Saúde & Bem-estar

Psicanalista alerta: rotina perfeita pode esconder uma depressão silenciosa

“A depressão silenciosa não para a mulher: ela a mantém em movimento, mesmo quando tudo por dentro já pediu pausa.”

 

A afirmação da psicanalista e terapeuta Adriana Soares resume um fenômeno cada vez mais presente: mulheres que sustentam rotinas produtivas enquanto enfrentam um sofrimento emocional invisível. A velha conhecida depressão é a condição que se camufla na eficiência e dificulta o reconhecimento do adoecimento.

 

“São mulheres que dão conta de tudo, mas já não se sentem dentro da própria vida”, explica Adriana. Dados do Ministério da Previdência Social, divulgados em janeiro de 2026, evidenciam o avanço do problema: em 2025, foram mais de 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais, com crescimento de 15,66% em relação ao ano anterior.

 

“Quando olhamos que mais de 63% desses afastamentos são de mulheres, entendemos que há uma sobrecarga estrutural adoecendo esse público”, analisa.

 

Diferente dos quadros mais incapacitantes, a depressão de alta performance não interrompe a rotina. “Ela rouba o prazer, não a produtividade”, pontua a especialista.

 

Entre as principais causas, estão a dupla jornada, a pressão por desempenho e a desconexão com o próprio desejo. “A mulher foi ensinada a atender expectativas o tempo todo. Quando percebe, está vivendo uma vida que não escolheu. O medo de falhar e a necessidade constante de provar valor tornam o sofrimento ainda mais silencioso”, comenta.

 

A saída não está em ser mais forte, mas em parar de sustentar o insustentável, defende Adriana Soares. Segundo a psicanalista, o processo terapêutico permite que a mulher reconheça seus limites, questione padrões e resgate sua própria identidade. “Essas mulheres precisam se autorizar a viver com verdade”, conclui.

 

Serviço:

@_dricaas_

Sem categoria

Por que a gengiva inflama durante a gravidez? O guia completo para gestantes

A gestação é um momento de grande transformação física, emocional e hormonal.

 

E entre tantas mudanças, a boca também vive um capítulo importante — embora muitas mulheres só percebam isso quando a gengiva começa a sangrar, inchar ou ficar mais sensível durante a escovação. Essa inflamação é comum e tem nome: gengivite gravídica. Ela acontece porque os hormônios da gravidez tornam a resposta inflamatória da gengiva mais intensa, mesmo diante de pequenas quantidades de placa bacteriana.

 

O estrogênio e a progesterona, que aumentam bastante durante a gestação, deixam a gengiva mais vascularizada e reativa. Isso significa que algo que antes não causava incômodo pode agora desencadear vermelhidão, sensibilidade e sangramento. Mas é importante deixar claro: sangrar nunca é normal. É sempre um sinal de que há inflamação — e inflamação na gestante precisa de atenção redobrada.

 

Além da desconfortável gengivite, há outro ponto crucial: a saúde bucal da mãe influencia diretamente a saúde do bebê. Estudos mostram que a doença periodontal está associada ao risco aumentado de parto prematuro, baixo peso ao nascer e complicações gestacionais. Isso não significa que a gengivite simples vá causar esses problemas, mas reforça a importância do acompanhamento odontológico durante o pré-natal.

 

Outro fator que pode piorar a inflamação é o enjoo. Muitas gestantes vomitam com frequência no início da gravidez, e o contato do ácido gástrico com os dentes aumenta o risco de erosão e sensibilidade. A mudança na alimentação — maior ingestão de carboidratos simples, refeições mais frequentes e a tendência a beliscar — também favorece o acúmulo de placa bacteriana.

 

A boa notícia é que tudo isso pode ser controlado com orientação correta, higiene adequada, limpezas profissionais e acompanhamento regular. Na maioria das vezes, não há necessidade de tratamento complexo; o segredo está em manter a gengiva saudável e evitar que a inflamação evolua.

 

A gestação é um período único, cheio de emoções e expectativas. Cuidar da boca faz parte do cuidado com o bem-estar da mãe e com o desenvolvimento saudável do bebê. Com atenção, carinho e prevenção, é possível viver esse momento com saúde e segurança.

