Colunistas

Jornalismo além da redação: a base invisível da boa comunicação

Nem sempre o jornalismo se apresenta de forma óbvia. Ele não está restrito às redações tradicionais, às manchetes ou aos grandes veículos de imprensa

 

Muitas vezes, ele se revela de maneira mais sutil — em conteúdos bem estruturados, em textos que informam com responsabilidade e em mensagens que respeitam a inteligência de quem lê.

 

A formação em jornalismo, por si só, oferece mais do que um diploma. Ela constrói um olhar. Um modo de pensar que prioriza a apuração, a organização das informações e o compromisso com a clareza. É um exercício constante de entender antes de comunicar, de contextualizar antes de opinar.

 

Com o tempo — especialmente na prática da comunicação corporativa, do marketing de conteúdo e da assessoria — fica evidente que o diferencial não está apenas na criatividade ou na frequência de publicação.

 

Está no método. Na capacidade de transformar informação em algo compreensível, relevante e confiável. Em um cenário onde produzir muito parece ser mais importante do que produzir bem, o jornalismo ressurge como um filtro necessário. Ele lembra que conteúdo não é apenas presença, mas propósito. Que escrever não é apenas ocupar espaço, mas construir sentido.

 

A lógica do volume, tão comum nas estratégias digitais atuais, muitas vezes ignora o essencial: quem está do outro lado. O jornalismo, por outro lado, nasce exatamente dessa preocupação. Ele considera o público, respeita o tempo de leitura e valoriza a precisão.

 

Mesmo que o mercado tenha mudado e os formatos tenham se multiplicado, as habilidades desenvolvidas pelo jornalismo permanecem fundamentais. Saber apurar, selecionar, organizar e comunicar bem nunca foi tão importante — especialmente em um mundo saturado de informações.

 

No fim, o jornalismo pode até não estar mais no centro das atenções como antes. Mas sua essência continua sendo o que sustenta toda comunicação de qualidade. E talvez seja justamente por isso que ele segue indispensável — mesmo quando não é nomeado.

 

Eu sou Daniela Andrade e há 30 anos divulgo negócios e conecto pessoas. Editora da revista Utilità e do portal utilitaonline.com.br, apresentadora do UtilitàCast e criadora do método “O Poder da Comunicação”. Jornalista e publicitária de formação, já mentorei mais de 350 empreendedoras, e ajudo-as a se posicionarem com clareza e autoridade e a se comunicarem de forma estratégica.

 

* Para acompanhar o trabalho é só seguir o perfil no Instagram:

@danielaadradecomunicacao. Se quiser se conectar, envie mensagem para o WhatsApp: (21) 99915-1380.

Saúde & Bem-estar

Cirurgia reparadora: o plano de saúde deve custear o procedimento

A cobertura não se limita ao paciente pós-bariátrico e deve ser analisada à luz da finalidade terapêutica da cirurgia, e não do rótulo estético atribuído pela operadora

 

Ainda é recorrente, no âmbito da saúde suplementar, a negativa de cobertura de cirurgias reparadoras indicadas a pacientes que, após expressiva perda de peso, passam a conviver com excesso de pele, limitações funcionais e complicações clínicas relevantes. Em muitos desses casos, a operadora do plano de saúde busca afastar sua responsabilidade sob o argumento genérico de que se trata de procedimento meramente estético.

 

A controvérsia, contudo, exige análise mais técnica e juridicamente cuidadosa, sobretudo porque nem toda cirurgia plástica possui finalidade cosmética. Quando o procedimento se destina à correção de sequelas físicas e funcionais decorrentes da grande perda ponderal, sua natureza deixa de ser estética e passa a ser reparadora, integrando o próprio processo terapêutico.

 

A Lei 9.656/98 fornece importante base normativa para essa compreensão. O art. 35-F estabelece que a assistência à saúde compreende todas as ações necessárias à prevenção da doença e à recuperação, manutenção e reabilitação da saúde. A leitura sistemática desse dispositivo não autoriza interpretação fragmentada do tratamento, como se a operadora pudesse custear apenas a etapa inicial e excluir, posteriormente, medidas indispensáveis à efetiva recuperação do paciente.

 

No julgamento do Tema 1.069, sob o rito dos recursos repetitivos, o Superior Tribunal de Justiça fixou a tese de que é de cobertura obrigatória pelos planos de saúde a cirurgia plástica de caráter reparador ou funcional indicada pelo médico assistente em paciente pós-cirurgia bariátrica, por se tratar de parte decorrente do tratamento da obesidade mórbida.

 

Na mesma oportunidade, o STJ também assentou que, havendo dúvida justificável e razoável quanto ao caráter eminentemente estético da cirurgia indicada, a operadora poderá instaurar junta médica para dirimir a divergência técnico-assistencial, às suas expensas, sem prejuízo do direito de ação do beneficiário e sem vinculação do julgador a eventual parecer desfavorável.

