Categorias
Amor & Sexo (10) Beleza (34) Carreira & negócios (92) Colunistas (23) Comportamento (25) Cultura (9) Festas e eventos (24) Gastronomia (11) Maternidade (31) Moda (26) Saúde & Bem-estar (72) Sem categoria (7)Verão e câncer de pele: por que ainda subestimamos os riscos da exposição solar?
Com a chegada do verão, a exposição ao sol se intensifica e, com ela, aumentam também os riscos para a saúde da pele. O câncer de pele é o tumor mais frequente no Brasil e responde por cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos, com mais de 220 mil novos casos ao ano, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ainda assim, a gravidade da doença passa despercebida por grande parte da população. Isso ocorre porque os danos causados pela radiação ultravioleta são cumulativos e de evolução lenta, o que dificulta a percepção imediata do risco e leva muitos a negligenciar medidas simples de proteção.
A doença se divide em dois grandes grupos, com comportamentos distintos. O câncer de pele não melanoma, o mais comum no país, costuma aparecer em pessoas de pele clara, indivíduos mais velhos ou quem passou muitos anos exposto ao sol. Quando descoberto cedo, tem mais de 90% de chance de cura. Já o melanoma, embora menos frequente, é muito mais agressivo e exige atenção imediata. Ele pode surgir como uma nova pinta ou como uma mancha previamente existente que começa a mudar rapidamente. A confirmação diagnóstica é feita por biópsia, etapa essencial para definir o tratamento adequado e iniciar a intervenção no momento certo.
Reconhecer mudanças suspeitas é um passo decisivo para evitar atrasos no diagnóstico. Por isso, depois de entender como cada tipo de tumor pode se manifestar, vale observar a pele com atenção utilizando a regra do ABCDE, uma ferramenta simples e eficiente, adotada mundialmente para identificar sinais de alerta. A letra A corresponde à assimetria, B indica bordas irregulares, C refere-se à variação de cor, D aponta para diâmetro acima de 6 milímetros e E representa evolução, qualquer mudança rápida em formato, tamanho, cor ou sintomas. Além desses critérios, é importante ficar atento a lesões que sangram, doem, coçam ou não cicatrizam. Áreas menos lembradas, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e plantas dos pés, também devem ser avaliadas.
A exposição solar acumulada ao longo da vida permanece como o principal fator de risco. E não se limita ao sol da praia: caminhadas rápidas, deslocamentos diários e até o braço apoiado na janela do carro contribuem para o dano contínuo. Pessoas de pele clara, quem já teve câncer de pele e indivíduos com histórico familiar devem redobrar os cuidados. Entre os fatores adicionais de risco está o bronzeamento artificial, que utiliza radiação ultravioleta em intensidade elevada e, por isso, pode aumentar significativamente a chance de desenvolvimento de tumores, motivo pelo qual seu uso não é recomendado pelas principais sociedades médicas.
A proteção precisa fazer parte da rotina. Usar diariamente um protetor solar com FPS acima de 30, aliado a barreiras físicas como roupas com proteção UV, óculos escuros e bonés, além do cuidado de evitar o sol entre 10h e 16h, compõe um conjunto de medidas simples e muito eficazes para reduzir o risco. Também vale esclarecer um mito bastante comum. O protetor solar não interfere na produção adequada de vitamina D, pois a exposição leve e involuntária que acontece durante as atividades do dia já garante os níveis necessários para o organismo.
Quando o câncer de pele é identificado no início, o tratamento costuma ser mais simples e apresenta melhores resultados. Nos casos de tumores não melanoma, a remoção cirúrgica costuma ser suficiente e, em áreas mais delicadas, a técnica de Mohs permite retirar apenas o tecido afetado, preservando ao máximo a pele saudável. Já o melanoma exige uma avaliação mais detalhada porque pode se espalhar para outros órgãos. Para mapear possíveis áreas comprometidas, exames como tomografia e PET CT são utilizados, já que fornecem uma visão ampla do organismo e ajudam a identificar alterações ainda pequenas.
Nos últimos anos, houve avanços importantes no tratamento. As terapias alvo, que atuam diretamente em mutações específicas das células tumorais, e a imunoterapia, que estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater o câncer, ampliaram o controle da doença e melhoraram de forma significativa a qualidade de vida dos pacientes. Essas opções permitiram abordagens mais personalizadas e eficazes, especialmente quando iniciadas precocemente.
