Saúde & Bem-estar

O que a ciência já sabe sobre o uso da testosterona pelas mulheres

Especialista em menopausa, a médica e pesquisadora Fabiane Berta explica por que o hormônio, longe de ser um “atalho estético”, tem papel neuroativo essencial e quando seu uso realmente é indicado

 

A testosterona voltou ao centro do debate sobre saúde feminina. Nos consultórios e nas redes sociais, cresce o interesse pelo hormônio frequentemente associado, de forma equivocada, a mais energia, emagrecimento rápido ou ganho estético. Mas a ciência aponta para outro caminho.

 

Segundo a pesquisadora e especialista em menopausa Fabiane Berta, o efeito mais conhecido e comprovado está na modulação do desejo sexual, da motivação, da cognição e da clareza mental. Esses benefícios são especialmente relevantes no contexto da menopausa, quando os níveis séricos (quantidade de uma determinada substância no sangue), caem para cerca de 25% do pico observado aos 20 anos.

 

“Testosterona não é suplemento de disposição e não é atalho estético. É um hormônio neuroativo, com ação direta sobre desejo sexual, motivação, cognição e clareza mental”, explica a médica.

 

Berta acompanha os avanços no uso clínico do hormônio, enfatizando que a testosterona, quando usada em níveis fisiológicos, pode participar diretamente da regulação da chamada “névoa cerebral”, que é caracterizada por lapsos de memória, dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e redução da fluência verbal, com substrato neurobiológico.

 

“Mulheres na peri e pós-menopausa frequentemente relatam melhora desses sintomas. Quando essa névoa melhora, melhora na dose certa, bem prescrita, monitorada e dentro da faixa fisiológica. Nunca em protocolos inflacionados vendidos como solução mágica”, reforça Fabiane.

 

Berta também destaca que a indicação do hormônio com consenso global trata do transtorno do desejo sexual hipoativo (HSDD) em mulheres pós-menopausa, utilizando formulações transdérmicas em doses fisiológicas e recomendação apoiada por um conjunto de 11 sociedades científicas internacionais.

 

“É evidência de nível I, grau A. Fora desse cenário, não há base sólida suficiente para recomendar o hormônio”, explica a médica. O que tem se popularizado nas redes, superdosagens, protocolos de performance, uso para emagrecimento ou ganho de massa sem critério preocupa a especialista.

 

“Nesses casos, o que aumenta não é o benefício, é o risco”, diz a médica. Entre os efeitos adversos documentados estão acne, hirsutismo, alteração de humor, labilidade emocional e, mais grave, modificações irreversíveis na voz. E ainda há impactos de longo prazo que a ciência simplesmente não conhece”, alerta.

 

Para Berta, a discussão precisa voltar ao eixo científico. “Hormônio não é tendência de consultório nem viralização de rede social. É decisão clínica que começa no diagnóstico, passa pela prescrição individualizada e se sustenta em monitorização e evidência, não em promessas”, finaliza.

Sobre Fabiane Berta:

 

Fabiane Berta é médica e pesquisadora (CRMSP 151.126), integrante do Science Medical Team – OB-GYN Specialist. É mestranda no setor de Climatério | Menopausa e pesquisadora adjunta no setor da Endometriose | Dor pélvica pela UNIFESP. Possui pós-graduação em Endocrinologia, Neurociências e Comportamento.

 

É fundadora do MyPausa, iniciativa que propõe um registro nacional da menopausa nos 27 estados do Brasil para promover uma reforma na saúde feminina, com foco em acessibilidade a tratamentos atualizados e respeito à diversidade regional. Atua como PI sub e chefe do Steering Committee do Estudo MyPausa (Science Valley) e como coordenadora da Saúde Feminina para a Arnold Conference 2026.

Comportamento

Psicóloga trans lança livro sobre histórias de cura e acolhimento de minorias

  1. “Nas esquinas do cuidado: Brenda Lee e a redução de danos” mostra como, muito antes da aplicação de políticas públicas, grupos menores já atuavam com saúde pública

 

Para muitos considerado uma minoria descartável, as travestis são precursores em praticar o acolhimento aos seus pares. Nas ruas, os corpos desumanizados e as potências que reinventaram o cuidado muito antes de ele virar política pública ganha destaque no livro da psicóloga especialista em redução e danos Julia Bueno. “Nas esquinas do cuidado: Brenda Lee e a redução de danos” é fruto de sua tese de mestrado e que, agora, ganha as livrarias através de publicação da Editora Telha.

 

“Nas esquinas do cuidado” investiga as narrativas de pessoas trans e travestis sobre Redução de Danos, cuidado e transfobia, ampliando o debate sobre saúde e direitos humanos. A partir de uma perspectiva construcionista e feminista, a obra analisa como a Redução de Danos é entendida não apenas como tecnologia de saúde, mas como estratégia de sobrevivência que confronta as encruzilhadas do gênero e da vulnerabilidade social.

 

“Para mim foi muito importante perceber como existe uma narrativa que insiste em ver pessoas trans apenas como sujeitas marginalizadas que “precisam de cuidado”. Quando vamos a fundo na história, encontramos Brenda Lee, Cláudia Wonder, Jovana Baby e tantas outras que foram centrais na construção de políticas públicas e na transformação cultural do país. São trajetórias potentes, mas sistematicamente apagadas — quase como um projeto para nos expulsar da história e negar até o nosso direito à memória”, – Julia Bueno, psicóloga e escritora.

 

O livro discute como a transfobia permeia até mesmo espaços que se definem pela promoção de direitos, apontando a necessidade de abordar saúde de forma interseccional, considerando as condições estruturais que vulnerabilizam corpos trans. Ao iluminar essas experiências, a obra contribui para consolidar e expandir o campo da Redução de Danos, destacando a ética travesti como potência transformadora na promoção do cuidado.