 

Não podemos deixar de mencionar que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro editou a Sumula 258, a qual dispõe que:

Sumula n. 258, TJ-RJ: A cirurgia plástica, para retirada do excesso de tecido epitelial, posterior ao procedimento bariátrico, constitui etapa do tratamento da obesidade mórbida e tem caráter reparador.

 

A cirurgia reparadora possui a finalidade clínica de corrigir excesso de pele causador de dermatites, candidíase de repetição, infecções, odor fétido, hérnias, dificuldade de higienização, dor ou limitação funcional. Assim, não há espaço para classificação simplista e unilateral por parte da operadora.

 

É preciso registrar, entretanto, uma distinção técnica relevante. O Tema 1.069 do STJ cuida especificamente do paciente pós-cirurgia bariátrica. Portanto, sua incidência literal está vinculada a esse contexto fático. Isso, porém, não significa que a cirurgia reparadora somente possa ser custeada quando houver bariátrica anterior. Significa apenas que, fora dessa hipótese, a fundamentação jurídica da pretensão dependerá de demonstração ainda mais clara da natureza reparadora ou funcional do procedimento, da indicação médica fundamentada e das repercussões clínicas efetivamente suportadas pelo paciente. A ausência de bariátrica prévia não elimina, por si só, o dever de cobertura.

 

Nesse ponto, a regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar é expressiva. A ANS prevê cobertura obrigatória de abdominoplastia em casos de pacientes que apresentem abdome em avental decorrente de grande perda ponderal, seja em consequência de tratamento clínico para obesidade mórbida, seja após cirurgia de redução de estômago. A diretriz ainda relaciona complicações clínicas que reforçam o caráter reparador do procedimento, como candidíase de repetição, infecções bacterianas decorrentes de escoriações por atrito, odor fétido e hérnias.

 

Trata-se de elemento normativo particularmente importante, porque afasta a falsa premissa de que somente o paciente submetido à bariátrica poderia pleitear cobertura de cirurgia reparadora após grande emagrecimento.

 

Imperioso ressaltar que a robustez da documentação médica é determinante para o êxito da pretensão. Relatórios clínicos detalhados, descrição minuciosa das complicações decorrentes do excesso de pele, fotografias, laudos dermatológicos, pareceres especializados e registro do histórico de tratamento da obesidade reforçam a demonstração de que a cirurgia pretendida não se volta ao aprimoramento estético, mas à efetiva reabilitação do paciente.

 

A conclusão, portanto, é objetiva. A cirurgia reparadora após grande perda de peso pode, sim, ser custeada pelo plano de saúde mesmo quando o paciente não foi submetido à cirurgia bariátrica, desde que se demonstre a presença de indicação médica idônea, finalidade reparadora ou funcional e repercussões clínicas concretas.

 

Em um cenário no qual ainda persistem negativas padronizadas e, não raro, dissociadas da realidade clínica do beneficiário, impõe-se reafirmar que o contrato de plano de saúde não pode ser interpretado de forma restritiva a ponto de frustrar a própria finalidade assistencial que o justifica.

 

Sempre que a cirurgia plástica representar etapa necessária à recuperação funcional, à reabilitação física e à superação de sequelas relevantes decorrentes da obesidade e da grande perda ponderal, sua cobertura deve ser reconhecida à luz da finalidade terapêutica do tratamento e da proteção jurídica da saúde do consumidor.

 

* Por Carla Sales Pinto, advogada, pós-graduada em Direito da Saúde e Direito Médico.

 

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Carreira & negócios

Jornalismo além da redação: a base invisível da boa comunicação

Nem sempre o jornalismo se apresenta de forma óbvia. Ele não está restrito às redações tradicionais, às manchetes ou aos grandes veículos de imprensa. Muitas vezes, ele se revela de maneira mais sutil — em conteúdos bem estruturados, em textos que informam com responsabilidade e em mensagens que respeitam a inteligência de quem lê.

 

A formação em jornalismo, por si só, oferece mais do que um diploma. Ela constrói um olhar. Um modo de pensar que prioriza a apuração, a organização das informações e o compromisso com a clareza. É um exercício constante de entender antes de comunicar, de contextualizar antes de opinar.

 

Com o tempo, especialmente na prática da comunicação corporativa, do marketing de conteúdo e da assessoria, fica evidente que o diferencial não está apenas na criatividade ou na frequência de publicação. Está no método. Na capacidade de transformar informação em algo compreensível, relevante e confiável.

 

Em um cenário onde produzir muito parece ser mais importante do que produzir bem, o jornalismo ressurge como um filtro necessário. Ele lembra que conteúdo não é apenas presença, mas propósito. Que escrever não é apenas ocupar espaço, mas construir sentido.

