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Em recente passagem pelo Rio de Janeiro, atriz falou sobre cuidados com o cabelo e os itens de beauté que não saem do nécessaire
A atriz Sarah Jessica Parker esteve recentemente no Rio de Janeiro e participou do Baile da Arara. Para a ocasião, a atriz elegeu um vestido confeccionado pela estilista brasileira Isabela Capeto. “Não posso assumir o crédito pela arte do look. Eu apenas me senti grata por fazer parte da conversa. Falamos sobre cor, movimento, bordado e silhueta, buscando algo que fosse celebratório, mas refinado”, entrega.
Foi a primeira vez de SJP no Carnaval brasileiro e as expectativas não poderiam ser maiores e melhores. Para ela, essa se trata de uma oportunidade de expandir o repertório ao ver o mundo pelos olhos de outra base cultural. “Sinto como uma oportunidade de sair do meu próprio ponto de referência. O Carnaval não é sobre excesso pelo excesso. Ele é estruturado, intencional e profundamente cultural. Vivenciá-lo me permite observar uma forma de criatividade que é coletiva, e não individual. E essa perspectiva faz muito sentido para mim neste momento”, conta.
Para a viagem, ela garante, o nécessaire foi enxuto. “Viajo com bastante leveza. Sou bem prática. Prefiro uma pele que pareça pele. Um hidratante simples é indispensável, especialmente em voos. Um bom gloss. E sempre máscara de cílios. Adoro a máscara da Lancôme, na versão não à prova d’água. Ela transforma da maneira mais simples”, conta. Anotado?
É claro, não poderíamos deixar de perguntar quais são os segredos por trás de um dos cabelos mais icônicos da televisão. “Que gentileza”, ela introduz.
“Ao longo dos anos, aprendi que menos é mais. Hidratação é essencial, e sou fiel a bons tratamentos de condicionamento, especialmente quando estou trabalhando ou viajando. Tento evitar calor sempre que posso e deixo meu cabelo descansar. Também tenho a enorme sorte de trabalhar com o cabeleireiro Serge Normant, que é verdadeiramente inigualável. Ele sempre tem uma visão, mas também está profundamente comprometido com a saúde do meu cabelo. Existe uma colaboração real entre nós, que já dura muitas décadas, e eu confio nele completamente”, entrega.
Fonte: Glamour
Menopausa e Raça: evidências revelam desigualdades que afetam milhões de mulheres negras
Pesquisas mostram que mulheres negras enfrentam sintomas mais longos e intensos, uma transição mais precoce e barreiras de cuidado ainda pouco reconhecidas pela medicina
A transição menopausa não ocorre da mesma forma para todas as mulheres e, no caso das mulheres negras, estudos internacionais revelam um conjunto de desigualdades que inclui sintomas mais duradouros, início mais precoce e menor acesso a tratamentos especializados. É o que destaca a médica e pesquisadora Fabiane Berta, que vem reunindo e analisando evidências científicas sobre o tema.
Pesquisas como o SWAN (Study of Women’s Health Across the Nation) — estudo multicêntrico iniciado em 1994 nos Estados Unidos, que acompanha milhares de mulheres há mais de 25 anos para entender como fatores biológicos, raciais, sociais, culturais e econômicos influenciam a saúde feminina no climatério — revelam que 46% das mulheres negras relatam sintomas vasomotores, como fogachos, em comparação com 37% das mulheres brancas. Esses sintomas podem persistir por até dez anos, uma duração significativamente maior do que a observada entre mulheres asiáticas, brancas e hispânicas.
Para Berta, esses números não são isolados. “A ciência já demonstrou que a menopausa é vivida de maneiras distintas. Entre mulheres negras, vemos sintomas mais intensos e prolongados, e isso tem impacto direto na qualidade de vida, no sono, na cognição e no bem-estar”, explica.
Uma das explicações mais robustas para essa diferença é o fenômeno conhecido como weathering — o desgaste biológico causado pela exposição crônica ao estresse. Segundo o SWAN, mulheres negras apresentam níveis elevados de carga alostática já aos 45 anos, refletindo o efeito acumulado de fatores sociais, emocionais e ambientais. “Mesmo quando controlamos por renda e escolaridade, as mulheres negras continuam apresentando maior desgaste fisiológico. Isso mostra que estamos falando de fatores estruturais que atravessam gerações”, destaca a pesquisadora.
A literatura científica também aponta que mulheres negras e hispânicas tendem a entrar cerca de 1,2 anos mais cedo na menopausa e a vivenciar sintomas por períodos mais extensos. “Quando uma paciente negra chega ao consultório com queixas intensas por muitos anos, isso não é exceção, é um padrão documentado”, diz Berta.
No Brasil, com 30 milhões de mulheres na faixa do climatério e 54% da população composta por pessoas negras, o tema ganha importância populacional. Estudos nacionais e internacionais mostram que até 82% das brasileiras nessa fase referem sintomas que interferem na vida cotidiana.
“Reconhecer as diferenças raciais na menopausa é essencial para melhorar a escuta, o diagnóstico e a orientação clínica”, afirma.
Para Berta, ampliar o olhar é o primeiro passo. “As mulheres negras merecem uma abordagem que considere sua história de vida, seus marcadores biológicos e suas experiências. Equidade em saúde começa por enxergar essas diferenças.”
Ela reforça que o debate precisa estar no centro da agenda científica e clínica: “Menopausa tem sotaque brasileiro, tem sotaque regional, tem sotaque socioeconômico. E sim, tem sotaque racial. Reconhecer isso não é ser politicamente correto, é ser cientificamente correto. Não estamos falando de militância, mas de ciência. As desigualdades estão medidas, descritas e replicadas em estudos. Agora precisamos agir.”
Sobre Fabiane Berta
Fabiane Berta é médica e pesquisadora (CRMSP 151.126), integrante do Science Medical Team – OB-GYN Specialist. É mestranda no setor de Climatério | Menopausa e pesquisadora adjunta no setor da Endometriose | Dor pélvica pela UNIFESP. Possui pós-graduação em Endocrinologia, Neurociências e Comportamento.
É fundadora do MyPausa, iniciativa que propõe um registro nacional da menopausa nos 27 estados do Brasil para promover uma reforma na saúde feminina, com foco em acessibilidade a tratamentos atualizados e respeito à diversidade regional. Atua como PI sub e chefe do Steering Committee do Estudo MyPausa (Science Valley) e como coordenadora da Saúde Feminina para a Arnold Conference 2026.