Comportamento

Escuta e diálogo nas férias: caminhos para se conectar com crianças e adolescentes

Segundo especialista, diálogo aberto e planejamento conjunto de atividades podem contribuir para redução de conflitos e acidentes

 

A convivência familiar entre pais e filhos aumenta no período de férias escolares, representando uma oportunidade para o fortalecimento de laços, mas também um desafio para o planejamento de atividades e da boa convivência. O aumento do convívio e a quebra da rotina podem elevar o nível de estresse e o atrito entre pais e filhos, muitas vezes intensificados pela pressão por proporcionar lazer e pela sobrecarga de responsabilidades.

 

É fundamental que, mesmo durante o descanso, seja mantida uma rotina. Ainda que haja um pouco mais de flexibilidade, é importante estabelecer horários de sono e de descanso, refeições balanceadas e atividades diversas sem uso de telas, isso auxilia no bem-estar e no desenvolvimento saudável. Além de beneficiar a saúde geral, acordos pré-estabelecidos – ainda que mais flexíveis – facilitam o retorno às atividades escolares no início do ano letivo.

 

“Durante o período de férias, é fundamental preservar uma rotina que contemple momentos de lazer, mas também horários regulares. A manutenção de horários para dormir e acordar contribui para a preservação do ritmo biológico das crianças, refletindo diretamente em seu desenvolvimento físico, mental e emocional. Além disso, envolver os filhos em algumas decisões, como a definição da programação das atividades, pode favorecer o sentimento de participação e reduzir situações de frustração”, destaca Leia de Almeida, doutora em educação e Gerente Socioeducacional do Marista Brasil.

 

Leia destaca também que a comunicação e o planejamento participativo são essenciais para mitigar o risco de conflitos. Confira algumas dicas para conseguir um período de descanso seguro e harmonioso.

 

Sobrecarga e a importância da rotina

 

Este período pode gerar o aumento dos conflitos familiares, muitas vezes intensificados pela sobrecarga de responsabilidades e pela pressão por proporcionar lazer. Uma pesquisa de 2023 da IWG, uma rede de coworking, revelou que 62% dos pais consideram estressante conciliar trabalho e cuidados com os filhos nas férias escolares. Consequentemente, mais da metade usa suas folgas anuais para cumprir essas responsabilidades pessoais, enquanto apenas 10% aproveitam integralmente seus dias de férias nesse período. Uma alternativa é recorrer às colônias de férias, contar com o apoio da rede familiar ou, ainda, organizar um rodízio entre os pais da escola para acompanhar as crianças. Eles costumam querer visitar os amigos e se envolver com eles em atividades diferentes. Estimular isso, pode ampliar o vínculo que ajudará no retorno depois.

 

Leia também explica que “muitas vezes, devido ao aumento do convívio familiar com os filhos, algumas preocupações já existentes com certos comportamentos, tais como birras, agressividade, apatia, isolamento, rebeldia ou problemas relacionados ao sono e à alimentação acabam se acentuando, o que pode gerar conflitos. É importante desenvolver ainda mais a sensibilidade para buscar compreender as causas e os motivos disso estar acontecendo. A escuta atenta, o diálogo é sempre a melhor alternativa. Busque se conectar com a criança, com o adolescente, com seu filho ou sua filha. Desligue também das suas telas por algum momento e olhe no olho deles e delas, explique o motivo de suas preocupações ou curiosidades com afeto e empatia”, afirma.

 

Programação leve e variada

 

É importante limitar o tempo de uso de telas pelas crianças e adolescentes durante as férias escolares. O aumento do uso de dispositivos eletrônicos é comum nesse período, mas o excesso pode afetar negativamente o sono, a concentração e a interação social. Uma sugestão é estabelecer horários específicos para o uso da tecnologia, equilibrando-os com brincadeiras e atividades físicas.

 

Além disso, uma programação leve e variada pode estimular o aprendizado e o desenvolvimento dos jovens. Opções como passeios ao ar livre, visitas a museus ou bibliotecas, oficinas artísticas e jogos educativos em família. “São momentos importantes para formação das crianças e dos adolescentes, não só fortalecem os laços afetivos, mas também criam memórias duradouras”, completa a gerente.

 

Envolver todos os integrantes no planejamento

 

Que tal fazer algo diferente da rotina? Atividades como passar o dia em um familiar, viajar, conhecer um lugar novo ou encontrar os amigos podem envolver todos os participantes. É importante que todos compartilhem seus desejos e expectativas, seja para atividades em grupo, novas aventuras ou experiências gastronômicas. Da mesma forma, é crucial estabelecer limites claros e horários de sono e refeições. “Uma comunicação familiar aberta, envolvendo crianças e adolescentes nas decisões sobre viagens ou rotinas pode aumentar a autonomia dos membros e diminuir a chance de frustrações”, comenta Leia.

 

Promover ambientes seguros e protetivos

 

O período de recesso escolar costuma trazer um aumento significativo nos riscos para as crianças. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), durante as férias há um crescimento de até 25% nos acidentes envolvendo esse público, sendo a maioria dentro de casa. As ocorrências mais comuns incluem quedas, afogamentos, queimaduras e intoxicações.

