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Nos últimos meses, as popularmente chamadas canetas emagrecedoras ganharam espaço na mídia e nas redes sociais, tornando-se símbolo de uma nova forma de relacionamento das pessoas com o próprio corpo.
O uso crescente desses medicamentos — especialmente a semaglutida e mais recentemente a tirzepatida — reacendeu discussões sobre a influência do mercado de saúde e beleza na construção de padrões e expectativas sociais. Dados da IQVIA mostram que, entre 2023 e 2025, a procura por esses remédios no Brasil aumentou mais de 200%, revelando que o fenômeno ultrapassa a esfera médica e já atinge a cultura e o comportamento da população.
Embora esses medicamentos representem um avanço significativo no manejo da obesidade, é evidente que seu uso já ultrapassa, em muitos casos, o propósito estritamente médico. Em um país onde mais da metade dos cidadãos apresenta excesso de peso, segundo dados recentes do Ministério da Saúde, substâncias que diminuem o apetite acabam sendo vistas como uma espécie de solução rápida para um problema que é profundamente multifatorial. O perigo, nesse cenário, é transformar um recurso terapêutico em um item de consumo comum — influenciado por apelos estéticos, estratégias de marketing e narrativas de mudança imediata.
A popularização das chamadas canetas emagrecedoras também escancara desigualdades já conhecidas. Enquanto uma boa parte da população esbarra na falta de acesso a serviços básicos de saúde, outra parcela consegue dispor de parte considerável da renda a tratamentos farmacológicos de preço elevado. O corpo, nesse processo, volta a ser tratado como um bem a ser moldado, corrigido e mantido conforme expectativas sociais. Assim, a ideia de saúde acaba sendo substituída por uma busca incansável pela aparência perfeita, o que cria ilusões, pressões e até uma dependência emocional desses medicamentos.
Para pessoas que convivem com obesidade grave, esses novos tratamentos podem representar uma transformação significativa na saúde e no bem‑estar. No entanto, quando estes tratamentos passam a ser utilizados como atalhos para a perda de peso rápida, sem orientação do prescritor ou do farmacêutico, deixam de cumprir seu papel clínico e passam a ser tratados quase como produtos estéticos — que não são e, como tal, devem ser usados somente com acompanhamento.
Diante desse cenário moderno e preocupante, é imprescindível ampliar a discussão. A saúde não pode ser reduzida a um número na balança ou à rapidez nas mudanças aparentes do corpo. Uma abordagem mais abrangente, que considere alterações nos hábitos de vida, nas condições alimentares e nas atividades físicas se faz fundamental para a volta da estética consciente.
Se o corpo passou a ser encarado como um objeto de consumo, talvez a questão mais urgente seja: como recolocar a saúde no centro da conversa em meio a tantas promessas de resultados imediatos?
*Trajano Felipe Barrabas Xavier da Silva é Farmacêutico com graduação em Design de Produ
Beijo com tremidinha: conheça o gloss erótico de jambu
Ingrediente típico da culinária amazônica, o jambu ganhou espaço em lubrificantes íntimos e agora chega aos glosses labiais prometendo mais salivação e sensação de “quero mais” no beijo na boca
O jambu não faz maravilhas só em drinks e num delicioso tacacá. A dormência e o formigamento da planta passou a ser usada no sexo e na masturbação há algum tempo. Por ser considerado um “vibrador natural”, é comum encontrar lubrificantes íntimos e géis excitantes com a planta amazônica na composição. A novidade agora é poder sentir essa explosão toda já no beijo. Nós te apresentamos o gloss de jambu.
Batom e gloss com extrato de jambu não são bem novidade, mas a proposta é buscada pelo pump que aumenta os lábios. A mudança está no apelo erótico adotado pelas marcas de produtos íntimos, que passaram a lançar glosses de jambu para aumentar a sensibilidade do beijo na boca, movimento ainda pouco explorado.
Já são dois produtos disponíveis no Brasil. O Jambuze, da Good Vibres, foi lançado no fim de 2025 como gloss multifuncional para levar na nécessaire e quebrar com a ideia de que produtos eróticos precisam ficar “escondidos”. O efeito começa quase imediatamente e é liberado aos poucos durante o beijo.
“Queríamos sair do óbvio e trazer essa provocação sensorial. Além disso, o estímulo do jambu muda, o que cria uma experiência diferente a cada uso”, explica Clara Bochner, assistente de produtos da marca.
Lançado no Carnaval passado, o Siricutico, da Dona Coelha, transfere a vibração para a boca da outra pessoa assim que o beijo começa. A marca escolheu o Carnaval para mostrar ao que veio: somar no clima de flerte e pegação da folia.
