Cultura

Professora e aluna surdas transformam desafios em conquista por meio da educação

Libras e educação inclusiva possibilitam acesso ao ensino superior no Brasil

 

Histórias de superação reforçam o papel da educação como ferramenta de transformação social. Como no caso de pessoas com deficiência que possuem desafios diários impostos pela falta de acessibilidade e pelo preconceito, mas existe quem consegue mudar suas realidades por meio do ensino superior.

 

Como no exemplo de Mariana Victoria Sarnik que nasceu com surdez bilateral profunda. Desde a infância, sonhava em seguir os passos do pai e se tornar farmacêutica. O caminho exigiu esforço redobrado: aprendeu acompanhando a leitura labial dos professores e contou com a interpretação em Libras para garantir o acesso ao conteúdo.

 

Hoje, Mariana é uma das farmacêuticas surda pioneiras no Paraná a assumir a função de diretora técnica responsável por uma farmácia. Além de atuar na área, ela também ensina alunos surdos de cursos de Farmácia em todo o Brasil, utilizando a interpretação em Libras como ponte para o conhecimento. Ela ainda surpreende ao tocar piano, usando a vibração das teclas como referência e mostrando que a limitação auditiva não define seus talentos.

 

Outra trajetória marcada pela superação é a da professora Bruna Narazaki. Surda desde o nascimento, em decorrência de rubéola contraída pela mãe durante a gestação, ela enfrentou preconceito na infância e na escola. Com apoio da família, aprendeu a falar, escrever e encontrou na educação sua missão de vida. Tornou-se professora com o propósito de transformar a forma como a sociedade enxerga as pessoas surdas.

 

“Somos capazes de realizar as mesmas atividades que qualquer pessoa. A diferença está apenas na audição. O que precisamos são adaptações, como recursos visuais e tecnologias assistivas”, destaca. Hoje é professora de Libras, buscando ampliar o acesso dos surdos.

 

Histórias como as de Mariana e Bruna mostram que a educação é mais do que um caminho profissional: é instrumento de autonomia, inclusão e transformação social. Pessoas surdas seguem rompendo barreiras e provando que talento, competência e liderança não dependem da audição — dependem de oportunidade.

 

No Brasil, há cerca de 10,2 milhões de pessoas surdas ou com deficiência auditiva, segundo o IBGE. Destas, 2,7 milhões possuem surdez profunda. No Paraná, são aproximadamente 350 mil pessoas, sendo 95 mil na capital. Apesar desses números, apenas 5% dominam a Língua Brasileira de Sinais (Libras), reconhecida pela Lei 10.436/2002 como meio legal de comunicação e expressão.

 

A inclusão no ensino superior tem avançado. O número de estudantes com deficiência matriculados na graduação cresceu 153% em uma década, segundo o Censo da Educação Superior. Na Uninter, o Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (SIANEE) apoia atualmente 6.850 estudantes no Brasil e no exterior, oferecendo suporte em Libras, Braile, tecnologias assistivas e adaptações pedagógicas personalizadas. A equipe conta com tradutores intérpretes de Libras e profissionais especializados.

 

“Nosso trabalho é viabilizar a acessibilidade de acordo com a necessidade de cada aluno. Muitos buscam o ensino superior para crescer profissionalmente e conquistar melhores oportunidades”, afirma a professora Leomar Marchesini, coordenadora do SIANEE.

 

A instituição também oferece a Licenciatura em Letras – Libras, formando profissionais para atender a uma demanda crescente por educação inclusiva no

Carreira & negócios

Anna Luisa: consultora de RH, especialista em Gestão Estratégica de pessoas tem compromisso com a transformação

Movida pela busca por propósito e coerência entre vida pessoal e profissional, Anna Luisa Silva encontrou na maternidade o ponto de virada que redefiniu sua trajetória

 

A partir desse momento, nasceu a Lati Bere Consultoria, empresa criada para apoiar pessoas e organizações no desenvolvimento de competências e na reorganização consciente de suas trajetórias

 

“A transformação começa quando entendemos quem somos e para onde queremos ir.”

