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Protetor solar de cabelo é item indispensável para quem quer manter os fios saudáveis, brilhantes e protegidos do sol, do mar e da piscina.
Quando falamos em cuidados de verão, a pele costuma levar toda a atenção. Mas os cabelos também sofrem (e muito!) com a exposição ao sol, ao sal e ao cloro. O protetor solar de cabelo funciona como um verdadeiro escudo, criando uma barreira contra os raios UV, evitando o ressecamento, protegendo a cor e reduzindo danos estruturais que só aparecem meses depois, na forma de quebra, frizz e opacidade.
O melhor protetor solar de cabelo, no entanto, é aquele que se adapta à sua rotina e às necessidades dos seus fios, seja em textura, ativos ou nível de proteção. A boa notícia é que o mercado oferece opções para todos os tipos de cabelo e bolsos. A seguir, listamos alguns dos mais interessantes protetores solares capilares do momento, com fórmulas que vão além da proteção básica e entregam tratamento, brilho e praticidade.
Natura Tododia
Ideal para quem busca proteção acessível e multifuncional, o Spray Multi da Natura Tododia protege os fios contra os danos causados pelo sol, mar e piscina, enquanto nutre profundamente. A fórmula ajuda a combater o ressecamento típico do verão e mantém o cabelo alinhado mesmo em dias quentes. Com tecnologia prebiótica, o produto cuida do cabelo da raiz às pontas, oferecendo efeito antinó, redução do frizz e aquele visual de fios naturalmente finalizados. A fragrância refrescante, com notas de manga rosa e água de coco, é um bônus que combina perfeitamente com a estação.
Phyto
Mais do que um protetor solar de cabelo, o óleo Plage é um tratamento de luxo para os fios expostos ao sol. Com textura leve e acabamento de efeito molhado, ele nutre a fibra capilar e entrega brilho imediato, sem pesar. A fórmula contém extrato de calêndula, que suaviza e nutre, e óleo de karanja, conhecido por suas propriedades antioxidantes. Protege contra raios UV, sal, cloro e areia, além de preservar a cor. Sem silicones e corantes, é resistente à água e perfeito para carregar na bolsa de praia.
Wella Professionals
Desenvolvido especialmente para cabelos expostos ao sol, o Invigo Sun Leave-in atua como um escudo diário contra raios UV, cloro e sal. Sua fórmula com Sun Blend, Vitamina E e Pró-Vitamina B5 ajuda a manter os fios macios, hidratados e visivelmente mais saudáveis. Além da proteção solar capilar, o produto previne o desbotamento da cor, reduz pontas duplas e controla o frizz. O destaque fica por conta da fragrância de flor de laranjeira, que traz uma sensação fresca e sofisticada.
Hidratei
Com filtro UV e proteção térmica, o Hidratei Solar é um spray multifuncional que combate o ressecamento causado por sol, mar, piscina e calor de ferramentas térmicas. A fórmula é rica em ativos reparadores, como creatina, óleo de coco, proteína de trigo hidrolisada e aminoácidos. O resultado são fios mais fortes, com menos frizz, brilho restaurado e toque macio. É uma excelente opção de protetor solar de cabelo para quem busca tratamento intensivo sem abrir mão da leveza.
Dermage
Com alta performance, o Photoage Protetor Capilar KPF 50+ cria uma película protetora ao redor dos fios, protegendo tanto do calor solar quanto do térmico. A textura leve garante brilho, maciez e redução do frizz, sem deixar resíduos. Outro ponto forte é a prevenção do desbotamento da cor, tornando-o ideal para cabelos tingidos ou quimicamente tratados. Um verdadeiro aliado para quem busca proteção elevada no dia a dia urbano ou na praia.
Laces
Multifuncional, o hidratante capilar com filtro solar Summer Must Have, da Laces, hidrata e protege os fios contra raios UVA e UVB. Com FPS 02, oferece uma proteção leve, indicada para cabelos sensíveis à queimadura solar. O produto ajuda a prevenir o envelhecimento precoce dos fios, mantendo-os mais saudáveis ao longo da exposição solar. É ideal para quem prefere fórmulas mais naturais e uma abordagem preventiva no cuidado capilar.