Para reduzir esses riscos, é essencial que haja uma conversa clara com as crianças sobre os perigos e que a vigilância seja constante por parte de um adulto responsável. Entre as recomendações estão: nunca deixar crianças sozinhas em ambientes aquáticos; manter medicamentos e produtos de limpeza em suas embalagens originais, guardados em locais altos e trancados, fora do alcance infantil; e garantir o uso de equipamentos de proteção individual — como capacete, joelheiras e cotoveleiras — em atividades como skate ou bicicleta.

 

Além da prevenção de acidentes, promover ambientes seguros e protetivos também significa cuidar das relações sociais das crianças. É importante que estejam sempre acompanhadas por pessoas confiáveis, evitando situações de constrangimento ou exposição a riscos emocionais. A atenção dos adultos deve incluir a observação de possíveis mudanças de comportamento, que podem sinalizar desconforto ou experiências negativas. Dessa forma, a proteção vai além do físico, abrangendo também o bem-estar emocional e social, assegurando que as férias sejam vividas com segurança, alegria e tranquilidade.

 

Sobre os Maristas no Brasil

 

Os Maristas no Brasil integram uma rede global presente em mais de 80 países em todos os continentes. Presentes há 128 anos no país, hoje atuam em mais de 94 cidades, em 25 estados brasileiros e no Distrito Federal. São 97 unidades de educação básica, 34 unidades sociais, instituições de ensino superior: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR e Católica de Santa Catarina, o Hospital Cajuru e Marcelino Champagnat, no Paraná, e Hospital São Lucas, em Porto Alegre, além de editoras, como a FTD Educação. Suas 5 frentes principais – Educação Básica, Ensino Superior, Editoras, Saúde e Centros de Defesas – ofertam educação de qualidade e promovem direitos humanos, engajamento solidário e preservação do patrimônio histórico, espiritual e socioambiental brasileiros.

Cultura

Livro infantil “Mar de Música” atende recomendações da ONU sobre o “Currículo Azul” nas escolas

Brasil foi o primeiro país do mundo a incluir temática da Cultura Oceânica no currículo escolar

 

O chamado “Currículo Azul” ganhou força como resposta à crescente urgência de educar cidadãos sobre a relação entre sociedade e oceano: a proposta é inserir, de forma gradual, temas como mudanças climáticas, serviços ecossistêmicos marinhos, saberes tradicionais e consumo sustentável nas escolas. A iniciativa dialoga diretamente com os apelos da ONU pela “Década dos Oceanos” (2021–2030) que recomenda fortalecer a alfabetização oceânica nas etapas formais de ensino para formar cidadãos mais conscientes e preparados para a gestão costeira e marinha.

 

Foi nessa esteira que a escritora de livros infantis Daniela Barretto Andolphi criou o livro “Mar de Música”, seu 7 livro lançado para o público entre infanto juvenil anos. A obra atende várias  recomendações do chamado Currículo Azul e busca ensinar, de forma lúdica e musicada,  formas de preservação da vida marinha para as futuras gerações. “Mar de Música” utiliza canções populares como “Se essa rua fosse minha”, porém com letras adaptadas à temática do mar e dos oceanos, para ensinar valiosas lições de conscientização sobre a preservação do ambiente marinho e suas riquezas.

 

“Trabalhar o imaginário das crianças através da leitura misturada à musíca que os ais delas conhecem de cor, facilita no entendimento sobre o tema e ajuda na formação de pessoas mais conscientes sobre seu papel na preservação marinha”, afirma Daniela.

 

O Brasil passou a ser reconhecido como o primeiro país do mundo a comprometer-se oficialmente com a incorporação da Cultura Oceânica no currículo escolar nacional, um marco que, segundo órgãos públicos e internacionais, transforma políticas experimentais e programas locais (como o Programa Escola Azul) em uma estratégia de escala nacional.

 

Pesquisas e revisões acadêmicas sobre alfabetização oceânica indicam que, embora o oceano seja decisivo para regulação climática e segurança alimentar, o conhecimento público sobre processos marinhos e implicações socioambientais ainda é limitado, o que reforça a necessidade de educação formal bem estruturada.

 

Para a autora, “estudos recentes mostram que a educação sobre o tema amplia a capacidade de engajamento em políticas costeiras e de conservação, e que programas escolares que valorizam práticas interdisciplinares têm maior efeito em transformar atitudes e comportamentos”. “Mar de Música” convida pais e filhos a preservar o mar e seus animais e promete: as idas à praia, depoois da leitura, nunca mais serão as mesmas.

 

Sobre a autora:

 

Daniela Barretto Andolphi é escritora e roteirista, formada em Letras Inglês e possui experiência na escrita para jovens e crianças. Com parceria no Curso de Oceanografia da UFES, também já escreveu 5 e-books para a Universidade com a temática ambiental marinha.

 

Além da democratização da Cultura Oceânica entre as crianças, a autora também tem os títulos “Ao pé da Letra – o alfabeto diferente” e “Nino Nas Nuvens”, sobre um garotinho com TDAH.

