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Do revival da Tabi aos saltos de cogumelos da Chanel, o sapato excêntrico deixou de ser exceção, consolidando-se como ferramenta de experimentação e exercício de identidade
Se existe um campo onde a moda historicamente testa seus limites formais, esse espaço é o dos sapatos. Diferentemente da roupa, que negocia com códigos sociais, função prática e legibilidade imediata, o calçado aceita o exagero com menos concessões. É uma peça que permite distorcer proporções e deslocar o eixo do corpo, tensionando a ideia de beleza sem necessariamente comprometer a harmonia da silhueta.
Não é coincidência que alguns dos momentos mais disruptivos da história recente tenham acontecido nos pés — pense nos “cascos de cabra” de Thierry Mugler na década de 1980, na Armadillo de Alexander McQueen (que virou ícone dos looks de Lady Gaga nos anos 2010) ou na Tabi, apresentada por Martin Margiela no fim dos anos 1980. Em todos esses casos, o sapato opera como uma intervenção quase arquitetônica na figura humana.
O interesse por sapatos que parecem estranhos não é algo novo, mas ganha fôlego como resposta a uma saturação do visual clean que dominou as últimas temporadas. Em vez de seguir a engrenagem acelerada das microtendências, algumas fashionistas têm preferido apostar em modelos que vão na contramação do mainstream, com desenho excêntrico e autoral.
Em sua era na Loewe, Jonathan Anderson deu força a esse movimento com os sapatos cobertos por bexigas e os saltos em forma de ovo, esmalte ou flores, apresentados entre 2022 e 2023. A ideia é aproximar o calçado de um objeto de design ou de uma peça exposta em uma galeria de arte.
Já em 2026, a coleção de estreia de Matthieu Blazy na alta-costura da Chanel deu destaque aos saltos em forma de cogumelo, que não surgiram como mero efeito cenográfico. Há uma intenção clara de recolocar o sapato no centro da narrativa da maison, retomando o legado do modelo bicolor criado por Gabrielle Chanel no fim dos anos 1950 e expandindo essa tradição para um território mais imaginativo.
O elemento “estranho” funciona como um artifício não óbvio, capaz de reintroduzir fricção em uma moda que vinha flertando com a homogeneização. É nesse contexto que os modelos a seguir ganham força, apontando para um desejo de adicionar mais humor, ironia e imaginação ao repertório visual.
Tabi
Inspirada nas meias japonesas do século XV, a Tabi foi popularizada no cenário fashion pela Maison Martin Margiela em 1989. Conhecida pela divisão entre os dedos, que altera a anatomia tradicional do calçado, o modelo desloca o eixo clássico da elegância ocidental e dialoga com um minimalismo de formas mais complexas.
Five fingers
Os modelos com cinco dedos separados e solado de borracha surgiram como equipamento para esportes de aventura nos anos 2000, popularizados pela marca italiana Vibram. Agora, retornam sob uma leitura que combina o imaginário tecnológico do início do milênio à obsessão contemporânea por alta performance.
Madeira ergonômica
Lançada nos anos 1950, a sandália Pescura, da marca Scholl, logo conquistou as consumidoras graças à sola de madeira com formato ergonômico. Depois de colaborações recentes com marcas como Melissa e Balenciaga, o modelo volta ao radar, trazendo novas versões de suas fivelas metálicas evidentes, madeira exposta e construção assumida como parte do desenho.
Salto vitoriano
As botas com amarração frontal, bico alongado e salto inspirado no período vitoriano reaparecem em 2026 como parte de um movimento mais amplo de revisitação histórica. Com cano médio ou alto, o modelo recupera referências que já haviam sido exploradas por grifes como Dior e Vivienne Westwood em diferentes momentos. Hoje, surgem alinhados a uma estética que combina rigor e romantismo, expressando uma teatralidade mais comedida.