 

* Dra. Bárbara Galdeano é cirurgiã-dentista com mais de 20 anos de experiência clínica. Fundadora da Galdeano Odontologia & Saúde, é idealizadora do Programa ECOA, um modelo de atenção odontológica focado na prevenção, acolhimento e educação do paciente.

 

Reconhecida por sua atuação ética, humanizada e atualizada com as inovações da odontologia digital, acredita que a saúde bucal é parte essencial da saúde geral e deve ser promovida com proximidade, escuta e propósito.

 

Para conhecer você pode ligar para o Whatsapp: (21) 98135-0401

Acessar o Instagram: https://www.instagram.com/galdeanoodontologia ou o site www.galdeanoodontologia.com.br

Beleza

Ana Matos: o poder da maquiagem transformando o despertar feminino

A trajetória de Ana Matos começou aos 15 anos, movida pela paixão por cuidar da beleza feminina.

 

Nordestina, enfrentou desafios e preconceitos até chegar ao Rio de Janeiro, onde encontrou oportunidades e descobriu que empreender é agir, evoluir e acreditar no próprio valor.

 

“Quando uma mulher se reconhece bonita por dentro e por fora, ela transforma a própria história.”

 

Resiliente, aprendeu a se adaptar sem perder sua essência, transformando obstáculos em força. Hoje, inspira mulheres ao mostrar que autoestima é potência: quando uma mulher se sente bonita e conectada consigo mesma, ela é capaz de irradiar confiança e mudar sua própria história.

 

Sua missão vai além da estética — é sobre acolher, elevar e despertar o brilho que cada mulher carrega. Para Ana, o equilíbrio emocional é a base de qualquer conquista.

 

Para acompanhar o trabalho de Ana, siga o perfil no Instagram @anamatos.make ou entre em contato pelo número (21) 97222-0720

Saúde & Bem-estar

O seu pré-treino pode ser o motivo pelo qual sua noite de sono está prejudicada

Na verdade, é o ingrediente desta categoria alimentar o responsável por ser prejudicial à sua rotina de sono

 

Muitas pessoas usam suplementos pré-treino para impulsionar seus esforços na academia. Mas novas pesquisas sugerem que usar pré-treino regularmente pode, sem querer, ir contra seus objetivos de vida saudável. O estudo, que foi publicado na revista Sleep Epidemiology, encontrou uma ligação entre pessoas que usam pré-treino regularmente e a obtenção de quantidades significativamente menores de sono a cada noite.

 

Você provavelmente já sabe disso, mas dormir sete horas ou mais por noite dá suporte a uma ampla gama de aspectos da saúde, incluindo fortalecer seu sistema imunológico, manter seu humor estável e reduzir seu risco de condições crônicas como diabetes tipo 2 e doenças cardíacas. Então, o que essas descobertas significam se você é fã de pré-treino e está tentando ser o mais saudável possível?

 

O estudo não apresenta um cenário positivo para o sono e os suplementos pré-treino

 

Para o estudo, pesquisadores analisaram dados de mais de 900 pessoas que participaram de um estudo de saúde canadense. Os participantes foram questionados sobre o uso de pré-treino nos últimos 12 meses, junto com quantas horas de sono por noite eles tiveram, em média, nas duas semanas anteriores.

 

Depois de analisar os dados, os pesquisadores descobriram que pessoas que disseram usar pré-treino eram “significativamente” mais propensas a relatar que dormiram, em média, cinco horas ou menos por noite nas duas semanas anteriores, em comparação com aquelas que disseram não usar pré-treino.

 

“Este estudo documenta que o uso de suplementos pré-treino está associado a menor duração do sono”, escreveram os pesquisadores no estudo.

 

Por que o pré-treino pode ser ruim para o sono?

 

É importante ressaltar que o estudo não provou que o pré-treino fez as pessoas dormirem menos. Em vez disso, os pesquisadores encontraram uma ligação entre pessoas que disseram usar pré-treino e dormir menos à noite.

Ainda assim, especialistas dizem que há alguns pontos a considerar que sugerem que o pré-treino pode não ser ótimo para a saúde do sono.

Um dos principais é que o pré-treino geralmente contém cafeína. (Existem suplementos pré-treino sem cafeína por aí, mas eles não são tão populares quanto os que contêm cafeína).