 

“Nas esquinas do cuidado” também é uma homenagem à figura trans brasileira Brenda Lee, responsável por décadas atrás, tornar-se figura central no atendimento da população LGBTQIAPN+ antes mesmo dessa sigla ser criada. Seu cuidado, especialmente com pessoas soropositivas, foi um divisor de águas na atenção e no acolhimento dado a essa parcela da população ainda marginalizada em sua maioria.

 

Sobre a autora:

 

Julia Bueno é formada em Psicologia pelas Faculdades Integradas de Guarulhos-SP, especialista em Psicologia Política pela USP, mestra em Psicologia pela UFPE, doutoranda em Psicologia também na UFPE. É pesquisadora no GEMA (Grupo de estudos de gênero e masculinidades), também é redutora de danos, psicóloga clínica, poeta e escritora do livro de poesias “Amor & Revolta” e cofundadora do coletivo psicodelia baixo astral.

 

Sobre a Editora Telha:

 

Fundada no final de 2019, no Rio de Janeiro, a Editora Telha nasceu com o desejo de publicar com liberdade e abrir espaço para vozes plurais, muitas vezes fora dos grandes centros editoriais. Interdependente por natureza, acredita que o trabalho editorial se constrói em rede e que a diversidade de experiências amplia os caminhos da literatura. Já em sua estreia, com Motel Brasil: uma antropologia contemporânea, de Jérôme Souty, alcançou a marca de finalista do Prêmio Jabuti 2020, sinalizando desde o início seu compromisso em valorizar perspectivas que enriquecem o debate cultural.

 

Serviço:

 

Livro: Nas esquinas do cuidado: Brenda Lee e a redução de danos

Autoras: Julia Bueno

Editora: Telha

Preço: R$ 45,00

Disponível para venda através do link

Comportamento

Especialista dá dicas para reprogramar o cérebro e mudar em 2026

Psicóloga e neurocientista Anaclaudia Zani aborda a importância de não auto sabotar o próprio cérebro, transformando resoluções em resultados verdadeiros e fazendo de 2026 um ano em que as mudanças realmente acontecem

 

Há poucos dias do término de 2025, é comum que a maioria das pessoas esteja revisando metas, estabelecendo novos objetivos e reafirmando intenções para o próximo ano. Para muitos é o momento de “virar a página”, dar um “reset” na vida. No entanto, a realidade é bem diferente e estudos indicam que até 80% das pessoas abandonam suas promessas antes de fevereiro, ou seja, o que antes significava motivação pode acabar virando frustração.

 

A neurocientista e psicóloga Anaclaudia Zani, especialista em comportamento humano com 30 anos de pesquisa na área, ajuda a entender o porquê isso acontece e como evitar a auto sabotagem. Não é falta de disciplina, é o cérebro operando em modo de autoproteção, priorizando hábitos antigos e atalhos mentais já consolidados.

 

“O cérebro é um processador de informações. Somos nós que mandamos nele, então depende muito de como interpretamos o mundo e vamos narrando pra ele e assim ele vai reagindo. É assim que funciona. Nesse sentido, a procrastinação para o cérebro está muito ligada à crítica da pessoa. O medo da frustração de não sair tão bem feito faz com que ela nem faça. Isso é a tal procrastinação e o que as pessoas precisam entender é que é melhor dar o primeiro passo sem necessariamente ser perfeito, pois tudo tem um processo”, explica Anaclaudia, que é criadora da EITA Mentora Virtual, primeira IA que ajuda as pessoas a racionalizar as emoções.

 

Segundo a especialista, colocar em prática as metas estabelecidas vai muito além da disciplina ou da força de vontade: reside na estrutura cerebral e nos vieses psicológicos que regem nosso comportamento. O cérebro humano é programado para repetir comportamentos familiares, economizar energia e evitar esforços cognitivos elevados, exatamente o oposto do que exigem as mudanças de comportamento.

 

Mas, afinal, por que o cérebro sabota nossos planos? 

 

A especialista explica que rodando meio que no “piloto automático”, o cérebro tende a preferir atalhos neurais já consolidados. Hábitos e caminhos antigos, mesmo que ruins, são mais confortáveis do que os novos. Mudanças exigem novas conexões neurais, o que demanda esforço, tempo e constância para o organismo, que cria meio que uma resistência, dificultando que novas rotinas se iniciem.

 

Motivação sem recompensa imediata logo acaba. Ao estabelecer metas, o cérebro libera dopamina –  neurotransmissor que regula a motivação, o prazer, a libido e outras funções, mas quando os resultados demoram, a motivação logo vai embora e o cérebro volta aos padrões e ao conforto dos hábitos antigos.

 

Metas vagas e objetivos abstratos confundem o cérebro, assim como o excesso deles gera sobrecarga cognitiva. É preciso ter clareza sobre como agir mantendo o foco. Evitar resoluções como “entrar em forma”, “cuidar da saúde”, pois são metas amplas demais e que carecem de especificidade. Devemos mostrar ao cérebro como agir para que ele não volte ao automático e não desista rapidamente.

 

Otimismo excessivo sobre a própria capacidade de mudar e a subestimação dos obstáculos, também é uma maneira do cérebro se autosabotar. As promessas precisam sobretudo serem realistas. O excesso de otimismo faz com que as pessoas superestimem sua capacidade de mudança e subestimem obstáculos. O primeiro tropeço gera frustração e abandono da meta.