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Pele descascando após o sol? Descubra como recuperar o viço e evitar manchas
Dermatologistas explicam as melhores formas de hidratar e regenerar a barreira da pele descascada
Você já ficou descamando depois de alguns dias de sol intenso? Se a resposta é sim, bem-vinda ao clube. Apesar de comum, a perda da camada mais superficial da pele passa longe de ser um bom sinal. “É um mecanismo de defesa do organismo diante do dano causado à barreira cutânea pelos raios UV”, explica a dermatologista Vanessa Perusso.
O rosto costuma ser o que mais sente. “Por ser mais fina, a pele da região sofre as consequências do fotoenvelhecimento de forma acelerada. A queimadura pode atingir as fibras de sustentação e o colágeno”, afirma a dermatologista Ligia Novais. Por isso, aplicar — e reaplicar — filtros solares com FPS alto e reforçar o bloqueio físico com roupas com proteção UV, chapéus ou bonés, faz toda a diferença.
Para recuperar a pele pós-sol
A recuperação é gradual e varia de pessoa para pessoa. Para evitar manchas e complicações, nada de puxar ou arrancar a pele que está soltando. Também vale pausar esfoliações, cosméticos com ácidos, álcool ou fragrâncias marcantes, além de evitar banhos muito quentes e longos.
Mas o que realmente ajuda a devolver o conforto à pele do corpo e do rosto? “Vale priorizar a hidratação intensa e constante, apostar em ativos calmantes e reparadores, usar protetor solar todos os dias — mesmo sem exposição direta — e escolher texturas leves, de rápida absorção, como géis e loções”, orienta Perusso.
Receitas caseiras funcionam?
Manteiga, iogurte, pasta de dente… a lista de ingredientes milagrosos que circula na internet é grande, mas pede cautela. Segundo Novais, essas misturas podem reter calor, piorar a inflamação e até favorecer a proliferação de bactérias na região. O caminho mais seguro é investir em fórmulas com ingredientes conhecidos pelo efeito calmante e reparador, como aloe vera, ácido hialurônico e D-pantenol.
Antioxidantes, como a vitamina E, também ajudam a minimizar os efeitos do estresse oxidativo provocado pelo sol. Se houver dor intensa, bolhas ou inchaço, a recomendação é buscar orientação médica.
Fonte; Marie Claire
Facilitadora comportamental Helô Minetto: do marketing a expansão de consciência
Atender pessoas em busca de clareza, equilíbrio e novas formas de viver é a missão de Helo Minetto, facilitadora comportamental que realiza atendimentos presenciais no Rio de Janeiro e on-line
Seu trabalho combina terapias energéticas e técnicas de expansão da consciência, ajudando os pacientes a se reconectarem consigo mesmos e abrirem espaço para novas possibilidades. A trajetória de Helo começou em outra área. Formada em publicidade e com MBA em comportamento do consumidor, trabalhou mais de 15 anos liderando projetos para grandes marcas.
Apaixonada por inovação, aprofundou-se em coolhunting, futurologia e comportamento humano. Foi nesse percurso que percebeu que a verdadeira inovação não começa nas empresas, mas dentro das pessoas.
A virada veio em 2022, quando se mudou para o Rio com o marido e a filha pequena. Longe da rotina acelerada e da rede de apoio, aplicou em si mesma os aprendizados sobre consciência e transformação que estudava.
Experimentou terapias energéticas e, ao perceber os resultados, iniciou atendimentos voluntários até oficializar a mudança de carreira. Hoje, Helo combina Reiki, barras de access, constelação familiar, mindfulness e radiestesia a recursos da psicanálise e da Programação Neurolinguística (PNL).
Entre seus diferenciais, está a aplicação prática de seus conhecimentos para auxiliar as pessoas a descobrirem em si suas habilidades autênticas e despertarem os sentidos para inovação, como acontece em empresas reconhecidas por serem inovadoras.
É o caso do Google, que aplica o Search Inside Yourself (SIY) — programa que une mindfulness, neurociência e inteligência emocional para desenvolver foco, empatia e clareza mental em seus colaboradores e gestores. Para Helo, o autoconhecimento é a base da transformação.
“Para transformar o mundo externo, primeiro precisamos nos conectar com nós mesmos”, comenta.