 

A consultora de RH, especialista em Gestão Estratégica de pessoas, Anna atua com mapeamento comportamental, consultoria individual, programas de educação corporativa e projetos de diversidade e inclusão. Seu trabalho combina método, sensibilidade e estratégia, promovendo ambientes mais saudáveis e relações profissionais mais conscientes.

 

Um dos destaques de sua atuação é o Curso de Letramento Racial, iniciativa que reforça seu compromisso com a transformação social nas organizações de forma estratégica.

 

Para acompanhar o trabalho de Anna Luisa, entre em contato pelo WhatsApp (21) 97974-2567, pelo e-mail latibereconsultoria@gmail.com ou siga o perfil no Instagram: @latibereconsultoria

LinkedIn: Lati Bere Consultoria

Carreira & negócios

Escolher uma carreira é um processo, não uma decisão única

Quando falamos em orientação profissional, muitas pessoas ainda associam esse processo apenas aos adolescentes que estão terminando o ensino médio e precisam escolher uma faculdade. Mas a realidade do mundo do trabalho hoje é bem diferente.

Cada vez mais pessoas estão repensando suas trajetórias profissionais ao longo da vida,
buscando novas formações, mudando de área ou desenvolvendo novas habilidades para acompanhar as transformações do mercado.

 

Nesse cenário, a orientação profissional deixa de ser apenas uma ferramenta para jovens e passa a ser também um importante recurso para adultos que desejam redirecionar suas carreiras ou tomar decisões profissionais com mais consciência. Autoconhecimento como ponto de partida Um dos pilares da orientação profissional é o autoconhecimento.

 

Antes de pensar em cursos ou profissões, é importante refletir sobre:

  • • Quais são seus interesses
  • • Quais habilidades você já desenvolveu
  • • Que tipo de ambiente de trabalho combina com você
  • • Quais valores são importantes na sua vida e na sua carreira

 

Ferramentas como conversas estruturadas, exercícios de reflexão e mapeamentos
comportamentais ajudam a identificar características que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. Quando compreendemos melhor nosso próprio perfil, conseguimos tomar decisões mais conscientes sobre os caminhos profissionais que desejamos seguir.

 

A carreira deixou de ser linear

 

Durante muito tempo, existia a ideia de que uma pessoa escolheria uma profissão na juventude e permaneceria nela por toda a vida. Hoje sabemos que a realidade é diferente. É cada vez mais comum que profissionais transitem entre áreas, busquem especializações, façam novos cursos ou até mudem completamente de carreira em diferentes momentos da vida.

 

Essas mudanças não significam fracasso ou indecisão. Pelo contrário: muitas vezes representam processos de amadurecimento profissional e busca por maior alinhamento entre trabalho, propósito e qualidade de vida.

 

Conhecer o mercado também faz parte do processo

 

Além do autoconhecimento, a orientação profissional também envolve compreender o cenário do mercado de trabalho. Novas profissões surgem, outras passam por transformações e muitas carreiras passam a exigir habilidades que antes não eram consideradas essenciais. Ter acesso a informações confiáveis sobre as possibilidades profissionais ajuda a ampliar a visão sobre caminhos que muitas vezes não são apresentados de forma clara para quem está iniciando a carreira ou pensando em uma transição.

 

Escolhas mais conscientes ao longo da vida

 

A orientação profissional não tem como objetivo dizer qual profissão alguém deve seguir, mas sim oferecer ferramentas para que cada pessoa tome decisões mais conscientes sobre sua trajetória. Seja para um jovem que está iniciando sua vida profissional ou para um adulto que deseja redirecionar sua carreira, refletir sobre interesses, habilidades e possibilidades pode tornar esse processo mais seguro e alinhado com os objetivos de vida.

 

No mundo do trabalho atual, escolher uma profissão não significa fazer uma decisão definitiva, mas sim dar um passo dentro de uma trajetória que pode evoluir, se transformar e se reinventar ao longo do tempo.

 

* Anna Luisa Silva, consultora de RH, CEO da Lati Bere Consultoria, atua com educação corporativa, desenvolvimento profissional e diversidade e inclusão nas organizações.

Instagram: @latibereconsultoria

LinkedIn: Lati Bere Consultoria | Luisa Silva

Contato profissional: (21) 97974-2567