Beleza

Células espelho de colágeno: o inimigo silencioso da juventude da pele

À medida que a ciência da estética avança, novas descobertas ajudam a explicar por que a pele perde sua vitalidade mesmo quando parece saudável em superfície

 

Uma dessas descobertas recentes envolve as chamadas células espelho de colágeno — células que aparentam estar ativas, mas que, na verdade, funcionam como verdadeiros “agentes sabotadores” do tecido cutâneo.

 

Essas células são fibroblastos que perderam sua função produtiva, mas continuam ocupando espaço na matriz dérmica. Elas imitam o formato das células jovens, mas já entraram num processo conhecido como senescência celular — ou seja, pararam de produzir colágeno e, pior, começam a emitir sinais inflamatórios que aceleram o envelhecimento ao redor.

 

Essas células senescentes induzem outras células vizinhas a seguirem o mesmo caminho, criando um efeito em cadeia silencioso, mas devastador: a pele vai perdendo densidade, elasticidade e viço. A boa notícia é que tecnologias como o HIFU (Ultrassom Microfocado de Alta Intensidade) atuam justamente onde a cosmética tradicional não alcança: na renovação das camadas mais profundas da pele.

 

O calor gerado pelo HIFU (entre 60 °C e 70 °C) provoca microlesões térmicas controladas na derme profunda e na fáscia muscular, estimulando a autofagia celular — um processo biológico de autolimpeza no qual as células danificadas ou senescentes são eliminadas para dar espaço a novas células funcionais.

 

Além disso, o HIFU reativa os fibroblastos saudáveis, desencadeando a produção de colágeno tipo I e III, que são responsáveis pela sustentação e firmeza da pele. Em outras palavras, ele “reseta” a pele, promovendo uma renovação estrutural que vai muito além da superfície.

 

Estudos recentes apontam que, após sessões de HIFU, há um aumento mensurável na densidade dérmica, reorganização das fibras colágenas e melhora significativa na qualidade da matriz extracelular. Isso se traduz clinicamente em uma pele mais firme, iluminada e com contornos faciais mais definidos — efeitos que continuam evoluindo por até seis meses após a aplicação.

 

Portanto, mais do que um tratamento estético, o HIFU é uma intervenção de reparo profundo, com respaldo científico. Ele elimina as células que envelhecem a pele “por dentro”, substituindo-as por uma nova rede de colágeno funcional — e isso sim é rejuvenescimento de verdade.

 

* Artigo escrito pela Dra. Nina Lima, Formada em Biomedicina, Perícia Criminal e Investigação Forense, com mestrado em Bioética, pós-graduações em Hematologia e Neurociência, além de formação em Terapia Neural.

 

Para saber mais sobre a clinica da Dra Nina Lima, clique aqui!

Saúde & Bem-estar

Como o esporte contribui no desenvolvimento de crianças com autismo?

 

Especialista do IBMR destaca impactos positivos na coordenação motora, no comportamento e nas relações sociais

 

A prática de atividades físicas na infância vai muito além do lazer: ela é parte fundamental do desenvolvimento. No caso de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o esporte pode ser um importante aliado no avanço de habilidades motoras, na autorregulação e na socialização.

 

Segundo o Dr. Estêvão Monteiro, professor de Educação Física do IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, o movimento desempenha um papel central no crescimento infantil.

 

“A atividade física não é um detalhe na infância; ela é parte do próprio desenvolvimento. Para qualquer criança, o movimento favorece saúde cardiovascular, força, ossos, sono, cognição, humor e aprendizagem. No caso das crianças com TEA, há benefícios particularmente relevantes em habilidades motoras, comportamento, autorregulação e participação nas atividades do dia a dia”, explica.

 

Além dos ganhos físicos, o esporte também se destaca como uma ferramenta importante para a socialização. A vivência em atividades coletivas cria oportunidades de interação, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades sociais e comunicativas.

 

“O esporte cria algo muito valioso: situações reais e repetidas de convivência. A criança aprende a esperar a vez, compartilhar espaço, seguir regras, observar o outro, responder a sinais, cooperar, lidar com pequenos erros e comemorar conquistas. Ou seja, a socialização deixa de ser uma ideia abstrata e vira prática corporal concreta”, afirma o professor.

 

Embora não exista uma modalidade ideal para todas as crianças com TEA, diferentes atividades podem trazer bons resultados, desde esportes coletivos até práticas como natação, dança, artes marciais e equoterapia.