Pink Cheeks
Pensado para quem pratica esportes aquáticos ou passa longos períodos na piscina, este leave-in reúne quatro tipos de proteção: térmica, química, mecânica e solar (UVA/UVB). Forma um filme protetor que reduz os danos causados pelo sol, cloro e sal. Além de proteger, hidrata, facilita o desembaraço, melhora a penteabilidade e ajuda a preservar a cor dos fios. Um protetor solar de cabelo funcional e resistente, ideal para rotinas intensas.
Amend
Com excelente custo-benefício, o protetor solar capilar da Amend protege contra radiação UV, vento, mar e piscina. A fórmula cria uma barreira protetora que evita o ressecamento, preserva a cor dos cabelos tingidos e mantém o brilho natural. Contém filtros solares específicos para cabelos, além de agentes hidratantes e condicionantes que facilitam o desembaraço e o controle do frizz no uso diário.
O que levar para o bloquinho? Seis itens que você pode precisar
Já é Carnaval! Sim, a festa está começando cada vez mais cedo, com bloquinhos de rua fazendo o esquenta para a grande folia.
E, para quem gosta, os blocos entram para a lista dos eventos mais esperados do ano. Lá se criam memórias, conexões e, muitas vezes, surgem perrengues. Da falta de papel higiênico ao mau hálito, existem situações que podem quebrar a energia se você estiver despreparada.
Além do dinheiro físico e da garrafa de água, que são indispensáveis, confira abaixo os itens de beleza que podem aumentar a diversão.
Bastão 3 em 1 – Blush, batom e sombra
Combina cor e proteção solar em uma fórmula oil-free. Ácido hialurônico e vitaminas C e E oferecem ação hidratante e antioxidante.
Lenço removedor de oleosidade
Compacto, é perfeito para levar na bolsa mesmo quando o espaço for limitado. Ideal para um rápido refresh no look.
Melted Butter Lip Balm
Tem textura amanteigada, hidrata e colore os lábios.
Protetor solar facial
Um dos itens mais importantes que deve entrar na bolsa. O stick invisível é ótimo para retoques, resistente à água, ao suor, tem FPS 50 e é formulado com ativos que nutrem a pele.
Creme desodorante antitranspirante
Para não precisar ficar ‘conferindo’ as axilas, um desodorante vai bem. Bloqueia o odor, cuida da pele e tem uma embalagem que facilita para reaplicar o produto de forma prática e discreta.
Spray bucal zero álcool Ice Go!
melhor opção para as beijoqueiras. Três espirradas e o hálito fica refrescante de novo.
Os melhores filtros solares para o seu nécessaire de verão
Texturas confortáveis e alta proteção? Saiba quais são os protetores solares que valem o investimento nesta estação
Foi-se o tempo em que os filtros solares eram sinônimos de textura pegajosa e incômodo na pele. Novas fórmulas tecnológicas estão nas prateleiras para nos ajudar nessa missão diária de proteger a cútis dos raios ultravioletas. Confortáveis, com alto fator de proteção e nada oleosos, não faltam opções para encontrar um protetor solar perfeito para chamar de seu neste verão.
Embora seja necessário usar todos os dias, as temperaturas mais altas da estação mais quente do ano acendem um alerta para que o cuidado seja redobrado nesta época do ano — lembrando sempre da importância de reaplica-lo de acordo com a indicação de seu dermatologista ou do fabricante.
Você já deve saber, mas não custa repetir: não existe bronzeado saudável e sua pele vai agradecer pelos cuidados à longo prazo desde já. Indicamos a seguir as melhores opções de protetores solares para o seu nécessaire neste verão.
Episol Bruma Fps 50, Mantecorp
Ótima opção para reaplicar ao longo do dia (e até sobre a maquiagem), este protetor solar em bruma possui FPS 50 e é ideal até para as peles mais oleosas. A fórmula ainda tem ação antioxidante e controle de brilho
Photoage Water FPS50, Dermage
Tão leve que fica quase imperceptível na pele! Este protetor possui uma película protetora invisível que não deixa resíduo ou textura pegajosa. O toque é muito confortável e também interage bem com outros produtos da rotina de skincare e maquiagem.