Um estudo de 2023 descobriu que o pré-treino tem uma média de 217 miligramas de cafeína por porção, o que é equivalente ao que você obteria ao consumir cerca de duas xícaras de café. Esse estudo sugeriu que pessoas que usam pré-treino o façam pelo menos 13,2 horas antes de dormir para reduzir o risco de atrapalhar o sono.

Fonte: Glamour

Saúde & Bem-estar

Por que as arritmias cardíacas podem aumentar depois da menopausa e como se proteger delas

Queda hormonal altera o equilíbrio elétrico do coração, aumenta a chance de fibrilação atrial e exige atenção a sintomas, hábitos de vida e acompanhamento médico

 

A menopausa marca uma mudança importante na saúde cardiovascular das mulheres. A queda dos hormônios sexuais, especialmente do estrogênio, altera o funcionamento de diferentes sistemas do organismo e favorece o surgimento de problemas cardíacos, incluindo as arritmias.

 

Em condições normais, o órgão bate de forma sincronizada, cerca de 100 mil vezes por dia, seguindo o chamado ritmo sinusal. As arritmias são uma alteração nesse padrão, quando os batimentos podem se tornar mais rápidos, mais lentos ou irregulares.

 

Entre elas, a mais comum é a fibrilação atrial, na qual os impulsos elétricos do coração ficam desorganizados, fazendo com que o órgão bata de maneira irregular. Esse quadro pode favorecer a formação de coágulos no interior do coração, que eventualmente podem migrar para o cérebro e provocar um acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com dados de 2020 divulgados pela American Heart Association, 1 em cada 4 mulheres pode desenvolver fibrilação atrial após o fim da vida reprodutiva.

 

Parte dessa mudança está ligada à queda hormonal característica dessa fase. Durante o período reprodutiva, o organismo feminino conta com um efeito protetor dos hormônios sexuais sobre o sistema cardiovascular. Com a menopausa, essa proteção diminui.

 

“A menopausa está associada a uma disfunção no sistema nervoso autonômico, responsável por regular funções automáticas do corpo, como frequência cardíaca e pressão arterial”, afirma a cardiologista Thais Aguiar do Nascimento, coordenadora de Cardiopatia na Mulher da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).

 

A redução hormonal pode provocar maior ativação do sistema adrenérgico, ligado à adrenalina, e interferir na estabilidade elétrica das células cardíacas, bagunçando o tum-tum-tum.

Saúde & Bem-estar

Implantes dentários: especialista esclarece mitos e verdades sobre o procedimento

A cirurgiã-dentista Flávia Rabello de Mattos explica que o procedimento é seguro, tem alta durabilidade e pode ser indicado para diferentes perfis de pacientes

 

Os implantes dentários estão entre os procedimentos mais modernos e eficazes da odontologia para a reposição de dentes perdidos. Apesar de cada vez mais comuns, ainda existem dúvidas e crenças populares que geram insegurança em muitos pacientes, desde quem pode realizar o tratamento até a durabilidade dos implantes.

 

Segundo a cirurgiã-dentista e doutora em implantodontia Flávia Rabello de Mattos, grande parte dessas dúvidas está relacionada à falta de informação sobre o procedimento e seus avanços tecnológicos. “Hoje, os implantes dentários são amplamente estudados e apresentam altos índices de sucesso.

 

Quando bem planejados e executados, eles devolvem não apenas a função mastigatória, mas também a estética e a confiança do paciente”, explica.

 

Quem pode fazer implantes dentários

 

De forma geral, o tratamento pode ser indicado para adultos que perderam um ou mais dentes e apresentam condições adequadas de saúde bucal e óssea. Antes da cirurgia, o dentista realiza exames clínicos e de imagem para avaliar fatores como quantidade de osso disponível, saúde da gengiva e histórico médico do paciente.

 

“Pacientes com doenças sistêmicas controladas, como diabetes ou hipertensão, também podem realizar implantes, desde que o procedimento seja acompanhado com planejamento e avaliação profissional”, ressalta a dentista.

 

Riscos reais x crenças populares

 

Entre os mitos mais comuns, está a ideia de que o implante é um procedimento extremamente doloroso ou arriscado. Na prática, a cirurgia é realizada com anestesia local e costuma ser bem tolerada pelos pacientes.