 

Serviço:

 

Livro: Mar de Música

 

Autora: Daniela Barretto Andolphi

 

Editora: Botocudos

 

Adquira o livro através do link

Carreira & negócios

Fechamento de ciclo: 26% dos profissionais ainda ficam sem feedback

Sondagem da Robert Half mostra que trabalhadores valorizam avaliações formais, porém sentem falta de métodos mais estruturados 

 

fim do ano, período tradicionalmente dedicado a balanços profissionais e avaliações de desempenho, reacende a importância de processos esquematizados de feedback nas empresas. Duas sondagens conduzidas em novembro pela Robert Half mostram que trabalhadores apresentam disposição para evoluir, mas revelam lacunas significativas que afetam tanto o engajamento quanto a retenção de talentos. No total, a consultoria recebeu 300 interações aos questionamentos realizados.

 

No primeiro levantamento, 45% dos participantes afirmaram enxergar o feedback anual como uma oportunidade de crescimento, enquanto 11% relataram sentir ansiedade, mesmo que reconheçam o valor dessas conversas. O dado mais sensível, no entanto, está no fato de que 19% consideram que as ações atuais poderiam ser melhor estruturadas, e 26% afirmam não receber nenhuma avaliação formal, o que evidencia um gap relevante de gestão e comunicação.

 

A segunda enquete, por sua vez, reforça a relevância desse momento. À pergunta sobre o que move os talentos no fechamento do ciclo anual, 40% destacaram o reconhecimento pelo desempenho, seguido por metas para o próximo ano (27%). Outros 17% valorizam feedbacks claros para evoluir e 16% indicam oportunidades de promoção como principal motivador.

Esses achados corroboram tendências identificadas no Guia Salarial 2026 da Robert Half, que sinaliza gestão de desempenho e gestão de clima organizacional entre as habilidades técnicas mais demandadas para profissionais de Recursos Humanos.

 

“A sondagem reforça que ainda há um gap a ser trabalhado em relação à avaliação dos profissionais, pelas empresas. Vemos que muitas companhias já avançam em maturidade de gestão de pessoas, sobretudo no fim do ano, quando essas conversas se tornam ainda mais estratégicas. Mesmo assim, a ausência de avaliações formais é um alerta importante para líderes e times de RH”, afirma Laís Vasconcelos, gerente da Robert Half.

 

Além de contribuir para o crescimento individual, feedbacks bem conduzidos influenciam diretamente a competitividade corporativa. Organizações que oferecem reconhecimento transparente, alinhamento de expectativas e metas claras tendem a reter profissionais-chave por mais tempo e a criar ciclos de desenvolvimento mais sustentáveis.

 

Porém, para que esse processo gere impacto real, as companhias devem analisar o amadurecimento de seus departamentos de Recursos Humanos. Contar com equipes de RH capazes de conectar desempenho, cultura e objetivos de negócio, ou buscar no mercado profissionais com esse perfil, é um fator importante.

 

“Estamos em um momento estratégico para que as empresas revisitem seus métodos de avaliação. Esta é uma demanda crescente do mercado, principalmente entre trabalhadores com qualificação, que valorizam o diálogo aberto e as oportunidades reais de evolução”, completa Laís.

Sobre a Robert Half

 

É a primeira e maior empresa de soluções em talentos no mundo. Fundada em 1948, a empresa opera no Brasil selecionando profissionais permanentes e para projetos especializados nas áreas de finanças, contabilidade, mercado financeiro, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, recursos humanos, marketing e vendas e cargos de alta gestão.

 

Com presença global e atuação na América do Norte, Europa, Ásia, América do Sul e Oceania, a Robert Half aparece em listas das empresas mais admiradas do mundo. Robert Half é reconhecida, também, por seu compromisso de promover a igualdade e proporcionar uma cultura inclusiva.

Comportamento

Avós se exercitam mais que netos para cuidar da mente, revela estudo da Vidalink

Check-up de Bem-Estar 2025 mostra inversão preocupante: quanto mais jovem o trabalhador, menos ativo. Entre homens 60+, 46% usam exercícios físicos como principal forma de cuidado mental, ante apenas 34% da Geração Z masculina

 

Avós estão cuidando melhor da mente do que os netos. É o que revela o Check-up de Bem-Estar 2025, maior estudo de bem-estar corporativo do Brasil, conduzido pela Vidalink. O levantamento mostra que as gerações mais velhas no mercado de trabalho são as mais ativas fisicamente: entre os baby boomers (64 a 78 anos), 46% dos homens e 35% das mulheres afirmam realizar exercícios físicos para cuidar da saúde mental.

 

A terceira edição da maior pesquisa de bem-estar corporativo do Brasil, o Check-up de Bem-Estar 2025, analisou dados de  11.600 colaboradores de 250 companhias de diversos mercados e indústrias de grande porte, com mais de 300 colaboradores. Do total de participantes que responderam ao questionário online pelo aplicativo da Vidalink entre janeiro e junho de 2025, 51% são homens e 49% são mulheres. O perfil dos entrevistados contempla 52% de millennials, 24% de geração X, 17% de geração Z, 5% de baby boomers e 2% indefinido.

 

Embora a prática de exercícios continue sendo a principal forma de cuidado mental no Brasil, a adesão cai de forma consistente conforme a idade diminui. Na Geração X (43 a 63 anos), 40% dos homens e 34% das mulheres mantêm uma rotina de atividade física com foco na saúde mental. Entre os millennials (29 a 42 anos), os índices caem para 38% e 30%, respectivamente.