“Nossa ideia é incentivar que as pessoas se beijem mais, e o Siricutico serve para dar um gás no beijo na boca e em outras áreas erógenas”, explica a CEO do sex shop, Natali Gutierrez.
Qual é a proposta do gloss de jambu?
Os glosses de jambu têm a proposta de dar um quê a mais no beijo e deixá-lo mais divertido. A vibração dos lábios é transferida para a outra boca ou parte do corpo que estiver beijando — sim, até na área íntima. Na prática, isso também significa um beijo mais molhado — já que o jambu estimula a salivação — e lábios mais sensíveis.
A dormência acontece por conta do alto teor da substância química espilantol que, ao entrar em contato com a saliva e a mucosa, estimula as terminações nervosas e aumenta a microcirculação de onde for aplicado.
O jambu é típico do Pará e, por isso, muito presente na culinária local — em pratos como tacacá, tucupi e arroz paraense, além da cachacinha de jambu. Ou seja: dá para dizer que a erva além de um tesouro nacional, virou uma arma secreta perfeita para apimentar o momento a dois (ou mais).
Há estudos recentes que apontam para uma tendência de declínio no beijo na boca, por motivos que vão de falta de tempo, desinteresse por causa da rotina ou mesmo pela diminuição de convivência em ambientes sociais e de relações íntimas.
Outro chamariz são a praticidade e o preço: produtos líquidos tendem a ter melhor custo-benefício por serem duráveis e terem preços mais acessíveis. É possível encontrar opções interessantes e seguras que custam entre R$ 50 e R$ 100. Ou seja, é perfeito para quem não consegue gastar muito dinheiro com vibradores e outros sex toys, mas tem curiosidade em experimentar novas sensações.
Fonte; Marie Claire
A história de Daniela Andrade: jornalista, publicitária e fundadora da Utilità
Há 30 anos, Daniela Andrade divulga negócios e conecta pessoas. Como fundadora e editora de um veículo de comunicação (revista impressa/digital e portal utilitaonline.com.br), há dez anos também começou a dividir seu conhecimento profissional palestrando em eventos e treinando equipes. Recentemente lançou um blog com histórias de empreendedorismo (clique aqui e leia).
Com 53 anos, filha mais velha de três irmãos e mãe de duas meninas, seus pais se mudaram para o Recreio em 1981, quando tudo ainda era mato e estrada de barro. A região era grande em extensão e pequena em população e desenvolvimento comercial. Agora em 2026, completa 45 anos vivendo e amando esse lugar.
Daniela faz parte de uma família de educadores: mãe, tios, primos, e — talvez por herança e influência — na adolescência fez curso de formação para professora e embarcou na educação infantil, dando aula para crianças por sete anos. Enquanto era professora, também fazia faculdade de Comunicação Social, com especialização em publicidade e jornalismo.
Em 1996, ainda na faculdade, acompanhou o boom de desenvolvimento da região oeste e percebeu a dificuldade que os moradores do Recreio tinham de encontrar serviços inaugurados no bairro. Foi aí que teve a ideia de criar um guia de serviços, uma revista impressa que reunia informações de vários empreendimentos locais — e que logo se tornou um dos principais veículos de comunicação local, passando a ser também um portal em 2008.
Utilità
Em 2016, além de divulgar os negócios na revista impressa e no portal da Utilità, percebeu que também ajudava os empreendedores com sua expertise em comunicação e gestão de negócios. Então resolveu estudar de que forma poderia se posicionar como uma profissional que ajudaria verdadeiramente outros empreendedores.
Fez diversos cursos, teve mentores e, enfim, formatou em 2017 uma solução: uma mentoria para mulheres empreendedoras. Nesses nove anos foi mentora de mais de 350 mulheres e realizou mais de 2 mil horas de mentoria, com foco na comunicação integrada, gestão comercial e planejamento estratégico.
Em 2020, também lançou seu primeiro podcast e, de lá para cá, foram mais de 350 entrevistados nos programas “O poder da comunicação”, “Conexão Dani” e “UtilitàCast”. Em setembro de 2025, lançou uma campanha de 30 anos da marca e da carreira. Entre as ações, um destaque para a produção de 15 revistas digitais da Utilità e 15 eventos, um a cada mês, além do lançamento do programa web TV Utilità, livros com o metódo criado por ela, “O poder da comunicação “, contando sua história e a de outros empreendedores.
Seja através da divulgação, da capacitação ou do networking, seu objetivo é ajudar a gerar mais visibilidade e autoridade para os clientes, ajudando-os a contar as suas histórias. Daniela acredita que a melhor história que alguém tem para contar é a sua!
Para acompanhar o trabalho dela é só seguir o perfil no Instagram:
@danielaadradecomunicacao. E se quiser se conectar envie mensagem para o WhatsApp: (21) 99915-1380.