 

O mais importante, segundo o especialista, é respeitar o perfil individual de cada criança. A escolha da atividade deve levar em conta fatores como nível de coordenação motora, perfil sensorial, forma de comunicação, interesses da criança e, principalmente, a possibilidade de adesão. Mais do que definir qual esporte é o melhor, é essencial avaliar em qual contexto essa criança consegue participar, evoluir e se sentir pertencente.

 

Para garantir uma prática segura e inclusiva, adaptações no ambiente e na condução das atividades são essenciais. Entre as recomendações estão o uso de instruções claras, apoio visual, rotinas previsíveis e progressão gradual dos exercícios.

 

“A palavra-chave é individualização. Inclusão de verdade não é só deixar entrar; é garantir que a criança participe, aprenda e permaneça. É preciso ajustar o ambiente, a comunicação e a progressão da atividade, respeitando o tempo e as necessidades de cada criança”, reforça.

Festas e eventos

Via Mia Américas Shopping, um espaço que vai além da moda

A loja da Via Mia no Américas Shopping, no Recreio dos Bandeirantes, vem se consolidando como um espaço que vai além do varejo

 

Sob o comando de Carla Luz, o local tem se transformado em um ponto de encontro para vivências que unem moda, bem-estar e conexões reais. Em março, a unidade recebeu um evento especial em celebração ao mês da mulher, reunindo convidadas em uma tarde leve, marcada por troca, acolhimento e autoestima.

 

A programação contou com ativações cuidadosamente selecionadas, como coloração pessoal com Larissa Rodrigues, maquiagem com Fabia Moreira e reflexologia podal com Maya Almeida. As participantes também puderam conhecer de perto a coleção, em um ambiente pensado para valorizar cada detalhe da jornada.

 

Já em abril, o encontro manteve o mesmo formato de sucesso, reforçando a proposta de momentos intimistas e estratégicos dentro da loja, com novas experiências que aproximam ainda mais o público da marca. As convidadas ficaram ainda mais lindas com a maquiagem de Ana Matos, após uma massagem revitalizante facial com Mara Mendes, além de conferir as novidades da coleção em um clima acolhedor e cheio de estilo.

 

A curadoria das marcas e experiências foi realizada pela jornalista e editora da Utilità, Daniela Andrade, fortalecendo o propósito de transformar o varejo em um espaço de relacionamento e troca entre empreendedoras e clientes.

 

Nesta edição, Carla Luz também firmou uma parceria especial com a TT Burger Recreio, representada pelo seu mascote “catchup de goiabada”, agregando entretenimento e uma experiência gastronômica ao encontro.

 

Essas iniciativas reforçam uma tendência clara: oferecer muito mais do que produtos — proporcionar experiências. O próximo encontro já tem data marcada: dia 15 de maio, com uma proposta especial voltada para o Dia dos Namorados.

 

Mais do que uma loja, a Via Mia se firma como um espaço onde estilo, vivência e conexões caminham juntos.

 

Siga: @viamiaamericashopping

Saúde & Bem-estar

Endolaser: uma nova abordagem para o bioestímulo térmico na formação de colágeno e rejuvenescimento facial

Dra. Andrea Peres é cirurgiã-dentista, com especialização em Implantodontia e Harmonização Orofacial e tem mais de 30 cursos na área da harmonização

 

Além disso, fez curso internacional de anatomia em cadáveres frescos no MARC Institute e é professora assistente do curso de Atualização em Cirurgias estéticas da face do IAT (Instituto Andréa Tedesco).

 

Desde 2023, ela utiliza em sua clínica, o Studio Nova Estética Orofacial, o Endolaser, um procedimento até então inovador que usa uma técnica de aplicação de laser intradérmico de Diodo, onde através de uma fibra óptica, estimula a produção de colágeno e promove emagrecimento facial (lipólise de gordura).

 

Além disso é um excelente tratamento para cicatrizes de acne, bolsas infraorbitarias, redução de rugas estáticas, código de barras, entre outras funções e benefícios.

 

O procedimento é realizado em consultório, com anestesia local e sem dor. O planejamento e resultado são individuais e, dependendo do caso, é necessário mais de uma sessão.

 

O endolaser é considerado uma técnica moderna e revolucionária, popularizando-se como alternativa “sem cortes” a lipoaspiração e ao lifting cirúrgico. Embora o uso em varizes já exista, sua aplicação em estética facial e corporal para gordura e flacidez se tornou uma das maiores tendências atuais, focando em resultados rápidos.