Aqua Rich Aqua Protect Lotion FPS50, Bioré UV
A Bioré chegou ao Brasil revolucionando essa categoria e dentre os produtos do portfólio considero este o meu favorito. A textura em loção é leve, bem hidratante, não arde os olhos e é muito fácil de espalhar.
Insivible Stick FPS50, ISDIN
Definitivamente este produto foi um divisor de água para mim. O formato em stick é muito prático no dia a dia e ele realmente fica invisível na pele, com um efeito sequinho mas não ressecado. Sem contar que o tamanho é ótimo para levar em qualquer bolsa!
Anthelios Hydraox FPS60, La Roche-Posay
Na seara de fórmulas bem fluidas o Anthelios Hydraox é um destaque! Com resistência à água e fácil absorção, também é muito confortável de usar em todas as ocasiões.
Actine One FPS50, Darrow
Não quer perder nem um segundo das férias esperando seu protetor solar secar? Então o Actine One é para você! Com absorção em um segundo, ainda possui controle de oleosidade e tem fórmula vegana.
Mat Perfect Tri-Defense Ultra Fluido Sem Cor Fps 50, Avène
Primeiro protetor solar de alta proteção contra UVB, UVA e luz azul, este filtro possui textura ultra fluida, efeito mate e toque sequinho.
Fonte: Glamour
Curiosidades que todo brasileiro precisa saber sobre câncer de pele
Especialista explica diferenças entre os tipos da doença, sinais de alerta, impacto da exposição solar, fatores de risco, prevenção e avanços no tratamento
Com a chegada do verão, a exposição ao sol aumenta de forma significativa e, com ela, os riscos associados ao câncer de pele, o tipo de tumor mais comum no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a doença responde por cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos no país e registra mais de 220 mil novos casos por ano, número que tende a crescer nos meses mais quentes. Neste contexto, reconhecer precocemente alterações suspeitas na pele, entender os fatores de risco e adotar medidas de proteção adequadas são atitudes fundamentais para reduzir os danos cumulativos provocados pela radiação ultravioleta.
Para esclarecer dúvidas frequentes da população, o oncologista Mateus Marinho, da Croma Oncologia, rede especializada em tratamentos oncológicos integrados e humanizados, reúne cinco curiosidades essenciais sobre a doença, com foco na prevenção, diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis atualmente.
- 1 – Existem dois grupos principais de câncer de pele, com comportamentos muito diferentes.
O câncer de pele é dividido em dois grandes grupos: câncer de pele melanoma e não melanoma. O subtipo não melanoma, que inclui o carcinoma basocelular e o espinocelular, é o mais comum no Brasil. Ele costuma aparecer em pessoas de pele clara, idosos ou quem passou muitos anos exposto ao sol. A boa notícia é que, quando descoberto no início, as chances de cura ultrapassam 90%, o que reforça a importância de reconhecer mudanças na pele.
O câncer de pele do subtipo melanoma, por sua vez, é menos comum, mas muito mais agressivo, com maior chance de gerar metástases, ou seja, espalhar para outros órgãos. Novas lesões de pele ou lesões que mudam seu comportamento com o tempo podem ser consideradas suspeitas, e neste cenário é sempre importante procurar um dermatologista para investigação. A confirmação do tipo de tumor é feita por meio de uma biópsia, analisada em laboratório patologia, o que garante um diagnóstico preciso e assim iniciar o tratamento o mais precoce possível.
2 – A regra do ABCDE, por meio da avaliação da lesão, é uma ferramenta simples e poderosa de identificação.
Ela ajuda a diferenciar uma pinta comum de uma lesão suspeita. A letra A significa assimetria (quando uma metade da pinta é diferente da outra), B representa bordas irregulares ou mal definidas, C indica variação de cor dentro da mesma pinta, D se refere ao diâmetro, geralmente maior que 6 milímetros, e E aponta para evolução, que é qualquer mudança rápida em tamanho, forma, cor ou sintomas.
Além disso, existem sinais que merecem atenção imediata: manchas que sangram sem motivo, doem, ardem, coçam persistentemente ou simplesmente não cicatrizam em até quatro semanas. Muitos melanomas podem surgir em áreas pouco lembradas no dia a dia, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e sola dos pés, o que reforça a importância do autoexame completo e da avaliação dermatológica sempre que algo parecer fora do padrão.