 

“O desconforto costuma ser semelhante ao de outros procedimentos odontológicos cirúrgicos e é controlado com medicação e acompanhamento profissional. O mais importante é seguir corretamente as orientações do dentista no período de recuperação”, afirma.

 

Outro equívoco frequente é acreditar que o implante pode ser rejeitado pelo organismo. Na realidade, os implantes são fabricados com titânio, material biocompatível que se integra ao osso por meio de um processo chamado osseointegração, amplamente estudado na odontologia.

 

Longevidade dos implantes

 

Quando bem cuidados, os implantes dentários podem durar muitos anos e, em muitos casos, décadas. A longevidade depende de fatores como higiene bucal adequada, visitas regulares ao dentista e hábitos de saúde do paciente.

 

“Os implantes são projetados para serem soluções duradouras. Com acompanhamento profissional e cuidados básicos de higiene, muitos pacientes mantêm seus implantes funcionando perfeitamente por muitos anos”, destaca a especialista.

 

Com os avanços da implantodontia e das técnicas de diagnóstico por imagem, o procedimento se tornou cada vez mais previsível e seguro, ajudando pacientes a recuperar a mastigação, a estética do sorriso e a qualidade de vida.

 

Siga: @flaviarabellodemattos.

Maternidade

Preparação para amamentar deve começar antes do nascimento do bebê

Focar apenas no parto pode causar intervenções desnecessárias e trazer dificuldades e insegurança para as futuras mamães, alerta especialista!

 

Durante a gestação, grande parte das mulheres concentra seus estudos e expectativas no parto. A amamentação costuma ficar para “depois”. O problema é que, quando o bebê nasce, o cenário é outro: cansaço, adaptação, emoções intensas e uma enxurrada de palpites.

 

Para a especialista em sono infantil e amamentação Bruna Ramos, criadora do perfil @obebe_chegou, essa é uma das principais falhas que dificultam o início da amamentação.

 

“O preparo para amamentar começa na gestação. Depois que o bebê nasce, tudo é novo. A mãe está cansada, sensível e aprendendo a cuidar de um recém-nascido. Estudar nesse momento pode ser muito mais difícil”, explica.

 

Segundo ela, cada dia importa. “Cada intervenção desnecessária e cada dificuldade que se prolonga podem tornar a situação mais complexa e demorada de resolver. Quanto antes a mãe estiver informada, mais segurança ela terá.”

 

O que realmente é preparo?

 

Ao contrário do que muitos ainda orientam, a preparação não envolve receitas caseiras ou “fortalecimento” da pele.

 

“A principal forma de se preparar é por meio da informação. Saber como é a pega correta, entender como funciona a produção de leite e conhecer o comportamento do recém-nascido fazem toda a diferença”, orienta.

 

Bruna alerta que algumas práticas antigas não são recomendadas:

 

• Esfregar os seios com bucha vegetal pode causar lesões e até infecções;

 

• O uso de hidratantes no mamilo pode deixar a pele mais fina e suscetível a machucados;

 

• Não há comprovação científica sobre a eficácia de tomar sol nos seios, embora exposições breves e seguras não sejam proibidas.

 

“Não existe preparo físico milagroso. Existe preparo emocional e informativo”, reforça.

 

Organização antes do nascimento

 

Além do conhecimento, a especialista recomenda atitudes práticas ainda na gestação: usar sutiãs confortáveis e respiráveis, já ter o contato de uma consultora de amamentação ou do banco de leite da cidade e, principalmente, alinhar expectativas com a rede de apoio.

 

“Converse com o parceiro e com as pessoas que estarão próximas. Deixe claro que você precisa de apoio e não de palpites que gerem insegurança. ”

 

Para Bruna, a mensagem é simples: “Se preparar antes é um investimento em tranquilidade. A amamentação pode ser aprendida. Informação reduz medo, evita intervenções desnecessárias e decisões precipitadas.”

 

Sobre Bruna Ramos:

 

Bruna Ramos é especialista em amamentação e certificada em sono infantil com extensão universitária pela Universidade de Brasília. Graduada em Biologia pela UNICAMP, também concluiu doutorado e pós-doutorado em Genética e Biologia Molecular na mesma instituição.

 

Criadora do perfil @obebe_chegou, Bruna alia conhecimento científico à prática educativa e compartilha conteúdos sobre sono infantil e amamentação que já impactaram mais de 200 mil pessoas, entre famílias, educadores e profissionais da saúde.