 

A diferença é mais acentuada na Geração Z (18 a 28 anos): apenas 34% dos homens e 26% das mulheres afirmam praticar exercícios com esse objetivo. Essa geração também é a que mais declara não fazer nada pela saúde mental — 39% dos homens e 35% das mulheres. Em contrapartida, apenas 14% dos baby boomers dizem não adotar nenhuma prática de autocuidado, o menor índice entre todas as faixas etárias.

 

A inversão etária aponta para um quadro de apatia e esgotamento precoce entre os trabalhadores que estão ingressando no mercado. “Os profissionais da Geração Z são os menos ativos e têm o dado mais preocupante entre todas as gerações, já que são os que mais declaram não fazer nada para cuidar da saúde mental”, destaca Luis Gonzalez, CEO e cofundador da Vidalink.

 

O estudo também revela um aumento progressivo da ansiedade, da angústia e da falta de motivação conforme a geração se torna mais jovem,  e as mulheres são consistentemente mais afetadas. O salto mais alarmante está na Geração Z: 72% das mulheres e 51% dos homens dessa faixa etária relatam sentimentos negativos na maior parte dos dias.

 

Segundo Lina Nakata, professora, pesquisadora e consultora em Gestão de Pessoas, Carreiras e Diversidade, Equidade e Inclusão, as mulheres recorrem muito mais à terapia e aos medicamentos do que os homens — variáveis que podem estar relacionadas entre si —, enquanto os homens baby boomers passaram a buscar terapia (de 1% para 13% do grupo), deixando de não fazer nada.

 

“A meditação também tem sido uma grande aliada para as mulheres mais maduras, com 17% das baby boomers adotando a prática, o maior número entre as gerações. Buscar soluções para a própria saúde mental exige disponibilidade de tempo e recursos e provavelmente os grupos que mais mostraram não recorrer a algo são também os que têm menos acesso”, analisa Nakata.

 

Maternidade

Prematuridade: riscos e cuidados para mães e bebês

Especialista da Inspirali orienta sobre a condição

 

Segundo o relatório Born Too Soon, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e UNICEF, no mundo, a cada 10 nascimentos um ocorre prematuramente, representando 13 milhões de bebês prematuros por ano. Já no Brasil, cerca de 340 mil bebês nascem prematuros todos os anos, representando mais de 12% dos nascimentos e colocando o país entre os dez com maiores índices no mundo, segundo o Ministério da Saúde.

 

Os dados são alarmantes, ainda mais quando se sabe que a prematuridade é a principal causa de mortalidade infantil no país e no mundo, especialmente entre os bebês que nascem antes das 34 semanas de gestação. Para orientar famílias sobre os riscos e cuidados, a Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, convida a Dra. Regina Melo Brandão, pediatra e professora da UnP, para responder algumas perguntas. Confira:

 

Com quanto tempo o bebê é considerado prematuro?

São considerados prematuros todos os recém-nascidos que nasceram antes de 37 semanas de idade gestacional.

 

Quais as explicações para um possível nascimento prematuro?

Os motivos para o nascimento de um prematuro são multifatoriais, associados a causas maternas, como infecções urinárias ou cervicais, insuficiência istmocervical, hipertensão, diabetes, descolamento prematuro de placenta, ou gestações múltiplas, baixo volume de líquido amniótico e também uso de álcool ou drogas. Causas fetais incluem malformações.

 

Há como evitar que isso ocorra?

Um pré-natal de qualidade com tratamento de infecções, suplementação adequada, alimentação saudável e evitar álcool e drogas ajudam na prevenção.

 

Há maneiras de saber, durante a gestação, que um bebê nascerá prematuro?

Algumas gestantes necessitam vigilância aumentada pelo risco de prematuridade. Chamamos de gestantes de risco e são as que possuem condições como hipertensão, diabetes, infecções, gestação múltipla, adolescentes ou idade materna avançada.

 

Quais os principais riscos da prematuridade para o bebê?

Bebês prematuros apresentam risco de doenças pulmonares (SDR, BCP), doenças cardíacas (PCA), enterocolite necrosante, retinopatia da prematuridade e hemorragia intraventricular.

 

  1. E quais os riscos para a mãe?
  2. A mãe de um prematuro pode apresentar impactos emocionais, psicológicos e financeiros, principalmente devido à internação prolongada do recém-nascido.

 

  1. Quais os principais cuidados com o bebê prematuro?
  2. Precisamos aumentar os cuidados como prevenção de infecções, evitar aglomerações, aleitamento materno, vacinação, suplementação de vitaminas e acompanhamento pediátrico regular.

 

  1. Os prematuros podem apresentar atrasos ou doenças no futuro?
  2. Sim. Podem ocorrer atraso neuropsicomotor, doenças respiratórias crônicas e alterações visuais.

 

  1. Existe algum cuidado específico para o resto da vida?
  2. Depende das sequelas da prematuridade. O acompanhamento pediátrico contínuo é essencial para monitorar crescimento, desenvolvimento e possíveis complicações crônicas.