 

Reprogramando o cérebro para 2026

 

Anaclaudia Zani aponta para a parte biológica do cérebro: “Não há culpa na falha, há biologia. O cérebro não é fixo, é maleável, poupa chance real de mudança”. Por isso, ela elenca algumas maneiras para reprogramar o cérebro para o próximo ano, lembrando que a mudança só se estabiliza a partir do momento em que vira hábito:

 

Defina e estabeleça metas claras, específicas e realistas. Troque “vou me exercitar”, por: “caminhar 20 minutos 3 vezes por semana”. Quanto mais concreto e factível, melhor para a mente. Metas claras reduzem a sobrecarga mental e dão um “mapa” claro para o cérebro seguir.

 

Não faça mudanças radicais, pois tendem a falhar. Comece com passos pequenos, mas que tenham consistência. Lembre-se sempre: hábitos pequenos e frequentes a mente fixa melhor. A neuroplasticidade –  capacidade do sistema nervoso de mudar, aprender e adaptar a sua forma e função ao longo da vida, em resposta a estímulos, experiências, aprendizado, lesões ou doenças, se beneficia da repetição gradual.

 

Como o cérebro gosta de resultados rápidos, pequenas recompensas e reforços positivos são bem vindos e ajudam o cérebro a consolidar o comportamento.

 

Autocompaixão, paciência e resiliência sempre e nada de culpa! Errou? Recomece e não se puna! A culpa bloqueia o aprendizado. A Autocrítica sabota nosso cérebro a ativar mecanismos de stress e medo. O foco deve ser no progresso e não na perfeição.

  • Compartilhe metas com amigos, família, ou mesmo grupos de apoio e acompanhe os progressos periodicamente. A mente entende isso como um sinal de comprometimento e responsabilidade social, fortalecendo o novo objetivo.

 

“É preciso entender o cérebro e seus mecanismos cerebrais e que ele é nosso aliado antes de traçar qualquer meta no papel. Começar a usar a neurociência e a psicologia a favor das intenções pode fazer com que 2026 seja realmente diferente e transformador”, conclui.

 

Sobre Anaclaudia Zani

 

Anaclaudia Zani Ramos é psicóloga, neurocientista e pesquisadora em Neurociência e Desenvolvimento Humano há 30 anos. Criadora do Método InLuc (Inteligência – Liberdade Única Conquistada), reconhecido em congressos internacionais, desenvolve trabalhos com neurociência aplicada voltados para mudanças comportamentais mensuráveis. Atua com foco em alta performance com executivos de grandes empresas como Google e Meta, além de atletas profissionais.

 

É palestrante, escritora e fundadora da startup EITA (Elevar a Inteligência a Treino de Autopercepção), plataforma pioneira de apoio emocional em tempo real que recentemente captou R$ 1 milhão em rodada angel. Anaclaudia também é criadora da Mentora Virtual, primeira IA que ajuda na racionalização das emoções.

 

 

 

Saúde & Bem-estar

Curiosidades que todo brasileiro precisa saber sobre câncer de pele

Especialista explica diferenças entre os tipos da doença, sinais de alerta, impacto da exposição solar, fatores de risco, prevenção e avanços no tratamento

 

Com a chegada do verão, a exposição ao sol aumenta de forma significativa e, com ela, os riscos associados ao câncer de pele, o tipo de tumor mais comum no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a doença responde por cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos no país e registra mais de 220 mil novos casos por ano, número que tende a crescer nos meses mais quentes. Neste contexto, reconhecer precocemente alterações suspeitas na pele, entender os fatores de risco e adotar medidas de proteção adequadas são atitudes fundamentais para reduzir os danos cumulativos provocados pela radiação ultravioleta.

 

Para esclarecer dúvidas frequentes da população, o oncologista Mateus Marinho, da Croma Oncologia, rede especializada em tratamentos oncológicos integrados e humanizados, reúne cinco curiosidades essenciais sobre a doença, com foco na prevenção, diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis atualmente.

 

  1. 1 – Existem dois grupos principais de câncer de pele, com comportamentos muito diferentes.

 

O câncer de pele é dividido em dois grandes grupos: câncer de pele melanoma e não melanoma. O subtipo não melanoma, que inclui o carcinoma basocelular e o espinocelular, é o mais comum no Brasil. Ele costuma aparecer em pessoas de pele clara, idosos ou quem passou muitos anos exposto ao sol. A boa notícia é que, quando descoberto no início, as chances de cura ultrapassam 90%, o que reforça a importância de reconhecer mudanças na pele.

 

O câncer de pele do subtipo melanoma, por sua vez, é menos comum, mas muito mais agressivo, com maior chance de gerar metástases, ou seja, espalhar para outros órgãos. Novas lesões de pele ou lesões que mudam seu comportamento com o tempo podem ser consideradas suspeitas, e neste cenário é sempre importante procurar um dermatologista para investigação. A confirmação do tipo de tumor é feita por meio de uma biópsia, analisada em laboratório patologia, o que garante um diagnóstico preciso e assim iniciar o tratamento o mais precoce possível.

 

2 – A regra do ABCDE, por meio da avaliação da lesão, é uma ferramenta simples e poderosa de identificação.

 

Ela ajuda a diferenciar uma pinta comum de uma lesão suspeita. A letra A significa assimetria (quando uma metade da pinta é diferente da outra), B representa bordas irregulares ou mal definidas, C indica variação de cor dentro da mesma pinta, D se refere ao diâmetro, geralmente maior que 6 milímetros, e E aponta para evolução, que é qualquer mudança rápida em tamanho, forma, cor ou sintomas.

 

Além disso, existem sinais que merecem atenção imediata: manchas que sangram sem motivo, doem, ardem, coçam persistentemente ou simplesmente não cicatrizam em até quatro semanas. Muitos melanomas podem surgir em áreas pouco lembradas no dia a dia, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e sola dos pés, o que reforça a importância do autoexame completo e da avaliação dermatológica sempre que algo parecer fora do padrão.