Seu objetivo é aproximar as terapias energéticas do olhar científico, reforçando que inovar também é um ato interno. Para saber mais sobre o trabalho de Helo, siga o perfil no Instagram: @helominetto_facilitadora, ou entre em contato pelo número: (21) 99287-5584.
Roberta Silva: empreendedorismo com o propósito de proteger vidas
Roberta Silva encontrou no empreendedorismo a oportunidade de transformar não apenas a própria história, mas também a vida de inúmeras famílias. Aos 18 anos, iniciou sua trajetória profissional em busca de independência financeira.
Roberta formou-se em administração de empresas, sempre atuando como CLT, até que, na segunda gestação, aos 33 anos, decidiu empreender para proporcionar mais qualidade de vida aos filhos.
Desde 2015, atua como especialista em planejamento financeiro e seguro de vida, enfrentando o desafio de conscientizar as pessoas sobre a importância da proteção financeira — ainda pouco valorizada no Brasil.
Seu trabalho vai além da venda: é educação, prevenção e cuidado. Com conquistas internacionais e selo MDRT, Roberta se destaca por levar segurança e tranquilidade a famílias em momentos decisivos.
“Defino meu trabalho como uma missão de proteção e planejamento estratégico familiar”, afirma.
Mais do que vender seguros, ela entrega tranquilidade, segurança e estabilidade para o futuro. Se você deseja proteger sua renda e garantir o bem-estar da sua família, este é o momento de agir. Proteja hoje o que você mais ama e construa um amanhã mais seguro.
Para acompanhar o trabalho de Roberta Silva, siga o perfil no
Instagram: @rb_souzaesilva ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 97964-9149.
Máscara de arroz funciona? O que você precisa saber antes de testar a trend
Febre nas redes sociais, o ingrediente milenar do skincare asiático promete luminosidade e firmeza. Aqui, explicamos os efeitos do arroz na pele
Depois do café e do mel, a máscara de arroz é a nova queridinha do skincare. Embora tenha viralizado recentemente nas redes, acumulando milhões de visualizações, o ingrediente — especialmente na forma de água fermentada — é utilizado há séculos em rituais de beleza na Coreia do Sul e no Japão que buscam trazer luminosidade e uniformidade para a pele.
“Estudos em laboratório indicam que extratos de arroz fermentado e de arrozes coloridos, como o vermelho e o preto, ajudam a hidratar, fortalecer a barreira cutânea e estimular substâncias ligadas à firmeza e elasticidade, além de apresentarem ação antioxidante e anti-inflamatória”, explica a dermatologista Caroline Benevides Farkas.
Quando formulada como dermocosmético e combinada a outros ativos, a máscara de arroz pode contribuir para melhorar a oleosidade, manchas leves e textura. O efeito, porém, é gradual e não substitui tratamentos dermatológicos em quadros mais intensos.
Receitas caseiras são seguras?
As versões caseiras exigem cautela: apesar de deixarem a pele macia, o efeito tende a ser mais leve, irregular e menos previsível que o de um dermocosmético formulado. “Nos produtos prontos, o processo é padronizado e testado, com pH adequado, estabilidade e menor risco de irritação ou contaminação. Já a versão caseira não oferece controle de concentração, higiene ou estabilidade”, afirma.
E segundo a especialista, mesmo ingredientes naturais podem causar vermelhidão, ardor ou descamação — especialmente se permanecerem tempo excessivo na pele ou forem aplicados com fricção, sem contar que misturas armazenadas por vários dias podem favorecer a proliferação de fungos e bactérias, aumentando o risco de inflamações e infecções.
Quem deve evitar?
Apesar de relativamente seguro, seu uso não é indicado para pessoas com pele sensível ou reativa, rosácea, histórico de alergia a arroz ou derivados, dermatite atópica ou de contato ativa, psoríase e eczema em crise. Pele com feridas abertas, queimaduras ou muito irritada também deve ficar longe da aplicação da máscara.