 

A lógica do volume, tão comum nas estratégias digitais atuais, muitas vezes ignora o essencial: quem está do outro lado. O jornalismo, por outro lado, nasce exatamente dessa preocupação. Ele considera o público, respeita o tempo de leitura e valoriza a precisão.

 

Mesmo que o mercado tenha mudado e os formatos tenham se multiplicado, as habilidades desenvolvidas pelo jornalismo permanecem fundamentais. Saber apurar, selecionar, organizar e comunicar bem nunca foi tão importante — especialmente em um mundo saturado de informações.

 

No fim, o jornalismo pode até não estar mais no centro das atenções como antes. Mas sua essência continua sendo o que sustenta toda comunicação de qualidade. E talvez seja justamente por isso que ele segue indispensável — mesmo quando não é nomeado. Eu sou Daniela Andrade e há 30 anos divulgo negócios e conecto pessoas. Editora da revista Utilità e do portal utilitaonline.com.br, apresentadora do UtilitàCast e criadora do método “O Poder da Comunicação”. Jornalista e publicitária de formação, já mentorei mais de 350 empreendedoras, e ajudo-as a se posicionarem com clareza e autoridade e a se comunicarem de forma estratégica.

Colunistas

No verão, cuidar da pele, do cabelo e da saúde não é frescura, é responsabilidade

No verão, proteger-se começa antes de sair de casa. Consultar o nível de radiação UV no aplicativo do tempo do celular é uma estratégia simples, prática e eficaz

 

Índice UV acima de 6 exige atenção redobrada, acima de 8, a exposição sem proteção torna-se perigosa. Em dias com índice elevado, é prudente reforçar o protetor solar, usar chapéu, camiseta UV e evitar o sol entre 10h e 16h, quando o sol é mais agressivo. Não é preciso deixar de aproveitar a estação, basta reorganizar os momentos ao ar livre, priorizando o início da manhã e o final da tarde.

 

A cada temporada, os índices de radiação UV aumentam, e com eles cresce o risco de danos cumulativos à saúde. Um ponto importante é o impacto das queimaduras solares na infância: ter cinco ou mais queimaduras com bolhas antes dos 20 anos pode dobrar o risco de melanoma ao longo da vida, conforme apontam pesquisas da American Cancer Society e do National Cancer Institute. Isso acontece porque a radiação UV danifica o DNA das células da pele, e repetidos ciclos de dano e reparo aumentam a chance de mutações malignas.

 

Mas afinal, o que é o melanoma? O melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele. Ele se origina nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, que dá cor à pele. Diferente dos carcinomas basocelular e espinocelular, o melanoma tem alto potencial de metástase, podendo se espalhar rapidamente. Quando diagnosticado cedo, tem altas taxas de cura, quando descoberto tardiamente, o prognóstico se torna muito mais complexo. Daí a importância da prevenção e da vigilância.

 

A saúde dos cabelos também sofre com o calor. A radiação UV degrada proteínas como a queratina, aumenta o ressecamento e desbota fios tingidos. O sal do mar e o cloro da piscina intensificam a perda de água, deixando os fios mais frágeis. Hidratações semanais, produtos com filtro UV e o hábito de enxaguar o cabelo logo após o mergulho fazem toda a diferença nos cuidados.

 

Outra aliada importante para se cuidar no verão é a alimentação, que pode reforçar a defesa natural da pele. Antioxidantes presentes em frutas vermelhas, cenoura, mamão, folhas verde-escuras, além de alimentos ricos em ômega-3, ajudam a combater radicais livres produzidos pela exposição solar. Manter a hidratação adequada também é essencial para preservar a saúde.

 

E quando se fala em verão, não podemos ignorar o cuidado com as crianças, que são as mais vulneráveis aos efeitos nocivos do sol e também às situações de risco nas praias e piscinas. Além do protetor, chapéu e roupas com proteção UV, uma dica simples que salva vidas é vestir os pequenos com cores vibrantes ao entrar no mar. Estudos de engenharia marítima e salvamento mostram que amarelo neon, laranja e rosa-choque são detectados com mais facilidade mesmo em águas agitadas. Isso aumenta a visibilidade e agiliza o resgate em situações de correntezas ou distração rápida dos adultos.

 

Vale também orientar sobre não ficar de costas para o mar, respeitar bandeiras de segurança e manter supervisão constante de “braço estendido”, ou seja, perto o suficiente para alcançar a criança imediatamente, e nunca apenas “no campo de visão”.

 

O verão é, sem dúvida, uma das épocas mais gostosas do ano. Porém, aproveitar a estação não significa se expor sem responsabilidade. Significa cuidar do corpo hoje para colher saúde e tranquilidade amanhã. Proteger a pele, o cabelo e, acima de tudo, a vida deve ser sempre prioridade.

 

* Patrícia Rondon Gallina Menegassa é farmacêutica, especialista em farmácia estética, mestre em ciências farmacêuticas e professora da Uninter.