O câncer de pele é uma doença comum, séria e muitas vezes evitável. E justamente por ser tão visível e silencioso ao mesmo tempo, acaba sendo negligenciado. Cuidar da pele não exige grandes esforços, apenas atenção. Observar, proteger e procurar avaliação médica diante de qualquer mudança são passos simples que salvam vidas.
* Por Dr. Mateus Marinho, médico oncologista da Croma Oncologia.
Planejamento antecipado é essencial para uma viagem de férias tranquila e segura em família
Veja a importância de adaptar a rotina das crianças antes das viagens para tornar o deslocamento agradável
Com a chegada do fim de ano e o aumento do tempo livre das crianças durante as férias, muitas famílias começam a planejar viagens para aproveitar o período. A psicopedagoga Paula Furtado destaca que alguns cuidados essenciais podem garantir uma experiência tranquila, segura e inesquecível para todos. De acordo com a profissional, a palavra-chave para evitar estresse e imprevistos é a antecipação.
“Viajar com crianças exige prever necessidades básicas, como alimentação, descanso, distração, temperatura e segurança. A escolha de assentos, paradas estratégicas e horários mais tranquilos são essenciais, ou seja, quanto mais elementos forem pensados antes, menor é a chance de contratempos. A criança não se adapta ao adulto correndo; é o adulto que precisa ajustar o ritmo”, afirma.
Além disso, Paula reforça que viajar vai muito além do lazer. “As viagens contribuem para o desenvolvimento emocional e social das crianças. Elas ampliam repertório, criam memórias afetivas, fortalecem vínculos e desafiam os pequenos a lidar com novidades e pequenas frustrações. Viajar é uma forma linda de aprendizado: sensorial, emocional e social”, completa.
Organizar a rotina
Segundo a psicopedagoga, adaptar a rotina antes da viagem para tornar o deslocamento mais tranquilo deve ser uma questão pensada pelos pais e responsáveis com cautela, pois as crianças tendem a ficar mais seguras e calmas quando sabem o que esperar. A previsibilidade funciona como uma importante forma de estabilidade emocional, e também reduz ansiedade e comportamentos de estresse nos dias que antecedem a viagem. Alguns dias antes, é válido:
• Ajustar horários de sono
• Manter refeições equilibradas
• Reduzir estímulos muito intensos à noite
• Conversar sobre o que vai acontecer
“Preparar a criança com pequenas mudanças na dinâmica diária facilita o processo de adaptação e contribui para um deslocamento mais leve para toda a família”, acrescenta.
Viagens longas
Paula faz um alerta sobre sinais de estresse ou cansaço que as crianças podem apresentar durante viagens longas, como irritabilidade, choro que surge do nada, dificuldade de permanecer sentada, ranger de dentes ou tensão corporal, recusa alimentar e excesso de energia. Quando essas manifestações aparecem, é o momento ideal para pausar, acolher a criança e reorganizar o ambiente, garantindo mais conforto e segurança para seguir a viagem. “Porém, muitas vezes, esses indícios são sutis e passam despercebidos. Identificar logo no início ajuda a evitar desconforto e crises”, afirma.
A especialista também lembra que criança dentro de carro, avião ou ônibus tem repertório limitado. E são os adultos que precisam transmitir calma durante o trajeto. Cantar juntos, contar histórias, observar a paisagem e criar pequenos desafios lúdicos transformam o tempo de deslocamento em experiência e não em “tempo perdido”.
“Não existe viagem perfeita, existe a viagem possível. Quando a família prioriza o vínculo em vez da performance, a experiência se torna muito mais rica, segura e afetiva para a criança”, finaliza a profissional.
Sobre Paula Furtado
Paula é pedagoga, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia (Facon-SP), Educação Especial, Arte de Contar Histórias e Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapientiae e Leitura e Escrita, também pela PUC-SP. A profissional já atuou como assessora pedagógica em escolas públicas e particulares.
Autora de mais de 100 livros infantojuvenis e criadora de jogos pedagógicos inovadores, Paula também escreve para revistas especializadas em educação e infância. A especialista em educação exerceu a função de coordenadora e supervisora psicopedagógica em diversas publicações infantis (Contos de fadas, Lendas e Folclore) com Girassol Brasil e MSP Estúdios.
Calor intenso acende alerta para risco de insolação em crianças
Protetor solar não evita o problema e pais devem buscar atendimento médico aos primeiros sinais da condição
Com o aumento das temperaturas no verão, pais e responsáveis devem redobrar a atenção com as crianças que passam muito tempo expostas ao sol e ao calor intenso. Embora o protetor solar seja essencial para proteger a pele, ele não impede a ocorrência de insolação, condição potencialmente grave que pode evoluir para desidratação e outras complicações se não for reconhecida e tratada a tempo.