Por trás do balcão: como mulheres que trabalham em bares se defendem do assédio
Elas são constantemente vítimas de assédio por parte de clientes e de colegas de trabalho. Uma de suas principais ferramentas para lidar com as importunações sexuais é a denúncia. Conheça aqui algumas histórias
“Fui ajudar uma amiga em um bar. Precisei ir até o estoque e, lá, sozinha, fui coagida. Um cara me agarrou e me beijou à força. Fiquei imóvel, sem saber o que fazer. Quando ele me soltou, falou que sempre quis sair comigo. Respondi que estava ali só para trabalhar e que ele estava entendendo as coisas errado.”
Essa é só uma da várias histórias que Stephanie Marink, mixologista e uma das sócias do Espaço 13, localizado no Bexiga, região central de São Paulo, guarda na memória sobre casos de assédio sexual pelos quais já passou em sua experiência de trabalhar em bares.”Tinha 18 anos quando isso aconteceu. Não tinha noção dessas coisas e de que poderia ter denunciado. Não estávamos no auge das discussões para que eu soubesse que isso poderia ser feito. Hoje, com 33 anos, seria diferente”, ela diz.
Os números confirmam que as experiências de Stephanie são uma realidade para muitas outras mulheres. Uma pesquisa realizada apenas na cidade de São Paulo pela Rede Nossa São Paulo e publicada em março de 2021 mostrou que 7% das mulheres ainda veem os bares e as casas noturnas como lugares de risco para serem assediadas, só perdendo para o transporte público (52%) e as ruas (20%).
Stephanie não apenas sofreu casos de assédio sexual, como também já presenciou e até evitou que mulheres que frequentam seu balcão passassem por algo do gênero. Como uma vez em que colocou um cliente para fora do seu bar.
“O cara estava sentado na minha frente e disse que precisaria de um favor. Falei ‘claro, como posso te ajudar?’. Ele respondeu que me daria 50 reais para que eu aumentasse as doses de bebida alcoólica no copo de uma menina para que ela ficasse mais louca e saísse com ele. Na hora, educadamente, respondi ‘quero que você se retire agora do meu bar’. E depois, quando vi a menina indo ao banheiro, fui atrás dela para avisar o que tinha acontecido e para que ela tomasse cuidado”, relata.
“Ele foi embora, mas não sem antes ficar me enfrentando, chamando pelo dono do bar. Respondi que eu era a dona e queria que ele saísse imediatamente. Quer dizer, por eu ser mulher e estar servindo não posso ser a proprietária do bar? Isso acontece direto.”
A conquista do balcão de bares pelas mulheres não é algo recente. A primeira a se destacar por seus coquetéis foi a inglesa Ada Coleman, ou Coley, que, no início do século XX e com apenas 24 anos, comandou o bar do icônico Savoy Hotel, em Londres, por duas décadas.
Mesmo com grandes destaques, ainda hoje, os bares e a noite estão relacionados a um trabalho masculino e, consequentemente, a um pensamento muito machista. Não há números que mostram quantas barmaids comandam balcões pelo país. No entanto, o que é possível afirmar é que o setor de bares e restaurantes tem, em sua maioria, mulheres na operação.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC), estima-se que existam 5,5 milhões de trabalhadores no setor de bares e restaurantes e, destes, 55% seja representado por mulheres.
Mesmo com a presença feminina dominante na operação, esses espaços ainda são muito hostis para elas, seja por seus corpos como objetos de desejo, seja também pelo questionamento de suas competências, uma vez que sempre é preciso lidar com uma cobrança redobrada de seus trabalhos.
Essa combinação explosiva faz com que elas sejam a linha de frente de muitas experiências que, por vezes, desejavam ficar esquecidas. Ganhadora de prêmios nacionais e internacionais na coquetelaria, Stephanie tem que constantemente reforçar sua posição. “No primeiro campeonato do qual participei, tive que escutar de um cara ‘só ganhou porque é mulher’.”
Cantadas e mais cantadas
Comentários desagradáveis são uma constante na vida dessas profissionais. “Escuto direto “nossa, você está muito sexy hoje”. Esses dias, um cliente já conhecido do bar falou “você poderia fazer Xvídeos para tirar uma grana e ficar pelada fazendo gim tônica”. Respondi que não concordava que, pelo fato de ser mulher, deveria fazer isso. Como a gente deve agir? Somos habituadas a ficarmos quietas e em uma posição tão oprimida que é difícil saber o que falar. Acabamos convivendo com essas situações porque, muitas vezes, não se tem escolha”, diz a mixologista.