 

3 – A exposição solar acumulada é o principal fator de risco, especialmente no verão

 

A radiação ultravioleta não vem apenas de momentos de lazer na praia ou na piscina; ela está presente no dia a dia, durante caminhadas curtas, no trajeto até o trabalho e até dentro do carro, quando a pele fica próxima às janelas. Com o passar dos anos, esse somatório silencioso de exposição repetida danifica as células e favorece o surgimento de lesões. Alguns grupos merecem atenção ainda maior: pessoas de pele e olhos claros, idosos, quem já teve casos de câncer de pele na família, indivíduos diagnosticados muito jovens ou com episódios recorrentes da doença.

 

Em todos esses casos, o risco é amplificado porque a pele pode ser mais sensível aos efeitos da radiação ou porque há uma predisposição genética envolvida. O bronzeamento artificial também entra nessa lista de cuidados. As câmaras de bronzeamento utilizam radiação ultravioleta em intensidade elevada, o que acelera o dano celular e aumenta de maneira significativa a probabilidade de aparecimento de tumores. Por isso, especialistas reforçam que esse método não é recomendado e pode trazer prejuízos importantes para a saúde da pele.

 

4 – Proteção solar adequada não reduz vitamina D e é indispensável mesmo em dias nublados.

 

O uso diário de protetor solar é uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de câncer de pele, principalmente quando combinado com barreiras físicas como bonés, chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros. Essa proteção forma um conjunto que bloqueia boa parte da radiação ultravioleta, responsável pelos danos acumulados ao longo dos anos.

Outra dúvida comum é sobre a vitamina D. O protetor não impede a produção do nutriente, já que a pele continua recebendo radiação suficiente para mantê-la em níveis adequados durante a rotina normal. Além disso, evitar a exposição solar entre 10h e 16h é fundamental. Nesse período, principalmente no verão, o índice UV fica muito elevado, aumentando o risco de queimaduras, danos celulares e o surgimento de alterações suspeitas na pele.

 

5 – O diagnóstico precoce garante melhores resultados e permite tratamentos menos invasivos.

 

Quando o câncer de pele é descoberto no início, as chances de cura são muito altas, ultrapassando 90% nos casos de tumores não melanoma. Nessas situações, o tratamento costuma ser simples, geralmente por meio de cirurgia para remover totalmente a lesão.

Em regiões delicadas, como rosto e orelhas, pode ser indicada a cirurgia de Mohs, um procedimento que retira o tumor camada por camada, analisando cada parte no microscópio durante a operação.

 

Isso permite remover exatamente o que é necessário, preservando o máximo de pele saudável e garantindo um resultado mais preciso.

No melanoma, que é o subtipo mais agressivo, o acompanhamento precisa ser mais cuidadoso porque existe risco maior de o tumor se espalhar para outros órgãos, ou seja, gerar metástases. Para avaliar isso, podem ser solicitados exames de imagem como tomografia ou PET-CT (o que chamamos de estadiamento sistêmico), que permitem uma avaliação completa do corpo e identificar possíveis áreas suspeitas.

 

Os tratamentos também evoluíram muito nos últimos anos. As chamadas terapias alvo são medicamentos que agem em mutações específicas das células cancerígenas, como a mutação BRAF, que é uma alteração genética presente em parte dos melanomas e faz as células se multiplicarem de forma descontrolada. Quando essa mutação é identificada no exame, existem medicamentos capazes de bloquear esse “motor” da célula tumoral, reduzindo o avanço da doença.

 

Outra grande revolução é a imunoterapia, que funciona estimulando o próprio sistema imunológico a reconhecer e atacar as células do câncer.

Ela pode ser usada tanto em casos mais avançados quanto após a cirurgia, individualizando cada caso, e assim reduzirmos uma possível recorrência do tumor; Com esses avanços, somados ao diagnóstico precoce, grande parte dos pacientes consegue resultados duradouros e tratamentos menos agressivos.

Cultura

Lorenzetti disponibiliza livro digital de colorir gratuito para crianças

Ilustrado com cenas do dia a dia, o material propõe uma atividade criativa e divertida para toda a família

 

Com a chegada das férias, os pais buscam opções criativas e acessíveis para entreter as crianças e, de quebra, criar memórias afetivas. Pensando nisso, a Lorenzetti, marca presente em milhares de lares brasileiros, oferece o LorenGoods, um livro digital de colorir para download gratuito, com páginas cheias de leveza, bichinhos simpáticos e cenas que fazem parte da rotina da família.

 

A proposta é simples e afetuosa, oferecendo uma atividade fora das telas, que estimule a imaginação e promova a interação entre crianças e adultos, pois é indicado para todas as idades. Inspirado no fenômeno dos livros de colorir criados pela ilustradora norte-americana Abbie Goveia, o LorenGoods traz desenhos exclusivos que misturam cotidiano, pequenos detalhes da casa e produtos da Lorenzetti, como chuveiros, aquecedores de água a gás, metais e louças, de maneira lúdica e divertida.

 

Com traços delicados, o material convida a desacelerar. As ilustrações retratam situações do dia a dia e reforçam hábitos educativos, como lavar as mãos, beber água, tomar banho e ajudar nas tarefas domésticas, entre outros. O livro pode ser usado durante viagens, em momentos de descanso em família ou como uma pausa relaxante entre uma atividade e outra. Além disso, é uma alternativa acessível para quem busca opções criativas e off-line para as férias.

 

“O projeto nasceu no varejo, como uma ação para pontos de venda, com edições impressas distribuídas em iniciativas como ‘comprou, ganhou’ e em espaços kids de lojas parceiras. Mas a repercussão foi tão positiva, especialmente entre as famílias, que decidimos ampliar o acesso. Transformamos o LorenGoods em uma versão digital, para download, para que mais pessoas possam aproveitar esse momento de relaxamento, soltando a criatividade”, afirma Paulo Galina, gerente de marketing da Lorenzetti.