 

Carreira & negócios

Quatro cuidados necessários para abrir uma empresa entre parentes

Advogado cita precauções importantes para um negócio dar certo entre familiares

 

Nove a cada dez empresas no Brasil têm perfil familiar, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Elas empregam 75% da mão de obra no País e respondem por mais da metade do PIB (65%). Dentro deste contexto é que aquelas que pretendem abrir um negócio juntas precisam tomar algumas precauções

 

O advogado João Victor Duarte Salgado ressalta que o mais importante é diferenciar a relação familiar da societária. “Isso pode ser evitado pelo acordo de sócios, que delimitará a atuação de cada um nas áreas da empresa ou prever soluções de problemas que, por vezes, não estão previstos no contrato social”, pontua. “Uma outra sugestão é contar com um profissional que não seja vinculado à família e que atue, sempre que necessário, para intermediar problemas da empresa e facilitar um consenso entre os sócios”, completa.

 

Segundo o especialista, que integra o escritório Celso Candido de Souza Advogados, quando cuidados assim não são tomados a empresa será contaminada pelos problemas da família e vice-versa. “Não só as relações familiares terão a quebra da confiança, mas, também, a relação profissional será abalada e criará atritos e desgastes, onde pequenos problemas se tornarão grandes discussões. O desgaste é grande e afeta a vida e a saúde da empresa, podendo, em casos extremos, gerar a quebra da mesma”, destaca.

 

O advogado ressalta que é importante diferenciar a relação familiar da societária e elenca a seguir cuidados para se resguardar na hora de abrir uma empresa familiar.

 

  • 1 – Escolha do sócio

 

Não é por que alguém é seu parente que você é obrigado a ter uma relação societária com ela. Ao contrário, o ideal é que essa escolha seja muito bem pensada e feita com muita cautela, uma vez que a relação dos sócios deve, sobretudo, ser profissional e primar pelo sucesso da empresa.

 

2 – Papel de cada sócio na empresa

 

É ideal que cada sócio entenda sua atuação e onde poderá contribuir para que o negócio seja um sucesso: se todos fizerem apenas uma coisa, evidentemente, algumas áreas da empresa ficarão descobertas e sem supervisão, gerando gargalos desnecessários. O ideal é que os sócios entendam que sua atuação deverá ser limitada e restrita a uma específica área na empresa (por exemplo, operacional, comercial, financeiro ou administrativo) e garantir que todos estejam cooperando para o sucesso do negócio.

 

3 – Profissionais fora do núcleo familiar


É importante contratar profissionais que não estejam vinculados à família, mas que possam contribuir para a empresa, especialmente quando existirem conflitos entre os sócios: com esses profissionais, certamente os sócios poderão contar com um outro olhar e com um outro panorama sobre uma determinada situação e evitar desgastes e conflitos”

 

4 – Lucros

 

Uma questão que também chamo a atenção, é pensar que a empresa é criada e constituída para que todos possam obter lucro com ela. Assim, tudo deve ser sempre pensado para que a empresa seja sempre protegida e resguardada, evitando sempre prejudicá-la e, também, aos outros sócios, independente da relação familiar existente entre eles.

Saúde & Bem-estar

Água de coco entra nos treinos: consumo dispara e acelera mercado

Categoria já representa 28% das bebidas à base de plantas, puxada pelo interesse em hidratação natural

 

Com a combinação de temperaturas elevadas e aumento dos treinos ao ar livre, cresce a demanda por bebidas que unam hidratação eficiente, reposição natural de nutrientes e benefícios funcionais. Nesse movimento, a água de coco, antes associada sobretudo ao consumo recreativo, ganha protagonismo entre praticantes de atividade física e impulsiona um mercado global em forte expansão.

 

De acordo com o relatório Global Growth Insights, o setor de água de coco embalado movimentou US$ 4,3 bilhões em 2024 e deve atingir quase US$ 6,7 bilhões até 2026. A categoria já responde por 28% de toda a indústria mundial de bebidas à base de plantas, reflexo direto da migração dos consumidores para opções naturais e de menor processamento, especialmente quando o assunto é performance esportiva.

 

Para Bianca Coimbra, CEO e cofundadora da Lynv, marca brasileira de água de coco 100% integral, a mudança de comportamento é evidente. “As pessoas estão repensando o que colocam no corpo, especialmente no esporte. A água de coco oferece hidratação, eletrólitos e energia natural, sem corantes, conservantes ou aditivos. É uma performance limpa, alinhada ao estilo de vida de quem treina hoje”, afirma.

 

A empresária destaca que o crescimento vai além do universo fitness, acompanhando um movimento maior em torno de bem-estar e funcionalidade. “O consumidor não quer mais bebidas artificiais. Ele busca ingredientes reais e qualidade rastreável. Quando isso encontra o esporte, a água de coco se torna uma escolha óbvia”, completa.

 

Além dos benefícios naturais da bebida, especialistas do setor apontam que a qualidade da água de coco está diretamente ligada à origem da matéria-prima. No caso da Lynv, a produção feita no Ceará, os frutos são selecionados com base no índice BRIX, que mede dulçor e estágio de maturação e funciona como um dos principais parâmetros para definir o perfil sensorial do produto. Com BRIX médio de 5,4, os cocos são colhidos no ponto ideal e passam por envase no próprio estado, o que reduz o tempo entre a extração e a embalagem, fator que ajuda a preservar o frescor e os nutrientes.