Fonte; Marie Claire
Liderança feminina está por trás do crescimento das empresas AI-first
Enquanto o mercado global projeta investimentos de US$ 2,5 trilhões em Inteligência Artificial até 2026, um fator tem se mostrado decisivo para transformar tecnologia em resultado financeiro: quem está liderando a estratégia
Segundo o relatório Diversity Matters Even More (2023), da McKinsey & Company, empresas com maior diversidade de gênero na alta liderança têm 39% mais probabilidade de superar a média de lucratividade. O dado não fala sobre representatividade simbólica — fala sobre performance.
No Brasil, essa equação pode ser observada na operação da Factorial. Ao completar quatro anos no país, a HRTech registrou crescimento de +56% em receita no segundo semestre de 2025, alcançou breakeven dois anos antes do previsto e encerrou o último exercício no positivo. A meta agora é triplicar a operação até o fim de 2026, mantendo expansão 100% orgânica.
À frente da estratégia de receita está Antonia Tourinho, CRO da operação brasileira.
Crescer 56% exige mais que tecnologia
Para Antonia, o diferencial competitivo de empresas AI-first não está apenas na inovação de produto, mas na capacidade de estruturar crescimento com disciplina. Em apoio ao CEO Brasil, Renan Conde, Antonia teve papel central na consolidação do modelo AI-First da operação brasileira. Em 2025, a Factorial lançou oito produtos com IA integrada e apresentou ao mercado o “One”, seu agente nativo de inteligência artificial.
Para a executiva, porém, tecnologia só escala quando está alinhada a fundamentos claros de receita: definição precisa de ICP, maturidade de funil e eficiência operacional.
Sua atuação esteve ligada à estruturação da máquina comercial com foco em conversão real, ao equilíbrio entre volume e qualidade de leads e ao crescimento orgânico com rentabilidade — consolidando um modelo de expansão com disciplina financeira. Como parte da estratégia, a empresa também vem ampliando sua rede de parceiros para fortalecer presença nos 27 estados brasileiros.
Liderança feminina além do discurso
Embora mulheres ocupem apenas 14% dos cargos executivos sênior em IA globalmente (Pesquisa Interface, 2024), os dados indicam que sua presença está associada a decisões estratégicas mais sustentáveis. Para Antonia, o diferencial está na integração entre análise de dados, visão de longo prazo e gestão de pessoas.
“IA não é sobre o que a ferramenta faz. É sobre como ela aumenta eficiência e escala receita sem comprometer a margem. Crescer 56% mantendo expansão orgânica exige clareza estratégica e disciplina operacional.”
No contexto do Dia Internacional da Mulher, o avanço feminino na liderança tech deixa de ser apenas uma pauta de diversidade e passa a ser uma discussão sobre competitividade. Em empresas orientadas por dados, performance não é narrativa — é métrica.
E os números mostram que, cada vez mais, mulheres estão comandando essa equação.
Sobre a Factorial
A Factorial é uma scale-up centauro desenvolvedora de software para gestão e centralização de processos de RH e DP. A HRTech foi fundada em 2016 por Jordi Romero e Bernat Farrero, e está sediada em Barcelona e atua em outros 8 países: França, Portugal, Itália, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Brasil e México. Chegou ao Brasil em 2022, com um aporte superior a US$80 milhões obtido em uma rodada de financiamento série B liderada pela Tiger Global Management e poucos meses depois, se tornou unicórnio, com a captação de US$120 milhões de um aporte Série C.
Com mais de 80 mil empresas atendidas, entre elas, Play9, LiveMode, Maple Bear, OBoticario, Unimed, Rock World (Rock in Rio, Lollapalooza, The Town), Grupo Bramam, Agrotools, a Factorial digitaliza atividades de RH e DP, as potencializa com IA, para otimização de tempo, redução de custos e atribuição ao que mais importa: as pessoas.
Pressão alta cresce entre mulheres e acende alerta para os cuidados durante a gravidez
Segundo Vigitel 2025, o número de hipertensão entre as mulheres cresceu de 28,7% a 31,7% entre 2019 e 2024; Departamento de Hipertensão Arterial orienta sobre riscos relacionados ao sono e à saúde cardiovascular na gravidez
No mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, o alerta para a saúde cardiovascular ganha ainda mais relevância. Dados do Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) 2025, apresentado pelo Ministério da Saúde, mostram que as mulheres têm dormido pior do que os homens. A frequência de sono curto (menos de seis horas por noite) atinge 21,3% da população feminina com 18 anos ou mais, contra 18,9% da masculina da mesma faixa etária.