 

O LorenGoods está disponível gratuitamente no link: https://www.lorenzetti.com.br/arquivos/lorengoodsa4.pdf

 

Sobre a Lorenzetti

 

Com trajetória marcada por inovação e pioneirismo, a Lorenzetti é uma empresa brasileira com mais de 100 anos de história. É líder no segmento de duchas, chuveiros, torneiras elétricas e aquecedores de água a gás e se destaca nos mercados de louças, assentos, metais e plásticos sanitários, purificadores de água, bombas e pressurizadores.

 

Com cinco fábricas no Brasil, sendo quatro unidades em São Paulo e uma em Minas Gerais, a Lorenzetti tem distribuição nacional e internacional. Com mais de 4 mil funcionários, é reconhecida junto a consumidores, clientes e fornecedores pela solidez financeira e por oferecer produtos de qualidade e com design inovador, tecnologia e consciência ambiental.

 

Para mais informações, acesse:

 

www.lorenzetti.com.br/

 

www.instagram.com/lorenzettioficial/

 

www.youtube.com/user/lorenzettisa

Saúde & Bem-estar

Cinco formas para se hidratar se você não gosta de beber água

Nutriente participa de funções vitais do organismo e precisa ser reposto diariamente, alerta especialista
 

A água é o nutriente mais essencial para a vida, participando de praticamente todas as funções vitais do nosso corpo, que é composto por cerca de 60% a 70% de água. Beber água regularmente é imprescindível porque o corpo a perde constantemente e precisa de reposição diária. Porém, algumas pessoas, muitas vezes por hábito, não gostam de beber água.

 

Esse nutriente desempenha diversos papéis no organismo, desde atuar no transporte de vitaminas, minerais, oxigênio, glicose, etc. para as células até na remoção de resíduos metabólicos e na regulação da temperatura corporal através da transpiração, que esfria o corpo em dias quentes.

 

“A água também é importante no processo de desintoxicação, auxiliando os rins a eliminar toxinas e resíduos pela urina, o que pode prevenir problemas como pedras nos rins. No sistema digestivo, ela é vital para a produção de saliva e sucos gástricos, facilitando a digestão. a substância também hidrata o bolo fecal, prevenindo o ressecamento das fezes e, consequentemente, a prisão de ventre”, explica Daniel Magnoni, nutrólogo da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

 

De acordo com o nutrólogo, a hidratação adequada impacta diretamente a função cerebral e cognitiva, melhorando a concentração, a memória e o humor. A desidratação leve, por sua vez, pode levar a cansaço e dores de cabeça. Por isso, Daniel Magnoni aponta cinco opções de bebidas para melhorar a hidratação se você não gosta de beber água.

 

Água saborizada

 

É a forma mais próxima da água, mas com o benefício de sabor, aroma e zero calorias. Para preparar, adicione fatias de limão, pepino e hortelã ou laranja e gengibre à água e deixe na geladeira por algumas horas.

 

Chá verde gelado

 

A bebida é fonte de antioxidantes e pode dar um leve boost de energia. O preparo é simples: coloque a água para aquecer até que quase ferva (cerca de 80ºC), ou quando começar a formar pequenas bolhas no fundo da chaleira.

 

“Desligue o fogo antes de ferver completamente e adicione as folhas (ou sachês) de chá verde e tampe o recipiente. Deixe em infusão por três a cinco minutos e não exceda esse tempo para garantir que o chá não fique amargo. Em seguida, retire as folhas ou os sachês”, ensina ele.

 

Deixe o chá esfriar até a temperatura ambiente. Se desejar adoçar, é mais fácil fazer isso enquanto ainda está quente ou morno (pode-se usar um xarope ou mel). Leve à geladeira para gelar completamente, cerca de uma a duas horas, ou sirva imediatamente em um copo alto cheio de gelo. Também pode-se adicionar algumas gotas de limão ou fatias de pêssego.

 

Água de coco

 

Refrescante e rica em eletrólitos (como potássio), o que a torna ideal para repor líquidos, especialmente após exercícios. “Beba diretamente da fruta ou da caixa, certificando-se de que é a versão integral e sem adição de açúcares”, ressalta o especialista.

 

Suco de limão

 

Baixo em calorias e rico em Vitamina C, o sabor ácido é ótimo para quebrar a monotonia da água. Para a receita, esprema meio limão em 500ml de água fria. Se precisar, use um substituto de açúcar natural (como stevia ou eritritol) com moderação.

 

Água com gás com frutas

 

A efervescência dá uma sensação diferente na boca, parecida com refrigerante, mas sem os açúcares ou aditivos. “Para preparar, misture água com gás com um pouco de suco de laranja natural (pode ser limão ou tangerina) ou purê de framboesa, também pode ser de qualquer outra fruta refrescante como abacaxi, morango, amora, etc. Adicione gelo e um raminho de hortelã”, comenta o nutrólogo.

 

Magnoni ressalta que a desidratação, ou seja, a falta de água no corpo, compromete diversas funções essenciais. “Manifestando-se através de sintomas como fadiga, fraqueza muscular, dificuldade de concentração, queda no desempenho físico, prisão de ventre, boca e pele secas, a desidratação pode aumentar o risco de problemas mais sérios, como a formação de cálculos renais”, finaliza.


Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

 

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 3 Unidades de hospital geral (Pompeia, Santana e Ipiranga) que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia e cirurgia robótica. As Unidades possuem Centro de Oncologia e de Hematologia habilitada para realizar o Transplantes de Medula Óssea.