“O protetor solar protege a pele dos raios ultravioleta, mas não bloqueia os efeitos nocivos do calor excessivo no organismo. Para um efeito positivo, é necessário ser retocado a cada duas horas. Evitar a exposição direta ao sol das 10h às 16h, horários de maior intensidade e investir em estratégias de proteção física são atitudes fundamentais”, explica o pediatra Dr. Hamilton Robledo, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Roupas com proteção UV e o uso de chapéus ou bonés ajudam a reduzir a absorção de calor pela pele e diminuem o risco de dor de cabeça, fadiga e outros sintomas associados à insolação. “O boné é crucial contra o sol porque protege o rosto, olhos e couro cabeludo dos raios UV, prevenindo queimaduras, envelhecimento precoce da pele e câncer de pele, além de reduzir o ofuscamento e o cansaço visual”, orienta Robledo.
Além disso, buscar sombra, manter a hidratação frequente e evitar atividades intensas sob sol forte são medidas efetivas para proteger as crianças. Sintomas de insolação. Reconhecer os sinais precoces da insolação é essencial para agir rapidamente. Os principais sintomas em crianças incluem:
• Dor de cabeça persistente
• Fadiga e fraqueza
• Respiração e batimentos cardíacos acelerados
• Febre alta (acima de 39ºC)
• Náuseas e vômitos
Em casos mais graves, confusão mental ou perda de consciência
Ao notar esses sinais em crianças que passaram muito tempo expostas ao calor, os pais devem buscar atendimento médico imediatamente.
Tratamento e primeiros cuidados
A abordagem inicial para quadros leves de insolação deve focar em reduzir a temperatura corporal e reidratar o organismo. Entre as recomendações estão:
• Vestir a criança com roupas leves e claras
• Levá-la a um ambiente ventilado ou fresco
• Oferecer líquidos como água, sucos naturais ou água de coco
• Aplicar compressas frias ou borrifar água na pele
Se a temperatura não baixar, se a criança não conseguir ingerir líquidos ou apresentar vômitos intensos, confusão ou desmaios, é imprescindível procurar atendimento hospitalar imediatamente.
Com o aumento do calor na estação, estar atento aos sinais do corpo e adotar medidas preventivas ajuda a proteger as crianças de episódios de insolação e contribui para que o verão seja aproveitado com mais segurança e bem-estar.
Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 3 Unidades de hospital geral (Pompeia, Santana e Ipiranga) que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia e cirurgia robótica. As Unidades possuem Centro de Oncologia e de Hematologia habilitada para realizar o Transplantes de Medula Óssea.
É a primeira Rede de Hospitais fora do Canadá a obter a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional. Além do Selo Amigo do Idoso, a Rede tem os serviços laboratoriais certificados pela PALC e ainda a Certificação Internacional da ABHH nos serviços de Hematologia e Transplante de Medula Óssea.
SkAs Unidades Pompéia, Santana e Ipiranga prestam atendimentos privados que subsidiam as atividades de várias unidades administradas pela São Camilo no país e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). No Brasil desde 1922, a São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com centros de educação, colégios e centros universitários.
Autocuidado também é privilégio: só uma em cada três mulheres negras pratica exercícios no Brasil
Estudo da Vidalink mostra que o bem-estar ainda é um luxo para grande parte da população e que a desigualdade racial reflete até nos hábitos de saúde
A terceira edição da maior pesquisa de bem-estar corporativo do Brasil, o Check-up de Bem-Estar 2025, conduzida pela Vidalink, revela que apenas 37% das pessoas pretas e pardas praticam exercícios físicos pelo menos uma vez por semana, percentual significativamente menor que o observado entre pessoas brancas (45%). Entre as mulheres, a disparidade é ainda mais expressiva: 33% das negras se exercitam regularmente, frente a 42% das brancas.
A prática de exercícios físicos está diretamente associada à melhora do bem-estar emocional e à prevenção de doenças crônicas, como diabetes, depressão e ansiedade — problemas que impactam tanto a qualidade de vida do trabalhador quanto a produtividade nas empresas.