A importunação com cantadas e propostas inconvenientes também é constante na vida da barmaid Alessa Maga. Atualmente morando em Lisboa, a carioca de 46 anos já perdeu as contas de quantas vezes ouviu comentários desse tipo. Como tática, ela diz que assume um comportamento mais sério para se proteger. “Sou muito simpática e, aqui em Portugal especialmente, muitos já confundiram achando que estava dando mole. Por isso fico mais fechada”, diz.
Mesmo assim, as lembranças incômodas de assédio são inúmeras. “Estava levando os drinks para a mesa de um grupo de homens. Percebi os olhares, cochichos e conversas sobre mim. Depois um deles veio pedir o telefone com a desculpa de que ‘quem sabe eu poderia fazer drinks para ele’. Fiquei desconfortável, falei que não daria o número e sai.”
Outra situação em que Alessa se sentiu incomodada foi quando um homem a esperou do lado de fora do bar para abordá-la na hora em que ela saísse. “Foi muito ruim. Tive que falar que ele estava se exaltando, que não queria ficar com ele e que não estava entendendo porque me esperava ali.”
A falta de apoio dos chefes e locais onde trabalham a deixam com medo de denunciar. “Às vezes, a gente tem que fingir que não ouviu. Não pode falar na frente do cliente senão perdemos o emprego”, diz.
“O medo é sempre nosso”
Para Carolina Oda, consultora em hospitalidade e bebidas e comunicadora, esse é um dos pontos mais difíceis de se lidar: o medo. “Nosso mercado é muito pequeno e ainda masculino, todo mundo se conhece. Quem vai comprar uma briga e denunciar um cara que, às vezes, é um dos grandes da área? No final, eles se protegem e a gente briga porque somos nós, mulheres, que sempre precisamos achar um caminho para saber como lidar com esse problema. O medo é sempre nosso.”
Ainda hoje Carolina sente o trauma de um caso de assédio sexual pelo qual passou em uma sessão de massagem em um salão de beleza paulistano. Mesmo com um boletim de ocorrência, seu agressor não foi punido. “A impunidade é um gatilho muito forte para mim. Sinto exatamente a mesma sensação no corpo de quando fui fazer o B.O. Meu peito fica manchado, os dedos formigam, sinto taquicardia”, diz. Mesmo assim, a consultora reforça a importância de todas as mulheres denunciarem. “É a única possibilidade de fazermos algo para mudar essas situações.”
Ela relembra um caso do começo da carreira, quando era garçonete em um bar de cervejas. “Virei para pegar uma bebida para um cliente e ele falou “isso, vai lá pegar uma cerveja para mim” e deu um tapa na lateral das minhas nádegas. Eu era muito inexperiente naquela época”, conta.
Isso, no entanto, não acontece apenas com clientes, mas também com colegas de profissão. “Um deles, famoso que já se posicionou contra assédios, passou a mão nas minhas nádegas duas vezes. Quando eu vi ele falando uma vez que era contra isso, tive o mesmo gatilho no meu corpo porque nada acontece com essas pessoas. Ele se posiciona como santo e faz outra coisa.”
Em mais um caso do qual Carol se recorda, foi contratada como consultora de um bar em São Paulo e começou a receber mensagens com segundas intenções. “Esse cara que me contratou estava fazendo um curso de fotografia e, certa vez, era uma hora da manhã, ficou me mandando mensagem dizendo para eu ir na casa dele, que queria fazer foto minha.
E ainda completou ‘e vem de fio dental que eu consegui ver, naquela reunião, que você estava usando’. Como ele não conseguiu o que queria, fala mal de mim no mercado. Isso acontece muito em consultoria: contratam o meu trabalho, mas acham que podem sair comigo porque a relação fica mais próxima.”
Reforçando o coro dessas profissionais está a barmaid Luisa Saito, de 24 anos, que trabalha no bar Nu I Cru, na Barra Funda, zona oeste da capital paulistana. “Para nossa infelicidade, essa é uma área dominada por homens que não entendem o que é ser mulher em um mundo machista. Aprendi a lidar a minha vida toda com isso. Quando algo acontece, sou bem seca, corto na hora e até bato boca ou tiro onda com os caras, dependendo da situação.”
Ela se lembra de uma vez, quando começou a trabalhar na coquetelaria, que tinha receio de ser a única mulher no bar. “Nessa época, teve uma situação com um cliente que ficou falando com as atendentes, passando a mão nas costas, na cintura, e nenhuma de nós se sentia à vontade para se defender ou avisar algum dos sócios, pensando que não ia adiantar de nada.”
Hoje, isso seria diferente. “Meu lugar de conforto é com o balcão entre eu e o cliente. Pode falar desaforo que a gente rebate, mas não chega perto e muito menos encoste em mim. Se for para trabalhar num bar em que o dono prefira que eu aceite desaforo, principalmente de homem machista, esse não é um lugar onde quero estar. É sobre priorizar a mim e a minha saúde mental. Se tiver que achar outro lugar para trabalhar, a gente corre atrás!”, finaliza.