 

Outro aspecto relevante é a composição, enquanto parte das águas de coco reconstituídas ou padronizadas utiliza metabissulfito para estabilizar cor e sabor, as versões integrais livres do aditivo adotam apenas vitamina C como antioxidante natural. Para praticantes de corrida, treino funcional, musculação, ciclismo ou caminhadas longas, esse tipo de água de coco tem se mostrado uma aliada por equilibrar reposição de eletrólitos com leveza e absorção rápida, fatores ainda mais importantes no calor, quando a desidratação ocorre mais rapidamente. Em treinos intensos, pode complementar outras estratégias nutricionais, mas para a maioria das atividades moderadas, funciona como alternativa eficiente, natural e bem tolerada.

 

Com a expansão do mercado e o avanço das opções integrais de maior qualidade, especialistas apontam que a água de coco tende a ocupar um espaço crescente na rotina de atletas e praticantes de atividade física, reforçando seu papel como uma das principais apostas da hidratação inteligente.

 

Sobre a Lynv

 

Fundada em 2023, a Lynv nasceu com o propósito de desmistificar a qualidade da água de coco envasada e mostrar que o natural pode, e deve, ser simples, acessível e presente no dia a dia. A marca brasileira foi criada para incentivar um estilo de vida mais saudável, leve e autêntico, oferecendo uma bebida integral, feita apenas da água do coco, sem conservantes, sem adição de açúcar e apenas com adição de Vitamina C a fim de preservar o sabor que reflete a pureza do fruto.

 

A Lynv entrega hidratação real, transparência e qualidade superior em cada embalagem por meio de uma identidade vibrante e contemporânea que reforça a missão de inspirar escolhas mais naturais e conscientes. Guiada pelo conceito Live Your Natural Vibe, a Lynv convida cada pessoa a viver em sintonia com sua própria energia, privilegiando o essencial, o autêntico e o que vem da natureza sem artifícios.

Maternidade

MAM Baby e a contribuição dos mordedores para uma amamentação confortável

Marca apresenta orientações sobre o uso dos mordedores durante a dentição e destaca como produtos apoiam o bebê no processo de mamar

 

A chegada dos primeiros dentes costuma trazer mudanças para a rotina da amamentação. O bebê sente incômodo nas gengivas, busca aliviar a pressão e pode morder o seio com mais frequência. Esse comportamento é comum, mas muitas famílias têm dúvidas sobre como ajudar o bebê e manter o momento da mamada mais tranquilo.

 

Para orientar sobre essa etapa, a MAM Baby abordou o tema “Mordedores e Amamentação” na “Segundas da Amamentação”, série de conteúdos publicados semanalmente no Instagram da marca. O conteúdo explica como a dentição influencia o comportamento do bebê, quais estímulos ajudam a aliviar o desconforto e de que forma o desenvolvimento oral impacta a pega e o ritmo nas refeições.

 

Durante o nascimento dos dentes, o bebê procura superfícies que ofereçam pressão e texturas para explorar. Esse movimento contribui para fortalecer a musculatura usada na sucção e auxilia no processo de aprender a lidar com as novas sensações na boca. Estímulos adequados também ajudam a reduzir mordidas no seio, que acontecem como reflexo do incômodo nas gengivas.

 

Além dessas orientações, a marca reforça o uso do Mini Cooler & Clip como apoio durante a dentição. O lançamento é indicado a partir dos quatro meses e possui parte interna que pode ser resfriada para aliviar o desconforto nas gengivas. Seu formato leve facilita o manuseio pelo bebê e estimula a coordenação motora, enquanto as texturas favorecem a exploração oral. O clipe permite prender o acessório à roupa ou ao carrinho para evitar quedas e manter o mordedor limpo e sempre por perto.

 

Entre os recursos que podem apoiar essa fase estão os mordedores, utilizados de forma complementar ao cuidado diário. No portfólio de produtos da MAM Baby, o Mordedor Cooler possui uma parte resfriável com água que alcança também os dentes de trás e oferece alívio em áreas onde o desconforto é maior. Suas superfícies com texturas diferentes incentivam o bebê a explorar movimentos de mastigação e sucção, o que apoia o desenvolvimento oral.

Outro item é o Bite & Brush, que estimula a limpeza dos primeiros dentinhos durante a mastigação e realiza massagem suave nas gengivas quando os dentes ainda não apareceram.

 

a MAM combina design inovador e cuidado médico comprovado para facilitar o dia a dia e proporcionar o que há de melhor

 

As cerdas macias e o formato leve facilitam o uso pelo bebê e complementam a rotina de cuidados.

“Sabemos que a dentição é uma fase que pode trazer dúvidas e inseguranças para muitas famílias, especialmente quando o bebê começa a morder durante a amamentação. Nosso objetivo é sempre oferecer informação confiável e produtos desenvolvidos com rigor científico para que cada família se sinta mais segura nessa etapa”, afirma Marcela Issa, diretora de marketing e vendas da MAM Baby.

 

Sobre a MAM Baby

 

Fundada em 1976, na Áustria, e com presença em mais de 60 países, a MAM Baby é reconhecida mundialmente por sua dedicação à saúde, segurança, qualidade e design, em puericultura leve. Com um novo posicionamento focado em apoiar ativamente o desenvolvimento emocional e psicológico de mães, pais e cuidadores, a marca reforça que o crescimento do bebê e a evolução da família acontecem lado a lado, da gestação aos primeiros dentes, dos passos iniciais à introdução alimentar e em cada nova descoberta.