 

Oferece orientação baseada em evidências para promover noites de sono mais tranquilas, sonecas de qualidade e bem-estar das crianças. Além disso, desenvolve materiais educativos e cursos voltados para pais e cuidadores, sempre com abordagem humanizada, prática e embasada na ciência do desenvolvimento infantil.

 

https://www.instagram.com/obebe_chegou/

 

Saúde & Bem-estar

Cristiane Andrade: mais de 20 anos de experiência em planos de saúde e odontológicos

Reinventar-se foi o primeiro passo de Cristiane Andrade rumo ao empreendedorismo

 

Bacharel em direito desde 1988, atuou por mais de dez anos na advocacia até perceber que precisava de um novo fôlego. Há cerca de 25 anos, conheceu o segmento de planos de saúde e encontrou a oportunidade de transformar sua trajetória.

 

Começou do zero, enfrentando o desafio de construir credibilidade em um mercado onde confiança é essencial.

 

“Quando a vida pede mudança,a coragem responde. Recomecei do zero, construí confiança passo a passo e transformei conhecimento em cuidado — porque proteger a saúde é também proteger histórias, famílias e futuros.”

 

Especialista em consultoria e venda de planos de saúde e odontológicos, atua nos segmentos individual, familiar, empresarial e por adesão, sempre com atendimento personalizado, ética e foco na proteção da saúde física e financeira de seus clientes. Quer escolher seu plano com segurança e orientação especializada? Fale com Cristiane Andrade.

 

Para conhecer mais sobre o trabalho de Cristiane Andrade, siga o perfil no Instagram: @crisandradecontemsaude ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 99116-9021 | (21) 97364-8772.

Saúde & Bem-estar

Retirada de prótese de silicone cresce entre mulheres que colocaram implante aos 20 anos

Duas décadas depois do boom do silicone no Brasil, parte das pacientes busca naturalidade, leveza e uma nova relação com o próprio corpo

 

Nos anos 2000, colocar prótese de silicone era quase um rito de passagem para muitas jovens brasileiras. O Brasil se consolidava como um dos países que mais realizavam cirurgias plásticas no mundo, e o aumento de mama liderava os rankings.

 

Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) mostram que o Brasil segue entre os três países com maior número de cirurgias mamárias realizadas anualmente. Ao mesmo tempo, cresce globalmente o número de procedimentos de retirada de implantes mamários — movimento que reflete não apenas questões médicas, mas também mudanças culturais e comportamentais.

 

Vinte anos depois daquele primeiro implante, muitas dessas mulheres estão com 40, 45 anos — e fazendo uma nova escolha. A cirurgiã plástica Dra. Pamela Massuia observa essa transformação no perfil das pacientes.

 

“Não é arrependimento. É maturidade. A mulher que colocou prótese aos 20 está em outro momento de vida aos 40. O corpo mudou, a rotina mudou, a percepção sobre si mesma também.”

 

Uma mudança que vai além da estética

 

Segundo a ISAPS, os procedimentos mamários continuam entre os mais realizados no mundo, mas há um crescimento consistente nas cirurgias de remoção ou troca de implantes. Especialistas associam o fenômeno a três fatores principais:

 

– Busca por naturalidade

 

– Mudança no padrão estético

 

– Informação ampliada sobre acompanhamento de próteses

 

Se no início dos anos 2000 o volume acentuado era símbolo de feminilidade e status estético, hoje a palavra-chave é proporção.

 

“A tendência atual é equilíbrio. Muitas pacientes relatam que não se identificam mais com o volume que escolheram aos 20 anos. Elas querem leveza, conforto, naturalidade”, explica Pamela.

 

O que leva uma mulher a retirar a prótese?

 

As motivações são variadas — e nem sempre clínicas. Entre os relatos mais comuns no consultório estão:

 

– Desconforto físico com mamas volumosas

 

– Mudanças após gravidez e amamentação

 

– Alteração no estilo pessoal

 

– Prática esportiva

 

– Sensação de peso

 

– Busca por estética mais discreta

 

Em alguns casos, há também questões médicas, como contratura capsular (endurecimento da cápsula ao redor da prótese) ou ruptura do implante. É importante esclarecer que próteses modernas não têm um “prazo de validade obrigatório”, mas exigem acompanhamento periódico com exames de imagem, especialmente após 10 anos de colocação.