 

É a primeira Rede de Hospitais fora do Canadá a obter a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional. Além do Selo Amigo do Idoso, a Rede tem os serviços laboratoriais certificados pela PALC e ainda a Certificação Internacional da ABHH nos serviços de Hematologia e Transplante de Medula Óssea.

 

As Unidades Pompéia, Santana e Ipiranga prestam atendimentos privados que subsidiam as atividades de várias unidades administradas pela São Camilo no país e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). No Brasil desde 1922, a São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com centros de educação, colégios e centros universitários.

Saúde & Bem-estar

Calor e umidade impulsionam casos de micoses no verão

Especialista orienta sobre cuidados que ajudam a prevenir infecções que aumentam em mais de 42% em períodos de alta temperatura

Com o calor intenso e a alta umidade do verão, os fungos encontram o ambiente ideal para a proliferação na pele. Um estudo publicado no Jornal de Ciência Médica da Coreia do Sul (2024), que analisou mais de 38 mil casos de infecções dermatofíticas ao longo de dez anos (2014-2024), mostrou que cerca de 42,7% dos episódios de micose ocorreram durante os meses mais quentes do ano. O dado reforça um alerta importante para esta época, marcada pelo uso frequente de piscinas, praias, academias e vestiários compartilhados.

 

A dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Silvana Coghi, avalia que o aumento dos casos está diretamente ligado aos hábitos do verão. “O calor favorece a transpiração excessiva e, quando a pele permanece úmida por muito tempo, cria-se um cenário perfeito para o desenvolvimento de fungos. Piscinas, duchas coletivas e o compartilhamento de toalhas ou chinelos aumentam ainda mais o risco de contaminação”, explica.

 

As micoses são infecções comuns que podem atingir diferentes regiões do corpo, como pés, unhas, virilha e dobras da pele. Apesar de não serem consideradas graves na maioria dos casos, exigem atenção, já que o tratamento inadequado pode prolongar o quadro e facilitar a transmissão para outras pessoas.

 

Tratamento e cuidados indicados

 

O tratamento das micoses depende do tipo, da região afetada e da gravidade da infecção. De forma geral, a médica destaca que os cuidados podem envolver:

 

Uso de medicamentos antifúngicos tópicos, como cremes, loções ou sprays, prescritos por um dermatologista;

 

Em casos mais extensos ou persistentes, indicação de antifúngicos orais, sempre com acompanhamento médico.

 

• Manutenção da pele limpa e bem seca, principalmente após banho de piscina ou mar;

 

• Troca frequente de roupas úmidas e preferência por tecidos leves e respiráveis;

 

• Evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, calçados e alicates de unha.

 

“Receitas caseiras ou soluções naturais não substituem o tratamento médico. Elas podem até aliviar sintomas leves, mas não eliminam o fungo. O ideal é procurar um dermatologista ao perceber sinais como coceira, descamação, manchas ou alterações nas unhas”, orienta a Dra. Silvana.

 

Para a dermatologista, a prevenção ainda é o melhor caminho durante o verão. Secar bem o corpo, usar chinelos em áreas comuns e manter hábitos simples de higiene ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção. “Com cuidados básicos e atenção aos primeiros sinais, é possível aproveitar a estação mais quente do ano sem prejuízos à saúde da pele”, finaliza.

 

Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

 

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 3 Unidades de hospital geral (Pompeia, Santana e Ipiranga) que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia e cirurgia robótica. As Unidades possuem Centro de Oncologia e de Hematologia habilitada para realizar o Transplantes de Medula Óssea.

 

É a primeira Rede de Hospitais fora do Canadá a obter a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional. Além do Selo Amigo do Idoso, a Rede tem os serviços laboratoriais certificados pela PALC e ainda a Certificação Internacional da ABHH nos serviços de Hematologia e Transplante de Medula Óssea.

 

As Unidades Pompéia, Santana e Ipiranga prestam atendimentos privados que subsidiam as atividades de várias unidades administradas pela São Camilo no país e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). No Brasil desde 1922, a São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com centros de educação, colégios e centros universitários.

Maternidade

Dicas para seu filho equilibrar a rotina de estudos com o descanso

Educadora comenta sobre o papel do ócio no aprendizado e ajuda a identificar os principais sinais de sobrecarga nos aluno

O recesso escolar e as pautas diárias são, muitas vezes, vistos como um luxo ou um tempo desperdiçado. Contudo, a neurociência e a pedagogia moderna apontam que o descanso, seja nas férias ou durante o ano letivo, não é mais tido como a ausência de aprendizado, mas sim uma parte essencial e ativa dele.

 

Dormir bem, por exemplo, desempenha um papel importante no desenvolvimento do aluno. Um estudo publicado na revista Science, realizado por pesquisadores do Langone Medical Center, apontou que o sono após os estudos ajuda no processo de aprendizagem.

 

“Para o aluno de hoje, entender a importância de desconectar para consolidar é um divisor de águas entre a sobrecarga e o sucesso acadêmico. Priorizar o sono e o lazer não apenas recarrega as energias, mas também aprimora a memória, a criatividade e a resiliência”, explica Karla Lavrador, Diretora-Pedagógica do Ensino Fundamental Anos Iniciais da Rede Alfa CEM Bilíngue.

 

A transição de uma rotina intensa de estudos para um período de recesso ou descanso diário requer intencionalidade. A educadora dá dicas práticas de como os alunos podem adotar o descanso como parte do aprendizado.

 

Crie uma rotina de sono 

 

Mantenha um horário de sono relativamente estável, mesmo nos fins de semana, afinal, grandes variações desregulam o ritmo circadiano. Outro ponto importante é desligar dispositivos eletrônicos (celular, tablet, TV) pelo menos 30 a 60 minutos antes de dormir para evitar que a luz azul iniba a produção de melatonina, o hormônio do sono. Também adote atividades relaxantes antes de deitar, como ler um livro físico, tomar um banho morno ou praticar exercícios de respiração.

