vinhos”, afirma. Durante as visitas guiadas, os processos são apresentados aos visitantes. “Explicamos o processo de cultivo e como ele impacta diretamente no perfil sensorial dos vinhos, promovendo frescor e complexidade característicos dos nossos rótulos”, detalha.
Identidade na taça
A experiência enoturística foi desenhada para ser completa e imersiva. O percurso inclui os vinhedos, a adega e a degustação, além da possibilidade de hospedagem em três casas situadas na vinícola. “Desde a visita aos vinhedos até a degustação na adega, passando pela hospedagem confortável e com vista para o vinhedo e a Serra, buscamos criar um ambiente acolhedor e que estimula a conexão com a natureza e com o vinho. O diferencial está na simplicidade da estrutura e na proximidade com o terroir”, conta.
O primeiro rótulo da Moradas da Serra é um Syrah – uva tinta de origem francesa – ,que traduz as características da região. “Ele é uma verdadeira expressão do terroir da Serra da Canastra, com notas de frutas vermelhas e escuras, e um toque característico de especiarias e mineralidade típica da região”, descreve.
No portfólio para 2026, além do Syrah, estão previstos os rótulos Tannat, Pinot Noir, Marselan, Sauvignon Blanc, e Blends variados. Na safra 2027, a vinícola inclui dois rótulos: Malbec e Carbenet Franc. “Estamos em processo de construção do nosso portfólio, buscando explorar variedades que se adequem ao nosso terroir, e sempre priorizando excelência e autenticidade”, acrescenta.
Percepção de mercado
A empreendedora lembra que a ideia de adquirir a vinícola, há dois anos, contou com o papel do Sebrae Minas como apoio decisivo para estruturar o negócio. “O suporte oferecido em termos de orientação técnica, capacitação em gestão de negócios e na elaboração de estratégias de marketing foi crucial para estruturarmos a Moradas da Serra de maneira sólida”, reforça.
Em um mercado de vinhos finos ainda em consolidação em Minas Gerais, o negócio surge como parte de novas possibilidades de empreendimentos na Canastra.
“A parceria com o Sebrae nos ajudou a entender melhor o mercado e as oportunidades de enoturismo na região, fortalecendo nossa atuação e garantindo que a vinícola estivesse alinhada às demandas e expectativas do público”, conclui.