O CEO e cofundador da Vidalink, Luis Gonzalez, analisa que o exercício físico promove adaptações fisiológicas que permitem às pessoas um melhor desempenho de suas funções no trabalho. “Poder priorizar o momento de autocuidado, mantendo a prática de exercícios físicos no dia a dia, melhora o desempenho das funções no trabalho. No entanto, a sobrecarga, especialmente a dupla jornada, também faz com que a saúde fique em segundo plano, evidenciando a importância de o RH e a liderança se atentarem a esses desafios para apoiar da melhor forma nos benefícios corporativos e programas de bem-estar”, analisa Gonzalez.
Entre os benefícios da prática regular, destacam-se o aumento da disposição, concentração e resiliência, além da redução do absenteísmo e da prevenção de acidentes de trabalho.
Para as empresas, o incentivo à atividade física deve ser entendido como investimento em saúde corporativa e engajamento. “Ações como benefícios voltados à prática esportiva, programas de acompanhamento físico e acesso a academias podem estimular hábitos mais saudáveis entre colaboradores”, sugere o CEO.
O Check-up de Bem-Estar 2025 analisou dados de 11.600 colaboradores de 250 companhias de grande porte, com mais de 300 funcionários, de diversos setores. As respostas foram coletadas pelo aplicativo da Vidalink entre janeiro e junho de 2025. Do total, 51% dos participantes são homens e 49% são mulheres.
Clique aqui para conferir o estudo completo no site.
Sobre a Vidalink
A Vidalink é a maior empresa de planos de bem-estar corporativo do Brasil e pioneira ao oferecer um plano de medicamentos para colaboradores, com cobertura nacional e 100% digital. Por meio de um aplicativo único, integra saúde física e mental, promovendo bem-estar 360º.
O plano de medicamentos funciona como um aumento salarial indireto, com custo até 85% menor para a empresa do que repassar o mesmo valor na folha. Para o colaborador, oferece experiência descomplicada e segura com sistema antifraude. A Vidalink também disponibiliza segurança para a empresa com 100% de auditoria das receitas e ferramentas como o Portal Empresas, o Dashboard Médico e o Check-up de Bem-Estar, que apoiam o RH na gestão e análiseCom mais de 25 anos de mercado, atende mais de 850 empresas e 4 milhões de usuários. Grandes marcas como Apple, iFood, Johnson & Johnson, Pirelli, Ipiranga, Tim, Vivo e Warner Bros já utilizam os benefícios da Vidalink no ambiente de trabalho.
Menopausa e Raça: evidências revelam desigualdades que afetam milhões de mulheres negras
Pesquisas mostram que mulheres negras enfrentam sintomas mais longos e intensos, uma transição mais precoce e barreiras de cuidado ainda pouco reconhecidas pela medicina
A transição menopausa não ocorre da mesma forma para todas as mulheres e, no caso das mulheres negras, estudos internacionais revelam um conjunto de desigualdades que inclui sintomas mais duradouros, início mais precoce e menor acesso a tratamentos especializados. É o que destaca a médica e pesquisadora Fabiane Berta, que vem reunindo e analisando evidências científicas sobre o tema.
Pesquisas como o SWAN (Study of Women’s Health Across the Nation) — estudo multicêntrico iniciado em 1994 nos Estados Unidos, que acompanha milhares de mulheres há mais de 25 anos para entender como fatores biológicos, raciais, sociais, culturais e econômicos influenciam a saúde feminina no climatério — revelam que 46% das mulheres negras relatam sintomas vasomotores, como fogachos, em comparação com 37% das mulheres brancas. Esses sintomas podem persistir por até dez anos, uma duração significativamente maior do que a observada entre mulheres asiáticas, brancas e hispânicas.
Para Berta, esses números não são isolados. “A ciência já demonstrou que a menopausa é vivida de maneiras distintas. Entre mulheres negras, vemos sintomas mais intensos e prolongados, e isso tem impacto direto na qualidade de vida, no sono, na cognição e no bem-estar”, explica.
Uma das explicações mais robustas para essa diferença é o fenômeno conhecido como weathering — o desgaste biológico causado pela exposição crônica ao estresse. Segundo o SWAN, mulheres negras apresentam níveis elevados de carga alostática já aos 45 anos, refletindo o efeito acumulado de fatores sociais, emocionais e ambientais. “Mesmo quando controlamos por renda e escolaridade, as mulheres negras continuam apresentando maior desgaste fisiológico. Isso mostra que estamos falando de fatores estruturais que atravessam gerações”, destaca a pesquisadora.