Fonte: Marie Claire
Paula Vanessa: uma trajetória de superação, fé e sucesso no Rio de Janeiro
No coração do Rio de Janeiro, destaca-se a trajetória inspiradora de Paula Vanessa Araújo Guedes — mulher multifacetada que conquistou espaço como multiempresária, influenciadora digital, escritora e bispa. Sua história vai além do empreendedorismo: é um testemunho de resiliência, fé e coragem diante das adversidades.
Órfã de pai desde os dois anos de idade, vítima da violência que marcava a comunidade de Vila Norma, em São João de Meriti, Paula poderia ter se rendido às dificuldades. No entanto, escolheu o caminho oposto: transformou a dor em força e construiu sua vida sobre os pilares da determinação, da esperança e da fé.
Criada pela mãe e pela avó materna — suas maiores referências de amor e espiritualidade — iniciou sua jornada missionária aos 12 anos, levando alegria e a palavra de salvação às comunidades da Baixada Fluminense. Hoje, ao lado do marido, Rodrigo Guedes, exerce o chamado pastoral como bispa, impactando milhares de vidas.
Apesar do sonho inicial de seguir a carreira de delegada, foi no turismo que Paula encontrou sua verdadeira paixão. Formou-se em Direito em 2004, mas percebeu durante o estágio que sua vocação estava em outro caminho. Determinada a trilhar a própria rota, em 2008 fundou sua primeira empresa, a TAE TRANSFER, que evoluiu para a PHAM TURISMO.
Tornou-se, então, uma das mulheres pioneiras no setor no Rio de Janeiro, oferecendo experiências exclusivas que vão de passeios de helicóptero, cruzeiros internacionais e hospedagens de charme até serviços executivos de transporte e pacotes personalizados dentro e fora do Brasil.
“Minha missão é mostrar que, com fé e determinação, é possível transformar dor em propósito e desafios em vitória.”
Com sua visão inovadora, Paula não parou por aí. Criou o Método CEC – Confiança para Empreender e Crescer, no qual atua como psicanalista, mentora e palestrante, capacitando mulheres e empresários a desenvolverem habilidades em liderança, networking, gestão financeira e de tempo. Já ajudou a desbloquear o potencial de mais de 2.000 pessoas, tornando-se referência em transformação pessoal e profissional.
Agora, dá mais um passo em sua trajetória como escritora. Em breve, lançará o livro “Rasgando o Silêncio” , obra em coautoria em que revela pela primeira vez experiências nunca compartilhadas em suas redes, palestras ou no altar. Um projeto que promete impactar e libertar vidas por meio da verdade e da vulnerabilidade.
Paula Vanessa é, sem dúvida, uma história viva de superação e inspiração — um exemplo de que é possível transformar obstáculos em degraus rumo a um propósito maior.
Para acompanhar a trajetória de Paula, siga seu perfil no Instagram: @paulavanessaof.
Raquel Ferreira: confeitaria como arte, memória e emoção
Há sete anos, Raquel Ferreira constrói uma trajetória empreendedora marcada por técnica, sensibilidade e constante reinvenção
À frente da marca Raquel Ferreira Chef Patisserie, ela encontrou na confeitaria fina um espaço onde sabor, estética e emoção caminham juntos. Em um mercado altamente competitivo, o maior desafio foi se destacar sem abrir mão da excelência. A resposta veio por meio do estudo contínuo, da busca por novas técnicas e da valorização de ingredientes de alta qualidade.
“Para mim, a confeitaria é uma linguagem afetiva, capaz de conectar pessoas e transformar momentos comuns em celebrações memoráveis”, acredita.
Cada criação é pensada de forma personalizada, respeitando a identidade do cliente e o significado do evento. Seu trabalho une precisão técnica, apresentação impecável e sabores que despertam lembranças e emoções.
A trajetória da empreendedora é marcada por evolução constante, persistência e dedicação absoluta ao detalhe. De um sonho que começou de forma artesanal, Raquel consolidou um negócio que hoje é referência em doces sofisticados, entregando experiências que encantam pelo sabor e pela estética.
Para acompanhar o trabalho de Raquel Ferreira, siga o Instagram: @raquelferreirachefpatisserie ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 96410-5868.
Encontrar quem combina com você continua sendo um desafio para os solteiros
Levantamento revela que afinidade ainda é a prioridade na hora de escolher alguém para se relacionar
A maioria das pessoas concorda que é mais fácil criar um vínculo com alguém que compartilha os mesmos hobbies e preferências culturais – e isso não é só uma questão de opinião, mas um fato provado em números. Segundo uma pesquisa recente do aplicativo de relacionamentos Inner Circle, que levou em consideração 2.395 ouvintes, 45% das pessoas consideram que os interesses em comum costumam ser o ponto de partida para criar uma conexão verdadeira com outra pessoa.
