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A trajetória de Patrícia Guimarães como empreendedora foi construída ao longo de 14 anos de atuação no cuidado com mulheres no Rio de Janeiro
Especialista em harmonização, ela percebeu, ao longo desse caminho, que muitas mulheres não se enxergavam como realmente são. Foi ali que nasceu seu propósito: ir além dos procedimentos e trabalhar o resgate da autoestima, revelando a beleza única de cada paciente com respeito à sua individualidade.
Seu maior desafio foi ter coragem de recomeçar. Mesmo com uma carreira sólida e estável, decidiu abrir mão da segurança para empreender com propósito. Essa transição trouxe um aprendizado essencial: crescer exige confiança e coragem.
“Hoje, meu trabalho vai além da estética. Com técnicas faciais, corporais e terapia capilar, valorizo a naturalidade e entrego resultados reais, sempre respeitando a essência de cada pessoa”, afirma.
Entre tantos desafios, o que a motiva a seguir em frente é a possibilidade de resgatar o brilho no olhar de quem volta a se reconhecer.
Para acompanhar o trabalho de Patrícia ou agendar um horário, siga o perfil no Instagram: @drapatriciaguimaraesclinic, ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 96607-2882. Endereço: Le Monde Office, Barra da Tijuca.
Jordana do BBB 26 revela procedimento nos lábios apenas para hidratação e levanta debate
Especialista explica cuidados e técnicas para a região
A busca por resultados naturais na estética labial ganhou ainda mais evidência após o relato da participante Jordana do reality show BBB 26, que afirmou, em conversa com as participantes Milena e Ana Paula, ter utilizado menos de 1 ml de ácido hialurônico nos lábios, com foco exclusivo na hidratação, sem intenção de projeção ou aumento significativo de volume. O episódio reforça uma tendência crescente da preferência por intervenções mais sutis, que priorizam a saúde, a textura e a aparência natural dos lábios.
De acordo com a dermaticista e esteticista Patrícia Elias, que reúne quase 8 milhões de inscritos no seu canal do YouTube, o conceito de beleza atual está diretamente ligado ao equilíbrio.
“O preenchimento labial não deve transformar o rosto, mas valorizar a beleza natural, respeitando a anatomia e a simetria de cada paciente. Hoje, o ácido hialurônico é a substância mais indicada para esse tipo de procedimento, justamente por sua compatibilidade com o organismo e pelo fato de ser absorvível e reversível, o que garante mais segurança”, afirma.
A especialista também destaca o papel do ativo na hidratação profunda da região. “O ácido hialurônico também tem a capacidade de atrair água, o que melhora significativamente a textura dos lábios, deixando-os mais macios e saudáveis. Esse efeito vai além do volume, sendo especialmente indicado para quem sofre com ressecamento frequente, fissuras ou perda de viço”, explica.
Para manter os lábios hidratados no dia a dia, a especialista recomenda o uso contínuo de balms (hidratantes labiais) com ingredientes nutritivos, como manteigas vegetais e vitamina E, além da aplicação de protetor labial com filtro solar. A esfoliação leve, realizada semanalmente, também contribui para remover células mortas e potencializar a absorção dos hidratantes.
Nos casos de envelhecimento, como o surgimento das rugas ao redor da boca, conhecidas como “código de barras”, a abordagem deve ser combinada. “Não é apenas preencher. É preciso tratar a qualidade da pele, estimular colágeno e trabalhar a flacidez muscular para um resultado realmente natural”, pontua Patrícia.
“Entre os procedimentos realizados em clínica, técnicas como o microagulhamento com tecnologia nano, conhecido como “Estética Lips”, têm ganhado espaço por promover melhora da textura, estímulo de colágeno e leve volumização de forma não invasiva. Além disso, práticas simples também podem ajudar: exercícios faciais, como segurar uma caneta entre os lábios por alguns segundos, são indicados para fortalecer a musculatura e melhorar o contorno”, destaca a profissional.
Outro alerta importante feito por Patrícia Elias é sobre o uso de substâncias permanentes. “Materiais como o PMMA devem ser evitados, pois não são absorvidos pelo corpo e podem trazer complicações. Para resultados de preenchimento, a orientação é sempre procurar profissionais qualificados para evitar excessos e complicações vasculares. A segurança deve estar sempre em primeiro lugar”, finaliza.
Sobre Patrícia Elias
Patrícia Elias é bacharel em Estética e Cosmetologia e pós-graduada em Dermaticista pela Faculdade IBECO. Especialista em tratamento de Melasma, hipercromias, flacidez cutânea e saúde da pele em geral, Patrícia é sócia fundadora da Clínica de Estética e comanda o maior canal do YouTube brasileiro para este ramo com 7,74 milhões de inscritos. O sucesso na internet aconteceu pelo desejo que ela tinha de levar as informações verdadeiras e seguras para as pessoas que procuram por cuidados da pele.
Mais informações: https://patriciaelias.com.br/
YouTube: Patrícia Elias
Instagram: @esteticapatriciaelias
Cirurgia reparadora: o plano de saúde deve custear o procedimento
A cobertura não se limita ao paciente pós-bariátrico e deve ser analisada à luz da finalidade terapêutica da cirurgia, e não do rótulo estético atribuído pela operadora
Ainda é recorrente, no âmbito da saúde suplementar, a negativa de cobertura de cirurgias reparadoras indicadas a pacientes que, após expressiva perda de peso, passam a conviver com excesso de pele, limitações funcionais e complicações clínicas relevantes. Em muitos desses casos, a operadora do plano de saúde busca afastar sua responsabilidade sob o argumento genérico de que se trata de procedimento meramente estético.