A literatura científica também aponta que mulheres negras e hispânicas tendem a entrar cerca de 1,2 anos mais cedo na menopausa e a vivenciar sintomas por períodos mais extensos. “Quando uma paciente negra chega ao consultório com queixas intensas por muitos anos, isso não é exceção, é um padrão documentado”, diz Berta.
No Brasil, com 30 milhões de mulheres na faixa do climatério e 54% da população composta por pessoas negras, o tema ganha importância populacional. Estudos nacionais e internacionais mostram que até 82% das brasileiras nessa fase referem sintomas que interferem na vida cotidiana.
“Reconhecer as diferenças raciais na menopausa é essencial para melhorar a escuta, o diagnóstico e a orientação clínica”, afirma.
Para Berta, ampliar o olhar é o primeiro passo. “As mulheres negras merecem uma abordagem que considere sua história de vida, seus marcadores biológicos e suas experiências. Equidade em saúde começa por enxergar essas diferenças.”
Ela reforça que o debate precisa estar no centro da agenda científica e clínica: “Menopausa tem sotaque brasileiro, tem sotaque regional, tem sotaque socioeconômico. E sim, tem sotaque racial. Reconhecer isso não é ser politicamente correto, é ser cientificamente correto. Não estamos falando de militância, mas de ciência. As desigualdades estão medidas, descritas e replicadas em estudos. Agora precisamos agir.”
Sobre Fabiane Berta
Fabiane Berta é médica e pesquisadora (CRMSP 151.126), integrante do Science Medical Team – OB-GYN Specialist. É mestranda no setor de Climatério | Menopausa e pesquisadora adjunta no setor da Endometriose | Dor pélvica pela UNIFESP. Possui pós-graduação em Endocrinologia, Neurociências e Comportamento.
É fundadora do MyPausa, iniciativa que propõe um registro nacional da menopausa nos 27 estados do Brasil para promover uma reforma na saúde feminina, com foco em acessibilidade a tratamentos atualizados e respeito à diversidade regional. Atua como PI sub e chefe do Steering Committee do Estudo MyPausa (Science Valley) e como coordenadora da Saúde Feminina para a Arnold Conference 2026.
Bebês e festas de fim de ano: como garantir segurança, conforto e rotina sem estresse
Especialista em sono infantil Bruna Ramos alerta: como proteger os bebês dos fogos ao excesso de estímulos, durante as celebrações
Com a chegada das festas de fim de ano, muitas famílias se preparam para confraternizações, viagens e celebrações. Mas, para quem tem um bebê em casa, o período também traz dúvidas e receios: é seguro ir às festas? Como evitar excesso de estímulos? E, principalmente, como proteger os pequenos dos fogos de artifício, ainda comuns no Réveillon?
A especialista em sono infantil Bruna Ramos, criadora do perfil @obebe_chegou, explica que essa é uma das épocas em que os pais mais relatam insegurança, justamente por conta da mudança de rotina e do barulho intenso. “Os fogos ainda fazem parte da nossa cultura, mesmo com campanhas de conscientização e restrições em algumas cidades. Como eles provavelmente vão acontecer, o ideal é saber como proteger o bebê”, orienta.
Fogos de artifício: riscos e como proteger os pequenos
O barulho dos fogos pode assustar, causar irritação e até prejudicar a audição dos bebês. Por isso, Bruna destaca medidas simples, mas eficazes: ficar longe dos fogos!
Distanciamento é a primeira proteção. “Quanto mais longe o bebê estiver, menor o impacto do barulho — e isso vale também para a audição dos adultos”, afirma.
Manter janelas e portas fechadas ajuda a abafar o ruído e evita sustos
Conter o bebê no colo ou sling é uma ótima opção, pois o contato físico aumenta a sensação de segurança. “Bebês assustam menos quando estão no colo ou aconchegados.”
Vale lembrar que para abafar o som é recomendado usar uma fralda dobrada sobre a orelha exposta ou apoiar a cabeça no peito do cuidador. Algodão é proibido, pois pode afundar e lesionar ou ficar preso no ouvido.
Outra dica valiosa é utilizar o ruído branco, uma mistura de sons em todas as frequências audíveis com a mesma intensidade, criando um som constante e “chiado” que pode mascarar outros barulhos. Para bebês dormindo, esse ruído branco no ambiente costuma reduzir sustos.
Além disso, os pais devem manter a calma. “O bebê regula suas emoções pelo cuidador. Se você se mantém tranquila, ele tende a ficar tranquilo também”, pontua Bruna.
Festas de fim de ano: ir ou não ir com o bebê?