 

Para quem quiser conhecer melhor o trabalho dela, o Studio Nova Estética Orofacial fica na Av. das Américas, 18.000, sala 318 C, no Recreio dos Bandeirantes. Marque um horário pelo (21) 96427-5647 ou pelo @studionova.orofacial.

 

Saúde & Bem-estar

Quando a estética ultrapassa os limites da Odontologia

A recente decisão do Conselho Federal de Odontologia de reconhecer a Cirurgia Estética Orofacial como nova especialidade, por meio da Resolução CFO nº 286/2026, amplia de forma preocupante o campo de atuação dos cirurgiões-dentistas e reacende um debate delicado sobre limites técnicos, segurança e responsabilidade profissional

 

Com a norma, procedimentos estético-faciais que até pouco tempo estavam fora da prática odontológica tradicional passam a ser formalmente incorporados ao exercício da profissão. A mudança inclui intervenções de maior complexidade na face, deslocando a odontologia para uma zona de atuação cada vez mais próxima da cirurgia estética.

 

O argumento do Conselho Federal de Odontologia é o de que o domínio anatômico da região de cabeça e pescoço habilita o dentista a avançar nesse território. De fato, a formação odontológica oferece conhecimento anatômico facial. Mas conhecimento anatômico, isoladamente, não substitui formação cirúrgica ampla, experiência hospitalar, manejo de complicações sistêmicas e preparo para intercorrências que podem surgir em procedimentos invasivos.

 

A face não é apenas um território anatômico: é uma área de elevada complexidade funcional, vascular e estética, onde qualquer intervenção exige avaliação rigorosa, indicação precisa e retaguarda adequada. Em procedimentos cirúrgicos, a margem para erro é mínima e o impacto de uma complicação pode ser irreversível. Ao permitir intervenções cirúrgicas que envolvem estruturas ósseas, nervosas, cartilaginosas, vasos sanguíneos e risco anestésico, a norma ultrapassa limites de segurança.

 

A formação médica inclui anos de treinamento hospitalar, residência, vivência cirúrgica supervisionada e preparo para enfrentar urgências. Ainda assim, podem surgir problemas. Imagine o risco que o paciente passa ao fazer um procedimento estético com quem não tem formação específica.

 

Um levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) mostrou que o número de ocorrências envolvendo profissionais não médicos vem aumentando. Em 2024 foram 248 queixas, no ano passado 472 – um aumento de 90,3%. Por isso, é preciso ter cautela. Quando o critério técnico cede espaço à pressão corporativa, a conta chega ao paciente

 

* Antonio José Gonçalves é professor de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Santa Casa de São Paulo e presidente da Associação Paulista de Medicina (APM)

Carreira & negócios

Priscila Guimarães: entre recomeços com brilho próprio, exercício de coragem e perseverança

Empreender, para Priscila Guimarães, sempre foi um exercício de coragem e perseverança

 

Há 12 anos à frente da Priscila Guimarães Acessórios, ela construiu sua marca a partir de um modelo simples: atendendo clientes de porta em porta e criando laços de confiança e cuidado.

 

Um dos maiores desafios surgiu com a mudança de bairro. A distância, um filho pequeno e a necessidade de recomeçar do zero exigiram reinvenção. Foi nesse momento que Priscila reafirmou sua força empreendedora, conquistando novas clientes e adaptando sua forma de vender.

 

“O que me move diariamente é o impacto do meu trabalho na autoestima feminina”, explica Priscila.

 

Suas semijoias acompanham mulheres em momentos cotidianos e especiais, funcionando como extensão da identidade e da confiança de cada uma. O apoio constante da família — esposo e filho — também é um pilar fundamental nessa caminhada.

 

Ver a marca crescer novamente por meio de indicações foi um marco que confirmou que acolhimento, verdade e dedicação fazem a diferença. Para Priscila, empreender é seguir avançando com fé, determinação e sensibilidade, acreditando que sonhos se constroem passo a passo.

 

Para acompanhar o trabalho de Priscila Guimarães, siga o perfil no Instagram: @priscilaguimaraesacessorios ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 97358-5555.

Cultura

Professora e aluna surdas transformam desafios em conquista por meio da educação

Libras e educação inclusiva possibilitam acesso ao ensino superior no Brasil

 

Histórias de superação reforçam o papel da educação como ferramenta de transformação social. Como no caso de pessoas com deficiência que possuem desafios diários impostos pela falta de acessibilidade e pelo preconceito, mas existe quem consegue mudar suas realidades por meio do ensino superior.