Quando questionados sobre os fatores que mais pesam na hora de se conectar, o alinhamento de valores e visão de mundo lidera, citado por 57,8% dos participantes. Na sequência, aparecem estilo de vida parecido (56%), interesses em comum (50,1%) e objetivos semelhantes, como ter filhos ou morar fora do país de origem (42,9%). Ao contrário do que muitos imaginam, fatores como aparência física (26,2%), localização geográfica (23,6%) e condição socioeconômica (19,9%) ficaram bem atrás na lista.
Mesmo assim, transformar essa prioridade em realidade não é tão simples. Apenas 39% dos entrevistados disseram que conseguem encontrar com frequência pessoas que compartilham seus interesses e valores, enquanto 44% afirmaram que isso acontece só de vez em quando e 15% raramente ou nunca. “Não é uma questão de falta de autoconhecimento. As pessoas sabem o que ajuda na hora de se aproximar e criar um vínculo. O problema é que, no dia a dia, os caminhos para chegar até essas pessoas ainda são limitados”, comenta Ramone Gigliotti, gerente de Marketing do aplicativo no Brasil.
Círculos: comunidades de afinidade dentro e fora do app
Para mudar esse cenário, o Inner Circle lançou os Círculos, comunidades dentro do app que reúnem solteiros com interesses, rotinas e estilos de vida semelhantes, da corrida aos festivais, da leitura ao samba de domingo. Esses grupos já existiam fora das telas, mas agora têm mais chances de se cruzar no lugar certo e na hora certa. Ao entrar em um Círculo, o membro passa a visualizar perfis que vivem o mundo de forma parecida e pode participar de eventos presenciais organizados especialmente para aquela comunidade. Um exemplo é o Meet & Drink do Condado Faria Lima, pensado para quem frequenta o bairro do Itaim, em São Paulo, um happy hour com chopp gelado, samba e conversas animadas.
Entre os primeiros grupos disponíveis, estão o Run in Love (corrida), Clube da Cultura, Crossfitters, Expatriados, Clube da Altinha, Samba & Cerveja e Pais de Pet. Existem Círculos abertos e privados, em que é preciso um código de acesso para entrar, e, a depender do grupo, eles estão disponíveis tanto nacionalmente quanto em algumas cidades selecionadas.
Blended connections: o melhor dos dois mundos
Apostar nessa abordagem phygital, que combina a força do offline com a praticidade do online, também se baseia em dados. Embora 53% dos participantes digam preferir fazer conexões em ambientes físicos, como festas e eventos, uma parcela significativa (34%) afirma ter interesse em criar novas conexões por meio de grupos com afinidades (online ou offline) ou por aplicativos e plataformas digitais de relacionamento.
“Existe uma discussão sobre a suposta ‘exaustão’ com apps de relacionamento, mas, na nossa visão, essa é uma simplificação da realidade. Assim como o trabalho, o ensino e o consumo de entretenimento se tornaram híbridos, criar conexões também está passando por essa transformação. Não se trata de offline versus online, mas de promover uma experiência contínua, o que temos chamado de blended connections”, analisa Ramone.
Sobre a pesquisa
O levantamento é parte de um estudo conduzido pelo Inner Circle para compreender de forma mais profunda como as pessoas constroem conexões e quais fatores mais influenciam o início de um relacionamento. A pesquisa teve abordagem quantitativa e foi realizada por meio de formulário online entre julho e agosto de 2025, reunindo 2.395 respondentes de todas as regiões do Brasil.
Vozes & Conexões realizará edição especial do mês da mulher
Instagram: @vozesecomexoesfemininas
Priscilla Furlan: conexões que fortalecem mulheres e negócios
O empreendedorismo feminino ganha cada vez mais força no Rio de Janeiro, e um dos maiores símbolos desse movimento é o Clube das Empresárias, presidido pela Priscilla Furlan. O projeto se consolidou como um dos principais ecossistemas de conexão, visibilidade e desenvolvimento para mulheres empreendedoras, oferecendo suporte, networking estratégico e ferramentas exclusivas para impulsionar negócios liderados por mulheres.
Quem é Priscilla Furlan
Bacharel em direito e empresária, Priscilla Furlan construiu sua trajetória com coragem, resiliência e propósito. Especializada em soluções jurídico-empresariais que fortalecem o crescimento e a segurança de empresas lideradas por mulheres, ela é também a idealizadora do primeiro aplicativo de descontos voltado exclusivamente para o público feminino. Sua jornada no empreendedorismo feminino é marcada por inovação, impacto social e o desejo genuíno de abrir portas para outras mulheres.