A dúvida é comum e não existe resposta universal. Segundo a especialista, a decisão deve considerar três fatores principais: rotina, risco de doenças e ambiente social (incluindo palpites).
Bruna reforça que a rotina é importante, mas não deve aprisionar.
“Sair da rotina um dia não vai destruir tudo que você conquistou. Na maioria dos casos, no dia seguinte já volta tudo ao normal”, explica.
Avaliar o ambiente e as pessoas envolvidas é essencial. Locais abertos, arejados e com menos aglomeração são preferíveis. Também é importante garantir que ninguém esteja doente.
E o bebê pode dormir mais tarde? Pode, desde que a família esteja confortável.
Segundo Bruna, dormir um pouco mais tarde em ocasiões especiais não causa prejuízo ao sono do bebê. O importante é retomar a rotina no dia seguinte sem culpa ou estresse.
Vale lembrar que palpites e julgamentos vão aparecer e podem deixar a mãe insegura. “O casal precisa alinhar antes como vai reagir e deixar claro que as decisões cabem aos pais”, afirma.
“Meu maior conselho para este período é: relaxar e curtir da forma que fizer sentido para a sua família. Festas e férias são momentos de criar memórias, não de cobrança. Depois, tudo volta à rotina normalmente”, reforça.

Sobre Bruna Ramos:
Bruna Ramos é especialista em amamentação e certificada em sono infantil com extensão universitária pela Universidade de Brasília. Graduada em Biologia pela UNICAMP, também concluiu doutorado e pós-doutorado em Genética e Biologia Molecular na mesma instituição.
Criadora do perfil @obebe_chegou, Bruna alia conhecimento científico à prática educativa e compartilha conteúdos sobre sono infantil e amamentação que já impactaram mais de 200 mil pessoas, entre famílias, educadores e profissionais da saúde. Oferece orientação baseada em evidências para promover noites de sono mais tranquilas, sonecas de qualidade e bem-estar das crianças.
Além disso, desenvolve materiais educativos e cursos voltados para pais e cuidadores, sempre com abordagem humanizada, prática e embasada na ciência do desenvolvimento infantil.
Beth Dias: uma trajetória que une técnica,sensibilidade e propósito
Com uma carreira iniciada em 1986 como arquiteta na área ambiental, Beth Dias construiu um caminho plural que hoje se reflete na profissional completa que é. Após experiências no Brasil e em Moçambique, migrou para o universo do atendimento ao cliente e, já com centenas de projetos realizados, abriu seu próprio escritório no ano 2000.
Seu maior desafio sempre foi conquistar a confiança de quem a procura para transformar sonhos em espaços reais — algo que superou com empatia, domínio técnico e apresentações claras. Beth se inspira no brilho nos olhos de cada cliente ao ver seu ambiente ganhar vida, impacto que considera sua maior recompensa.
Multidisciplinar, vê a arquitetura como união de técnica, psicologia, gestão e sensibilidade. Hoje, atua criando projetos que refletem personalidade, história e bem-estar, sempre com olhar humano e soluções completas.
“Arquitetura é dar forma às histórias com técnica e sensibilidade”, diz a arquiteta.
Para acompanhar o trabalho de Beth, siga o perfil no Instagram @_bethdiass ou entre em contato pelo número (21) 99628-4790 e pelo e-mail bethdias.arquiteta@gmail.com.
Você também pode se conectar com ela pelo LinkedIn através do endereço: http://linkedin.com/in/beth-dias-6315222b
Letramento racial e mercado de trabalho: um debate cada vez mais estratégico para as organizações
O debate sobre letramento racial tem avançado para além do campo acadêmico e dos movimentos sociais e se consolidado como uma pauta relevante no mercado de trabalho. Empresas, lideranças e instituições são cada vez mais desafiadas a compreender como o racismo estrutural impacta decisões, relações profissionais e oportunidades dentro das organizações.
Essa reflexão é o ponto de partida do artigo “Letramento Racial e Advocacia: caminhos para uma prática jurídica antirracista”, publicado nesta sexta-feira, 12 de dezembro, na Revista da OAB/RJ. O texto é assinado por Anna Luisa Silva, consultora de RH e CEO da Lati Bere Consultoria; Dra. Anna Léa Silva, professora, cientista e especialista em Diversidade & Inclusão; e Dra. Suely Beatriz Ferreira, presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB Barra da Tijuca.
O artigo está disponível na Revista Eletrônica da OAB/RJ e pode ser acessado online.