 

Como no exemplo de Mariana Victoria Sarnik que nasceu com surdez bilateral profunda. Desde a infância, sonhava em seguir os passos do pai e se tornar farmacêutica. O caminho exigiu esforço redobrado: aprendeu acompanhando a leitura labial dos professores e contou com a interpretação em Libras para garantir o acesso ao conteúdo.

 

Hoje, Mariana é uma das farmacêuticas surda pioneiras no Paraná a assumir a função de diretora técnica responsável por uma farmácia. Além de atuar na área, ela também ensina alunos surdos de cursos de Farmácia em todo o Brasil, utilizando a interpretação em Libras como ponte para o conhecimento. Ela ainda surpreende ao tocar piano, usando a vibração das teclas como referência e mostrando que a limitação auditiva não define seus talentos.

 

Outra trajetória marcada pela superação é a da professora Bruna Narazaki. Surda desde o nascimento, em decorrência de rubéola contraída pela mãe durante a gestação, ela enfrentou preconceito na infância e na escola. Com apoio da família, aprendeu a falar, escrever e encontrou na educação sua missão de vida. Tornou-se professora com o propósito de transformar a forma como a sociedade enxerga as pessoas surdas.

 

“Somos capazes de realizar as mesmas atividades que qualquer pessoa. A diferença está apenas na audição. O que precisamos são adaptações, como recursos visuais e tecnologias assistivas”, destaca. Hoje é professora de Libras, buscando ampliar o acesso dos surdos.

 

Histórias como as de Mariana e Bruna mostram que a educação é mais do que um caminho profissional: é instrumento de autonomia, inclusão e transformação social. Pessoas surdas seguem rompendo barreiras e provando que talento, competência e liderança não dependem da audição — dependem de oportunidade.

 

No Brasil, há cerca de 10,2 milhões de pessoas surdas ou com deficiência auditiva, segundo o IBGE. Destas, 2,7 milhões possuem surdez profunda. No Paraná, são aproximadamente 350 mil pessoas, sendo 95 mil na capital. Apesar desses números, apenas 5% dominam a Língua Brasileira de Sinais (Libras), reconhecida pela Lei 10.436/2002 como meio legal de comunicação e expressão.

 

A inclusão no ensino superior tem avançado. O número de estudantes com deficiência matriculados na graduação cresceu 153% em uma década, segundo o Censo da Educação Superior. Na Uninter, o Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (SIANEE) apoia atualmente 6.850 estudantes no Brasil e no exterior, oferecendo suporte em Libras, Braile, tecnologias assistivas e adaptações pedagógicas personalizadas. A equipe conta com tradutores intérpretes de Libras e profissionais especializados.

 

“Nosso trabalho é viabilizar a acessibilidade de acordo com a necessidade de cada aluno. Muitos buscam o ensino superior para crescer profissionalmente e conquistar melhores oportunidades”, afirma a professora Leomar Marchesini, coordenadora do SIANEE.

 

A instituição também oferece a Licenciatura em Letras – Libras, formando profissionais para atender a uma demanda crescente por educação inclusiva no

Carreira & negócios

Com superação e propósito, Grazielle Rosa: bastidores que geram mudanças reais

A trajetória de Grazielle Rosa é marcada por superação e propósito

 

Enfermeira por formação, servidora pública, comunicadora e escritora, ela acredita no poder da educação como ferramenta de transformação social.

 

Coautora do livro “Universo Feminino Cases de Sucesso”, em que assina o capítulo “O sucesso por trás dos bastidores”, Grazielle atua também como colunista de uma revista de abrangência nacional, na qual destaca avanços do legislativo em pautas de saúde.

 

Ingressando no universo da nova economia da privacidade, conecta educação, proteção de dados e empreendedorismo com olhar humano e técnico.

 

Inspirada pela missão de transformar vidas, afirma: “Não entrego soluções prontas — eu construo caminhos que respeitam histórias, transformam realidades e ampliam possibilidades.”

 

Para acompanhar o trabalho de Grazielle, siga o perfil no @graziellerosaoficial, ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 99959-5892

Saúde & Bem-estar

Outono exige atenção à imunidade e aos cuidados com a saúde

Queda de temperatura, ar seco e mudanças na rotina impactam as defesas do organismo e reforçam a importância da reposição de vitaminas e minerais no dia a dia

 

A chegada do outono é marcada pela queda das temperaturas, ar mais seco e maior amplitude térmica ao longo do dia, fatores que exigem uma adaptação rápida do organismo. Essa transição, muitas vezes sutil, tem impacto direto na saúde, especialmente no sistema imunológico, que pode ficar mais suscetível a alergias e quadros virais comuns nessa época do ano.

