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Especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington explica como técnica amplia as chances de gestação e destaca que idade da doadora, e não da receptora, é o principal fator de sucesso
Uma geração de mulheres que adiou a maternidade para investir na carreira, em projetos pessoais ou simplesmente por ainda não se sentir pronta está chegando ao climatério com o desejo de ser mãe ainda vivo. Para muitas, a notícia da menopausa soa como uma sentença, mas os avanços da medicina reprodutiva mostram que não precisa ser. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres vivem essa fase, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas o acesso à informação sobre alternativas reprodutivas ainda é restrito: apenas 238 mil foram diagnosticadas pelo Sistema Único de Saúde, o que revela falhas no cuidado com a saúde feminina e amplia a urgência do debate sobre maternidade tardia.
A menopausa costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos e é caracterizada pela interrupção definitiva da menstruação e da função ovariana. Ainda assim, os avanços da reprodução assistida têm ampliado as possibilidades para mulheres que desejam engravidar após essa fase da vida.
Entre essas alternativas, a ovodoação vem ganhando espaço como uma opção segura e eficaz para mulheres em idade mais avançada. Nesse modelo, óvulos doados são fertilizados em laboratório e o embrião é transferido para o útero da paciente, que pode levar a gestação normalmente, mesmo já estando na menopausa.
De acordo com a especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington, Dra. Thaís Domingues, o processo é viável porque, apesar da interrupção da produção de óvulos, o útero continua apto para receber uma gestação com o preparo hormonal adequado. “Mesmo sem menstruar, a mulher pode engravidar com óvulos doados. A medicina hoje permite que o útero seja preparado para receber esse embrião com segurança”, explica.
A idade da doadora, não da receptora, define as chances de sucesso
Um dos aspectos mais relevante (e menos conhecido) do tratamento é que as chances de sucesso não estão relacionadas à idade da mulher que irá gestar, mas sim à idade da doadora no momento da coleta dos óvulos. Esse fator muda completamente as perspectivas para pacientes em idade mais avançada.
“Costumamos dizer que é um gesto de empatia profunda, que possibilita a realização do sonho da maternidade para quem já não tem mais óvulos viáveis”, afirma a Dra. Thaís.
A técnica surge, assim, não apenas como uma alternativa médica, mas como resposta concreta a uma transformação social em curso: mulheres que chegaram ao climatério com projetos de vida ainda em aberto encontram na ciência uma possibilidade real de realizá-los.
Sobre a Huntington Medicina Reprodutiva
Com 30 anos de história e tradição, a Huntington Medicina Reprodutiva é uma das principais referências em reprodução assistida no Brasil. Ao longo de sua trajetória, construiu reconhecimento nacional pela excelência médica, rigor científico e pelo cuidado humano oferecido a pacientes e famílias que buscam realizar o sonho da parentalidade.
A clínica atua com um portfólio completo de tratamentos em reprodução assistida, contemplando infertilidade feminina, masculina e do casal, congelamento de óvulos, fertilização in vitro, inseminação intrauterina, doação de gametas, oncofertilidade, aconselhamento genético e tecnologias avançadas de laboratório, como o sistema time-lapse, sempre com uma abordagem individualizada e acolhedora.
Atualmente, a Huntington integra o Grupo Eugin, uma das maiores e mais respeitadas redes de reprodução assistida do mundo, presente em nove países. Essa conexão internacional fortalece o intercâmbio científico, a inovação contínua e o compromisso da Huntington com a evolução da medicina reprodutiva, mantendo o paciente no centro de todas as decisões.
Quais são os melhores exercícios físicos para cada fase do ciclo menstrual?
Treino de força ou aeróbico? Qual estilo escolher? Especialistas em fitness e saúde feminina explicam a seguir
Na internet, há muitas informações sobre como adaptar o treinamento às fases do ciclo menstrual. “Embora algumas afirmações possam ser exageradas, é verdade que as mudanças hormonais podem influenciar o desempenho e como cada mulher se sente ao treinar”, afirma Kelly Sierra, nutricionista especializada em saúde hormonal e nutrição esportiva.
Contudo, ela ressalta: “Em mulheres com um ciclo hormonal saudável, não é estritamente necessário modificar o treinamento em todas as fases. Apenas em dias específicos, quando há mais desconfortos, como na fase menstrual ou lútea, pode ser útil ajustar a intensidade ou a carga”.
Existem opções de adaptação do treinamento (sempre sob supervisão de um especialista) que podem ser benéficas em casos específicos. Por exemplo, para lidar com sintomas como dor, alterações de humor, cansaço e insônia. A seguir, detalhamos as opções.
Conheça seu ciclo: registre sensações físicas e emocionais
Como saber em qual fase do ciclo estamos?
“Muitas mulheres têm dificuldade em identificar a fase do ciclo menstrual em que estão, pois não conseguem relacionar mudanças físicas e emocionais com as etapas do ciclo”, explica a treinadora Paula Godoy García, graduada em Ciências do Esporte.
Ela acrescenta: “O mais simples é observar mudanças no fluxo vaginal, maior sensibilidade nos seios ou alterações de humor. Para mulheres esportistas, pode haver mais indicadores, como sensação de cansaço ou fadiga precoce, especialmente durante a menstruação, devido à perda de sangue e, em algumas mulheres, sinais de anemia causados pela redução de ferro.”
Laura Carreño Fernández, treinadora especializada em mulheres, destaca: “A chave para entender seu corpo é aprender a ouvi-lo. Recomendo registrar sensações físicas e emocionais: nível de energia, emoções, resposta física ao treino, tipo de fluxo. Por exemplo, é comum sentir-se mais enérgica após a fase menstrual e menos disposta após a ovulação.”
Porém, é importante lembrar que nem todas as mulheres passam pelas mesmas mudanças. “Por isso, é essencial adotar um enfoque individualizado para monitorar a influência do ciclo menstrual no treinamento, sem generalizações, mas compreendendo características gerais de cada fase”, afirma Mario Cañizares, gerente de atividades no David Lloyd Málaga.
Fases do ciclo menstrual e os treinos mais indicados
• Fase folicular (antes da ovulação)
Características: Níveis de estrogênio e testosterona começam baixos, mas aumentam progressivamente, resultando em mais energia e força.
Treino recomendado
Priorize treinamento de força, com aumento gradual de volume e intensidade. Inclua exercícios de alta intensidade (HIIT) e tarefas coordenativas. Nesta fase, a capacidade de recuperação muscular é maior.
• Fase ovulatória (liberação do óvulo)
Características: Pico de estrogênio e testosterona, proporcionando força e explosividade.
Treino recomendado
Treinamento com pesos e cargas mais altas. Ajuste o volume caso sinta desconfortos, como inchaço ou sensibilidade. Mantenha consistência, mesmo que diminua a intensidade.
• Fase lútea (após a ovulação)
Características: Progesterona predomina, energia e força ainda elevadas, mas com tendência a redução na segunda metade da fase.
Treino recomendado
Foque em força-resistência e ajuste a intensidade conforme necessário. Inclua treinamento aeróbico (spinning, caminhadas, HIIT). Atividades leves como yoga ou pilates podem ajudar a equilibrar o corpo.
• Menstruação
Características: Níveis de estrogênio e progesterona são os mais baixos, sintomas variam entre mulheres.
Treino recomendado
Reduza a intensidade, mas mantenha alguma atividade, se sentir-se bem. Exercícios leves (caminhadas, yoga) podem aliviar sintomas como dor abdominal e inchaço. Escute seu corpo: descanse se necessário ou adapte as cargas.