O que é letramento racial e por que ele importa
No artigo, a Dra. Anna Léa Silva se dedica a explicar o conceito de letramento racial, destacando-o como um processo contínuo de aprendizado que permite compreender como as relações raciais são construídas socialmente e como influenciam comportamentos, decisões e estruturas institucionais.
Mais do que um conceito teórico, o letramento racial é apresentado como uma ferramenta fundamental para ampliar a consciência crítica e qualificar a atuação profissional em diferentes contextos.
Letramento racial e mercado de trabalho
A contribuição de Anna Luisa Silva aprofunda o debate a partir da perspectiva do mercado de trabalho e da gestão de pessoas. No artigo, ela analisa como o racismo estrutural se manifesta de forma muitas vezes silenciosa nas organizações. Seja nos processos seletivos, nos critérios de avaliação, nas oportunidades de crescimento ou na formação de lideranças.
As autoras destacam que a ausência de letramento racial contribui para a reprodução de desigualdades, mesmo em ambientes que se consideram técnicos ou meritocráticos. Por outro lado, organizações que desenvolvem esse tipo de sensibilização e treinamento, tendem a tomar decisões mais conscientes, ampliar o acesso a talentos diversos e fortalecer sua cultura organizacional.
A visão jurídica e a responsabilidade institucional
O artigo também conta com a contribuição da Dra. Suely Beatriz Ferreira, presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB Barra, que traz a visão jurídica sobre o tema. Sua participação reforça a importância de compreender o letramento racial também sob a ótica institucional e normativa, destacando responsabilidades, orientações e caminhos possíveis para a atuação jurídica diante de situações de discriminação racial.
Essa abordagem amplia o alcance do debate, conectando o campo jurídico às práticas profissionais e organizacionais.
Um debate necessário para o presente e o futuro do trabalho
Ao reunir diferentes olhares, conceitual, organizacional e jurídico, o artigo propõe uma reflexão ampla sobre o papel do letramento racial na construção de ambientes profissionais mais preparados para lidar com a diversidade e com as transformações sociais em curso.
A publicação na Revista da OAB/RJ reforça a importância de levar esse debate para espaços institucionais, contribuindo para uma atuação profissional mais consciente, estratégica e alinhada às demandas do mercado de trabalho atual.
Para acompanhar conteúdos sobre educação corporativa, desenvolvimento profissional e diversidade no mercado de trabalho, siga @latibereconsultoria no Instagram ou entre em contato pelo e-mail latibereconsultoria@gmail.com.
Nova especialidade no Mar’s Hub Brasil: tricologia e cuidados para o couro cabeludo e reabilitação da fibra capilar
O Mar’s Hub Brasil inicia um novo capítulo voltado ao cuidado feminino com a chegada de Heloise Santos, especialista em tricologia há 25 anos
O Mar’s inicia uma nova fase apresentando mais um importante reforço para seu time: a chegada da especialista Heloise Santos, profissional com extensa trajetória na área da beleza e referência em tratamentos voltados às disfunções do couro cabeludo. A partir de agora, pacientes que buscam atenção terapêutica capilar encontram no espaço atendimento técnico, criterioso e totalmente voltado para saúde e bem-estar.
Formada em estética e cosmetologia, com pós-graduação em tricologia e terapias capilares, Heloise é membro da ABT e da ABRATTEC, possui 25 anos de experiência no mercado da beleza e, há seis anos, dedica-se exclusivamente à tricologia. Sua atuação concentra-se em casos como dermatite, psoríase, queda e rarefação dos fios, calvície, oleosidade excessiva, irritações, descamações e outras alterações do couro cabeludo.
Seu atendimento prioriza avaliação individualizada, condução especializada e acompanhamento sensível às necessidades de cada pessoa. A profissional afirma que a busca por especialistas qualificados para tratar essas queixas cresceu de forma significativa nos últimos anos, e foi justamente essa demanda que a motivou a direcionar sua carreira para a área.
“Muitas pessoas sofrem com desconfortos no couro cabeludo, mas nem sempre conseguem encontrar orientação adequada. Meu propósito é acolher, escutar e tratar de forma técnica, humana e personalizada”, destaca.

Um espaço que vai além da estética
O Mar’s, idealizado por Marcela Coelho, nasceu com a proposta de proporcionar uma vivência que ultrapassa o conceito tradicional de beleza. Desde 2021, o espaço se consolidou como um ambiente que une estética, arte, bem-estar e propósito, transformando-se em um refúgio de autocuidado para mulheres que buscam reconexão consigo mesmas.