 

Para isso, a MAM combina design inovador e cuidado médico comprovado para facilitar o dia a dia e proporcionar o que há de melhor para o desenvolvimento dos bebês, sendo referência global em chupetas, mamadeiras, bicos e bombas extratoras de leite, ao mesmo tempo em que oferece um olhar sensível ao bem-estar de quem cuida.

 

Em 2019, a marca recebeu a Menção Honrosa pela Comissão Europeia do EU Product Safety Awards por definir e exceder as normas de segurança. Em 2023, reafirmou seu compromisso com a sustentabilidade ao utilizar o PP Biocircular (polipropileno biocircular), uma alternativa mais sustentável ao plástico de origem fóssil. A MAM colabora ativamente com os Objetivos de

 

Desenvolvimento Sustentável (ODSs) das Nações Unidas. Com o olhar voltado para o bem-estar das próximas gerações, a MAM reforça o compromisso de seguir “Juntos a cada nova fase”, caminhando lado a lado com as famílias em seus diferentes momentos.

Saúde & Bem-estar

Menopausa: especialistas orientam como exames podem contribuir para o bem-estar feminino

  • Com abordagem humanizada e foco em prevenção, Fundação reforça o papel dos exames de imagem como aliados na jornada de bem-estar da mulher durante a menopausa

 

A menopausa é uma etapa natural na vida da mulher, marcada por transformações hormonais, físicas e emocionais. Ainda cercada de tabus e desinformação, essa fase exige atenção e conhecimento, e os exames de imagem podem ser grandes aliados para garantir uma transição mais equilibrada e saudável.

 

A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), maior prestadora de diagnóstico por imagem do Brasil e referência em atendimento humanizado, reforça que o acompanhamento por exames é parte fundamental do autocuidado feminino. O ginecologista Dr. Ivaldo Silva, professor livre-docente pela EPM/Unifesp e membro do Conselho Curador da FIDI, explica que “a menopausa não é uma doença, mas um processo fisiológico que requer atenção. Quando a mulher se informa, realiza seus exames de rotina e entende o que está acontecendo, ela assume um papel ativo no cuidado com a própria saúde”.

 

Ele destaca que o corpo feminino passa por alterações significativas nessa fase como:  perda de massa óssea, mudanças metabólicas e maior vulnerabilidade cardiovascular e que os exames de imagem são ferramentas de apoio tanto na prevenção quanto no bem-estar.

 

“A densitometria óssea, por exemplo, é fundamental para identificar precocemente a osteoporose; a ultrassonografia transvaginal ajuda a monitorar o útero e os ovários; e a mamografia continua sendo o principal exame de rastreamento do câncer de mama”, reforça o médico.

 

A radiologista Dra. Vivian Milani, especialista em mama, complementa que “a mamografia é o exame mais eficaz para detectar alterações antes que se tornem palpáveis, garantindo diagnósticos precoces e aumentando as chances de tratamento bem-sucedido”. A FIDI, responsável pela gestão das unidades móveis do Programa Mulheres de Peito desde 2014, já realizou mais de 360 mil mamografias gratuitas em todo o Estado de São Paulo, impactando diretamente a vida de milhares de mulheres.

 

O Dr. Ivaldo também ressalta que o bem-estar nesta fase vai além da parte clínica: envolve autoconhecimento, equilíbrio emocional e uma nova relação com o corpo. Ele aconselha que as mulheres adotem uma rotina com atividade física regular, alimentação balanceada e acompanhamento médico contínuo.

 

“A menopausa é o momento de olhar para si com mais cuidado. Dormir bem, praticar exercícios e manter uma boa nutrição são atitudes que fazem diferença na longevidade e na autoestima”, orienta. Ele lembra ainda que é importante romper com a ideia de que desconfortos são inevitáveis. “Ondas de calor, irritabilidade e insônia não precisam ser aceitos como parte obrigatória da vida. Hoje existem tratamentos e acompanhamentos que devolvem a qualidade de vida. O conhecimento é a principal forma de empoderamento”, completa.

 

Com quase quatro décadas de atuação e presença em mais de 100 unidades de saúde, a FIDI alia tecnologia, pesquisa e humanização para promover um atendimento centrado no paciente e disseminar conhecimento confiável sobre saúde.

 

Para a Fundação, os exames de imagem são muito mais do que instrumentos diagnósticos: são ferramentas de cuidado contínuo e parte de uma jornada de bem-estar e autocuidado que começa com a informação.

 

“Falar sobre menopausa é falar sobre qualidade de vida. E os exames de imagem são aliados nessa trajetória porque cuidar da saúde é também cuidar da tranquilidade e da confiança de cada mulher”, conclui o ginecologista.

 

Sobre a FIDI

 

Fundada em 1986 por médicos professores integrantes do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina – atual Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) –, a FIDI é uma Fundação privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência médica à população brasileira, por meio do desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas. Com mais de 2.100 colaboradores e um corpo técnico formado por mais de 500 médicos parceiros, a FIDI está presente em mais de 100 unidades de saúde nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

 

É a maior empresa especializada em diagnóstico por imagem do Brasil. Em 2024, foram 5 milhões de exames realizados – 7% de crescimento em relação à 2023 -, entre ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia, raios-X, densitometria óssea, hemodinâmica e medicina nuclear. Com soluções customizadas em diagnóstico por imagem, a FIDI oferece serviços de Telerradiologia, Gestão Completa, Consultoria, Educação Médica e Inteligência Artificial.