3 – A exposição solar acumulada é o principal fator de risco, especialmente no verão
A radiação ultravioleta não vem apenas de momentos de lazer na praia ou na piscina; ela está presente no dia a dia, durante caminhadas curtas, no trajeto até o trabalho e até dentro do carro, quando a pele fica próxima às janelas. Com o passar dos anos, esse somatório silencioso de exposição repetida danifica as células e favorece o surgimento de lesões. Alguns grupos merecem atenção ainda maior: pessoas de pele e olhos claros, idosos, quem já teve casos de câncer de pele na família, indivíduos diagnosticados muito jovens ou com episódios recorrentes da doença.
Em todos esses casos, o risco é amplificado porque a pele pode ser mais sensível aos efeitos da radiação ou porque há uma predisposição genética envolvida. O bronzeamento artificial também entra nessa lista de cuidados. As câmaras de bronzeamento utilizam radiação ultravioleta em intensidade elevada, o que acelera o dano celular e aumenta de maneira significativa a probabilidade de aparecimento de tumores. Por isso, especialistas reforçam que esse método não é recomendado e pode trazer prejuízos importantes para a saúde da pele.
4 – Proteção solar adequada não reduz vitamina D e é indispensável mesmo em dias nublados.
O uso diário de protetor solar é uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de câncer de pele, principalmente quando combinado com barreiras físicas como bonés, chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros. Essa proteção forma um conjunto que bloqueia boa parte da radiação ultravioleta, responsável pelos danos acumulados ao longo dos anos.
Outra dúvida comum é sobre a vitamina D. O protetor não impede a produção do nutriente, já que a pele continua recebendo radiação suficiente para mantê-la em níveis adequados durante a rotina normal. Além disso, evitar a exposição solar entre 10h e 16h é fundamental. Nesse período, principalmente no verão, o índice UV fica muito elevado, aumentando o risco de queimaduras, danos celulares e o surgimento de alterações suspeitas na pele.
5 – O diagnóstico precoce garante melhores resultados e permite tratamentos menos invasivos.
Quando o câncer de pele é descoberto no início, as chances de cura são muito altas, ultrapassando 90% nos casos de tumores não melanoma. Nessas situações, o tratamento costuma ser simples, geralmente por meio de cirurgia para remover totalmente a lesão.
Em regiões delicadas, como rosto e orelhas, pode ser indicada a cirurgia de Mohs, um procedimento que retira o tumor camada por camada, analisando cada parte no microscópio durante a operação.
Isso permite remover exatamente o que é necessário, preservando o máximo de pele saudável e garantindo um resultado mais preciso.
No melanoma, que é o subtipo mais agressivo, o acompanhamento precisa ser mais cuidadoso porque existe risco maior de o tumor se espalhar para outros órgãos, ou seja, gerar metástases. Para avaliar isso, podem ser solicitados exames de imagem como tomografia ou PET-CT (o que chamamos de estadiamento sistêmico), que permitem uma avaliação completa do corpo e identificar possíveis áreas suspeitas.
Os tratamentos também evoluíram muito nos últimos anos. As chamadas terapias alvo são medicamentos que agem em mutações específicas das células cancerígenas, como a mutação BRAF, que é uma alteração genética presente em parte dos melanomas e faz as células se multiplicarem de forma descontrolada. Quando essa mutação é identificada no exame, existem medicamentos capazes de bloquear esse “motor” da célula tumoral, reduzindo o avanço da doença.
Outra grande revolução é a imunoterapia, que funciona estimulando o próprio sistema imunológico a reconhecer e atacar as células do câncer.
Ela pode ser usada tanto em casos mais avançados quanto após a cirurgia, individualizando cada caso, e assim reduzirmos uma possível recorrência do tumor; Com esses avanços, somados ao diagnóstico precoce, grande parte dos pacientes consegue resultados duradouros e tratamentos menos agressivos.
Verão e câncer de pele: por que ainda subestimamos os riscos da exposição solar?