A controvérsia, contudo, exige análise mais técnica e juridicamente cuidadosa, sobretudo porque nem toda cirurgia plástica possui finalidade cosmética. Quando o procedimento se destina à correção de sequelas físicas e funcionais decorrentes da grande perda ponderal, sua natureza deixa de ser estética e passa a ser reparadora, integrando o próprio processo terapêutico.
A Lei 9.656/98 fornece importante base normativa para essa compreensão. O art. 35-F estabelece que a assistência à saúde compreende todas as ações necessárias à prevenção da doença e à recuperação, manutenção e reabilitação da saúde. A leitura sistemática desse dispositivo não autoriza interpretação fragmentada do tratamento, como se a operadora pudesse custear apenas a etapa inicial e excluir, posteriormente, medidas indispensáveis à efetiva recuperação do paciente.
No julgamento do Tema 1.069, sob o rito dos recursos repetitivos, o Superior Tribunal de Justiça fixou a tese de que é de cobertura obrigatória pelos planos de saúde a cirurgia plástica de caráter reparador ou funcional indicada pelo médico assistente em paciente pós-cirurgia bariátrica, por se tratar de parte decorrente do tratamento da obesidade mórbida.
Na mesma oportunidade, o STJ também assentou que, havendo dúvida justificável e razoável quanto ao caráter eminentemente estético da cirurgia indicada, a operadora poderá instaurar junta médica para dirimir a divergência técnico-assistencial, às suas expensas, sem prejuízo do direito de ação do beneficiário e sem vinculação do julgador a eventual parecer desfavorável.
Não podemos deixar de mencionar que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro editou a Sumula 258, a qual dispõe que:
Sumula n. 258, TJ-RJ: A cirurgia plástica, para retirada do excesso de tecido epitelial, posterior ao procedimento bariátrico, constitui etapa do tratamento da obesidade mórbida e tem caráter reparador.
A cirurgia reparadora possui a finalidade clínica de corrigir excesso de pele causador de dermatites, candidíase de repetição, infecções, odor fétido, hérnias, dificuldade de higienização, dor ou limitação funcional. Assim, não há espaço para classificação simplista e unilateral por parte da operadora.
É preciso registrar, entretanto, uma distinção técnica relevante. O Tema 1.069 do STJ cuida especificamente do paciente pós-cirurgia bariátrica. Portanto, sua incidência literal está vinculada a esse contexto fático. Isso, porém, não significa que a cirurgia reparadora somente possa ser custeada quando houver bariátrica anterior. Significa apenas que, fora dessa hipótese, a fundamentação jurídica da pretensão dependerá de demonstração ainda mais clara da natureza reparadora ou funcional do procedimento, da indicação médica fundamentada e das repercussões clínicas efetivamente suportadas pelo paciente. A ausência de bariátrica prévia não elimina, por si só, o dever de cobertura.
Nesse ponto, a regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar é expressiva. A ANS prevê cobertura obrigatória de abdominoplastia em casos de pacientes que apresentem abdome em avental decorrente de grande perda ponderal, seja em consequência de tratamento clínico para obesidade mórbida, seja após cirurgia de redução de estômago. A diretriz ainda relaciona complicações clínicas que reforçam o caráter reparador do procedimento, como candidíase de repetição, infecções bacterianas decorrentes de escoriações por atrito, odor fétido e hérnias.
Trata-se de elemento normativo particularmente importante, porque afasta a falsa premissa de que somente o paciente submetido à bariátrica poderia pleitear cobertura de cirurgia reparadora após grande emagrecimento.
Imperioso ressaltar que a robustez da documentação médica é determinante para o êxito da pretensão. Relatórios clínicos detalhados, descrição minuciosa das complicações decorrentes do excesso de pele, fotografias, laudos dermatológicos, pareceres especializados e registro do histórico de tratamento da obesidade reforçam a demonstração de que a cirurgia pretendida não se volta ao aprimoramento estético, mas à efetiva reabilitação do paciente.
A conclusão, portanto, é objetiva. A cirurgia reparadora após grande perda de peso pode, sim, ser custeada pelo plano de saúde mesmo quando o paciente não foi submetido à cirurgia bariátrica, desde que se demonstre a presença de indicação médica idônea, finalidade reparadora ou funcional e repercussões clínicas concretas.
Em um cenário no qual ainda persistem negativas padronizadas e, não raro, dissociadas da realidade clínica do beneficiário, impõe-se reafirmar que o contrato de plano de saúde não pode ser interpretado de forma restritiva a ponto de frustrar a própria finalidade assistencial que o justifica.
Sempre que a cirurgia plástica representar etapa necessária à recuperação funcional, à reabilitação física e à superação de sequelas relevantes decorrentes da obesidade e da grande perda ponderal, sua cobertura deve ser reconhecida à luz da finalidade terapêutica do tratamento e da proteção jurídica da saúde do consumidor.
* Por Carla Sales Pinto, advogada, pós-graduada em Direito da Saúde e Direito Médico.
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