“Acredito que empreender é uma ferramenta poderosa de transformação. Minha missão é criar soluções que gerem impacto, incentivem conexões e ampliem as oportunidades para outras empreendedoras” , destaca Priscilla.
Reconhecimento e trajetória
Ao longo de mais de 11 anos de atuação com o Clube das Empresárias, Priscilla soma experiências como mentora, palestrante, colunista da Revista Utilità e embaixadora do Empreende Rio. Sua liderança já lhe rendeu destaque em entrevistas, participação em mais de 100 palestras e consultorias empresariais, além do Columbus International Award 2025, reconhecimento internacional de liderança feminina.
O que é o Clube das Empresárias
O Clube é um ambiente inovador criado para reunir empreendedoras de diferentes áreas com o objetivo de gerar conexões estratégicas, compartilhar experiências e impulsionar negócios de forma colaborativa. A proposta é oferecer um networking de qualidade aliado a um ecossistema completo de desenvolvimento profissional e pessoal.
As integrantes do clube têm acesso a:
• Formações especializadas;
• Imersões transformadoras;
• Jornadas de crescimento;
• Ciclos de aprendizado contínuo;
• Mentorias direcionadas;
• Workshops, masterclasses e vivências inspiradoras.
Tudo é pensado para fortalecer marcas, ampliar redes de contato e alavancar resultados.
App Clube das Empresárias
Entre as inovações apresentadas por Priscilla Furlan, está o aplicativo Clube das Empresárias Rio de Janeiro, uma ferramenta digital que conecta empresas e mulheres empreendedoras em um ambiente seguro e colaborativo. O app oferece descontos exclusivos, vantagens para associadas e empresas cadastradas, além de estimular negócios entre as participantes.
“Mais do que negócios, o clube é um movimento de união, colaboração e crescimento para todas que acreditam no poder do protagonismo feminino.”
Um movimento que inspira
Com uma liderança inspiradora e uma rede cada vez mais consolidada, o Clube das Empresárias se tornou referência no fortalecimento do empreendedorismo feminino. Mais do que um espaço de negócios, é um movimento que promove transformação, visibilidade e protagonismo para mulheres que querem crescer e prosperar juntas.
Clube das Empresárias
Instagram: @clubedasempresariasrj e @drapriscillafurlan
Saiba mais e faça parte: (21) 96657-7458
Mulheres na estrada: dez dicas para quem deseja viajar sozinha
Saiba como escapar de micos no caminho e aproveitar ao máximo sua viagem solo com os conselhos e descobertas de viajantes experientes
Conhecer novos lugares, culturas e pessoas são alguns dos grandes prazeres proporcionados pelas viagens. Mas não é sempre que a gente vai encontrar companhia para encarar todas as aventuras possíveis. Ou, talvez, você prefira viajar sozinha – fazer a programação que quiser, ter a liberdade de mudar de ideia a hora que bem entender e conectar-se consigo mesma são experiências que valem a pena ser vividas.
Para diversas mulheres, no entanto, a viagem solo pode ser um sonho que vem acompanhado de um certo medo. Dúvidas sobre o destino, a hospedagem e, principalmente, a segurança costumam surgir. Mas não há nada que um bom planejamento e alguns cuidados não possam solucionar.
“Minha primeira viagem foi instigada muito pelas redes sociais e essa vontade de conhecer o mundo e de entender que eu sou capaz de fazer isso sozinha, apesar do medo, que é inerente”, conta a advogada Tiffany Sousa, de 23 anos. Tiffany planejava encontrar a sua família em Buenos Aires, mas, antes, fez uma passagem solo pelo Uruguai.
“Desde criança eu desejava conhecer novas culturas e diferentes lugares. Quando passei a ter minha independência financeira, vi que poderia acessar aqueles locais. Em alguns casos, eu chamava as pessoas e ninguém estava disponível ou queria marcar para depois. Mas eu acompanhava muito conteúdo de mulheres que viajavam sozinhas e pensei: ‘Por que não?’”
Para inspirar você também a fazer sua viagem solo, convidamos as criadoras de conteúdo Iriane Veloso (@amarmarianomar), Sylvia Barreto (@viajaresimples), Tiffany Sousa (@vaitiffany) e Ariane Marques (@deusaari) para compartilhar as melhores dicas para mulheres que querem pôr o pé na estrada.
1 – Explore a cidade
Ao viajar desacompanhada você pode conhecer diferentes pessoas, mas a premissa é que você vai realizar grande parte das atividades sozinha. Por isso, começar a sair sem ninguém um período antes da viagem ajuda você a se habituar com essa configuração. Você pode ir ao cinema, conhecer um restaurante novo, ir a exposições, ao parque ou até a festas, para entender como age nos lugares sozinha, o que a incomoda ou agrada. Construir uma boa relação com a própria companhia é fundamental para curtir o período solo.