 

Atenta a esse cenário, a Schraiber reforça a importância de olhar para a imunidade de forma preventiva, especialmente em períodos de transição climática. O período também costuma registrar aumento na circulação de vírus e uma tendência maior ao ressecamento das vias aéreas, o que reduz as defesas naturais do corpo. Além disso, hábitos como menor exposição ao sol e mudanças na alimentação podem influenciar negativamente a imunidade.

 

Nesse contexto, reforçar os cuidados com a saúde torna-se essencial. Nutrientes como vitamina C, vitamina D, zinco e selênio têm papel importante na proteção do organismo, atuando como antioxidantes e contribuindo para o funcionamento adequado das células de defesa.

 

“A rotina também influencia diretamente a resposta do organismo. Sono de qualidade, alimentação equilibrada e, quando necessário, a suplementação de nutrientes ajudam a manter o sistema imunológico preparado para enfrentar as mudanças típicas do outono”, explica Evelin Egedy, engenheira química da Schraiber.

 

Outro ponto de atenção é a vitamina D, cuja produção depende da exposição solar, algo que tende a diminuir durante o outono e inverno. A baixa disponibilidade desse nutriente pode impactar diretamente a imunidade e a saúde óssea, tornando ainda mais importante o acompanhamento dos níveis no organismo.

 

A suplementação nutricional pode ser uma aliada nesse processo, especialmente quando há dificuldade em atingir as necessidades diárias apenas por meio da alimentação e hábitos diários. Compostos que combinam vitaminas, minerais e ingredientes naturais, como o própolis, conhecido por suas propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias, podem contribuir para o suporte imunológico de forma complementar.

 

“A combinação de vitaminas e minerais, como vitamina C, D, zinco e selênio, aliada a ingredientes de origem natural, pode contribuir para o suporte das defesas do organismo, especialmente em períodos em que o corpo está mais exposto a agentes externos”, complementa a especialista.

 

Adotar uma rotina de cuidados e estar atento aos sinais do corpo são atitudes fundamentais para atravessar a estação com mais equilíbrio e bem-estar.

Comportamento

Redações latino-americanas traçam caminhos mais seguros para jornalistas mulheres

Após o fechamento do respeitado veículo guatemalteco elPeriódico, em maio de 2023 — depois de uma perseguição prolongada contra seu fundador, José Rubén Zamora —, alguns de seus jornalistas decidiram continuar o trabalho que marcou a publicação

 

“Eles tentaram nos silenciar, mas não conseguiram”, disse Gerson Ortiz, o último editor-chefe do elPeriódico, à LatAm Journalism Review (LJR) em julho de 2024. “Eles encerraram o elPeriódico, mas o jornalismo na Guatemala continua vivo.”

 

Ortiz, junto com a então diretora Julia Corado, lançou o eP Investiga em abril de 2024 — um veículo investigativo inspirado no jornalismo ambicioso e crítico de seu antecessor. Contudo, os desafios surgiram de imediato, e os obstáculos foram ainda maiores, pois ambos foram obrigados a codirigir o veículo a partir do exílio.

 

Uma repórter foi agredida por um advogado investigado por suposta fraude fiscal. E o site saiu do ar após um ataque de bots enquanto a equipe cobria a prisão de uma defensora dos direitos humanos no país vizinho, El Salvador.

 

A direção do veículo afirmou que a resposta das autoridades foi insuficiente ou até agravou os danos, expondo o quão pouco preparada estava a pequena equipe para enfrentar tais ameaças.

 

“Como somos um veículo novo, com uma redação enxuta, ainda temos pendências a resolver, como estabelecer protocolos de segurança e definir como reagir em caso de emergência”, contou à LJR uma das editoras, Shirlie Rodríguez.

 

Atenta a isso, a equipe do eP Investiga inscreveu-se para participar do programa “Salvaguardando Vozes Femininas: Aprimorando Estratégias de Segurança com Recorte de Gênero nas Redações”, uma iniciativa de um ano concebida para ajudar veículos a fortalecer suas medidas de segurança e lidar com os riscos específicos enfrentados por jornalistas mulheres. O eP Investiga foi um dos apenas três veículos da América Latina e Caribe selecionados.