Quando o tema é insônia, a diferença é ainda maior: 36,2% delas relatam o problema, frente a 26,2% deles. De acordo com o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, dormir bem não é apenas uma questão de disposição. As fases mais profundas do sono são essenciais para a recuperação do cérebro, o equilíbrio hormonal e o bom funcionamento do sistema cardiovascular.
“O sono de má qualidade está diretamente associado ao aumento da pressão arterial. Quando a mulher dorme pouco ou mal, o organismo permanece em estado de alerta, o que pode favorecer a elevação da pressão ao longo do tempo”, explica a Dra. Erika Campana, presidente do departamento. Segundo a médica cardiologista, o cuidado com o sono deve fazer parte da rotina de prevenção, especialmente para quem já tem histórico de doenças cardíacas.
O levantamento também aponta um avanço importante nos diagnósticos de hipertensão no país. A frequência de adultos com 18 anos ou mais que referiram diagnóstico médico da condição aumentou no período entre 2006 e 2024, variando de 22,6%, em 2006, a 29,7% em 2024. Entre as mulheres, o número subiu de 28,7% a 31,7% entre 2019 e 2024.
Pressão arterial e gestação: um cuidado que começa no pré-natal e vai além do parto
Para as mulheres, a atenção é ainda mais importante durante a gestação, período em que o coração trabalha mais para atender às necessidades do bebê. “A gravidez provoca adaptações naturais no sistema cardiovascular, mas em alguns casos, gestantes desenvolvem condições como pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional ou a cardiomiopatia periparto, que é uma forma rara, mas grave, de insuficiência cardíaca que pode surgir no final da gestação ou até mesmo logo após o parto. Por isso, no período pós-parto, os cuidados devem continuar”, alerta a Dra. Erika Campana.
A especialista explica que o coração ainda leva semanas para retornar à sua condição normal após o parto. Além disso, o estresse, o cansaço e as mudanças hormonais do puerpério podem sobrecarregar o sistema cardiovascular, especialmente em mulheres com predisposição a problemas cardíacos. A boa notícia é que informação e acompanhamento médico fazem toda a diferença.
“Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física com orientação profissional, evitar o tabagismo, controlar o estresse e realizar consultas regulares são atitudes que ajudam a proteger o coração em todas as fases da vida da mulher”, recomenda a médica cardiologista.
Sobre o Departamento de Hipertensão Arterial da SBC
Criado no início da década de 1980, o Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) é um braço da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) dedicado ao estudo, diagnóstico, tratamento e prevenção da hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como uma das principais referências científicas e institucionais do país, com papel central na organização do conhecimento e na qualificação da prática clínica no Brasil. Atualmente sob a presidência da Dra. Erika Campana, no biênio 2026/2027, o departamento estabelece como missão a prevenção, inovação e educação continuada.
Encontro de Empreendedoras do Elas que Lideram promove networking, conteúdo e homenagem ao Dia da Mulher
O encontro de empreendedoras do Elas que Lideram será realizado no dia 07 de março, às 8h30, no Connect Life Work Trade, na Taquara, reunindo mulheres que desejam crescer profissionalmente, fortalecer seus negócios e ampliar conexões estratégicas
O evento foi criado com o propósito de incentivar o protagonismo feminino no empreendedorismo, oferecendo um ambiente de troca, aprendizado e desenvolvimento. A programação reúne conteúdos práticos, networking intencional e momentos de inspiração, promovendo direcionamento e crescimento real na jornada das participantes.
Mais do que um encontro de negócios, a iniciativa busca estimular novas parcerias, ampliar a rede de contatos e gerar oportunidades entre mulheres que lideram projetos, empresas e iniciativas em diferentes áreas. Nesta edição, o encontro contará também com uma homenagem especial ao Dia Internacional da Mulher, celebrando a força, a trajetória e as conquistas femininas no universo do empreendedorismo e da liderança.