 

Planeje o tempo livre

 

Não deixe que o recesso seja engolido pela pressão da produtividade. “Se houver necessidade de revisão, defina horários fixos e curtos (por exemplo, das 9h às 11h). O resto do dia é para o recesso. Além disso, escolha um dia ou um período para se afastar das redes sociais e e-mails. Este período é um momento para o seu cérebro processar o que é importante”, ressalta Karla Lavrador.

 

Faça atividades que não tenham foco acadêmico

 

Atividades não relacionadas à nota também são necessárias para o desenvolvimento global, pois estimulam a criatividade, a resiliência e as habilidades sociais. “Desde praticar esportes, caminhar, dançar até passatempos como desenho, música, teatro ou hobbies manuais, essas atividades ativam áreas do cérebro diferentes das exigidas em sala de aula, promovendo a resolução de problemas de forma não linear”, comenta a Diretora-Pedagógica.

 

A educadora ainda recomenda que o aluno socialize com amigos e participe de atividades sociais, pois essas interações fortalecem habilidades interpessoais, como negociação e cooperação.

 

Como identificar quando o aluno está sobrecarregado

 

A escola tem um papel fundamental em observar e intervir, mas o aluno e a família também precisam estar alertas aos indícios de estresse e esgotamento mental. Para a educadora, alguns dos sinais que podem ser preocupantes são: mudanças comportamentais como irritabilidade constante, retraimento social, apatia ou tristeza persistente, e queda no desempenho escolar, marcada por dificuldade de concentração, perda de motivação e procrastinação.

 

“Manifestações físicas também são comuns, incluindo dores de cabeça frequentes, fadiga constante, alterações de apetite e insônia ou sonolência excessiva, frequentemente acompanhadas por uma pressão exagerada sobre si mesmo, com autocrítica excessiva, perfeccionismo improdutivo e uma sensação de incapacidade”, explica.

 

Karla Lavrador aponta que ao identificar esses sinais, é essencial procurar a equipe pedagógica e/ou o aconselhamento discente da escola. “O apoio proativo da instituição, que envolve conversas individuais, suporte emocional e o envolvimento dos pais, é essencial para gerenciar o estresse e promover o bem-estar integral do estudante”, finaliza.

 

Sobre a Rede Alfa CEM Bilíngue

 

A Rede Alfa CEM Bilíngue foi idealizada através do sonho de uma professora de História e tem uma Filosofia Educacional que impulsiona a percepção do aluno, fazendo-o refletir, questionar e principalmente transformar. Hoje, a Rede mantém uma sólida premissa de que o conhecimento humano é o maior tesouro a ser legado para as próximas gerações e que, ao mesmo tempo, a autonomia intelectual oferecerá ao estudante a capacidade de manusear o conhecimento, adquirido e/ou produzido, de maneira única e autêntica.

 

A Rede Alfa CEM Bilíngue  aposta na diversificação metodológica para gerar o prazer da aprendizagem, seguida pelo desenvolvimento de múltiplas formas de aprender durante toda a vida, o que permite obter resultados em primeiro lugar nos últimos anos do ENEM em toda a Rede e manter a taxa de 100% de aprovação das Provas de Proficiência de Cambridge. Saiba mais em: alfacembilingue.com.br.

Maternidade

Acordar o bebê para mamar: o que avaliar antes de interromper o sono da criança

  • Especialista em sono infantil e amamentação explica por que a orientação varia conforme a fase do bebê e alerta para excessos que geram insegurança materna

 

Entre as muitas dúvidas que surgem nos primeiros dias de vida do bebê, uma das mais comuns entre as mães é: afinal, é preciso acordar o bebê para mamar durante a madrugada? Segundo a especialista em sono infantil e amamentação Bruna Ramos, criadora do perfil @obebe_chegou, a resposta não é única e depende de fatores como idade, ganho de peso e condições de saúde do bebê.

 

Nos primeiros dias de vida, acordar o recém-nascido para mamar costuma ser uma recomendação frequente nas maternidades. “Em geral, indico acordar o bebê a cada três horas, tanto de dia quanto à noite, para garantir nutrição adequada e evitar quadros como a hipoglicemia”, explica Bruna. Em casos específicos, como prematuridade, baixo peso ao nascer ou alterações glicêmicas, o intervalo pode ser menor, chegando a duas horas, sempre com orientação médica.

 

Esse cuidado, no entanto, tende a ser temporário. “Após a primeira consulta com o pediatra, se o bebê estiver ganhando peso, apresentando sinais claros de boa hidratação (após 6 dias de vida, pelo menos 6 xixis por dia) e com evacuações diárias (para os primeiros 30 de vida), no geral não há necessidade de acordar o bebê para mamar durante a noite”, orienta a especialista.

 

Bruna alerta que um erro comum é manter essa prática por mais tempo do que o necessário. “Muitas mães seguem acordando o bebê por medo de que ele fique sem se alimentar o suficiente, quando, na verdade, poderiam aproveitar esse período para descansar também.” Ela explica que observar os sinais do bebê é fundamental para identificar a fome, especialmente durante a madrugada. Choro, movimentos de sucção, chupar os lábios, colocar as mãos na boca, se remexer muito, procurar o peito ou acordar espontaneamente são alguns indícios de que o bebê pode estar com fome.

 

Durante o dia, porém, o cuidado é outro. “Boas mamadas diurnas ajudam a garantir um aporte adequado de nutrientes e contribuem, inclusive, para um sono noturno melhor”, afirma.