2 – Entenda qual é a sua praia (ou campo ou cidade)
No momento de planejar o roteiro e entender quanto tempo você deseja passar em cada lugar, é importante entender qual o seu estilo de viagem e o que é inegociável para você. Vale questionar se você prefere lugares mais conectados com a natureza ou cidades com diferentes programações. Outro ponto é compreender as suas prioridades como viajante. Se você deseja economizar em hospedagem e conhecer novas pessoas, hostels podem ser uma boa opção.
3 – Comece com viagens curtas
A primeira aventura solo pode causar diversos anseios e, por isso, começar com viagens curtas pode ajudar a ganhar confiança. Uma ida à praia, a alguma cidade histórica ou um destino de turismo ecológico são algumas das opções. Por estar mais perto dos locais que você conhece e da sua rede de apoio, você pode se sentir mais segura para dar os primeiros passos. Outro ponto importante é reservar hospedagem perto de regiões centrais e movimentadas ou próxima dos locais que você deseja conhecer.
4 – Procure relatos de outras viajantes
No momento de escolher o destino da sua viagem, além das informações de guias turísticos e reportagens, pesquise depoimentos de outras viajantes que já foram para aquele lugar. Nas redes sociais, é possível encontrar dicas de passeios e hospedagem, além de dados sobre a cultura local e o quanto aquele destino é recomendável para mulheres que viajam desacompanhadas. No mundo ideal, uma mulher deveria poder explorar sozinha qualquer canto que quisesse, mas é preciso ter precaução e colocar a segurança em primeiro lugar.
5 – Faça um planejamento financeiro e tenha uma reserva de emergência
Viajar pode parecer fora da realidade ou muito caro para diversas pessoas, mas estabelecer prioridades no orçamento pode ajudar a transformar esse sonho em realidade. Além da passagem e da hospedagem, o planejamento precisa prever outros gastos, como o transporte e a alimentação no local, e também estabelecer como o pagamento será feito, se vai ser à vista ou parcelado o cartão de crédito. Outra dica importante é ter uma reserva de emergência. Esse cuidado é útil em diversas situações.
6 – Monte uma bagagem funcional
Evitar o excesso de bagagem vai facilitar muito seus deslocamentos. Opte por peças versáteis, que podem ser utilizadas de diferentes maneiras. Carregue sempre um cadeado para trancar as suas coisas, principalmente se você for se hospedar em hostels. Lembre-se de levar itens básicos de primeiro-socorros e remédios para dores gerais, como dor de cabeça e enjoo. Além disso, vale usar pochetes ou doleiras para guardar documentos, cartões e dinheiro.
7. Compartilhe seu roteiro com pessoas de confiança
Pode ser um familiar, o cônjuge ou uma amiga – ou, melhor ainda, todas as opções. O importante é ter pessoas de confiança para compartilhar as informações do seu roteiro e se assegurar de que elas estarão te acompanhando durante o período da viagem.
8 – Conecte-se com outras viajantes solo
Viajar sozinha é também uma maneira de fazer novas amizades. E aí vale o bom senso: não dá para ir se abrindo logo com todo mundo nem desconfiar de todos a sua volta. No geral, evite falar que você está viajando sozinha e, se sentir algum tipo de movimentação estranha, se retire ou peça ajuda. Locais como hostels e passeios em grupo podem ser boas opções para conhecer novas pessoas, já que você encontrará outros viajantes solo com interesses em comum. Além disso, ao pesquisar sobre o destino, você pode entrar em contato com outros viajantes e tirar dúvidas sobre o local que você deseja visitar e, assim, começar novas conexões.
9 – Atenção com bebidas alcoólicas
Sozinha e longe de casa: definitivamente essa não é a melhor hora para meter o pé na jaca. Não use nada que vai alterar sua consciência. Se você tiver acostumada a tomar uma taça de vinho, por exemplo, tudo bem, mas evite beber muito. Quando você está com a consciência alterada – não precisa nem estar bêbada – não percebe algumas coisas. E é importante se manter ligada. Opte por bebidas lacradas e que você mesma abriu e não aceite bebidas, alcoólicas ou não, nem alimentos de estranhos ou recém-conhecidos.
10 – Aproveite a liberdade
A viagem solo é sobre liberdade. Esse é o momento em que você pode escolher seu destino, programação, horários, alimentação e se quer ou não permanecer sozinha durante esse período. Você consegue, enfim, se conectar com o seu desejo, seja ele acordar mais cedo para caminhar na praia ou passar o dia inteiro em museus. E essa autonomia é um grande aprendizado. Descoberta, por sinal, é a palavra que resume muito dessa experiência.