A idealizadora do evento é Bruna Marques, gestora de clínicas e consultórios e especialista em planejamento estratégico para negócios. Bacharel em Direito e formada em Gestão Hospitalar pela Universidade Cândido Mendes (UCAM), Bruna atua auxiliando empresas e profissionais da área da saúde a estruturarem processos, fortalecerem a gestão e desenvolverem estratégias voltadas para o crescimento sustentável.
Com experiência nas áreas administrativa, jurídica e de Customer Success, desenvolveu uma abordagem estratégica focada em organização, performance e expansão empresarial.
Bruna também é fundadora do movimento Elas que Lideram, uma iniciativa que conecta mulheres empreendedoras por meio da fé, do desenvolvimento pessoal e de estratégias de negócios. Para ela, criar ambientes de troca e fortalecimento feminino é essencial para o crescimento de lideranças conscientes e preparadas.
“Negócios sólidos nascem de líderes com visão, propósito e estratégia”, destaca a organizadora.
O encontro será realizado no Connect Life Work Trade, localizado na Estrada do Rio Grande, 868 – Taquara, Rio de Janeiro, espaço que se destaca por receber iniciativas voltadas ao desenvolvimento profissional e à inovação.
As interessadas em participar podem obter mais informações e realizar contato pelo telefone (21) 96947-9398 ou pelo perfil oficial @elasquelideram nas redes sociais.
O encontro de empreendedoras reforça a importância de criar ambientes colaborativos onde mulheres possam aprender, se conectar e crescer juntas, fortalecendo o ecossistema empreendedor feminino.
Serviço
Encontro de empreendedoras – Elas que Lideram
Data: 07 de março
Horário: 8h30
Local: Connect Life Work Trade
Estrada do Rio Grande, 868 – Taquara/RJ
Informações: (21) 96947-9398
Instagram: @elasquelideram
Hospitalidade carioca sob o olhar da liderança feminina
As mulheres já representam quase metade da força de trabalho formal do município, com participação que cresce na gestão hoteleira
No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a hotelaria do Rio de Janeiro tem um motivo a mais para comemorar. Em um setor marcado, historicamente, pela forte presença feminina na base operacional, cada vez mais mulheres assumem o protagonismo na alta gestão de hotéis da capital e do interior do estado. Se antes estavam na recepção, na governança e no atendimento ao hóspede majoritariamente, hoje comandam grandes operações, lideram equipes numerosas, definem estratégias comerciais e impactam diretamente os resultados financeiros.
A hotelaria está entre os maiores empregadores do setor de serviços da capital, segundo o relatório “Panorama da Empregabilidade na Hotelaria”, elaborado pelo Observatório do Trabalho Carioca da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro. O segmento é fundamental para a economia local, gerando cerca de 20 mil postos de trabalho formais na cidade do Rio.
Um dos destaques do levantamento é a participação expressiva das mulheres, que representam aproximadamente 44,7% da força de trabalho formal na hotelaria do município. Outro dado relevante é o nível de escolaridade: as mulheres apresentam, em média, formação mais elevada do que os homens, com maior presença entre os que possuem ensino médio completo e superior completo.
A distribuição de gênero revela que, a cada dez trabalhadores da hotelaria, cerca de 4,4 são mulheres. A maior concentração feminina está na faixa etária entre 25 e 44 anos, que reúne 54,9% dos vínculos ativos. Ainda assim, há presença significativa de jovens entre 18 e 24 anos (12,5%), reforçando o papel da hotelaria como porta de entrada para o mercado formal de trabalho.
Para o presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes, o avanço feminino na alta gestão reflete a profissionalização e a maturidade do setor. “A hotelaria sempre contou com uma forte presença feminina, mas hoje vemos mulheres ocupando posições estratégicas, liderando grandes equipes e influenciando diretamente os resultados dos empreendimentos. Esse movimento fortalece o setor, amplia a diversidade de visões e torna a gestão mais moderna e eficiente. Ainda há desafios, mas estamos avançando de forma consistente”, ressalta.
