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A recente decisão do Conselho Federal de Odontologia de reconhecer a Cirurgia Estética Orofacial como nova especialidade, por meio da Resolução CFO nº 286/2026, amplia de forma preocupante o campo de atuação dos cirurgiões-dentistas e reacende um debate delicado sobre limites técnicos, segurança e responsabilidade profissional
Com a norma, procedimentos estético-faciais que até pouco tempo estavam fora da prática odontológica tradicional passam a ser formalmente incorporados ao exercício da profissão. A mudança inclui intervenções de maior complexidade na face, deslocando a odontologia para uma zona de atuação cada vez mais próxima da cirurgia estética.
O argumento do Conselho Federal de Odontologia é o de que o domínio anatômico da região de cabeça e pescoço habilita o dentista a avançar nesse território. De fato, a formação odontológica oferece conhecimento anatômico facial. Mas conhecimento anatômico, isoladamente, não substitui formação cirúrgica ampla, experiência hospitalar, manejo de complicações sistêmicas e preparo para intercorrências que podem surgir em procedimentos invasivos.
A face não é apenas um território anatômico: é uma área de elevada complexidade funcional, vascular e estética, onde qualquer intervenção exige avaliação rigorosa, indicação precisa e retaguarda adequada. Em procedimentos cirúrgicos, a margem para erro é mínima e o impacto de uma complicação pode ser irreversível. Ao permitir intervenções cirúrgicas que envolvem estruturas ósseas, nervosas, cartilaginosas, vasos sanguíneos e risco anestésico, a norma ultrapassa limites de segurança.
A formação médica inclui anos de treinamento hospitalar, residência, vivência cirúrgica supervisionada e preparo para enfrentar urgências. Ainda assim, podem surgir problemas. Imagine o risco que o paciente passa ao fazer um procedimento estético com quem não tem formação específica.
Um levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) mostrou que o número de ocorrências envolvendo profissionais não médicos vem aumentando. Em 2024 foram 248 queixas, no ano passado 472 – um aumento de 90,3%. Por isso, é preciso ter cautela. Quando o critério técnico cede espaço à pressão corporativa, a conta chega ao paciente
* Antonio José Gonçalves é professor de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Santa Casa de São Paulo e presidente da Associação Paulista de Medicina (APM)
Anna Luisa: consultora de RH, especialista em Gestão Estratégica de pessoas tem compromisso com a transformação
Movida pela busca por propósito e coerência entre vida pessoal e profissional, Anna Luisa Silva encontrou na maternidade o ponto de virada que redefiniu sua trajetória
A partir desse momento, nasceu a Lati Bere Consultoria, empresa criada para apoiar pessoas e organizações no desenvolvimento de competências e na reorganização consciente de suas trajetórias
“A transformação começa quando entendemos quem somos e para onde queremos ir.”
A consultora de RH, especialista em Gestão Estratégica de pessoas, Anna atua com mapeamento comportamental, consultoria individual, programas de educação corporativa e projetos de diversidade e inclusão. Seu trabalho combina método, sensibilidade e estratégia, promovendo ambientes mais saudáveis e relações profissionais mais conscientes.
Um dos destaques de sua atuação é o Curso de Letramento Racial, iniciativa que reforça seu compromisso com a transformação social nas organizações de forma estratégica.
Para acompanhar o trabalho de Anna Luisa, entre em contato pelo WhatsApp (21) 97974-2567, pelo e-mail latibereconsultoria@gmail.com ou siga o perfil no Instagram: @latibereconsultoria
LinkedIn: Lati Bere Consultoria
Escolher uma carreira é um processo, não uma decisão única
Quando falamos em orientação profissional, muitas pessoas ainda associam esse processo apenas aos adolescentes que estão terminando o ensino médio e precisam escolher uma faculdade. Mas a realidade do mundo do trabalho hoje é bem diferente.
Cada vez mais pessoas estão repensando suas trajetórias profissionais ao longo da vida,
buscando novas formações, mudando de área ou desenvolvendo novas habilidades para acompanhar as transformações do mercado.
Nesse cenário, a orientação profissional deixa de ser apenas uma ferramenta para jovens e passa a ser também um importante recurso para adultos que desejam redirecionar suas carreiras ou tomar decisões profissionais com mais consciência. Autoconhecimento como ponto de partida Um dos pilares da orientação profissional é o autoconhecimento.
Antes de pensar em cursos ou profissões, é importante refletir sobre:
- • Quais são seus interesses
- • Quais habilidades você já desenvolveu
- • Que tipo de ambiente de trabalho combina com você
- • Quais valores são importantes na sua vida e na sua carreira
Ferramentas como conversas estruturadas, exercícios de reflexão e mapeamentos
comportamentais ajudam a identificar características que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. Quando compreendemos melhor nosso próprio perfil, conseguimos tomar decisões mais conscientes sobre os caminhos profissionais que desejamos seguir.
A carreira deixou de ser linear
Durante muito tempo, existia a ideia de que uma pessoa escolheria uma profissão na juventude e permaneceria nela por toda a vida. Hoje sabemos que a realidade é diferente. É cada vez mais comum que profissionais transitem entre áreas, busquem especializações, façam novos cursos ou até mudem completamente de carreira em diferentes momentos da vida.
Essas mudanças não significam fracasso ou indecisão. Pelo contrário: muitas vezes representam processos de amadurecimento profissional e busca por maior alinhamento entre trabalho, propósito e qualidade de vida.
Conhecer o mercado também faz parte do processo
Além do autoconhecimento, a orientação profissional também envolve compreender o cenário do mercado de trabalho. Novas profissões surgem, outras passam por transformações e muitas carreiras passam a exigir habilidades que antes não eram consideradas essenciais. Ter acesso a informações confiáveis sobre as possibilidades profissionais ajuda a ampliar a visão sobre caminhos que muitas vezes não são apresentados de forma clara para quem está iniciando a carreira ou pensando em uma transição.
Escolhas mais conscientes ao longo da vida
A orientação profissional não tem como objetivo dizer qual profissão alguém deve seguir, mas sim oferecer ferramentas para que cada pessoa tome decisões mais conscientes sobre sua trajetória. Seja para um jovem que está iniciando sua vida profissional ou para um adulto que deseja redirecionar sua carreira, refletir sobre interesses, habilidades e possibilidades pode tornar esse processo mais seguro e alinhado com os objetivos de vida.
No mundo do trabalho atual, escolher uma profissão não significa fazer uma decisão definitiva, mas sim dar um passo dentro de uma trajetória que pode evoluir, se transformar e se reinventar ao longo do tempo.
* Anna Luisa Silva, consultora de RH, CEO da Lati Bere Consultoria, atua com educação corporativa, desenvolvimento profissional e diversidade e inclusão nas organizações.
Instagram: @latibereconsultoria
LinkedIn: Lati Bere Consultoria | Luisa Silva
Contato profissional: (21) 97974-2567