 

A especialista também destaca que não existe um número ideal de mamadas noturnas que sirva para todos os bebês. “Cada bebê tem seu próprio ritmo. Bebês maiores que acordam muitas vezes à noite nem sempre estão com fome; outras causas podem estar envolvidas, como rotina inadequada, ambiente de sono, excesso de estímulos ou pouco gasto de energia durante o dia, que precisam ser ajustados.”

 

Bruna reforça que sempre há exceções, especialmente entre bebês prematuros ou com ganho de peso insuficiente, e que a avaliação individual é essencial. “Por isso, a conversa com o pediatra e a consultora de amamentação é fundamental para avaliar cada caso”.

 

Quando acordar o bebê é necessário, Bruna orienta usar estímulos suaves, como conversar, pegar no colo, tirar um pouco da roupa ou fazer carinho no rosto e nos pés.

 

“No fim das contas, informação de qualidade traz tranquilidade. Entender quando acordar o bebê é necessário — e quando não é — ajuda a reduzir a ansiedade materna e a construir uma rotina mais leve para toda a família”, conclui.

 

Sobre Bruna Ramos

 

Bruna Ramos é especialista em amamentação e certificada em sono infantil com extensão universitária pela Universidade de Brasília. Graduada em Biologia pela UNICAMP, também concluiu doutorado e pós-doutorado em Genética e Biologia Molecular na mesma instituição.

 

Criadora do perfil @obebe_chegou, Bruna alia conhecimento científico à prática educativa e compartilha conteúdos sobre sono infantil e amamentação que já impactaram mais de 200 mil pessoas, entre famílias, educadores e profissionais da saúde. Oferece orientação baseada em evidências para promover noites de sono mais tranquilas, sonecas de qualidade e bem-estar das crianças.

 

Além disso, desenvolve materiais educativos e cursos voltados para pais e cuidadores, sempre com abordagem humanizada, prática e embasada na ciência do desenvolvimento infantil.

 

https://www.instagram.com/obebe_chegou/https://www.instagram.com/obebe_chegou/

Colunistas

No verão, cuidar da pele, do cabelo e da saúde não é frescura, é responsabilidade

No verão, proteger-se começa antes de sair de casa. Consultar o nível de radiação UV no aplicativo do tempo do celular é uma estratégia simples, prática e eficaz

 

Índice UV acima de 6 exige atenção redobrada, acima de 8, a exposição sem proteção torna-se perigosa. Em dias com índice elevado, é prudente reforçar o protetor solar, usar chapéu, camiseta UV e evitar o sol entre 10h e 16h, quando o sol é mais agressivo. Não é preciso deixar de aproveitar a estação, basta reorganizar os momentos ao ar livre, priorizando o início da manhã e o final da tarde.

 

A cada temporada, os índices de radiação UV aumentam, e com eles cresce o risco de danos cumulativos à saúde. Um ponto importante é o impacto das queimaduras solares na infância: ter cinco ou mais queimaduras com bolhas antes dos 20 anos pode dobrar o risco de melanoma ao longo da vida, conforme apontam pesquisas da American Cancer Society e do National Cancer Institute. Isso acontece porque a radiação UV danifica o DNA das células da pele, e repetidos ciclos de dano e reparo aumentam a chance de mutações malignas.

 

Mas afinal, o que é o melanoma? O melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele. Ele se origina nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, que dá cor à pele. Diferente dos carcinomas basocelular e espinocelular, o melanoma tem alto potencial de metástase, podendo se espalhar rapidamente. Quando diagnosticado cedo, tem altas taxas de cura, quando descoberto tardiamente, o prognóstico se torna muito mais complexo. Daí a importância da prevenção e da vigilância.

 

A saúde dos cabelos também sofre com o calor. A radiação UV degrada proteínas como a queratina, aumenta o ressecamento e desbota fios tingidos. O sal do mar e o cloro da piscina intensificam a perda de água, deixando os fios mais frágeis. Hidratações semanais, produtos com filtro UV e o hábito de enxaguar o cabelo logo após o mergulho fazem toda a diferença nos cuidados.

 

Outra aliada importante para se cuidar no verão é a alimentação, que pode reforçar a defesa natural da pele. Antioxidantes presentes em frutas vermelhas, cenoura, mamão, folhas verde-escuras, além de alimentos ricos em ômega-3, ajudam a combater radicais livres produzidos pela exposição solar. Manter a hidratação adequada também é essencial para preservar a saúde.

 

E quando se fala em verão, não podemos ignorar o cuidado com as crianças, que são as mais vulneráveis aos efeitos nocivos do sol e também às situações de risco nas praias e piscinas. Além do protetor, chapéu e roupas com proteção UV, uma dica simples que salva vidas é vestir os pequenos com cores vibrantes ao entrar no mar. Estudos de engenharia marítima e salvamento mostram que amarelo neon, laranja e rosa-choque são detectados com mais facilidade mesmo em águas agitadas. Isso aumenta a visibilidade e agiliza o resgate em situações de correntezas ou distração rápida dos adultos.

 

Vale também orientar sobre não ficar de costas para o mar, respeitar bandeiras de segurança e manter supervisão constante de “braço estendido”, ou seja, perto o suficiente para alcançar a criança imediatamente, e nunca apenas “no campo de visão”.

 

O verão é, sem dúvida, uma das épocas mais gostosas do ano. Porém, aproveitar a estação não significa se expor sem responsabilidade. Significa cuidar do corpo hoje para colher saúde e tranquilidade amanhã. Proteger a pele, o cabelo e, acima de tudo, a vida deve ser sempre prioridade.

 

* Patrícia Rondon Gallina Menegassa é farmacêutica, especialista em farmácia estética, mestre em ciências farmacêuticas e professora da Uninter.