Os números ajudam a explicar uma transformação que já pode ser percebida na prática — e nas trajetórias de profissionais que vêm abrindo caminhos. Sophie Barbara, gerente geral do Hotel MGallery Santa Teresa, avalia que houve avanços nos últimos anos, mas reconhece que persistem desafios. “Ainda existe uma cultura muito masculina nos cargos de liderança, com a exigência de disponibilidade total, o que impacta decisões corporativas. Para superar isso, é essencial ter inteligência emocional, boa gestão de tempo e humildade para aprender desde a base”, afirma.
No Grand Hyatt Rio de Janeiro, Alexandra Bueno tornou-se pioneira ao assumir a gerência geral não apenas da unidade carioca, mas também da região da América Latina e Caribe. “É uma grande satisfação abrir caminho para outras mulheres em posições de liderança. Meu propósito é dar oportunidades, desenvolver talentos e mostrar que é possível alcançar objetivos profissionais”, destaca.
Laís Vertis, gerente geral do Vila Paranaguá, observa que a representatividade feminina cresceu, mas ainda enfrenta resistências. “O masculino ainda é muito associado ao poder. Minha maior ferramenta para superar essa descrença foi estudar, me aprofundar nos assuntos e argumentar com base técnica. Hoje percebo que muitas pessoas me procuram justamente pela minha capacidade de ouvir, ponderar e dialogar”, explica.
Com mais de duas décadas à frente do Sheraton Rio Hotel & Resort, Sintia Gomes é um dos nomes mais experientes da hotelaria brasileira. “Há 20 anos não era comum ver mulheres em altos cargos de liderança. Hoje, com orgulho, vemos várias mulheres dirigindo hotéis no Rio de Janeiro. Para conquistar esse espaço foi preciso determinação, energia, resiliência e uma rede de apoio. Acreditem no seu potencial e nunca deixem de ser humildes”, aconselha.
Carolina Mescolin, gerente-geral do JW Marriott Hotel Rio de Janeiro, reflete com orgulho sobre a sua jornada como mulher e líder na hotelaria:
“Liderar, para mim, nunca foi apenas ocupar um cargo, mas assumir diariamente a responsabilidade de inspirar pessoas, desenvolver talentos e criar um ambiente em que todos possam ser quem realmente são e alcançar o seu melhor. A liderança feminina traz consigo sensibilidade, escuta ativa, coragem e propósito. É a capacidade de equilibrar resultados com empatia, estratégia com humanidade e firmeza com cuidado. Ao longo da minha trajetória, aprendi que liderar como mulher é também abrir caminhos para outras mulheres, incentivar vozes diversas e valorizar diferentes perspectivas — porque é assim que construímos equipes mais fortes e inovadoras”, explicou.
“No Marriott, tenho a oportunidade de viver uma cultura que valoriza pessoas em primeiro lugar. Isso fortalece minha convicção de que a diversidade e a inclusão não são apenas valores, mas práticas diárias que transformam ambientes de trabalho e impactam positivamente nossos hóspedes, nossas equipes e a sociedade”, completou.
Na serra fluminense, o resort Le Canton é liderado por Mônica Paixão (foto). Ela tem sobrenome de sentimento e entrega ao turismo a mesma intensidade. A executiva comemorou, em 2025, 10 anos à frente do resort, onde entrou como diretora e, desde 2023, assina como CEO – a primeira mulher a ocupar esse posto na história do empreendimento.
“Tenho muito orgulho da carreira que construí no turismo. Fui pioneira, pelo fato de ter sido a primeira mulher a ocupar postos de direção e gerência nesse mercado no estado do Rio. Em todos os hotéis em que trabalhei, desenvolvi projetos de longo prazo. Esse traço autoral, essa escuta ativa característica feminina e essa liderança movida por propósito acompanham toda a minha trajetória”, afirma.
No sul do Estado do Rio de Janeiro, Dona Lili Mello é uma mulher cuja sensibilidade, resiliência e constância transformaram um pequeno sítio em Conservatória, em Valença, no emblemático Hotel Fazenda Vilarejo, referência de acolhimento e afeto há mais de quatro décadas. Ao lado do marido, João Batista, construiu um empreendimento que nasceu como extensão de sua própria casa, guiado por coragem, simplicidade e um cuidado quase maternal com cada detalhe.