 

“A retirada não é uma regra automática. Cada caso precisa ser avaliado com exame físico e exames de imagem. O que orientamos é acompanhamento regular e decisão consciente”, reforça a médica.

 

Mini-case: quando o corpo já não representa quem você é

 

Fernanda (nome fictício), 43 anos, colocou prótese aos 22. Na época, trabalhava com eventos e buscava um padrão estético mais volumoso. Duas décadas depois, após duas gestações e mudança de carreira, decidiu retirar. “Eu sentia que aquele corpo não conversava mais comigo. Não era sobre dor, era sobre identidade”, relata.

 

Segundo Pamela, esse tipo de relato é cada vez mais comum. “A cirurgia plástica acompanha fases da vida. A paciente amadurece, passa pela maternidade, pelo mercado de trabalho, por mudanças pessoais. É natural que a percepção corporal também evolua.”

 

A cirurgia de retirada é simples?

 

A remoção da prótese pode variar de complexidade dependendo do caso. Em algumas situações, realiza-se apenas a retirada do implante. Em outras, é indicada a remoção da cápsula (capsulectomia) ou associação com mastopexia (levantamento das mamas) para reposicionar o tecido mamário.

 

Em determinados casos, pode-se utilizar gordura da própria paciente para manter contorno e proporção.“Não é apenas retirar o implante. É entender como aquela mama ficará depois. O planejamento cirúrgico é fundamental para preservar harmonia e autoestima”, explica Pamela. Como qualquer cirurgia, há riscos inerentes ao procedimento, como sangramento, infecção e alterações cicatriciais. Por isso, a avaliação individual é indispensável.

 

Informação, não tendência

 

Apesar de ganhar visibilidade nas redes sociais, especialistas alertam que a retirada de prótese não deve ser encarada como moda. O acompanhamento adequado e o diálogo com o cirurgião são decisivos.

 

“Nem toda paciente precisa retirar o implante. Nem toda paciente que retira precisa colocar outro. O mais importante é que a decisão seja baseada em informação, exame e expectativa realista”, conclui a cirurgiã.

 

Mais do que seguir tendências, o movimento reflete uma geração que amadureceu — e que hoje entende que estética também é escolha consciente.

 

Festas e eventos

Rio de Janeiro recebe a 2ª edição do Simpósio de Farmácia Clínica & Estética no CDEsign Hotel

Consolidado como um evento de referência em saúde, estética, farmácia clínica e gestão de consultório na capital carioca, o Simpósio de Farmácia Clínica & Estética anuncia sua 2ª Edição.

 

Após o sucesso de público e crítica na primeira edição, o evento retorna no dia 20 de junho de 2026, no sofisticado, no Recreio dos Bandeirantes. Esta edição chega ainda mais estruturada, oferecendo uma programação de imersão completa, das 08h às 18h, com conteúdos técnicos inéditos que exploram a integração entre prática farmacêutica clínica, procedimentos estéticos de alta performance e gestão de consultórios, preparando os profissionais para atuar com segurança, eficiência e excelência em todas as áreas do seu atendimento.

 

Abertura das inscrições e lotes

 

A pré-venda exclusiva será lançada na sexta-feira, 13 de março de 2026, seguida pelo início dos lotes regulares no dia 14 de março. Por conta da ampliação da estrutura e do grande interesse registrado na edição anterior, as vagas para cada etapa de vendas serão limitadas, garantindo prioridade para quem se inscrever mais cedo.

 

O CDesign Hotel foi escolhido estrategicamente para proporcionar uma experiência de networking qualificado em um ambiente à beira-mar, elevando ainda mais o padrão deste encontro, que promete ser a maior edição já realizada.

 

Serviço:

 

Evento: 2ª Edição do Simpósio de Farmácia Clínica & Estética

 

Data: 20 de junho de 2026 (sábado)

 

Horário: 08h às 18h

 

Local: CDesign Hotel – Av. Lúcio Costa, 17360, Recreio dos Bandeirante – RJ

 

Abertura de vendas: 13 de março de 2026

 

Inscriçõesclique aqui 

 

Contato para imprensa e parcerias: Dra. Silmeri Bolognani

WhatsApp: (21) 99656-9199

 

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