Projetos como Eu cuido de mim no Mar’s ampliaram essa experiência ao reunir encontros, conversas e vivências voltadas a ressignificar o olhar sobre si mesma, fortalecendo autoestima e equilíbrio emocional. Ao lado de Marcela, o cofundador Márcio Netto reforça que o Mar’s surgiu para acolher pessoas que entendem o autocuidado como parte essencial da vida moderna.
Assim, a chegada de Heloise reforça um dos pilares mais importantes do espaço: oferecer cuidado em sentido amplo, unindo técnica, acolhimento e propósito.
Novo ciclo e muitas novidades pela frente
Em plena expansão, o Mar’s se prepara para uma fase ainda mais abrangente. Além do recém-anunciado atendimento especializado em terapias capilares, o espaço está prestes a ganhar uma nova casa e multiplicar serviços, estrutura e experiências. No início de 2026, o Mar’s Hub Brasil estará em novo endereço, no Vogue Square, reunindo consultórios, estúdios, espaços de eventos, galeria de arte, livraria, moda e até showroom de mobilidade elétrica — tudo em um só lugar.
Com essa movimentação, 2026 se anuncia como um ano de grandes lançamentos, novos formatos de atendimento e um olhar cada vez mais voltado para quem entende o autocuidado como parte essencial do bem-estar e da saúde.
Enquanto essa nova etapa se desenha, o Mar’s segue convidando o público a acompanhar de perto suas transformações e descobertas. E, agora, com o reforço de uma especialista que chega para cuidar, orientar e somar conhecimento técnico a um ambiente que já nasceu com propósito claro: transformar vidas a partir do cuidado consigo mesma.
Para informações e agendamentos, acesse o perfil @marsbelezaeestetica ou entre em contato pelo telefone (21) 3273-1611.
Para acompanhar a nova fase, acompanhe também o Instagram
“Luz, Câmera e Dança”, espetáculo do Studio de Dança Eliana Spinelli, empolga o público no Teatro Thiago de Mello
“Luz, Câmera e Dança”, o espetáculo de fim de ano do Studio de Dança Eliana Spinelli, foi mais uma grande apresentação que empolgou o público presente no Teatro Thiago de Mello, no último dia 07 de dezembro. Como acontece a cada mês de dezembro desde 2022, a Diretora Eliana Spinelli produz um espetáculo no qual os alunos do estúdio mostram todo o seu talento no palco, coroando um ano inteiro de muito trabalho e diversão.
O título do espetáculo já dava o spoiler do que viria: coreografias inspiradas em grandes filmes do cinema. Não tinha como não vibrar e se emocionar a cada dança. A abertura foi nostálgica, com as bailarinas carregando lanterninhas, relembrando os cinemas de antigamente.
Em sequência, um dueto com a música tema de “Dirty Dancing”. A partir daí, foi um desfile de clássicos do cinema: Titanic, Cantando na Chuva, Rocky, Noviça Rebelde, Chicago, Flashdance, Footloose.. E teve de tudo: ballet, jazz, hip hop, flamenco e k-pop, de modo que todos os alunos do Studio pudessem participar do espetáculo.
A diretora Eliana Spinelli ressaltou a performance dos seus alunos: “Eu estou muito orgulhosa dos meus bailarinos. Eles entregaram ao público presente, formado pelos seus familiares e amigos, o melhor de cada um. É visível como eles estão desenvolvendo seus talentos dançando, principalmente aqueles que estão no nosso Studio há mais tempo.”
O sucesso de “Luz, Câmera e Dança” repercutiu nas redes sociais, com diversos posts e comentários no Instagram, muitos de pais empolgados com as performances dos seus filhos. No perfil do Studio de Dança no
No perfil @studiodedancaelianaspinelli estão disponíveis vários conteúdos do espetáculo.
O Studio de Dança Eliana Spinelli oferece aulas de dança para crianças, jovens e adultos das modalidades: ballet clássico, jazz, hip hop, flamenco, dança de salão e K-pop! Gympass / Wellhub é aceito como forma de pagamento. As matrículas para 2026 estão abertas!
O Studio de Dança Eliana Spinelli está localizado na Rua Amaury Monteiro 35, salas 202, 204 e cobertura 5, no Recreio dos Bandeirantes, próximo da Padaria Rei do Recreio. Mais informações pelo telefone (21) 99865-0719 ou pelo Instagram @studiodedancaelianaspinelli.