Alma do Vilarejo, ela marcou gerações de colaboradores e hóspedes, imprimindo sua maneira generosa de receber, sempre com sorriso aberto e atenção verdadeira. Seu legado ultrapassa o turismo: envolve família, trabalho e cultura, perpetuado hoje pelos filhos e netos que conduzem os negócios, mantendo viva sua essência. Guardiã de memórias, raízes e sonhos, ela segue presente em cada canto do hotel — nas flores, nos gestos e na energia que move o Vilarejo.
Neste mês dedicado às mulheres, a hotelaria fluminense evidencia que o futuro da hospitalidade também é construído por lideranças femininas — não como exceção, mas como força estratégica. Em um mercado cada vez mais competitivo e atento à experiência do cliente, diversidade deixou de ser apenas discurso institucional para se tornar um diferencial de negócio, inovação e resultado. Essas mulheres estão redefinindo a forma de gerir, acolher e transformar o setor
A Paris Fashion Week de inverno acontece até o próximo dia 10
- Evento está sendo considerado um sucesso absoluto e reunirá um total de 68 desfiles e 31 apresentações em showroom
A Chloé, marca famosa por oferecer elegância sem esforço, com peças leves, femininas e confortáveis, é uma das principais atrações do Paris Fashion Week. A diretora criativa Chemena Kamali escreveu que o inverno 2026 da Chloé é sobre como as roupas podem conter emoções e carregar memórias. Segundo ela, é uma reflexão sobre humanidade, empatia e devoção.Vamos por partes, porque elas são muitas.
Na das memórias, temos alguns desdobramentos. O mais evidente são as interpretações de peças ou looks completos que a estilista encontrou nos arquivos da marca. Em sua maioria, da época em que Karl Lagerfeld respondia como diretor de criação (entre meados de 1960 até o início dos anos 1980). Outro ponto de vista mais subjetivo tem a ver com a maneira como o que vestimos é marcado pelo tempo.
Uns amassadinhos aqui e ali, a forma do nosso corpo, uns desgastes em determinadas áreas e as lembranças que ficam registradas nas nossas mentes. Tem ainda um viés social e cultural nessa história: o papel que as roupas desempenham em tradições e rituais populares, como festas ou celebrações folclóricas. Chemena se inspirou em um tanto deles, sobretudo os de regiões europeias.
Tratando-se de Chloé, uma grife conhecida pelo estilo boêmio das décadas de 1960 e 1970, rolam muitas referências ao movimento hippie, com todas suas associações com liberdade, natureza e espírito comunitário. E isso traz algumas novidades para o repertório da estilista.
Há uma abordagem mais natural e menos glamourizada de modo geral – embora a tentativa pareça improvável ou forçada em alguns momentos.
momentos. Além dos vestidos de seda em camadas, dos jeans de cintura alta, das blusas com babados, das capas e dos blazers e jaquetas de proporções infladas, entram em cena uma série de tricôs, camisas xadrez e itens com pegada campestre. Claro, nada é exatamente simples. Pelo contrário.
Devido ao mote da coleção, há uma valorização de processos manuais e, por consequência, humanos. Praticamente todas as peças têm alguma decoração: babados, plissados, bordados, aplicações, acessórios de metal, estampas e por aí vai. Alguns deles, como aquela espécie de cobertura ou capa nos ombros de alguns casacos, são removíveis. Outros são tão pequenos que só podem ser vistos bem de perto (ou com um bom zoom). Todos são feitos artesanalmente.
É muito bem-vinda a intenção de introduzir novos elementos ou direcionar a marca para outros caminhos. Só não vale perder o senso de realidade, nem da pessoa que pode vestir aquele look. Em alguns casos, o espírito livre e a devoção às manualidades parecem sobrecarregados. E assim, a leveza e espontaneidade essencial à garota Chloé parece perdida em meio a folclores.
Fonte: Elle