 

A group of people in front oEquipe do meio guatemalteco eP Investiga, um dos três veículos da América Latina e do Caribe que fazem parte da iniciativa “Safeguarding Women’s Voices”. (Foto: Cortesia) O programa, administrado pela International Women’s Media Foundation (IWMF) e pela UNESCO, reúne 11 veículos de todo o mundo. Segundo a IWMF, os outros dois veículos latino-americanos preferiram não ter seus nomes divulgados.

 

Os participantes recebem apoio personalizado para desenvolver protocolos de segurança adaptados às ameaças que enfrentam — sejam elas de âmbito nacional ou ligadas à cobertura diária —, explicou à LJR a gerente do programa, Angelica Mayor.

 

A iniciativa começa com avaliações das vulnerabilidades de cada redação e das medidas de proteção já existentes, seguidas de grupos focais com as equipes participantes e colaboradores freelancers, além de treinamentos em segurança física e digital.

 

As necessidades variam bastante. Alguns veículos sofrem intimidação de autoridades públicas; outros lidam com desafios logísticos e jurídicos de operar além-fronteiras, como é o caso das redações no exílio, a exemplo do eP Investiga.

 

“Quando falamos de jornalistas no exílio, há muita compartimentalização, pois trabalham com colegas que ainda estão no país, enquanto outros estão fora, deixando a redação em situação bem precária”, disse Mayor.

 

Apesar dessas particularidades, as conversas iniciais permitiram à equipe do programa identificar padrões globais. Um deles envolve ameaças de agentes estatais, mais especificamente a vigilância sobre as redações. Grupos criminosos também vigiam, agora utilizando drones, assim como fazem os agentes estatais.

 

As redações também enfrentam assassinatos, extorsão e exposição a áreas de conflitos (cobertura de tiroteios, ataques etc.). No campo digital, contou Mayor, há inúmeros casos de phishing (alguns mais sofisticados que outros), ataques a sites e redes sociais, além de vigilância online. Casos envolvendo o spyware Pegasus e outros softwares estão entre as maiores preocupações.

 

“Muitas redações não têm uma estrutura de comunicação segura”, explicou Mayor, incluindo aí a proteção do contato com fontes. “Portanto, estamos trabalhando para garantir que usem autenticação de dois fatores, que reconheçam quando dispositivos pessoais são usados para o trabalho e como isso pode comprometer pessoas devido às informações armazenadas nesses dispositivos.”

 

Alguns veículos têm seus endereços físicos vinculados ao do jornalista ou editor, o que aumenta o risco de doxxing e até de violência física. “Também há o assédio online como tática para desencorajar a cobertura e isso atinge de forma predominante — ou desproporcional — jornalistas mulheres e profissionais de grupos marginalizados, o que desestimula ainda mais o trabalho jornalístico”, afirmou Mayor.

 

De fato, um estudo global de 2021 apontou que 73 % das jornalistas entrevistadas relataram ter sofrido assédio online em algum momento por causa de seu trabalho. Além disso, os ataques foram mais intensos contra mulheres que se identificavam como indígenas ou negras.

 

Esses casos levam à autocensura e até ao abandono da profissão por parte de mulheres. É justamente por isso que a iniciativa busca protegê-las. “O programa contempla todos os gêneros, mas sempre aplicamos um olhar sensível a gênero porque […] nossas pesquisas mostram que jornalistas mulheres e não bináries recebem mais ameaças por conta de sua identidade”, disse Mayor.

 

Rodríguez concorda; ela também observa que os ataques direcionados às mulheres da equipe tendem a ser sexualizados e misóginos — agressões que acabam levando ao abandono do jornalismo. Rodríguez cita o caso de violência física contra sua colega como particularmente “chocante”. Além da agressão em si, preocupava-os a falta de clareza, dentro da redação, sobre quais protocolos seguir e onde buscar assistência jurídica.

 

Algo semelhante ocorreu com um ataque digital, que deixou o site fora do ar por pelo menos seis horas. A equipe técnica detectou “atividade incomum de bots” originada dos Estados Unidos e de El Salvador — justamente no momento em que cobriam a detenção da defensora de direitos humanos Ruth López em El Salvador.

 

“Os riscos são maiores para as mulheres. Os ataques são dirigidos violentamente à pessoa delas — como indivíduos”, afirmou Rodríguez. “Com esta iniciativa, esperamos estar mais preparadas para lidar com esses problemas.”