 

A Fundação também trabalha na proposição de soluções inovadoras para a saúde pública, como sistema de análise de imagens de tomografia computadorizada por inteligência artificial, e participou da primeira Parceria Público-Privada de diagnóstico por imagem na Bahia. Por duas vezes, a FIDI recebeu o prêmio Referências da Saúde 2019 e 2020, na categoria Qualidade Assistencial, e por três vezes foi medalhista em desafios internacionais de aplicação de inteligência artificial no diagnóstico por imagem, propostos na conferência anual da Sociedade Norte-Americana de Radiologia, considerado o maior congresso do setor no mundo.

 

Ao final de 2020, a Central de Laudos da FIDI obteve a certificação ISO 9001:2015 de Gestão da Qualidade e em 2023 renovou a certificação, pela International Organization for Standardization e, em 2021, recebeu o selo de “Excelente Empresa Para se Trabalhar” (GPTW). Em 2025, a FIDI ganhou o prêmio Líderes da Saúde, na categoria Laboratórios, reconhecimento do Grupo Mídia às empresas, indústrias, entidades setoriais e prestadores de serviço.

 

Desde 2014 a FIDI atua no projeto da carreta-móvel ‘Mulheres de Peito’, parceria com o Estado de São Paulo, que oferece exames gratuitos de mamografia. Já são mais de 300 municípios atendidos, mais de 360 mil mamografias, 19 mil ultrassonografias e 900 biópsias realizadas, além de 3.900 mulheres encaminhadas.

A Fundação amplia, a cada ano, sua atuação em iniciativas itinerantes que levam saúde e bem-estar e, neste sentido, em parceria com a Prefeitura de Guarulhos (SP), participa do projeto “Carreta da Saúde da Mulher”.

 

São realizados exames como mamografia bilateral, ultrassonografia mamária e ultrassonografia transvaginal.

Essas ações reforçam a força da Fundação em projetos de acesso à saúde, garantindo atendimento de qualidade e impactando positivamente a vida de milhares de pessoas.

 

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Moda

O que Emily em Paris revela sobre o desejo contemporâneo de moda, luxo e identidade

O retorno de Emily em Paris marca um novo capítulo na relação entre moda, narrativa e comportamento. Na quinta temporada, a mudança de cenário acompanha um amadurecimento evidente da personagem principal.

 

Após anos em Paris, Emily amplia sua vivência europeia e passa a circular por cidades italianas, como Veneza e Roma, movimento que se reflete diretamente no figurino. A moda segue ousada e expressiva, mas agora com uma leitura mais refinada, onde silhuetas, tecidos e cores dialogam com referências clássicas do cinema e da moda europeia.

 

A estética da nova temporada revela um equilíbrio entre presença visual e sofisticação. Alfaiataria bem construída, tecidos imponentes e escolhas cromáticas mais conscientes aparecem como sinais de uma moda que evolui junto com a personagem. As produções continuam marcantes, mas ganham camadas de elegância atemporal, reforçando o valor do vestir como linguagem cultural.

 

Referências ao cinema italiano dos anos 1950, ao preto e branco clássico, as estampas e padronagens clássicas como os póas, se unem ao estilo que remete a ícones femininos como Sophia Loren e Claudia Cardinale, surgindo de forma sutil na construção dos looks. Há também ecos da estética francesa de Saint-Germain-des-Prés, onde moda, arte e comportamento sempre caminharam juntos. Essa combinação cria uma narrativa visual que conecta passado e presente, tradição e modernidade, traduzindo um luxo menos literal e mais simbólico.

 

O sucesso da série reforça um movimento já perceptível no consumo de moda: cresce o interesse por peças que comunicam identidade. O luxo é menos silencioso ao se aproximar dos excessos visuais, bem calculados, criando diálogos com emoção, personalidade e história. Tecidos, cores e modelagens deixam de ser escolhas puramente estéticas e passam a acompanhar diferentes momentos da rotina, equilibrando impacto visual e conforto. Essa leitura dos movimentos culturais globais é essencial para marcas que interpretam a moda como reflexo do comportamento contemporâneo.

 

Para Ana Paula Aguiar, diretora criativa da Deep, o interesse crescente por referências como as usadas na séries, evidencia o papel da moda como expressão individual.

 

“Quando a moda se conecta à narrativa e ao comportamento, ela deixa de ser apenas estética e passa a fazer parte da forma como as pessoas se posicionam no mundo. O vestir ganha intenção, identidade e significado, e é isso que buscamos traduzir em cada coleção”, afirma.

 

Ao sair da tela e ganhar as ruas, a moda apresentada na série se transforma em referência cotidiana. O que antes era figurino passa a inspirar escolhas reais, influenciando o modo como as pessoas combinam cores, tecidos e silhuetas no dia a dia.

 

No estilo do dia a dia, a moda urbana, das ruas, dos cafés e ambientes de trabalho, todos se tornam espaços de expressão, onde o desejo por consumir moda se conecta à vontade de comunicar o que não precisa ser dito. Assim, a moda além do espetáculo se consolida como parte ativa da vida real.