Com a chegada do verão, a exposição ao sol se intensifica e, com ela, aumentam também os riscos para a saúde da pele. O câncer de pele é o tumor mais frequente no Brasil e responde por cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos, com mais de 220 mil novos casos ao ano, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ainda assim, a gravidade da doença passa despercebida por grande parte da população. Isso ocorre porque os danos causados pela radiação ultravioleta são cumulativos e de evolução lenta, o que dificulta a percepção imediata do risco e leva muitos a negligenciar medidas simples de proteção.
A doença se divide em dois grandes grupos, com comportamentos distintos. O câncer de pele não melanoma, o mais comum no país, costuma aparecer em pessoas de pele clara, indivíduos mais velhos ou quem passou muitos anos exposto ao sol. Quando descoberto cedo, tem mais de 90% de chance de cura. Já o melanoma, embora menos frequente, é muito mais agressivo e exige atenção imediata. Ele pode surgir como uma nova pinta ou como uma mancha previamente existente que começa a mudar rapidamente. A confirmação diagnóstica é feita por biópsia, etapa essencial para definir o tratamento adequado e iniciar a intervenção no momento certo.
Reconhecer mudanças suspeitas é um passo decisivo para evitar atrasos no diagnóstico. Por isso, depois de entender como cada tipo de tumor pode se manifestar, vale observar a pele com atenção utilizando a regra do ABCDE, uma ferramenta simples e eficiente, adotada mundialmente para identificar sinais de alerta. A letra A corresponde à assimetria, B indica bordas irregulares, C refere-se à variação de cor, D aponta para diâmetro acima de 6 milímetros e E representa evolução, qualquer mudança rápida em formato, tamanho, cor ou sintomas. Além desses critérios, é importante ficar atento a lesões que sangram, doem, coçam ou não cicatrizam. Áreas menos lembradas, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e plantas dos pés, também devem ser avaliadas.
A exposição solar acumulada ao longo da vida permanece como o principal fator de risco. E não se limita ao sol da praia: caminhadas rápidas, deslocamentos diários e até o braço apoiado na janela do carro contribuem para o dano contínuo. Pessoas de pele clara, quem já teve câncer de pele e indivíduos com histórico familiar devem redobrar os cuidados. Entre os fatores adicionais de risco está o bronzeamento artificial, que utiliza radiação ultravioleta em intensidade elevada e, por isso, pode aumentar significativamente a chance de desenvolvimento de tumores, motivo pelo qual seu uso não é recomendado pelas principais sociedades médicas.
A proteção precisa fazer parte da rotina. Usar diariamente um protetor solar com FPS acima de 30, aliado a barreiras físicas como roupas com proteção UV, óculos escuros e bonés, além do cuidado de evitar o sol entre 10h e 16h, compõe um conjunto de medidas simples e muito eficazes para reduzir o risco. Também vale esclarecer um mito bastante comum. O protetor solar não interfere na produção adequada de vitamina D, pois a exposição leve e involuntária que acontece durante as atividades do dia já garante os níveis necessários para o organismo.
Quando o câncer de pele é identificado no início, o tratamento costuma ser mais simples e apresenta melhores resultados. Nos casos de tumores não melanoma, a remoção cirúrgica costuma ser suficiente e, em áreas mais delicadas, a técnica de Mohs permite retirar apenas o tecido afetado, preservando ao máximo a pele saudável. Já o melanoma exige uma avaliação mais detalhada porque pode se espalhar para outros órgãos. Para mapear possíveis áreas comprometidas, exames como tomografia e PET CT são utilizados, já que fornecem uma visão ampla do organismo e ajudam a identificar alterações ainda pequenas.
Nos últimos anos, houve avanços importantes no tratamento. As terapias alvo, que atuam diretamente em mutações específicas das células tumorais, e a imunoterapia, que estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater o câncer, ampliaram o controle da doença e melhoraram de forma significativa a qualidade de vida dos pacientes. Essas opções permitiram abordagens mais personalizadas e eficazes, especialmente quando iniciadas precocemente.
O câncer de pele é uma doença comum, séria e muitas vezes evitável. E justamente por ser tão visível e silencioso ao mesmo tempo, acaba sendo negligenciado. Cuidar da pele não exige grandes esforços, apenas atenção. Observar, proteger e procurar avaliação médica diante de qualquer mudança são passos simples que salvam vidas.
* Por Dr. Mateus Marinho, médico oncologista da Croma Oncologia.